Onde ficar em Fez: os melhores bairros (2026)
Em Fez, o encanto de um bairro não decide nada: o que decide é se aceitas ou não acabar a pé. Fes el-Bali, a medina fundada no século nono, é o maior espaço urbano sem automóveis do mundo, e lá dentro não circula nenhum veículo. O táxi deixa-te diante de uma porta, Bab Boujloud em cima, R'cif em baixo, e a mala segue num carrinho de mão que um homem empurra à tua frente, por ruelas onde ainda se cruzam mulas carregadas. Lá dentro estão a mesquita Karaouiyine e a sua universidade de 859, a medersa Bou Inania, o fondouk dos carpinteiros, o museu Batha e os tanques dos curtumes de Chouara, que se olham do terraço de um vendedor de couro. Fora, a dez minutos de táxi, há elevadores, piscinas e estacionamentos.
Este guia reparte a cidade em quatro partes, e cada uma responde a essa pergunta, não a outra. A medina reúne sete das catorze moradas, porque é lá que estão os riads: casas de pátio voltadas para dentro, de cinco a doze quartos, um terraço de cobertura. Fes el-Jdid e o Mellah, a cidade merínida de 1276, guardam o palácio real, o cemitério judaico e o jardim de Jnan Sbil, e os seus hotéis têm o que a medina não tem: uma porta onde um táxi para. As alturas do norte, Borj Nord e os túmulos merínidas, têm uma única morada, e é a vista. A cidade nova, traçada a partir de 1916 a dois quilómetros dali, tem a estação, as esplanadas da avenida Hassan II e os hotéis com elevador. Do lado dos preços: a cama em camarata sai por € 10* e raramente chega aos € 15*; o quarto de uma casa de hóspedes simples começa nos € 40* e para nos € 80*, o riad de carácter pede € 90* e não passa dos € 160*, os dois palácios da medina € 250 a € 300*, e os hotéis com elevador da cidade nova vão de € 45 a € 130*.
De qualquer forma, é a medina mais bonita que visitei no país.
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Fes el-Bali: a medina, os riads e as ruelas A mesquita Karaouiyine e a sua universidade, a medersa Bou Inania, o fondouk Nejjarine e o seu museu da madeira, a Porta Azul de Bab Boujloud, o museu Dar Batha, Bab Ftouh, Bab Guissa, os curtumes de Chouara, as duas ruas principais Talaa Kebira e Talaa Seghira
para viver a medina, para os riads, para o chamamento à oração ao amanhecer
Dorme-se aqui por uma única razão, e basta: às cinco da manhã as mesquitas respondem umas às outras de um extremo ao outro do bairro, e às seis os carrinhos passam debaixo das janelas. A medina não se visita, atravessa-se: duas ruas principais, Talaa Kebira e Talaa Seghira, descem de Bab Boujloud para a Karaouiyine, e todo o resto é um emaranhado de derbs onde o telefone perde o norte. As moradas são riads, isto é, casas voltadas para o seu pátio: nada se vê da rua, a porta é baixa, e o interior é um poço de zellige e de madeira esculpida. A maioria manda alguém buscar-te à porta mais próxima, e é o serviço que mais conta por aqui. O reverso: os últimos duzentos metros fazem-se a pé, de dia como de noite.
A gente acorda com o som da oração, porque tem mesquita em cada esquina.
Onde ficar neste bairro
Riad Fes - Relais & Châteaux Luxo
Acima de Batha, a dez minutos a pé da Karaouiyine: três casas reunidas em torno de pátios, um tanque negro, uma piscina, um terraço de cobertura que olha toda a medina. Avaliado com 9,2 em quase trezentas avaliações, com 9,6 em conforto e 9,5 em limpeza. É a morada mais cara do guia, e aquela que as avaliações citam pelo restaurante tanto como pelos quartos.
Palais Amani Luxo
Na medina baixa, perto do R'cif: um dos maiores riads de origem de Fez, um pátio plantado de laranjeiras e oliveiras, um spa, um restaurante, um terraço de onde o labirinto se desdobra. Avaliado com 8,8, mas em apenas quarenta e cinco avaliações, com 9,6 em limpeza e 9,4 para a equipa. As avaliações falam de uma casa restaurada mais do que de um hotel, e é exactamente o que é.
Riad Laaroussa Custo-benefício
Um palácio do século dezassete perto da Talaa Seghira, e a melhor nota do guia: 9,6 em quase trezentas avaliações, com 9,8 em limpeza, conforto, localização e equipa. Piscina, hammam, spa, e um pequeno-almoço que as avaliações citam sistematicamente. A cerca de € 130* por noite, é também a morada melhor colocada na relação entre a nota e o preço.
Hotel & Spa Dar Bensouda Custo-benefício
A um quarto de hora a pé da praça Batha, dois pátios, uma piscina, um spa: a grande casa de hóspedes da medina, com o maior volume de avaliações do bairro, 9,1 em mais de mil e quinhentas. As notas de detalhe são regulares (9,5 para a equipa, 9,4 em conforto e em limpeza), e é isso que diz um volume assim: não é um golpe de sorte.
Dar Seffarine Custo-benefício
A dois passos da praça dos Seffarine, a dos latoeiros, e portanto no coração exacto da Fez antiga: 9,5 em mais de trezentas avaliações, das quais 9,7 para a equipa e 9,5 na relação qualidade-preço, a melhor nota do guia nesse ponto. As avaliações contam todas a mesma coisa: alguém vem esperar-te à entrada da medina, e o jantar toma-se sob a cúpula.
Riad Verus Econômico
Derb Arset Bennis, em Batha, a cinco minutos da Porta Azul: uma pousada dentro de um riad, camas em camarata a partir de € 12* e quartos privados, terraço de cobertura onde se toma o pequeno-almoço. Avaliada com 8,5 em quase setecentas avaliações, com 9,2 em localização e 9,1 para a equipa. É a morada de quem viaja só e quer dormir na medina sem pagar o preço dela.
Funky Fes Econômico
Perto de Bab Jdid, no canto sudoeste da medina: a mais barata das catorze moradas, € 10* a cama, pequeno-almoço marroquino à parte. Avaliada com 8,3 em mais de mil e duzentas avaliações, com 9,1 para a equipa e 9,0 na relação qualidade-preço. As avaliações insistem no espaço dos quartos e na ajuda do pessoal, que aqui é o que substitui um mapa.
Prós
- Tudo o que se vem ver está a menos de dez minutos a pé
- Os riads melhor avaliados da cidade, e de longe
Contras
- Nenhum carro: a mala acaba num carrinho de mão, e tu atrás
- A oração da madrugada ouve-se de todo o lado, e as ruelas ficam escuras à noite
Fes el-Jdid, o Mellah e a avenida Allal el-Fassi O palácio real e as suas portas de latão, o Mellah e o cemitério judaico de túmulos brancos, Bab Semmarine a porta dos ferradores, o jardim de Jnan Sbil, o mausoléu do Qadi Abu Bakr Ibn Al Arabi, o centro comercial Borj Fez
para uma porta onde o táxi para, e a medina a dez minutos a pé
É o compromisso de Fez, e é honesto. Fes el-Jdid, a cidade que os merínidas construíram em 1276 ao lado da antiga, tem ruas direitas e suficientemente largas para um carro: o palácio real e as suas sete portas de latão, o Mellah e o seu cemitério judaico de túmulos brancos alinhados na encosta, Bab Semmarine e a sua rua de merceeiros. Entre as duas medinas, o jardim de Jnan Sbil é a única verdadeira respiração da cidade velha, com os seus bambus e o seu tanque. Os hotéis, por seu lado, estão na avenida Allal el-Fassi, na orla da medina: grandes, com estacionamento e piscina, e a um quarto de hora a pé da Porta Azul. O reverso: as notas por lá ficam na casa dos 8, e os quartos têm a idade das suas fotografias.
Onde ficar neste bairro
Riad Jnan Sbil Custo-benefício
Encostado ao jardim de Jnan Sbil, portanto entre as duas medinas: uma pequena casa de hóspedes de alguns quartos com ar condicionado e terraço, avaliada com 8,5 em setenta e seis avaliações. O volume é baixo e a nota mantém-se: o que se compra aqui é poder voltar por uma rua onde passa um carro, e ter o jardim por vizinho.
Palais Medina Riad Resort Custo-benefício
Na avenida Allal el-Fassi, cinco hectares de jardim andaluz, piscinas e spa, quartos que dão para a medina ou para as árvores. Avaliado com 7,9 em mais de duas mil e trezentas avaliações, com 8,8 em localização, 8,2 em limpeza e 7,5 na relação qualidade-preço: é a nota média de um grande hotel que envelhece, não a de uma má morada, e a € 80* defende-se.
Barceló Fès Medina Custo-benefício
Ao lado do centro comercial Borj Fez, na orla da medina: um hotel internacional sem surpresas, quartos recentes, estacionamento, e o pequeno-almoço que as avaliações põem à frente. Avaliado com 7,9 em mais de mil e quatrocentas avaliações, dos quais 8,9 em localização e 8,6 em conforto. A € 65* a noite, é a morada do guia que pede menos esforço.
Prós
- Um táxi, um estacionamento e uma mala que não sai da bagageira
- O palácio, o Mellah e Jnan Sbil sem pegar no carro
Contras
- Apenas três moradas, e nenhuma acima de 8,5
- Os curtumes e a Karaouiyine pedem vinte minutos de marcha
As alturas do norte: Borj Nord e os túmulos merínidas O Borj Nord, forte saadiano do século dezasseis tornado museu das armas, os túmulos merínidas em ruínas sobre a crista, o panorama da medina ao pôr do sol, a subida desde Bab Guissa
para a vista sobre a medina, e para uma única morada
Não é um bairro onde se habita, é uma crista de onde se olha. Vinte minutos de subida desde Bab Guissa, ou cinco de táxi, e a medina inteira estende-se sob os olhos: o tabuleiro branco dos terraços, os minaretes, o fumo dos curtumes, as colinas mais além. O Borj Nord, forte saadiano do século dezasseis, abriga hoje uma colecção de armas; os túmulos merínidas, alguns muros de pé sobre o vazio, são o miradouro a que todos chegam uma hora antes do pôr do sol. Há uma única morada lá em cima, e vive dessa vista. O reverso: para jantar, para beber outra coisa que um chá, para todo o resto, há que descer.
Para aproveitar melhor a cidade, posso te aconselhar a ir tomar um copo em um hotel localizado na parte alta e que permite aproveitar de uma bela vista panorâmica.
Onde ficar neste bairro
Les Mérinides Custo-benefício
O hotel da colina dos túmulos, e o único: piscina exterior, dois restaurantes, estacionamento gratuito, e quartos cuja janela segura a medina inteira. Avaliado com 8,1 em mais de seiscentas avaliações, com 9,1 em localização, a melhor nota de localização do guia. As avaliações dizem todas a mesma coisa pela mesma ordem: a vista primeiro, a equipa depois, o pequeno-almoço a seguir.
Prós
- A vista que as avaliações deste guia citam mais, a partir do quarto
- Cinco minutos de táxi da medina, e a calma completa de noite
Contras
- Um único hotel, e nada em volta: cada saída faz-se de carro
- A subida a pé desde Bab Guissa é íngreme e sem sombra
A cidade nova: a estação, a avenida Hassan II e os grandes hotéis A estação de Fez e os seus comboios para Casablanca, Tânger e Marraquexe, a avenida Hassan II e o boulevard Mohammed V, o complexo desportivo e o seu estádio, os cafés e restaurantes do centro, o golfe do Fez Country Club cinco quilómetros mais a oeste
para o comboio, uma piscina, um elevador e passeios
Traçada pelos franceses a partir de 1916, a dois quilómetros da cidade velha, a cidade nova é tudo o que a medina não é: avenidas direitas, passeios, semáforos, cafés onde se fica na rua, e a estação de onde partem os comboios de Casablanca, Tânger e Marraquexe. Dorme-se aqui por razões práticas, e são boas: um comboio cedo, um carro de aluguer, crianças, uma piscina, um elevador até ao quarto. As três moradas de aqui são as maiores do guia em número de avaliações, e também as mais desiguais nas notas. O reverso é inteiro: a medina está a dez minutos de táxi, e um bairro de avenidas dos anos vinte não é o que se veio ver a Fez.
Onde ficar neste bairro
Hotel Sahrai Luxo
Na encosta de Dhar El Mehraz, acima da cidade nova e em frente à medina: o grande hotel contemporâneo de Fez, piscina, jardim, spa, bar de cobertura. Avaliado com 8,6 em mais de seiscentas avaliações, com 9,1 em limpeza e em conforto, mas 8,0 em localização, e é justo: está-se acima de tudo, portanto longe de tudo. As avaliações citam o serviço de quartos até à uma da manhã e o pôr do sol visto da piscina.
Fes Marriott Hotel Jnan Palace Custo-benefício
O grande hotel de congressos da cidade nova: quartos largos, piscina exterior, ginásio, sauna, seis restaurantes, estacionamento gratuito. Avaliado com 8,4 em mais de duas mil avaliações, com 8,8 em limpeza e para a equipa, 7,8 na relação qualidade-preço. A cerca de € 130*, é a morada das famílias e de quem viaja em trabalho, e as avaliações recentes dizem que precisaria de uma renovação.
Ibis Fes Econômico
Encostado à estação, piscina exterior num jardim, restaurante, e um quarto a partir de € 45*. Avaliado com 7,0 em mais de duas mil e quinhentas avaliações, o maior volume do guia, com 8,3 em localização e 7,5 em limpeza: é uma nota média assumida, e o que se compra aqui é pousar a mala a cinquenta metros da linha.
Prós
- A estação a pé, os táxis por todo o lado, o estacionamento à porta do hotel
- As piscinas, os elevadores e os quartos familiares do guia estão aqui
Contras
- Dez minutos de táxi para chegar à primeira porta da medina
- Nada de histórico para ver no próprio bairro
Nossas dicas para reservar bem
- A medina não se faz de carro, e a tua mala também não: É a primeira coisa a resolver, e decide o resto. Nenhum veículo entra em Fes el-Bali: o táxi deixa numa porta, e dali um homem leva a tua mala num carrinho de mão até ao riad, por algumas dezenas de dirhams. As duas portas úteis são Bab Boujloud em cima, para o lado da Talaa Kebira e de Batha, e R'cif em baixo, para a Karaouiyine e os curtumes. Pergunta ao riad, na reserva, por que porta chegar e se manda alguém: quase todos o fazem, e é a diferença entre vinte minutos de ruelas e uma chegada simples. Conta também com uma mala que rola mal: os derbs são de calçada e sobem.
- O labirinto, o telefone e os guias: Fes el-Bali conta vários milhares de ruelas, e o mapa do telefone perde lá o norte entre muros de seis metros. O método que funciona é o dos fassis: guardam-se as duas ruas grandes que descem de Bab Boujloud, Talaa Kebira e Talaa Seghira, e sobe-se na direcção delas assim que se está perdido. Um guia oficial, com o seu cartão, contrata-se por meio dia para uma primeira visita, e abre portas que não se vêem; os angariadores que propõem o mesmo à entrada das portas não são guias e acabam sempre numa loja. À noite as ruelas esvaziam-se e apagam-se cedo: é o momento em que o nome da rua do riad, apontado antes de partir, serve de verdade.
- Os curtumes, o couro e o que se paga: Os tanques dos curtumes de Chouara olham-se dos terraços dos vendedores de couro que os rodeiam: sobe-se, dão-te um ramo de menta para ter debaixo do nariz, e a visita é gratuita, mas a descida passa pela loja. Ninguém obriga a comprar; em contrapartida, um preço anunciado em babuchas ou em malas negocia-se, e começar por volta da metade não tem nada de malcriado. O mesmo para os tapetes, que julies_journeys aconselha a ir ver nos terraços: a vista sobre os tanques faz parte do negócio. Prevê dinheiro em dirhams, as lojas pequenas da medina não aceitam cartão, e as caixas automáticas estão em Batha, no R'cif e na cidade nova.
- Quando vir, e o que o verão faz à medina: Fez está a quatrocentos metros de altitude num corredor fechado pelas colinas, e o verão ali é seco e brutal: julho e agosto passam regularmente dos quarenta graus, e as ruelas sem sombra tornam-se impraticáveis à tarde. A primavera e o outono são as duas boas estações, de março a maio e de setembro a novembro, com dias a vinte e cinco graus e noites frescas. O inverno é suave e chuvoso, e os riads antigos aquecem mal: verifica que um quarto tem aquecimento, não só ar condicionado reversível. Durante o ramadão, os horários dos monumentos encurtam e muitos restaurantes só abrem à quebra do jejum: o riad, que serve jantar, torna-se então a solução.
- Um hotel da cidade nova escolhido apenas pelo preço: duas moradas muito visíveis mantêm por lá notas de 6,7 em quinhentas e setenta avaliações e de 7,1 em cento e cinquenta e seis, com comentários repetidos sobre as casas de banho e o pequeno-almoço. A € 45*, a morada da estação citada neste guia está avaliada com 7,0 em mais de duas mil e quinhentas avaliações: a esse nível de preço, o volume de avaliações vale mais do que uma boa surpresa.
- Os riads que anunciam um preço sem qualquer nota publicada, numerosos na medina abaixo de € 40*: existem, alguns são muito bons, mas uma casa de seis quartos sem nenhuma avaliação é uma aposta, e uma aposta de que não se sai a meio da noite num derb.
- Dormir na medina com uma mala grande e sem ter avisado o riad: é o único verdadeiro arrependimento que se lê nas avaliações de Fez. O mesmo riad, avisado, manda alguém à porta e o problema deixa de existir.
- O bairro do aeroporto de Fez-Saiss: quinze quilómetros a sul, nada em volta, e vinte e cinco minutos de estrada até ao centro. Mesmo para um voo cedo, dorme-se na cidade.
Perguntas frequentes: onde ficar em Fez
Em que bairro dormir em Fez pela primeira vez?
Dormir num riad ou num hotel em Fez?
Onde dormir barato em Fez?
Quantas noites prever em Fez?
Como chegar à medina a partir da estação ou do aeroporto de Fez?
Quanto custa uma noite em Fez?
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O que fazer em Fez
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