Angel de la Indepencia à Mexico

Top 20 destinos para viajar com sol em fevereiro de 2027

Enquanto o inverno toma conta da Europa, com suas manhãs enevoadas e dias curtos, outras partes do mundo registram sol forte e clima ideal. Em fevereiro, vale a pena colocar no radar as praias da América Central, os atóis da Polinésia ou as regiões áridas da África Austral. O Avygeo reuniu as melhores opções para trocar o casaco de frio pelo protetor solar, bem antes da chegada da primavera.

Os destinos preferidos dos membros, com sol em fevereiro

#1 a Cidade do México (México) +248 recomendações

7-23°C 8h 1 d.

A Cidade do México é uma megalópole que se experimenta primeiro pelo estômago. Seus 150 museus, seus bairros de atmosferas radicalmente diferentes e os vestígios astecas soterrados sob suas ruas fazem dela muito mais do que uma simples escala na América Latina. Dos tacos al pastor a 20 MXN (cerca de 6 reais) aos canais floridos de Xochimilco, a capital mexicana entrega uma intensidade sensorial que poucas cidades conseguem igualar, com um custo por dia bastante acessível.

#2 Guadalajara (México) +107 recomendações

10-27°C 8h 1 d.

Guadalajara pulsa ao som dos mariachis e de tradições que seguem bem vivas. Essa metrópole autêntica de Jalisco revela seus tesouros para quem viaja com curiosidade: murais monumentales em palácios barrocos, tortas ahogadas bem molhadas que se comem de colher e bairros artesanais onde o vidro soprado ganha forma na sua frente. Menos turística que Cancún e mais acessível que a Cidade do México, ela oferece uma imersão total na alma mexicana sem nenhuma encenação.

#3 a Cidade do Cabo (África do Sul) +87 recomendações

16-28°C 20°C 10h30 2 d.

Entre oceanos agitados e a imponente Table Mountain, a Cidade do Cabo combina praias com água gelada, bairros históricos marcados pelo passado, vinícolas nas encostas e pinguins na areia branca. Com uma culinária de alto nível e muitas opções de aventura, o destino mantém preços acessíveis, oferecendo uma mistura intensa de natureza selvagem e clima cosmopolita sob o sol do hemisfério sul.

#4 Dubai (Emirados Árabes Unidos) +76 recomendações

16-26°C 22°C 9h 2 d.

Erguida no meio do deserto em poucas décadas, Dubai empurra as fronteiras da engenharia ao extremo. A Burj Khalifa atinge 828 metros de altura, shoppings abrigam pistas de esqui cobertas e ilhas artificiais moldam o litoral. Apesar dos arranha-céus de vidro, os souks à beira do Creek e as dunas vermelhas ao redor mostram que a herança árabe continua viva. É uma cidade que desperta reações intensas e mexe com todo mundo que passa por lá.

#5 Bangkok (Tailândia) +73 recomendações

24-34°C 28°C 9h30 2 d.

Esta megalópole de oito milhões de habitantes na Tailândia mistura templos dourados antigos e arranha-céus futuristas em um ritmo tropical intenso. O aroma da comida de rua que custa a partir de 80 THB (cerca de 13 reais) toma o ar úmido enquanto monges com mantos cor de açafrão cruzam com executivos apressados. Do imponente Grand Palais às ruas movimentadas de Chinatown, passando pelos terraços nas alturas de Silom e pelo Buda reclinado de quarenta e seis metros, cada bairro revela uma faceta única da capital que funciona de sol a sol.

#6 Agra (Índia) +57 recomendações

11-26°C 8h30 2 d.

Agra vai muito além da silueta icônica do Taj Mahal. Essa antiga capital mogol, situada às margens do rio sagrado Yamuna, abriga monumentos grandiosos como o Forte Vermelho, o túmulo de Itimad-ud-Daulah e a histórica cidade de Fatehpur Sikri. Longe dos cartões-postais, a cidade revela um lado autêntico e intenso, onde a herança imperial se mistura ao cotidiano da Índia de hoje.

#7 Tulum (México) +41 recomendações

20-29°C 27°C 8h 4 d.

Tulum cultiva seus próprios paradoxos. De um lado, ruínas maias debruçadas sobre um mar de azul inacreditável e cenotes de águas cristalinas. Do outro, uma gentrificação acelerada que transformou uma vila de pescadores no quartel-general de influenciadores e retiros de ioga de luxo. Entre esses dois mundos, resiste um México autêntico de taquerias abertas até tarde e selva densa. O grande desafio por lá é encontrar o equilíbrio entre o cenário de cartão-postal e a realidade local.

#8 Siem Reap (Camboja) +40 recomendações

21-33°C 9h30 2 d.

Antiga capital do Império Khmer, Siem Reap abre o caminho para o complexo de Angkor e seus templos milenares tomados pela vegetação. Além das ruínas sagradas, esta cidade no noroeste do Camboja reúne mercados movimentados, a culinária khmer e vilarejos flutuantes no lago Tonlé Sap. Com preços baixos e uma atmosfera acolhedora, o destino atrai tanto viajantes com orçamento reduzido quanto entusiastas da história antiga.

#9 Valparaíso (Chile) +32 recomendações

14-23°C 18°C 10h 1 d.

Principal porto do Chile, Valparaíso exibe um perfil cheio de contrastes, encaixada em uma baía ampla voltada para o Pacífico e cercada por 45 colinas conhecidas como Cerros. Fundada em 1544 por Pedro de Valdivia, a cidade viveu uma verdadeira era de ouro no século XIX, atraindo garimpeiros, indústrias marítimas e grandes instituições bancárias. Um forte terremoto e a abertura do canal do Panamá em 1914 acabaram desacelerando esse crescimento. Com uma vida universitária e cultural intensa, Valparaíso oferece dezenas de atrações, entre intervenções de arte urbana, museus, cafeterias e lojas descoladas. O bairro histórico da cidade também é reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.

O legado portuário de Valparaíso

Localizado bem junto ao porto, o Barrio Puerto é o núcleo mais antigo da cidade. No limite entre a parte baixa e as ladeiras, você encontra construções de relevância histórica como a igreja da Matriz. A praça Sotomayor, rodeada por edifícios governamentais, funciona como o coração institucional de Valparaíso. Ali fica o monumento aos Heróis de Iquique, que relembra a batalha naval travada em 21 de maio de 1879. Instalado em um casarão típico da pequena burguesia do início do século XX, o Palácio Baburizza abriga o Museu de Belas Artes e merece a visita. Siga depois para o Muelle Prat, um pequeno cais de onde saem passeios de barco pela baía de Valparaíso.

Um labirinto de colinas coloridas

O que confere a Valparaíso sua atmosfera única é justamente esse emaranhado de colinas que se erguem sobre o porto, formando bairros com identidades e dinâmicas próprias. Essas colinas, chamadas de Cerros e em sua maioria residenciais, são conectadas por cerca de quinze funiculares históricos. Para explorar cada detalhe desses bairros coloridos, vale a pena caminhar pelas ladeiras e aproveitar para observar os murais de arte urbana pelo caminho. Os Cerros imperdíveis são o Cerro Concepción e o Cerro Alegre, repletos de praças, mirantes e calçadões como o Mirador Yugoslavo e o Paseo Gervasoni. Não deixe de conferir também o museu a céu aberto de Valparaíso, no Cerro Bellavista, que reúne um acervo de murais inaugurado em 1992. Outro ponto clássico é o paseo 21 de Mayo, no Cerro Artillería, que entrega um dos panoramas mais bonitos da região. No Cerro Cárcel, o Parque Cultural de Valparaíso ocupa uma antiga área prisional e oferece espaços expositivos e áreas verdes agradáveis.

Outras atrações em Valparaíso

Quem aprecia a obra do poeta chileno Pablo Neruda encontra no Cerro Bellavista uma parada obrigatória: La Sebastiana, a casa onde ele viveu, preserva objetos de época e uma coleção de arte interessante. Na parte plana, a Praça Victoria convida a uma pausa tranquila à sombra de árvores frondosas, bem em frente à catedral. Perto da zona portuária, o Mercado El Cardonal mantém um clima bastante tradicional. Bem perto dali, caminhe pelo Paseo Muelle Barón para ter a chance de avistar leões-marinhos descansando na costa.

Quando ir?

Valparaíso ganha um charme especial durante o verão austral, entre dezembro e abril.

Como chegar?

A cidade é facilmente acessível de ônibus a partir de Santiago: a viagem até o terminal de ônibus Rodovario dura cerca de 1h30.

#10 Santiago (Chile) +32 recomendações

13-30°C 10h 2 d.

Capital do Chile, Santiago abriga hoje cerca de 5 milhões de habitantes. A cidade foi fundada em 1541, durante o período colonial, por Pedro de Valdivia, na altura da atual Plaza de Armas, hoje o centro institucional da metrópole. Ela passou por uma explosão demográfica no final do século XX, ligada a um êxodo rural massivo de chilenos em busca de condições de vida melhores. A metrópole é cortada pelo rio Mapocho, margeado por parques agradáveis como o Parque Forestal ou o Parque de las Esculturas e suas 40 estátuas, todas criadas por artistas chilenos renomados.

Os bairros centrais de Santiago

Comece seu passeio pela praça principal de Santiago, a Plaza de Armas. É ali que fica a catedral metropolitana de Santiago, em estilo neoclássico, além de vários museus como o Museo Histórico Nacional, que reconta a história colonial e republicana do Chile. Bem perto, o Museo de Arte Precolombino merece a visita pelas coleções de cerâmicas, esculturas e peças têxteis de diferentes culturas pré-colombianas. Por fim, não deixe de ver o Palacio de la Moneda, sede do governo chileno, localizado nas redondezas.

O bairro Lastarria, ou bairro de Belas-Artes, é outra parada obrigatória na capital chilena. Depois de dar uma volta no Museu de Belas-Artes, aproveite o clima animado e colorido nos arredores do Cerro Santa Lucía, onde acontecem diversos eventos esportivos e culturais.

A colina San Cristóbal e arredores

Para ver Santiago do alto, vá até a colina San Cristóbal, que abriga o maior parque urbano do Chile com 722 hectares de área. Aberto ao público, é possível subir a pé ou de funicular. No topo, você encontra uma estátua da Virgem Maria, esculpida em 1908 por Mathurin Moreau. O papa João Paulo II celebrou uma missa nesse local em 1987. Os arredores do San Cristóbal também contam com um zoológico e um jardim botânico.

Aos pés da colina fica o boêmio bairro de Bellavista, reduto de artistas tomado por murais de arte urbana, bares e lojas charmosas. Ali perto fica uma das casas do poeta chileno Pablo Neruda, La Chascona, que preserva os móveis e a decoração da época.

Para quem quer ir ainda mais alto, siga para os bairros da zona leste e encare os andares da Gran Torre de Santiago, o arranha-céu mais alto da América do Sul com 300 metros de altura, que oferece uma vista panorâmica de tirar o fôlego da cidade.

A lembrança dolorosa da ditadura de Pinochet

Para entender melhor o período da ditadura chilena entre 1973 e 1990, visite o Museu da Memória e dos Direitos Humanos. O espaço homenageia as 40.000 vítimas do regime de Pinochet e detalha os principais marcos políticos e militares da época.

Quando ir?

A melhor época para aproveitar Santiago vai de novembro a abril.

Como chegar?

Voe até o Aeroporto de Santiago do Chile.

Como se locomover?

Na cidade, use a rede de metrô e ônibus da capital, que funciona muito bem e leva você a praticamente qualquer lugar.

#11 Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) +32 recomendações

15-25°C 21°C 9h 3 d.

Menos visitada que Dubai, a capital dos Emirados Árabes Unidos guarda surpresas que valem a viagem. Abu Dhabi é famosa pela grandiosa mesquita Sheikh Zayed, pelo Louvre Abu Dhabi e pela ilha de Yas, casa do Ferrari World. Entre o mar do golfo, as dunas do deserto e construções futuristas, a cidade conquista o visitante pelo ritmo tranquilo, praias de águas calmas e um circuito cultural de peso.

#12 Mandalay (Mianmar) +29 recomendações

16-31°C 9h30 1 d.

Antiga capital real marcada pela cultura budista, Mandalay é a segunda maior cidade de Mianmar. Seus principais pontos incluem o monastère Shwenandaw, feito de teca esculpida, além das pagodas Kuthodaw e Mahamuni. O alto da colline de Mandalay garante uma vista panorâmica, especialmente no fim da tarde. Conhecida pela produção de joias, a cidade abriga um famoso mercado de jade e oficinas de folhas de ouro. Bem perto dali, a travessia do pont d'U Bein, a maior estrutura de teca do mundo, completa o roteiro.

#13 Assuão (Egito) +27 recomendações

10-26°C 9h30 0 d.

Na margem direita do Nilo, Assuão é a última grande cidade no sul do Egito e funciona como um oásis de frescor no coração do deserto. Antiga porta de entrada para o Reino da Núbia, a cidade também abriu caminho para a África subsaariana, onde caravanas e rotas comerciais moldaram sua história. Muitas vezes vista apenas como uma parada rápida antes dos templos de Abu Simbel, ela possui um charme único graças a uma paisagem verdejante, ilhas charmosas e sítios históricos marcantes.

Um souk imperdível

Localizar-se em Assuão é bem simples, a corniche margeia o Nilo por vários quilômetros e concentra a maior parte dos restaurantes e cafés. Com um calçadão bem cuidado, o local convida a uma caminhada agradável enquanto as ruas perpendiculares revelam o ritmo da cidade. O souk é o ponto mais vibrante desse cenário. De dia ou de noite, esse grande mercado coberto ferve com vendedores, e as bancas transbordam produtos egípcios e africanos, como perfumes, especiarias, roupas, artesanato, incensos, frutas e flores. É o lugar certo para pechinchar, e nos arredores a cultura núbia se revela através de objetos tradicionais como amuletos, bijuterias e cestaria. O espaço é uma explosão de cores e aromas. A principal especialidade gastronômica de Assuão é o pombo recheado com arroz, servido em espetos ou simplesmente grelhado, figurando em grande parte dos cardápios locais. A molokhia, tradicional sopa verde, pratos à base de berinjela, os mezzes, o tahini e os peixes formam uma culinária de personalidade forte, perfeita para acompanhar com o pão egípcio fresco, sucos naturais e um café núbio com cardamomo.

Navegando de ilha em ilha

Em frente ao centro, a ilha Elefantina é imperdível. Basta pegar uma felucca para atravessar, pois esses pequenos barcos a vela são os meios de transporte mais tradicionais em Assuão. Siou e Koti, dois vilarejos núbios, ficam escondidos entre plantações e palmeirais, onde as casas coloridas encantam e o tempo parece ter parado. Vale a pena visitar as ruínas do templo de Khnum, a divindade com cabeça de carneiro, e observar no complexo arqueológico o nilômetro, a escadaria histórica usada para medir o nível da cheia do Nilo. Colunatas cobertas de hieróglifos completam o cenário, enquanto ao fundo avista-se o elegante mausoléu em granito rosa do Aga Khan, erguido em 1959 no alto de uma colina sobre as águas. Um pequeno museu dedicado à cultura núbia aprofunda o conhecimento sobre as tradições locais e a história da região, profundamente marcada pela construção da alta barragem de Assuão, que pode ser visitada, assim como o recente Museu do Nilo.

A ilha vizinha é um verdadeiro refúgio verde, pois em Kitchener Island fica o fabuloso Jardim Botânico, criado em 1896, cuja exuberância impressiona em contraste com a aridez do deserto. Plantas, flores e árvores trazidas da África equatorial, da Índia e da Ásia tropical criam um cenário surpreendente. O contraste com as margens de areia é imediato, transformando o espaço em um santuário para diversas espécies de aves cujo canto embala o passeio.

Na margem ocidental do Nilo, as tumbas dos Nobres destacam-se pela longa rampa de acesso aos sarcófagos, um local misterioso que oferece uma vista panorâmica incrível da região. Pouco mais a oeste, o Mosteiro de São Simeão coroa o topo de um platô. Até 1321, o local abrigava trezentos monges e o complexo de quatro edifícios permanece como um dos monumentos cristãos mais importantes do país. Com muralhas de 8 metros de altura, ele lembra uma fortaleza medieval e está incrivelmente preservado. A cerca de 2 km de Assuão, a antiga pedreira de granito abriga o obelisco inacabado. Esculpido há cerca de 1.500 anos antes da nossa era, o ambicioso projeto da rainha Hatshepsut foi abandonado após uma rachadura na rocha, deixando para trás um vestígio colossal ainda preso à rocha matriz. A dez quilômetros dali, na ilha de Philae, o Templo de Ísis, datado do século IV antes da nossa era, coroa a viagem: Assuão é um destino fascinante e autêntico.

Quando ir

O clima é árido e seco, muito agradável de dezembro a fevereiro com temperaturas amenas, enquanto de junho a setembro o calor pode ser intenso.

Como chegar

Há voos disponíveis para o Aeroporto Internacional de Assuão, localizado a 20 km do centro da cidade, com opções de táxis e transporte público para o trajeto. Partindo do Cairo, a 840 km de distância, você pode optar por um trem noturno, que é uma alternativa prática e confortável, além de ônibus rodoviários ou de um voo doméstico direto de 1h20.

#14 Chiang Mai (Tailândia) +25 recomendações

15-31°C 9h 1 d.
Nas montanhas enevoadas do norte da Tailândia, esta antiga capital do reino lanna mistura templos dourados seculares com cafeterias frequentadas por nômades digitais. Mais de 300 santuários budistas pontuam uma rotina marcada por procissões de monges e pelo cheiro de comida de rua. Entre trilhas até cachoeiras, encontros com elefantes em liberdade e aulas de culinária local, a cidade cultiva um ritmo de vida tranquilo e contemplativo.

#15 Luxor (Egito) +25 recomendações

9-26°C 10h 0 d.

Luxor concentra a maior concentração de vestígios faraônicos do mundo. A antiga Tebas revela os templos monumentais de Karnak e Luxor, a misteriosa Vale dos Reis e o templo de Hatshepsut cravado na falésia. Entre as duas margens do Nilo, três milênios de história aparecem a cada passo nesta capital do Egito Antigo que virou um museu a céu aberto obrigatório.

#16 Amritsar (Índia) +23 recomendações

7-22°C 7h 3 d.

Amritsar fica no Pendjab, um estado no norte da Índia. A cidade é o coração da religião sikh, fundada no século XVI e guiada por preceitos criados por gurus. O sikhisme preza pela paz e pela igualdade: por isso, o Templo Dourado, localizado bem no centro de Amritsar, conta com quatro entradas que simbolizam a recepção a qualquer pessoa, sem importar crenças ou origens. A construção do templo começou em 1573, erguido no meio de um lago sagrado que batizou a cidade. Em punjabi, Amritsar significa "bassin de nectar" (básico de néctar).

A cultura sikh em Amritsar

Você vai notar muitas pessoas de turbante caminhando por Amritsar, já que o acessório é um dos símbolos mais fortes da fé sikh. O passeio começa pelo Templo Dourado, um santuário deslumbrante revestido de ouro que abriga o livro sagrado da religião, o Adi Granth. A circulação pelo templo segue regras rígidas: é obrigatório cobrir a cabeça, tirar os sapatos e caminhar ao redor do lago sempre no sentido horário. A estrutura funciona de maneira comunitária graças a equipes de voluntários que administram, entre outras coisas, uma enorme cozinha gratuita onde qualquer visitante pode fazer refeições.

Além do Templo Dourado, que domina o cenário urbano, Amritsar guarda outras paradas importantes. A maioria das atrações fica a uma curta distância a pé. Vale a pena subir a torre Baba Atal, dedicada a um guru sikh, que oferece uma vista ampla de toda a cidade. Para entender o peso histórico da região, siga para o Jallianwala Bagh, um memorial erguido em homenagem às centenas de vítimas do massacre cometido pelas tropas coloniais britânicas em 1919.

História e marcos locais

No quesito cultural, vale incluir no roteiro o Museu da Partição, que relata a divisão da Índia em dois países em 1947. Outro marco é o Gobindghar Fort, uma fortaleza com duzentos e cinquenta anos de história que protegeu a cidade de invasões e hoje abriga espaços dedicados à arte e à memória local.

Um pouco mais afastado do centro, o colégio Khalsa chama atenção pela arquitetura e por ter servido de cenário para produções de Bollywood. Na mesma linha de locais peculiares, o Maja Sheetla Temple é um templo subterrâneo curioso. Já nos arredores da cidade, o posto de fronteira de Wagah é a única passagem terrestre entre a Paquistão e a Índia, palco de uma cerimônia diária bastante teatral e movimentada ao pôr do sol.

Quando ir?

O período mais agradável para explorar o norte indiano vai de outubro a março. Prepare-se para o frio intenso de dezembro e janeiro, meses em que os termômetros podem cair para 5°C.

Como chegar?

É possível pegar um voo a partir de Nova Delhi ou Mumbai, ou optar por uma viagem de trem saindo de Nova Delhi direto para Amritsar. Para quem prefere rodovias, a cidade conta com boas conexões de ônibus e estradas pavimentadas para viagens de carro.

#17 Manila (Filipinas) +22 recomendações

22-31°C 27°C 8h 2 d.

Manila é uma cidade de contrastes intensos, para dizer o mínimo. Alguns recomendam fugir da capital das Filipinas, afirmando que não é agradável para turistas passarem muito tempo por lá. Outros a chamam de a pérola do Oriente e defendem que suas qualidades são subestimadas. Aqui estão os principais motivos para incluir Manila no seu roteiro pelas Filipinas.

Igrejas históricas e museus fascinantes

Manila costuma receber críticas por causa do trânsito caótico, dos problemas políticos e da poluição. Mesmo assim, bairros específicos merecem a visita. O setor colonial histórico, chamado de Intramuros, concentra os monumentos mais marcantes da cidade, incluindo várias igrejas. A Igreja San Agustin, erguida em 1589, é o templo religioso mais antigo do país. Sua arquitetura barroca projetada para resistir aos terremotos frequentes na região garantiu a ela o título de Patrimônio Mundial da Unesco. Para mergulhar na história nacional, siga para o Fort Santiago, que abriga um museu dedicado a José Rizal, herói nacional filipino. Quem gosta de cultura também costuma visitar o museu de História Natural e Etnografia e o museu Ayala, focado no período pré-hispânico. Em uma pegada mais curiosa, o Marikina Shoe Museum guarda centenas de pares de sapatos que pertenceram à ex-primeira-dama do país.

Um cruzamento de culturas

A capital filipina funciona como um caldeirão cultural que reúne diferentes povos e etnias. Um exemplo claro é o cemitério chinês, fundado em 1843 nos arredores de Manila. O local impressiona com seus mausoléus, túmulos e sarcófagos que misturam influências chinesas e ocidentais. Formas de tartaruga, pagodes e construções de vários andares compõem um cenário funerário surpreendente. Depois, volte para o ritmo acelerado da cidade e explore Chinatown. Filipinas, chineses e espanhóis convivem ali há séculos, e a fundação desse bairro em 1594 o torna o mais antigo assentamento chinês fora da China. Vale a pena provar um prato de pancit (massas chinesas), empanadas ou um lumpia, que lembra uma versão asiática do rolinho primavera.

Compras e vida noturna

Manila também mostra uma face moderna e conectada com o século XXI. É possível fazer compras em galerias descoladas e conferir a cena artística no Cultural Center of the Philippines. Makati, o distrito financeiro vizinho, reúne alguns dos maiores centros comerciais do planeta. Terminar o dia em um bar modernista em Makati faz parte do programa, com opções de rooftops e coquetelarias sofisticadas.

Quando ir

Dá para visitar Manila o ano todo, mas o período mais confortável vai de dezembro a fevereiro. Nos meses mais quentes, as chuvas dão trégua, mas o calor pode ser intenso.

Como chegar

Passes aéreos saindo do Brasil custam a partir de 5.000 BRL. O voo de avião costuma incluir pelo menos uma escala em grandes hubs internacionais, com uma duração total que passa das 24 horas dependendo das conexões.

#18 Abu Simbel (Egito) +17 recomendações

10-26°C 10h 0 d.

No sul do Egito, Abu Simbel poderia ter continuado como um vilarejo sem grandes pretensões, muito conhecido apenas por motoristas de carga devido à proximidade com a fronteira sudanesa. Isso se a antiga Núbia não tivesse deixado dois tesouros inestimáveis escondidos sob a areia: o grande templo de Ramsés II e o templo de Nefertari, descobertos em 1813 e 1817 por exploradores da Suíça e da Itália. Ameaçados pelas águas do Nilo, eles precisaram ser deslocados em 160 metros em 1964. Foram necessários três anos e meio e três mil operários para liberar e cortar os blocos, uma operação colossal que fascinou o mundo inteiro e mudou para sempre o destino de uma pequena cidade anônima na região de Aswan. Às margens do lago Nasser, Abu Simbel agora recebe milhões de visitantes.

Um refúgio de tranquilidade

A proximidade com o deserto faz de Abu Simbel uma parada cheia de personalidade e, embora explorar as ruínas arqueológicas seja a principal atividade, vale a pena passar pelo menos uma noite por lá. Alguns hotéis prestam uma verdadeira homenagem à cultura núbia, e sua arquitetura e decoração tradicionais têm um charme único. Nos pequenos restaurantes, destaca-se uma culinária marcante com especialidades como o tahina de gergelim, o babaghanouj (purê de berinjela) e, claro, o foul, um cozido de favas. Quem gosta de doces e novidades adora o mehallabeyya, um creme com água de rosa e pistaches. Dizem que o café núbio é um dos melhores do mundo, mas o chá de hibisco não fica atrás.

Além das excursões pelo deserto, outro ponto forte de Abu Simbel é o lago Nasser, um cenário magnífico que funciona como um mar no meio da aridez. Entre os papiros, aves como várias espécies de garças escolheram a área como lar, criando um refúgio maravilhoso, longe de qualquer agitação urbana e banhado por uma luz excepcional. Em suas margens, o faraó se ergue como um soberano imutável que vigia suas terras.

Ramsés II, imenso e eterno

Em um país repleto de sítios antigos notáveis, o de Abu Simbel é certamente um dos mais marcantes. Nas antigas colinas sagradas de Meha e Ibshek, Ramsés II iniciou uma obra colossal logo no início de seu reinado, em 1279 antes da nossa era, e ficar diante de tudo isso hoje em dia causa uma vertigem absoluta. Os templos foram esculpidos diretamente nas falésias de arenito; o maior deles é dedicado ao culto de várias divindades, incluindo Rá-Horakhty com cabeça de falcão e o próprio Ramsés. A fachada de 33 metros é composta por quatro estátuas de cerca de 20 metros que não deixam dúvidas sobre sua imponência. Vestido com um saiote, coroado com o nemés e usando uma barba postiça, o faraó reina em toda a sua glória. No interior, uma sala hipostila com gravações de uma delicadeza hipnotizante e dez salas laterais antecedem a sala das estátuas, também gigantescas. As paredes contam vitórias, como a da batalha de Cades e os feitos contra os hititas e os líbios. A genialidade dos construtores por trás desse templo desmedido está em um detalhe fascinante: a cada equinócio, em fevereiro e outubro, tudo foi planejado para que um raio de sol penetre o santuário e ilumine a estátua de Ramsés no dia do seu aniversário.

A poucos metros de distância fica o templo dedicado a Nefertari, primeira esposa e favorita de Ramsés II, divinizada sob a forma de Hátor. É um espaço mais intimista, com seis estátuas de 10 metros de altura na fachada, sendo quatro com a effigie do faraó, além de baix-reliefs suntuosos e esculturas dos filhos aos pés dos pais. A rainha aparece com sua coroa de chifres e plumas altas, imponente em sua beleza. Por dentro, textos e relevos celebram o casal, às vezes com ternura, ao lado das divindades. À noite, um espetáculo de som e luz ilumina o local, provando que, embora Ramsés II já não exista, ele continua reinando e fascinando.

Quando ir

A estação quente vai de maio a outubro, com um clima árido, seco e muitas vezes escaldante. Janeiro é o mês mais fresco; se você prefere fugir do calor, o período entre fevereiro e abril é ideal. Para evitar as multidões, o conselho é visitar os templos bem cedo pela manhã.

Como chegar

Muitos viajantes optam pela rota aérea via Cairo até Aswan, já que Aswan fica a 280 km de Abu Simbel. A estrada cruza o deserto e pode ser feita de ônibus ou com um motorista particular. Outra alternativa muito procurada é fazer um cruzeiro pelo Nilo que inclua uma parada em Abu Simbel. A cidade também conta com um aeroporto, e o voo a partir de Aswan dura 45 minutos.

#19 Phuket (Tailândia) +7 recomendações

24-33°C 29°C 9h 3 d.

Maior ilha do sul da Tailândia, Ko Phuket ou Phuket designa por extensão o arquipélago paradisíaco que a rodeia. Você poderá relaxar à sombra dos coqueiros antes de curtir o ritmo das festas de lua cheia, aproveitar infraestruturas modernas com excelente custo-benefício e relaxar nos muitos spas. A oferta de passeios é ampla: passeios de barco tradicional, caiaque pelos mangues, trilhas na selva e muito mais. A luxuriante pérola do mar de Andaman guarda tesouros escondidos. Esta também será a oportunidade de conhecer a cultura tailandesa, sua gastronomia e suas tradições.

O clima é tropical com duas estações por ano. Faz calor o ano todo. A estação das chuvas, com pancadas que costumam durar de uma a três horas por dia, vai de junho a outubro.

Praias de cartão-postal

As mais movimentadas são Patong, Karon e Kata. Nelas, você pode andar de parasail e jet-ski, fazer compras e saborear a comida de rua no Malin Plazza Patong. À noite, a vida noturna se concentra nos bares da Bangla Road. Outras opções incluem os shows de transformistas no Phuket Simon Cabaret ou uma luta de muay thai.

Mais reservadas, as praias de Sai Kaew beach, Mai Khao beach, Nai Yang beach, Layan beach, Bang Tao beach e Surin beach encantam quem busca tranquilidade. Fique atento: as correntes fortes podem ser perigosas.

No extremo sul de Patong, a Cristal Beach é uma enseada tranquila com uma pequena faixa de areia chamada Paradise Bath. O acesso é feito por uma caminhada de 2,5 km após o Merlin Beach resort.

Quem busca sossego total pode ir a Ko Kho Kaho, famosa por seus 15 km de praias totalmente virgens, como a Nok Nah beach. Também valem a visita a Paradise Island e Ko Rang, partindo de Ko Yao e passando por Ko Hong, uma verdadeira ilha dos piratas.

Um cenário verdejante para apreciar o pôr ou o nascer do sol

Aproveite um panorama de 360 graus sobre a baía de Nai Harn, no extremo sudoeste da ilha. O Phrom Thep Cape significa o cabo da pureza divina em tailandês.

Explore a região de Phang Nga. A bordo de uma canoa motorizada, o clima lembra filme de aventura, com formações calcárias gigantescas e surpreendentes (cerca de 600 THB ou R$ 100 por 3 horas).

Kho Phi Phi, Phi Phi Ley, Coral Islands e Ko Tao são famosas pelas praias de areia branca e águas translúcidas. Os corais, por vezes danificados pelo excesso de mergulho com snorkel, são alvo de medidas severas de preservação, como é o caso de Maya Bay.

Uma cultura tailandesa muito viva

Com suas charmosas casas neoclássicas em estilo sino-português e ruelas de pedestres, Phuket Town abriga três grandes festivais: o Vegetarian Festival em outubro, o Chinese Pimai (o Ano Novo chinês em fevereiro) e o Songkran (o Ano Novo tailandês em abril), garantindo uma atmosfera festiva e familiar. Nos finais de semana, o mercado noturno Naka Market, com suas barracas de comida e artesanato local, merece a visita.

Os tailandeses, muito apegados à família, adoram fazer piqueniques ou passear aos domingos. A floresta de casuarinas do Sirinat National Park oferece o cenário ideal, com entrada pela Thepkrasattri Road.

Empoleirado no alto de uma colina verdejante, o Buda gigante de mármore branco de Chalong, com 45 metros de altura, é um ponto de referência budista recente que oferece uma vista impressionante.

O Thalang National museum ajuda a entender a história do sul da Tailândia, suas migrações e a exploração de estanho. O museu também aborda o tsunami de dezembro de 2004 e a reconstrução da região.

Quando ir?

A melhor época para visitar Phuket vai de dezembro a março, quando as temperaturas são agradáveis e o tempo fica mais firme.

Como chegar?

Companhias aéreas oferecem voos com conexões para a Tailândia a partir dos principais aeroportos brasileiros, com chegada em Bangkok. De lá, o trajeto até Phuket leva cerca de 1h30 de voo doméstico.

Como se deslocar?

O posto de turismo de Phuket Town distribui horários de ônibus e vans. O Phuket bus terminal 1 atende aos principais pontos de interesse em curtas distâncias. Você também pode alugar uma scooter (cerca de 300 THB ou R$ 50 por dia). O asfalto é de boa qualidade, mas lembre-se de que brasileiros precisam da Permissão Internacional para Dirigir (PID). As fiscalizações são frequentes e há multa em caso de falta do documento (cerca de 1.000 THB ou R$ 165).

#20 Havana (Cuba) +2 recomendações

20-28°C 26°C 8h 4 d.

Havana é uma cidade que se vive com todos os sentidos. O ritmo começa na melodia de um bolero que sai de um pátio interno, passa pelos carros clássicos circulando diante de fachadas coloridas com tintas descascadas e chega ao calor humano de uma conversa no Malecón ao entardecer. Mais do que um destino turístico, a viagem funciona como um salto para outra época, uma experiência intensa onde a atmosfera urbana traz a marca do tempo e deixa uma lembrança marcante.

Onde ir em fevereiro para curtir o sol em família

Cap na Martinique para uma viagem em família bem tranquila

A Martinique é um destino perfeito em fevereiro para viajar com crianças. As praias de areia branca e águas calmas, como a Anse Dufour, são excelentes para banhos seguros. Trilhas leves levam a cachoeiras e jardins tropicais. Feiras coloridas e petiscos locais como os accras também agradam aos pequenos.

Onde ir em fevereiro a dois para uma viagem romântica ao sol

As Seychelles, um cenário de cartão-postal para os casais

Em fevereiro, as Seychelles oferecem um visual idílico para uma viagem romântica. Caminhadas a dois pelas praias de areia rosada de La Digue, passeios de barco ao pôr do sol ou noites em lodges intimistas à beira-mar. É um destino que convida a desacelerar, ficar junto e aproveitar momentos preciosos a dois.

Onde ir em fevereiro com sol e orçamento enxuto

Marrocos, uma escapada ensolarada que cabe no bolso

O Marrocos é ideal para viajar sem gastar muito em fevereiro. As temperaturas ficam agradáveis em cidades como Marrakech ou Agadir. Mercados movimentados, riads acessíveis, passeios pelo deserto e praias no Atlântico esperam por você. Reserve cerca de 300€ (cerca de 1.850 reais) para um fim de semana e 600€ (cerca de 3.700 reais) para uma semana no destino, passagens incluídas ao garantir com antecedência.

Fevereiro, o mês perfeito para escapar do cinza e reencontrar a luz

Enquanto o hemisfério norte sofre com garoa e dias nublados, fevereiro convida a mudar de ares. Algumas horas de voo bastam para reencontrar o céu azul, o calor na pele e o cheiro do mar. Viajar em fevereiro é dar a si mesmo um luxo simples: acordar sob o sol e esquecer, pelo tempo de uma viagem, o rigor do inverno.

Perguntas frequentes

Onde ir em fevereiro com sol na Europa?
As Ilhas Canárias e a Ilha da Madeira são os melhores destinos ensolarados na Europa em fevereiro.
Onde ir para longe e com sol em fevereiro?
A Martinique, as Seychelles, a Tailândia ou o México são perfeitos para uma mudança completa de ares sob o sol.
Qual é o destino mais barato com sol em fevereiro?
O Marrocos é uma opção muito acessível para aproveitar o sol no inverno sem estourar o orçamento.
Onde ir em fevereiro com sol e crianças?
A Martinique oferece praias calmas, paisagens naturais e atividades adaptadas para famílias.
Qual é a temperatura no Marrocos em fevereiro?
Em fevereiro, as temperaturas no Marrocos variam entre 18°C e 24°C durante o dia, ideal para passeios e caminhadas.
Onde ir em fevereiro para uma viagem romântica?
As Seychelles são perfeitas para uma viagem a casal, com praias paradisíacas e hotéis intimistas.
Qual orçamento prever para viajar ao sol em fevereiro?
Para uma viagem na Europa, conte entre 400€ (cerca de 2.450 reais) e 700€ (cerca de 4.300 reais). Para uma viagem de longa distância, preveja entre 800€ (cerca de 4.900 reais) e 1.500€ (cerca de 9.200 reais) dependendo do destino.
Quais documentos são necessários para viajar em fevereiro?
Quem viaja com passaporte brasileiro deve verificar a validade do documento e os requisitos de visto ou EIAS para o destino escolhido; quem viaja com outra nacionalidade confere as regras do próprio passaporte.