Orient Bay à Saint Martin (photo de June Hawk)
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Onde dormir em São Martinho

Noventa quilômetros quadrados para dois países. É a menor ilha do mundo a ser compartilhada. A fronteira não se vê, mas tudo muda ao cruzá-la. O aeroporto internacional fica do lado holandês, enquanto as praias mais calmas estão do lado francês.

Três bases vêm a seguir, desde o vilarejo de restaurantes até a capital administrativa. Ficar à beira-mar custa € 200* a diária, e o apart-hotel com cozinha sai bem mais barato. Nenhum membro contou ainda como foi sua viagem por aqui, então este guia se baseia na geografia da ilha, e não em depoimentos.

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Quantas noites por zona?

Dá para cruzar a ilha de ponta a ponta em quarenta minutos, então uma única base basta e os deslocamentos nunca pesam no roteiro. O que define a escolha é o que você quer ver logo ao acordar.

  • Uma semana: Fique em Grand-Case se vier pela gastronomia, ou em Baie Orientale se o foco for a praia. Trocar de hotel em uma ilha de apenas 90 km² não faz o menor sentido.
  • Dez noites: 5 noites em Baie Orientale e outras 5 em Grand-Case: a costa leste para aproveitar o vento e os esportes náuticos, o norte para os jantares e o sossego.
  • Parada de cruzeiro: Nada para reservar no lado francês: o barco atraca em Philipsburg, no lado holandês, e dá para visitar Marigot em um bate-volta.
  • Econômico: Marigot em torno de € 130*, ou um apart-hotel com cozinha em Baie Orientale: nesta ilha, os restaurantes pesam tanto quanto a hospedagem no orçamento.

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O mapa das zonas em São Martinho

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Grand-Case e Anse Marcel Costa norte

para jantar fora e nadar com tranquilidade

Grand-Case se resume a uma única rua à beira da praia, e essa rua é a alma da região: os restaurantes se sucedem, indo desde os lolos, aquelas churrasquinhos de beira de estrada, até mesas gastronômicas. A baía é calma e de águas rasas. Mais ao norte, Anse Marcel é uma enseada cercada por colinas, abrigando sua própria marina. O contraponto: fora da rua principal, o movimento é zero, e o aeroporto internacional fica a quarentena minutos de distância.

As cidades desta zona

Onde dormir nesta zona

Grand Case Beach Club Luxo

Duas praias particulares para nadar e mergulhar com snorkel, contando com piscina e restaurante. Todos os quartos têm vista para o jardim ou para o mar.

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Le Domaine Anse Marcel Beach Resort Luxo

Praia privativa, restaurante e acomodações com cozinha no fundo da enseada de Anse Marcel. Mergulho e passeios de barco partem da marina vizinha.

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Love Boutique Hotel Custo-benefício

Com os pés na areia em Grand-Case, apenas alguns quartos, alguns com terraço com vista para o mar. A rua dos restaurantes começa bem na porta.

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Blue Sail Hotel Custo-benefício

A poucos passos da praia de Anse Marcel, com terraço, restaurante e estacionamento. A escolha equilibrada em uma região tomada por resorts.

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Prós

  • A maior concentração de bons restaurantes da ilha
  • Uma baía tranquila, sem ondas fortes, ótima para crianças
  • Pôr do sol com vista para Anguilla direto da faixa de areia

Contras

  • Apenas uma rua com agito, o resto silencia cedo
  • Quarentena minutos do aeroporto pela estrada costeira
2

Baie Orientale e o leste Costa leste

pela extensa praia e pelos esportes de vento

A plage de Baie Orientale é a mais famosa da ilha, com 2 km de areia, quiosques de praia, windsurf e kitesurf impulsionados pelos ventos alísios. Em frente, o îlet Pinel é acessível de barco para um dia de mergulho com snorkel, e a plage du Galion, protegida por recifes, permanece calma mesmo quando o vento aperta. O contraponto é a alta procura nos dias de chegada de navios de cruzeiro e um mar agitado que sobe rápido.

As cidades desta zona

Onde dormir nesta zona

La Playa Orient Bay Luxo

Quatro estrelas com piscina, jardim e praia privativa, no fim da baía. O endereço para quem quer passar o dia inteiro sem sair do lugar.

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Orient Bay Palm Court Residence 4 Stars Custo-benefício

Residência com piscina, jardim e restaurante, a poucos minutos da praia. Ter cozinha no quarto muda o orçamento da semana.

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Orient Beach Hotel Econômico

A poucos passos da areia, com piscina e estacionamento gratuito. Simples e localizado exatamente onde você quer estar nesta região.

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Prós

  • A praia mais movimentada da ilha, com restaurantes na areia
  • Kitesurf e windsurf o ano todo
  • O Galion logo ao lado, sem ondas, ideal para crianças pequenas

Contras

  • Muito movimentado nos dias de chegada de navios de cruzeiro
  • O vento, ótimo para velejar, atrapalha as refeições ao ar livre
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Marigot e a costa oeste Costa oeste

para a vida local e as praias mais reservadas

A capital da parte francesa gira em torno do mercado e da Marina Royale, com o fort Louis dominando a baía e oferecendo a vista mais bonita da ilha. A costa ao sul reúne enseadas tranquilas, como Baie Rouge e Baie aux Prunes, enquanto o Pic du Paradis alcança 424 metros de altitude no centro. O lado negativo: a cidade fica deserta depois do mercado, e suas praias não superam as do norte.

As cidades desta zona

Onde dormir nesta zona

Centr'Hotel Custo-benefício

Bem localizado com terraço, restaurante e bar, a quinhentos metros da praia da Potence, no final da rua. Excelente para quem quer um ponto de apoio e alugar um carro.

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Villa Kapresse du 978 - Guest house Econômico

Pousada renovada com piscina, jardim e bar. A alternativa mais em conta em uma ilha onde tudo costuma custar caro.

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Prós

  • A diária mais em conta do lado francês
  • O mercado matinal e a rotina local, bem longe dos roteiros de praia
  • Praias pequenas e vazias a poucos minutos de carro

Contras

  • Pouco movimento à noite quando a marina fecha
  • As praias da região central não têm nada de especial

Nossas dicas para reservar bem

  • Você pousa no outro país.: O aeroporto internacional fica em Sint Maarten, no lado holandês, a cerca de quarenta minutos de Grand-Case. A fronteira é cruzada sem controle, mas organize o traslado no momento da reserva: os táxis não usam taxímetro e as tarifas devem ser combinadas antes de entrar no carro.
  • Dois países, duas formas de pagar.: O lado francês cobra em euros, enquanto o lado holandês usa o florim antilhano ou o dólar americano, frequentemente aceitando ambos. Os estabelecimentos costumam aceitar a outra moeda, mas com uma cotação desfavorável: pagar na moeda local continua sendo a opção mais prática.
  • A temporada de furacões exige atenção.: A estação seca vai de dezembro a abril, oferecendo o melhor clima, mas com as tarifas mais altas. Entre junho e novembro, os preços caem, porém o risco de furacões é real: a ilha foi severamente atingida em 2017, e muitos estabelecimentos fecham as portas em setembro e outubro.
Onde evitar ficar em São Martinho (sinceramente)
  • Reservar um lugar sem verificar em qual lado da ilha fica o endereço: os buscadores misturam Saint-Martin e Sint Maarten, e o clima de cada um é completamente diferente. Cassinos e lojas duty-free de um lado, vilarejos e restaurantes do outro.
  • Reservar um quarto bem perto do aeroporto, na região de Maho: os aviões passam a poucos metros acima da praia, o que é um espetáculo durante o dia e um problema na hora de dormir.
  • Contar com Marigot para uma viagem de praia: a capital atende ao cotidiano local e ao mercado, mas não ao banho de mar. As praias de verdade ficam a dez minutos de carro, em direção à Baie Rouge.

Perguntas frequentes: onde ficar em São Martinho

Lado francês ou lado holandês, onde ficar?
O lado francês para quem busca restaurantes, vilarejos e praias mais sossegadas; o lado holandês para cassinos, lojas duty-free e a proximidade do aeroporto. Apenas quarenta minutos separam as duas pontas da ilha.
Onde se hospedar sem gastar muito em Saint-Martin?
Em Marigot, por cerca de € 130* a diária, ou em um apart-hotel com cozinha na Baie Orientale. A faixa litorânea do norte encarece bastante.
Vale a pena alugar carro?
Sim. Os ônibus são escassos, não chegam às praias mais escondidas nem à maioria dos hotéis, e os táxis cobram caro por corrida. Dirige-se pela direita dos dois lados da fronteira.
Quantas noites passar na ilha?
Uma semana é mais do que suficiente, pois a ilha tem 90 km² e pode ser cruzada de ponta a ponta em um único dia. Passando de dez noites, inclua passeios de barco para Anguilla ou Saint-Barthélemy, que ficam a uma hora de travessia.
Qual é a melhor época para ir?
O inverno caribenho, de dezembro a abril, traz as tarifas mais altas. Maio e junho oferecem o meio-termos mais equilibrado. De setembro a novembro, grande parte dos hotéis fecha as portas devido à temporada de furacões.
É tranquilo cruzar a fronteira?
Sim, não há postos de imigração nem fiscalização, apenas um marco simples na estrada. De carro, você muda de lado sem perceber, o que facilita almoçar em um país e jantar no outro.

Sobre o autor

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Houve um tempo em que eu sonhava em ser nômade digital. Foi nessa época que imaginei e criei a primeira versão do Avygeo (anagrama de voyage, viagem em francês), com a vo…

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