Château de Bourscheid
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Onde dormir no Luxemburgo

Reservar tudo na Cidade do Luxemburgo é o reflexo mais comum, e não é um erro, já que é lá que se faz o essencial a pé. É também onde se gasta mais. Só que este país tem apenas 82 quilômetros de norte a sul e todos os transportes públicos são gratuitos, inclusive o trem: não importa onde você durma, o resto do país fica a menos de 90 minutos.

A verdadeira questão é o que você quer ver ao acordar: ruas de paralelepípedos, um vale arborizado, vinhedos ou antigos altos-fornos siderúrgicos. Conheça cinco regiões abaixo, da capital até as Ardenas. Espere gastar de 120 a 180 EUR (cerca de 750 a 1.130 reais) por noite em um bom hotel 3 estrelas na cidade, de 80 a 120 EUR (cerca de 500 a 750 reais) no interior, e em torno de 30 EUR (cerca de 190 reais) em um albergue.

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Injustamente esquecida, esta capital europeia extremamente calma e próspera é perfeita para uma escapadela de fim de semana que foge da rotina.

Quantas noites por zona?

O país inteiro se cruza em uma hora e meia, então trocar de hotel nem sempre vale a pena. Veja o que funciona conforme o tempo de viagem.

  • Um fim de semana, 2 noites: Tudo em Luxembourg-Ville, sem sair do lugar. A cidade velha, as casamatas e um museu preenchem dois dias, e o aeroporto fica a doze minutos.
  • Quatro noites: Duas noites na capital e outras duas no Éislek. Essa divisão mostra as duas faces do país sem passar o dia inteiro no trem.
  • Uma semana: Três noites na cidade, duas no Éislek, duas no Mullerthal ou na região do Moselle, dependendo se você prefere caminhar ou degustar vinhos. No máximo três bases, senão você passa mais tempo arrumando e desarrumando a mala do que turistando.
  • Duas noites, orçamento apertado: O Minett para dormir, a capital para os dias: vinte minutos de trem gratuito, e de 40 a 60 EUR (cerca de 250 a 380 reais) de economia por noite.

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O mapa das zonas no Luxemburgo

Veja como as zonas se situam umas em relação às outras antes de escolher a sua base. Clique num nome para ir à sua descrição.

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Cidade de Luxemburgo A capital

para uma primeira visita e para se deslocar sem complicações

Uma cidade construída sobre um promontório e cortada por dois desfiladeiros, o que explica as casemates du Bock cavadas na rocha e os elevadores que ligam a parte alta à parte baixa. Todo o centro pode ser percorrido a pé. Duas atmosferas opostas conviven: o Gründ, na parte baixa às margens do rio Alzette, e o Kirchberg, o platô das instituições europeias onde ficam o Mudam e a Filarmônica. O lado negativo é o preço, o mais alto do país, e um centro que fica deserto aos domingos.

O bairro do Gründ, muito pitoresco, surpreende pela tranquilidade e contrasta com o ritmo do bairro Kirchberg.

As cidades desta zona

O que ver e fazer nesta zona

Catedral de Notre-Dame

Praça Guillaume II

Forte Thüngen

Monumento da Memória (Gëlle Fra)

Onde dormir nesta zona

Hotel Le Place d'Armes Luxo

Relais & Châteaux de 30 quartos na place d'Armes, bem perto do Palácio Grão-Ducal, com três restaurantes próprios. A opção cheia de personalidade no calçadão do centro.

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Sofitel Luxembourg Le Grand Ducal Luxo

Cinco estrelas com 128 quartos e um bar na cobertura com vista para o vale da Pétrusse, a cinco minutos a pé do elevador do Pfaffenthal, que desce até os desfiladeiros.

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City Hotel Custo-benefício

Na rue de Strasbourg, no bairro da Gare: a cidade velha fica a 15 minutos a pé cruzando a ponte, e os trens com destino às Ardenas e ao Mosela partem logo em frente ao hotel.

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Ibis Styles Luxembourg Centre Gare Econômico

Na rue Joseph Junck, a dois minutos das plataformas da estação. A escolha com bom custo-benefício em uma cidade cara, ideal para quem planeja bate-voltas de trem em vez de voltar ao hotel entre um passeio e outro.

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Prós

  • Todo o centro histórico a pé
  • Trens e ônibus para todo o país, gratuitos

Contras

  • Os preços mais altos de Luxemburgo
  • Um centro muito calmo aos domingos
2

L'Éislek e as Ardenas O norte

para castelos e trilhas

O norte do país é um platô recortado por vales profundos, e quase cada curva do rio abriga um castelo. Vianden tem o mais espetacular, empoleirado sobre o rio Our, com a casa onde Victor Hugo viveu seu exilou logo abaixo. Bourscheid possui a maior fortaleza do país, enquanto Clervaux abriga a exposição The Family of Man em seu castelo. O contraponto: as atrações fecham cedo na baixa temporada, e os vilarejos são visitados rapidamente.

Dica útil: caso você esteja sem carro, o trem e o ônibus levam até lá com facilidade partindo da cidade de Luxemburgo, e todo o transporte público é gratuito.

As cidades desta zona

O que ver e fazer nesta zona

Castelo de Vianden

+7 recomendações
Castelo de Bourscheid

+7 recomendações

Onde dormir nesta zona

Le Clervaux Boutique Hotel & Spa Luxo

Quatro estrelas superior no centro histórico de Clervaux, bem em frente ao castelo e à sua exposição permanente. O spa na propriedade faz toda a diferença depois de um dia inteiro caminhando.

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Hotel Belle-Vue Custo-benefício

Na Rue de la Gare em Vianden, com piscina coberta e sauna liberadas, além de um terraço para o jantar. Fica a dez minutos a pé da subida para o castelo.

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Hôtel de la Sûre Custo-benefício

Negócio familiar há 57 anos em Esch-sur-Sûre, logo abaixo da fortaleza mais antiga do país, no meandro do rio. Restaurante certificado pelo circuito do lago e uma pequena área de bem-estar.

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Auberge Aal Veinen Econômico

Na Grand-Rue em Vianden, em uma construção histórica aos pés do castelo, com salão de refeições sob vigas aparentes. É a opção mais descomplicada e bem localizada do vilarejo.

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Prós

  • Três castelos a menos de 40 km de distância entre si.
  • Trilhas saindo bem da porta dos hotéis

Contras

  • Horários de visitação mais restritos na baixa temporada
  • Pouco movimento à noite nas vilas
3

O vale do Mosela O leste, ao longo da fronteira com a Alemanha

para vinhos e passeios à beira d'água

Cerca de 40 quilômetros de encostas tomadas por riesling, pinot gris e, sobretudo, crémant, na margem luxemburguesa do rio. Remich funciona como o polo principal, com seu calçadão e caves abertas para degustação; Grevenmacher tem as suas próprias adegas e um borboletário; e Schengen, bem no extremo sul, é a vila onde o famoso acordo foi assinado a bordo de um barco. O lado negativo: o relevo é plano, o clima é pacato e o inverno costuma ser bastante parado.

As cidades desta zona

Onde dormir nesta zona

Hôtel Saint-Nicolas & Spa Custo-benefício

Na esplanade de Remich, de frente para o rio Mosela. Centro de bem-estar com piscinas coberta e ao ar livre, sauna e banho turco, além de um restaurante com vista para o rio. A melhor localização do vale.

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Prós

  • Vinícolas para visitar a pé a partir do hotel
  • O rio, a pé, de bicicleta ou de barco

Contras

  • Pouquíssimo movimento fora de temporada
  • Um único endereço de alto padrão no vale
4

O Mullerthal O leste, entre Echternach e Berdorf

para caminhar entre rochas e floresta

Chamam de Pequena Suíça luxemburguesa, e por uma vez o apelido se justifica: um planalto de arenito cortado por gargantas estreitas, passagens entre paredões e cachoeiras, cruzado pelo Mullerthal Trail. Echternach é a porta de entrada, com sua abadia e sua basílica, a cidade mais antiga do país. O lado negativo: fora das trilhas não há muito o que fazer, e as rochas ficam escorregadias depois da chuva.

As cidades desta zona

Onde dormir nesta zona

Hotel Bel-Air Trail & Wellness Luxo

Trinta e oito quartos em um parque na estrada para Berdorf, a um quilômetro de Echternach, com acesso direto às trilhas do Mullerthal. Spa e um restaurante gastronômico com vista para o vale do Sûre.

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Prós

  • Trilha na porta do hotel
  • Um lago e uma cidade antiga para os dias de chuva

Contras

  • Poucas opções fora das trilhas
  • Pedras escorregias após a chuva
5

O Minett e as terras vermelhas O sul, na fronteira com a França

Pelos preços e pelos antigos complexos industriais reconvertidos

A bacia mineradora do sul, onde o minério de ferro deixou uma terra vermelha e altos-fornos. Em Belval, eles foram preservados no meio do novo campus universitário, e a Rockhal, a principal casa de shows do país, foi instalada bem ao lado. Esch-sur-Alzette, a segunda maior cidade de Luxemburgo, fica a dez minutos de trem, e a capital, a vinte. O contraponto é assumido e sem rodeios: não é um destino de cartão-postal.

As cidades desta zona

Onde dormir nesta zona

ibis Esch Belval Econômico

Avenue du Rock'n'Roll, a trezentos metros da Rockhal e a cem metros da estação de Belval-Université. Sem charme e sem surpresa, mas bem perto dos trens e da casa de shows.

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Prós

  • Os menores preços de Luxemburgo
  • A vinte minutos de trem da capital

Contras

  • Nada de pitoresco, é uma escolha deliberada
  • Poucos restaurantes abertos no domingo

Nossas dicas para reservar bem

  • Os transportes são gratuitos, e isso muda totalmente as contas: Trens, bondes e ônibus são gratuitos em todo o país desde 2020, sem bilhete nem burocracia. Dormir fora da capital, portanto, não encarece a viagem com passagens, e os grandes vales contam com boa cobertura. Apenas a primeira classe dos trens continua sendo paga. Os vilarejos do Éislek isolados das linhas de ônibus são a única situação em que alugar um carro realmente se justifica.
  • Reserve antes das semanas de pico nos escritórios: O Luxemburgo também vive de suas instituições e do setor financeiro, o que faz com que os hotéis da capital e do Kirchberg fiquem lotados durante a semana e vaziam na sexta-feira. Para uma viagem a passeio, mirar o fim de semana costuma derrubar a tarifa em um terço, o oposto exato do que ocorre em outros lugares.
  • Os castelos fecham mais cedo do que parece: Fora da alta temporada, as atrações do Éislek encerram as atividades no meio da tarde. Ariane comenta sobre Vianden: é melhor ir de manhã ou no início da tarde. Em Bourscheid, ela recomenda o audioguide de 2 euros (cerca de 12 reais), sem o qual a visita perde muito contexto.
Onde evitar ficar no Luxemburgo (sinceramente)
  • Reservar do outro lado da fronteira para economizar, em Trier ou Thionville: o trajeto diário volta a ser pago assim que você sai do país, e a fronteira fica travada nos horários de pico com dezenas de milhares de trabalhadores transfronteiriços.
  • Escolher o Kirchberg para uma viagem de lazer: trata-se de um platô corporativo e institucional, muito pacato à noite e nos fins de semana, onde é difícil jantar depois das 21h. Embora os museus mereçam a visita, hospedar-se na parte baixa da cidade é bem melhor.
  • Pretender fazer tudo a partir de um vilarejo do Éislek sem carro: as linhas de ônibus ficam bem escassas no fim do dia, e voltar tarde pode virar uma missão impossível.

Perguntas frequentes: onde ficar no Luxemburgo

Onde ficar no Luxemburgo na primeira viagem?
Em Luxemburgo, sem dúvida. É a única área onde dá para fazer tudo a pé, e a gratuidade dos trens faz dela a base de partida mais prática para explorar o restante do país.
Precisa de carro no Luxemburgo?
Não para a capital, a região do Mosela, Echternach e Vianden, todas atendidas por trens e ônibus gratuitos. Sim se o seu foco forem os vilarejos do Éislek fora das rotas principais, ou se você quiser visitar dois castelos no mesmo dia.
Onde se hospedar gastando pouco em Luxemburgo?
No Minett, nos arredores de Esch-sur-Alzette e Belval: espere gastar de 70 a 110 EUR (cerca de 440 a 690 reais) por noite, em comparação com os 120 a 180 EUR (cerca de 750 a 1.130 reais) na capital, a apenas vinte minutos de trem gratuito. O albergue de juventude da cidade de Luxemburgo continua sendo a alternativa mais econômica, na faixa dos 30 EUR (cerca de 190 reais).
Quantas noites passar em Luxemburgo?
Duas noites são suficientes apenas para a capital. Quatro permitem incluir as Ardenas. Uma semana inteira possibilita montar base em três lugares diferentes, o que já é mais do que o necessário em um país que pode ser atravessado de ponta a ponta em uma hora e meia.
Luxemburgo é um destino adequado para famílias?
Sim, e o transporte público gratuito ajuda bastante. Os castelos de Vianden e Bourscheid funcionam bem com crianças, assim como o borboletário de Grevenmacher e as trilhas curtas no Mullerthal. Apenas tome cuidado com as escadas estreitas na casa de Victor Hugo.
Qual é a melhor época para fazer reservas?
A primavera e o início do outono: os pontos turísticos do Éislek operam com horário ampliado, as trilhas do Mullerthal ficam em boas condições de uso e a época da colheita de uvas movimenta a região do Mosela em setembro. No inverno, o vale do rio fica bem mais pacato.

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Bill
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