Marrakech 9

Top 9 das cidades mais bonitas de Marrocos para visitarClassificação 2026

Foto : Sebastien Poncelet

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As cidades de Marrocos preferidas dos nossos membros, aprovadas pela redação

#1 Marraquexe +74 recomendações

Marraquexe mexe com todos os sentidos de uma vez só. Nas ruas da medina, o cominho se mistura ao cheiro de couro curtido enquanto ecoa a chamada para a oração na Koutoubia. A cidade vermelha revela seus souks labirínticos, seus riads escondidos com pátios revestidos de azulejos zellige e sua tanjia cozida nas cinzas do hammam. Uma vivência intensa, por vezes desconcertante e sempre marcante.

Imperdíveis

#2 Rabat +17 recomendações

A capital de Marrocos, na costa atlântica, guarda surpresas bem agradáveis para quem viaja com curiosidade. Fundada no século XII, esta cidade imperial é hoje um polo cultural vibrante onde se sente o pulso da vida marroquina de verdade.

No coração da história marroquina

Patrimônio mundial da Unesco, la kasbah des Oudayas é parada obrigatória em Rabat. Caminhar por esse antigo acampamento militar fortificado é uma verdadeira imersão na trajetória política e cultural do país. Você pode passear pelas ruas estreitas de paredes caiadas e aproveitar o silêncio curioso que reina na kasbah, a poucos metros da Plage de Rabat. Vale a pena visitar o excelente Musée de l'histoire des civilisations, que reconta a história marroquina desde a pré-história até a era islâmica contemporânea.

A dois quilômetros do centro, siga para la nécropole de Chellah. Erguida sobre as ruínas de uma antiga cidade romana, essa necrópole guarda um ar misterioso que instiga a curiosidade. Observe os ninhos de cegonha que cobrem os túmulos em ruínas e aprecie a vista fabulosa para le fleuve Bouregreg. O clima aqui é leve e poético, perfeito para uma caminhada ao pôr do sol, quando a luz fica dourada.

A vida no ritmo marroquino

Entre os mercados da cidade, passe no tradicional souk de Rabat. Com menos turistas que os concorrentes de Fès ou Marrakech, o local oferece mais tranquilidade para garimpar com calma. Os artigos de couro mais bonitos ficam na Rue des Consuls. Se não se importar em ziguezaguear pelas vielas, aproveite para provar uma pastilla (torta folhada recheada com carne e amêndoas), saborear um tajine ou se render aos doces como chebakias (biscoitos com flor de laranjeira, anis e amêndoa), briwates (triângulos folhados de amêndoa) e outras delícias do Magrebe.

Para desacelerar depois do movimento do souk, nada melhor que le jardin d'essais botaniques, criado em 1914 por Lyautey no início do protetorado francês. É o lugar ideal para caminhar sem pressa e seguir o ditado local de que quem tem pressa já morreu. Se preferir a costa, dá para caminhar até a praia, mas vale o alerta de que o mar costuma ser bravo e, infelizmente, há problemas com limpeza na faixa de areia.

Quando ir?

Rabat tem clima oceânico e os termômetros raramente passam dos 30°C, o que torna a capital marroquina uma ótima escolha em praticamente qualquer época do ano. Para pegar menos chuva e aproveitar os dias ensolarados, o ideal é planejar a viagem entre maio e outubro.

Como ir?

Para quem sai do Brasil, o caminho mais comum envolve uma conexão na Europa ou Casablanca antes de chegar a Rabat. A partir de capitais europeias como Paris, há diversas opções de voos diretos para o aeroporto da cidade, com tarifas que costumam variar entre 80 euros (cerca de 500 reais, partindo de Paris-Beauvais) e 200 euros (cerca de 1.250 reais, partindo de Orly ou CDG).

Imperdíveis

#3 Fez +12 recomendações

Fez não fica devendo nada a Marrakech, sua famosa vizinha marroquina. Esta cidade imperial guarda um patrimônio histórico impressionante com mais de 1.200 anos. Nos últimos anos, Fez consolidou seu espaço como um dos destinos turísticos mais procurados do Norte da África.

A medina, um mundo à parte

O coração de Fez pulsa em sua medina, reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco desde 1981. É a maior de todo o Norte da África, com mais de 9.000 ruelas labirínticas. Ao contrário do que se possa imaginar, vale a pena se perder pelas ruas deFès-el-Bali, a parte mais antiga. A entrada é feita por um dos quatorze portões sagrados erguidos no século XII ao redor da cidade velha. Bāb-Boujloud é o mais impressionante de todos, decorado com azulejos azuis e verdes. As ruas comerciais de Talâa-Kbira, ao norte, e Tala-Seghira, ao sul, reúnem dezenas de comerciantes e bancas de comida em meio a um cenário vibrante de sons, aromas e cores. Cooperativas locais oferecem oficinas para aprender os segredos do óleo de argan, da confeitaria marroquina e da tecelagem tradicional. A madraça (escola corânica) Bou-Inania é considerada o monumento mais bonito da medina de Fez. Trata-se de um palácio detalhado com bronze trabalhado, madeira de cedro pintada, ônix, mármore e azulejos. Os Tombeaux des Mérinides também merecem a visita, especialmente para contemplar a vista panorâmica da medina no pôr do sol.

Mesquita, festival e curtumes

A cidade nova de Fez, conhecida como Fès-el-Jedid, também guarda atrações imperdíveis. A mesquita de Karaouine funciona simultaneamente como a universidade mais antiga do mundo em funcionamento e um importante templo islâmico. Sua capacidade é tão grande que abriga até 20.000 fiéis. Como a entrada é restrita a muçulmanos, visitantes de outras crenças podem apreciá-la apenas do lado de fora. O musée Batha, instalado em um palácio de veraneio do século XIX, abriga um acervo expressivo de arte e artesanato marroquino, incluindo esculturas, tecidos berberes e instrumentos musicais. O jardim de estilo andaluz do museu sedia anualmente o Festival des musiques sacrées du monde, um dos maiores eventos do gênero no planeta, reunindo músicos de várias nacionalidades. Debates literários, exibições de filmes e exposições completam a programação. O Musée Nejjarine des arts et métiers du bois é outra parada obrigatória para quem se interessa pela marcenaria tradicional.

Outro ponto marcante da cidade é o bairro dos curtidores, que oferece uma experiência sensorial intensa. Próximo à praça as-Seffarine, os tanneries Chouara produzem couros e peles famosos pela alta qualidade. Pela manhã, é possível observar os tanques repletos de corantes naturais e acompanhar o trabalho artesanal de perto.

Quando ir

O clima em Fez é ameno na maior parte do ano, mas a primavera e o outono oferecem as condições mais agradáveis. Os meses de verão registram temperaturas muito elevadas que podem tornar os passeios cansativos. Junho é uma excelente época para visitar a cidade e aproveitar o Festival de Músicas Sacras do Mundo.

Como ir

Quem viaja do Brasil costuma fazer conexões em capitais europeias como Madri, Paris ou Lisboa antes de pousar no aeroporto de Fez. Passagens aéreas fora da alta temporada podem custar a partir de 40 euros (cerca de 250 reais), variando conforme a companhia aérea e a antecedência da reserva.

#4 Casablanca +3 recomendações

Maior cidade do Marrocos, Casablanca mistura modernidade e tradição urbana. A imponente mesquita Hassan II e as ruas estreitas da antiga medina guardam os pontos altos da visita. O bairro em estilo Art Déco revela a herança colonial nas fachadas dos prédios, enquanto a orla de Aïn Diab reúne quiosques e calçadão à beira do Atlântico. A cidade combina traços arquitetônicos variados e áreas contemporâneas para quem viaja em busca de um panorama urbano dinâmico.

Imperdíveis

#5 Agadir +2 recomendações

Destruída por um terremoto em 1960, Agadir foi reerguida pensando no sol em vez do folclore: esqueça a medina secular por aqui, dê lugar a seis quilômetros de praia e a uma luminosidade atlântica que lembra o litoral da Califórnia. É um destino de praia seguro, ideal para viagens em família ou para curtir fora de temporada.

A vinte minutos dali, Taghazout atrai surfistas de todos os cantos em busca de ondas em picos como Anchor Point.

#6 Essaouira +1 recomendação

Ventilada pelos ventos alísios e embalada pelo som do guembri, Essaouira funciona como uma pausa artística na costa atlântica de Marrocos. A sua medina em tons de branco e azul, onde a maresia se mistura ao aroma da madeira de tuia, convende a caminhadas sem pressa, bem longe do ritmo acelerado das cidades imperiais. Trata-se de um refúgio para quem busca um clima boêmio, onde a calmaria do oceano e a forte cena criativa se unem para entregar uma experiência autêntica e tranquila.

#7 Chefchaouen +1 recomendação

Por aqui, tudo é azul: becos, escadarias, vasos de gerânios e até os gatos que dormem nas portas das casas. Empoleirada na montanha, esta cidade pequena é ideal para ser explorada inteiramente a pé e funciona como a base perfeita para chegar ao parc national de Talassemtane e às cachoeiras de Akchour.

Longe da agitação de Fez ou Tânger, o principal atrativo é se perder sem rumo certo, com a câmera na mão.

Imperdível

#8 Uarzazate

Aqui, uma pirâmide egípcia divide espaço com um templo tibetano de papelão: Ouarzazate já serviu de cenário para Lawrence da Arábia, Gladiador e Game of Thrones. Longe das medinas cheias de gente, esta cidade ocre serve principalmente como base para explorar o Saara e a kasbah Taourirt, antes de seguir viagem rumo às dunas do Erg Chebbi.

#9 Tânger -2 recomendações

Entre as joias que formam o Marrocos, Tânger ocupa um lugar de destaque. Localizada no norte do país, a cidade construída na encosta de uma colina é um antigo porto fenício. Ponto estratégico entre a Europa e o Oriente Médio, Tânger se transformou ao longo dos séculos em um grande polo cosmopolita repleto de personalidade.

Ruelas, mercados e palácios

Tânger é famosa sobretudo por sua belíssima medina, de ruelas estreitas e sombreadas. O melhor a fazer é caminhar sem rumo fixo, guiando-se pelos sentidos e pelos aromas vindos das bancas de especiarias. É bem provável que você chegue ao Grand Socco, uma das principais portas de entrada da medina. Essa praça ampla reúne o ano todo um mercado bastante movimentado. O local é perfeito para comprar frutas frescas e parar um pouco à sombra da fonte cercada por palmeiras.

Em seguida, vale a pena conhecer a Grande Mosquée, um edifício tradicional alauita erguido sobre as fundações de um antigo templo romano. Já a place de la France oferece uma vista panorâmica de Tânger. Depois de explorar cada canto da medina, o bairro da Kasbah aguarda você com suas lojinhas de artesanato típico e cafés bem movimentados. O palácio se ergue acima das ruelas, visível de longe com suas muralhas do século XIII. Ele abriga o museu da Kasbah, um acervo importante sobre a história do país e das artes marroquinas.

Oceano, grutas e jardins

A região também guarda recantos naturais que merecem a visita. Siga pela estrada costeira em direção a Talâa Cherif para observar o oceano Atlântico. As grottes d'Hercule, a 15 quilômetros do centro, são conhecidas em todo o país por sua beleza cercada de mistério. Segundo a lenda, Hércules vinha descansar e aproveitar a calmaria do lugar. Quem quiser seguir o exemplo do herói mitológico pode relaxar na praia municipal. Essa faixa de areia fina recebe muitas famílias que aproveitam o mar e os jardins da Corniche ao lado.

Outro ponto imperdível é o parc Perdicaris, que se espalha por 67 hectares. Esse jardim botânico protege uma rica vegetação, com loureiros, acácias e pinheiros, além de servir de refúgio para aves migratórias. No caminho para o parque, você passa pelo farol do Cap Spartel, um verdadeiro cartão-postal da península de Tânger.

Quando ir

Você pode visitar Tânger o ano todo, já que o clima é ameno em qualquer estação. De março a dezembro, o sol predomina e os termômetros ficam entre 20°C e 30°C. Janeiro e fevereiro são meses um pouco mais frescos, registrando cerca de 15°C a 16°C, mas com tempo seco.

Como chegar

Para quem sai da Europa, um voo para Tânger custa em média 1.500 MAD (cerca de 780 reais). Vindo da Espanha, a travessia de barco entre Ceuta e Tânger pelo estreito de Gibraltar leva apenas 45 minutos. Se você já estiver viajando pelo Marrocos, é possível voar de Marrakech até lá ou alugar um carro para uma viagem de estrada com duração de cerca de 5h30.

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