Ixmiquilpan

O que fazer em Ixmiquilpan: as atrações imperdíveis 2026

Foto : ophelie

Ixmiquilpan, onde guerreiros jaguares vigiam dentro de uma igreja

Em pleno século XVI, artistas otomis pintaram guerreiros jaguars e águias astecas nas paredes de uma igreja católica. Não eram santos, mas combatentes com armaduras de plumas, dragões e centauros misturados a ramos de acanto.

Os monges agostinianos deixaram fazer. Mais tarde, alguém cobriu os afrescos com tinta, e eles ficaram escondidos sob o reboco por séculos até serem redescubertos na década de 1950.

Uma parada para quem busca uma experiência autêntica e fora do comum

Se você já viu nas redes sociais aquelas fotos de piscinas termais turquesa penduidas em um penhasco no México, provavelmente são as Grutas de Tolantongo, e é a partir desta cidade que se chega até lá. No entanto, resumir o lugar a um mero ponto de passagem seria um erro. O município e seus arredores formam uma região rica em fontes termais, história pré-hispânica e cultura Hñähñú, o povo otomi do valle del Mezquital.

Este canto do México agrada quem quer fugir do turismo de massa: sem resorts, sem multidões de fora e com preços baixos. Viajantes que esperam infraestrutura sofisticada ou cardápios em inglês podem estranhar o ritmo local. O inglês é praticamente inexistente e o sinal de celular oscila bastante perto das atrações naturais.

Um destino econômico

A diária em um hotel simples custa entre 400 e 850 MXN (cerca de 130 a 270 reais). Uma refeição reforçada em uma fonda local sai por 80 a 150 MXN (cerca de 25 a 48 reais). A entrada para as Grutas de Tolantongo custa 230 MXN por dia (cerca de 74 reais).

Os afrescos guerreiros de San Miguel Arcángel

O Templo y Ex-Convento de San Miguel Arcángel, construído entre 1550 e 1560 pelos agostinianos, parece uma fortaleza ameada vista de fora. O surpreendente está no interior.

Afrescos com mais de dois metros de altura mostram guerreiros armados com macahuitl, aquelas espadas tradicionais com lâminas de obsidiana, lutando contra criaturas fantásticas entre folhagens de acanto. Como artistas indígenas conseguiram pintar isso dentro de um templo católico é um mistério que ainda intriga os historiadores.

Na Plaza Juárez, uma escultura de bronze de sete metros chama a atenção: trata-se da Diana Cazadora original, que antes ficava no Paseo de la Reforma, na Cidade do México. Danificada em 1968, ela foi resgatada pelo regente da capital, que nasceu na cidade, e instalada aqui. A estátua que está na Cidade do México hoje é uma cópia.

Dica de amigo: observe os brasões esculpidos na fachada antes de entrar. Eles mostram águias e jaguars sem nenhum símbolo cristão, dando uma pista do que você vai encontrar lá dentro.

Grutas de Tolantongo: as piscinas termais no cânion

A cerca de 45 minutos de carro, as Grutas de Tolantongo formam a paisagem mais impressionante da região. Piscinas de águas termais azul-turquesa, construídas em terraços na encosta do cânion, ficam suspensas sobre um rio quente de cor esmeralda. Uma caverna de onde jorra uma cachoeira completa o cenário.

Sendo francos, nos fins de semana o lugar lota com famílias vindas da capital e o clima lembra um parque aquático. Durante a semana, a história muda completamente. É possível aproveitar as pozas quase sozinho, com vista direta para o cânion.

Dica de amigo: tudo nas Grutas é pago em dinheiro vivo, inclusive o hotel. Não há caixas eletrônicos por lá, então leve notas de pesos mexicanos suficientes.

Cavernas subterrâneas e parque comunitário

Quem gosta de aventura vai curtir as Grutas de Xoxafi, um complexo de cavernas com 250 milhões de anos. Há três opções de passeio: um trajeto iluminado de 600 metros, um túnel de aventura com rapel a 80 metros de profundidade e um percurso extremo com tirolesa subterrânea. As paredes da gruta exibem manchas que lembram pele de leopardo por causa do óxido de ferro.

Administrado pela comunidade Hñähñú, o Parque EcoAlberto oferece tirolesas, caiaque no río Tula e pontes suspensas. A atividade mais marcante por lá é a Caminata Nocturna, uma trilha noturna de três horas que simula a travessia clandestina da fronteira para os Estados Unidos, criada para conscientizar sobre os perigos da emigração que esvaziou várias comunidades da região.

Onde comer e beber em Ixmiquilpan?

A grande estrela culinária local é a barbacoa de borrego: carne de carneiro cozida lentamente em um forno escavado no chão, servida logo cedo nos mercados. As gorditas de maíz, pequenas massas recheadas com torresmo ou feijão preto, são outro clássico imperdível.

Para beber, o pulque reina absoluto. É uma bebida fermentada extraída da seiva do agave, com textura levemente viscosa e toque ácido. O Mercado Morelos reúne barracas simples e baratas, enquanto o restaurante La Herradura, atrás da prefeitura, serve pratos regionais fartos.

Onde ficar em Ixmiquilpan e arredores?

O centro da cidade conta com hospedagens simples, como o Apartahotel Villa del Sol, bem avaliado e econômico. Para quem prefere contato direto com a natureza, as Grutas de Tolantongo dispõem de chalés no fundo do cânion, embora os quartos sejam básicos e sem sinal de internet ou televisão.

Outra alternativa é o Parque EcoAlberto, que aluga cabanas à beira do cânion, e regiões serranas como Puerto Dexthi oferecem chalés por 500 MXN a diária (cerca de 160 reais) sob um céu estrelado sem poluição luminosa.

Como chegar e circular em Ixmiquilpan?

Saindo da Cidade do México, ônibus das viações Ovnibus ou Flecha Roja partem da Terminal del Norte, plataformas 7 ou 8. A viagem dura de duas a três horas e custa cerca de 350 MXN (cerca de 113 reais). De carro, o trajeto leva cerca de 2h30 pela rodovia México-Pachuca, pegando depois sentido Actopan.

Para quem viaja do Brasil, o caminho natural é voar até a Cidade do México e, de lá, prosseguir de ônibus ou carro alugado.

Na cidade, o transporte é feito principalmente de colectivo. Para ir a Tolantongo, vans partem do estacionamento San Antonio, perto do Mercado Morelos, a cada quatro horas por 70 MXN (cerca de 23 reais). Vale o aviso: o trecho final da estrada é repleto de curvas sinuosas.

Quando ir?

A estação seca, de novembro a abril, é o período ideal. Evite setembro, o mês mais chuvoso, quando as estradas de montanha ficam complicadas. Como os finais de semana e principalmente a Semana Santa atraem multidões, programar a visita para os dias úteis garante uma experiência bem mais tranquila.

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Sobre a cidade

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Sobre as atividades

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Porta de entrada da cultura Otomí

Não muito longe da capital, Ixmiquilpan fica no estado de Hidalgo, que é relativamente pouco visitado por turistas internacionais. No entanto, é nesse estado que a gente pode descobrir a cultura otomí e suas tradições. Ixmiquilpan guarda monumentos cuja arquitetura é uma mistura de catolicismo e alegorias à natureza, com pinturas otomíes.

3
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Nota geral :
Em família :
A dois :
Com amigos :

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