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História e atrações turísticas de Biarritz

Traduzido do francês — Ver o original em francês

Biarritz

A bela não passava de uma pequena vila de pescadores de baleias... Foi Victor Hugo quem, como um Cristóvão Colombo, a descobriu, foi a sua própria América. Visionário, ele previa que ela logo se tornaria uma cidade balneária de renome;

A vila era originalmente dividida em duas: de um lado, o bairro da igreja Saint-Martin e, do outro, o porto de pesca (Port-Vieux), ambos protegidos pelo castelo de Belay (ou Ferragus).

Seu brasão exibe um grande barco baleeiro, que continua sendo, até hoje, o símbolo da cidade.

Ainda é difícil escolher entre as raízes bascas ou gasconhas. Do ponto de vista administrativo, os habitantes de Biarritz faziam parte de Labourd, província basca, até 1790.

Para que os marinheiros pescadores encontrassem o caminho de casa independentemente do vento, das marés, das noites sem lua ou das noites de tempestade, o primeiro farol foi construído em 1650.

A partir de 1784, os banhos de mar entraram na moda. O próprio Napoleão banhou-se lá em 1808, e a imperatriz Eugênia decidiu fazer de lá o seu refúgio de férias após passar dois meses hospedada na cidade em 1854. Napoleão III mandou construir um palácio para ela, o que atraiu uma enxurrada de realezas de toda a Europa, transformando a cidade na «rainha das praias e a praia dos reis». Em outubro de 1868, realizaram-se as primeiras regatas de Biarritz, contando com as tripulações dos avisos a hélice da divisão naval da costa oeste da França, o Chamois e o L’argus, comandados por Henri Rieunier, futuro almirante, ministro da Marinha e deputado por Rochefort.

Foi em Biarritz que Bismarck veio se encontrar com Luís Napoleão Bonaparte em setembro de 1865, com o objetivo de obter o apoio do imperador francês à política prussiana. Desse período histórico, Biarritz guardou alguns edifícios marcantes, como uma igreja ortodoxa com cúpula pintada de azul, que remete às visitas da aristocracia russa anterior à Revolução Russa. A expressão francesa «faire la tournée des grands Ducs» (dar uma volta digna dos grandes duques) vem daí... como se vê, são os pequenos detalhes que marcam a história.

Dessa mesma época (junho de 1893) datam as termas salinas de Biarritz, construídas a partir de um projeto do arquiteto Lagarde. Vindas das salinas de Briscous, canalizações subterrâneas com mais de vinte quilômetros de extensão transportavam uma água com teor salino mais de dez vezes superior ao da água do mar. Esses estabelecimentos começaram a fechar a partir de 1953 e foram demolidos em 1968.

Criada em 1894, ampliada duas vezes (em 1911 e 1926) e ainda em funcionamento, a loja de departamentos Biarritz Bonheur era, na época, um verdadeiro templo do luxo e da moda. No início do século XX, a maioria de seus funcionários falava inglês. Biarritz também era uma cidade ligada à história da moda francesa, em especial à grife Chanel. Coco Chanel abriu ali em 1915 a sua 3ª boutique, situada na avenida Edouard VII, número 2.

A guerra e a Ocupação Alemã

Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, os alemães construíram o Muro do Atlântico nas falésias de Biarritz. Ao norte, na avenida général Mac Croskey, sob uma bela vila, o ponto de apoio BA 34, escavado na ponta Saint-Martin, defendia a praia de la Chambre d'Amour contra um hipotético desembarque. Ao sul, sob a perspectiva da Costa dos Bascos, ao longo do boulevard du Prince de Galles, a posição BA 41 exibe suas seteiras, partes visíveis de um extraordinário complexo defensivo cavado na rocha, digno da Linha Maginot. No entanto, nenhum desembarque chegou a acontecer em Biarritz.

Ainda assim, em 17 de março de 1944, a cidade foi bombardeada pela segunda vaga de bombardeiros da aviação aliada, que estavam a caminho para destruir o aeroporto de Parma, depois que a artilharia antiaérea alemã (DCA) abateu uma aeronave durante o primeiro sobrevôo.

Após a libertação, a cidade acolheu durante alguns meses a Universidade Americana de Biarritz, cujo objetivo era capacitar os soldados após a vitória aliada na Europa.

O surfe, quando te pega... não te larga mais!

Em 1957, o roteirista americano Peter Viertel, de passagem por Biarritz com sua esposa Deborah Kerr para as filmagens do filme O Sol Também se Levanta, usou uma prancha de surfe que um amigo havia mandado vir de avião da Califórnia. Foi o marco inicial desse esporte em Biarritz. Os primeiros biarritzinos arriscaram-se nas ondas e lançaram uma moda que perdura até hoje, impulsionada pela excelente qualidade das ondas da costa atlântica. Atualmente, a cidade transformou-se em um dos principais polos europeus e mundiais dos esportes de prancha.

Um tour rápido pelos museus

O Museu do Mar...

Trata-se de um edifício em estilo Art Déco, encostado na falésia do planalto de l'Atalaye, cuja construção remonta a 1933. Ele abriga uma importante coleção de animais marinhos e aves. O emblema do museu é um polvo branco sobre fundo azul.

O Asiatica, museu de arte oriental, reúne obras de arte da Índia, do Tibete, do Nepal e da China espalhadas por uma área de 800 m².

Para encerrar, o museu «caixa de joias» que protege a história de Biarritz

O museu histórico está instalado em uma antiga igreja anglicana, a igreja Saint-Andrew's, adquirida pela prefeitura no início dos anos 1980.

Muito melhor do que Cannes... aqui também tem tapete vermelho!

O Festival de Biarritz de Cinemas e Culturas da América Latina apresenta anualmente o melhor da produção criativa latino-americana em todas as suas vertentes (competição de longas-metragens, curtas-metragens, exposições e conferências). Sua 22ª edição acontece de 30 de setembro a 6 de outubro de 2013.

O Festival Internacional de Programas Audiovisuais é o grande ponto de encontro dos profissionais do setor; seus objetivos são revelar novos talentos e promover a venda de filmes fora de seus países de origem.

Ainda não está convicto, pensando «sim, bem... talvez, mas...»? Então vamos falar sobre as falésias...

As falésias de Biarritz vêm sofrendo uma erosão constante desde o início do século XX, a uma taxa de 70 cm por ano, algo contra o qual as sucessivas administrações municipais têm se mostrado impotentes, apesar de todas as obras realizadas.

E tem também as praias...

Na cidade, encontram-se as praias do Miramar, a Grande Plage, o Port Vieux, a Côte des Basques, a praia de Marbella e a praia da Milady... e o que mais? Guarda-sol e canga?

E ainda há muito verde e muitas flores...

São 120 hectares de áreas arborizadas mantidas pela prefeitura, além de dois lagos, o lago Marion e o lago Mouriscot. O Jardim Público, localizado no centro da cidade em frente à Gare du Midi (hoje transformada em espaço cultural), foi criado em 1903. Sem esquecer o parque Mazon e o jardim Lahouze, que também fazem parte dos espaços verdes e floridos da cidade.

Quer mais?! Em sua premiação de 2012, a cidade recebeu três flores no Concurso de Cidades e Vilas Floridas (Concours des villes et villages fleuris).

E então, no próximo verão... Biarritz ou não Biarritz?

Comentários (1)

para deixar um comentário.
  • Nezenlair
    Nezenlair
    Joli reportage, et belles photos ;-)

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