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Fim de semana no Puy du Fou: Uma Loucura!

Traduzido do francês — Ver o original em francês

Compartilho a surpresa incrível que tive ao passar um fim de semana no Puy du Fou. Descubra as atrações e espetáculos que mais me marcaram!

Uma pequena viagem pela Vendeia entre amigos

Devo admitir: foi com um certo preconceito que acompanhei alguns amigos ao Puy du Fou, na Vendeia.

Eu estava aproveitando uma semana de férias em Les Sables d'Olonne quando uns amigos se juntaram a nós e propuseram terminar a semana com um fim de semana neste parque que eu só conhecia de fama. Não me arrependi em nada!

No começo, eu tinha aquela ideia fixa de que o parque pertencia a Philippe de Villiers e não entendia muito bem essa mistura de política com parque de diversões... Enquanto eu dividia esses comentários (um pouco estereotipados, admito... pecado da juventude, sem dúvida...) com os donos de quem eu alugava um chalé charmoso, com quem tomávhes um aperitivo, fiquei feliz em saber que ele na verdade havia sido "apenas" o idealizador do projeto e que, hoje, o Puy du Fou é administrado por outras pessoas. De qualquer forma, o projeto em si já era um pouco "louco", já que consistia em fazer renascer o antigo castelo de Les Epesses de François II du Puy du Fou e toda a história da região com a ajuda de voluntários.

A aposta foi vencida: hoje, com mais de 2 milhões de visitantes por ano, o Puy du Fou é o segundo parque temático mais visitado da França.

Foi então cheio de entusiasmo que me vi dentro de um carro, rumo a Les Epesses pela rodovia A87. Para o trajeto, zero risco de errar: o Puy du Fou é sinalizado desde La Roche-sur-Yon ou Les Sables d'Olonne. Quanto mais nos aproximávamos, mais sentíamos a atmosfera do *bocage* (paisagem típica de campos cercados) e da antiga "Vendeia militar". Os entusiastas também podem fugir da rodovia para pegar as estradas secundárias que serpenteiam em direção a Cholet e ao Mont des Alouettes, onde ainda há moinhos de vento e uma pequena capela. A propósito, na Cinéscénie, sobre a qual falarei mais adiante, , aprendemos que os vendeus usavam os moinhos para se comunicar: a posição das asas avisava sobre um perigo ou sobre os movimentos do inimigo...

Mas voltemos ao assunto! Munidos de um passe de 2 dias incluindo a visita ao Grand Parc e à Cinéscénie, começamos o fim de semana deixando os carros nos estacionamentos (gratuitos!!!). Vale notar que, se você reservar uma hospedagem que pertence ao Puy du Fou, esse passe já está incluído. Mas você também pode reservar uma acomodação em outro lugar e comprar o passe separadamente, na bilheteria do parque, por exemplo.

Hospedagem no local

Depois, fomos deixar nossas malas no hotel e pegar as chaves dos quartos. Estávamos hospedados na Villa Gallo-romaine, que parece ter saído direto dos quadrinhos de Asterix e Obelix! O quarto que reservei tinha uma cama de casal e duas camas beliches para as crianças.

Cour intérieure villa gallo-romaine

Os quartos eram confortáveis, mas espartanos, bem ao estilo de um acampamento romano, imagino. Todos davam para um pátio arborizado e enfeitado com um pequeno lago. Há um restaurante no térreo, o que facilita na hora das refeições sem precisar cozinhar.

Pelo que parece, desde a minha estadia, a oferta de hotéis aumentou, contando agora com uma vila lacustre, um casarão de estilo mais burguês para alugar, iurtes, um castelo medieval... Por isso, recomendo que dê uma olhada direta neste guia dedicado justamente aos hotéis do Puy du Fou. À primeira vista, os preços podem parecer altos, mas saiba que as tarifas de hospedagem incluem os ingressos para o parque de diversões (nem sempre para todos os espetáculos, vale conferir dependendo das opções escolhidas). E você ganha muito tempo ficando bem pertinho das portas do parque.

Logo depois, começamos os passeios. Para ser claro, o Puy du Fou pode ser visitado de duas maneiras: explorando o Grand Parc durante o dia ou assistindo ao espetáculo noturno da Cinéscénie. Os mais dispostos podem combinar as duas opções e passar um dia (ou mais) no Grand Parc e a noite no espetáculo.

O Grand Parc

Com as malas já guardadas, fomos direto para os cinquenta hectares do parque pela trilha que leva até lá a pé. Nesse grandioso parque, criado em 1989, que nos faz atravessar séculos da história da França através da história da Vendeia, a magia logo aconteceu: a sensação de mudança de ares foi imediata e resgatei rapidinho minha alma de criança!

Três grandes áreas temáticas foram desenhadas ao redor da cidade medieval, da vila do século XVIII e da vila de 1900.

A Vila Medieval

La cité médiévaleEntramos então pela ponte levadiça da torre que guarda a entrada da vila medieval. Debaixo da ponte, no fosso, patos já chamavam a atenção de todas as crianças... Lá dentro, a rua principal dava acesso a lojinhas e casinhas onde artesãos em trajes de época demonstravam seus talentos, especialmente na lapidação de pedras. É possível se aproximar para vê-los trabalhar e comprar algumas de suas obras.

Não se surpreenda se você encontrar alguns gansos soltos ou outros bichinhos e seus donos: logo percebemos que todo o parque é voltado para a natureza! As crianças não sabiam para onde olhar. Queriam tentar pegar os coelhos, as cabras, as galinhas... Precisavam ir ver as ovelhas, os porcos, e ouvir os barulhos engraçados deles que tanto os surpreenderam. Enfim, foi bem difícil avançar rápido, tanta era a quantidade de coisas para descobrir, especialmente para os pequenos.

Vila do século XVIII

Encontramos um pouco disso na vila do século XVIII, com animações e atrações que retratam a vida daquela época. Como manda a história regional, logo nos colocamos no papel de um « chouan » que resiste aos « bleus », aqueles soldados da Revolução que espalharam o terror pela região. A vila, aliás, me lembrou muito o filme « Chouans ! » de Philippe de Broca, com Philippe Noiret, Lambert Wilson e Sophie Marceau, entre outros. Quando estivemos lá, uma apresentação de canções antigas e danças da época estava rolando em um celeiro, perto do centro da vila. Além do espetáculo, a sombra e o frescor lá dentro eram super bem-vindos!

Vila de 1900

Depois dessa vila, preciso falar sobre aquela que chamam por lá de « vila 1900 ». Sendo bem típica do que se encontrava na Vendeia no início do século XX, não pude deixar de pensar nos livros de Pagnol e nos filmes com Fernandel. Estava tudo lá: a praça central da vila com os Correios e Telégrafos (P & T), os bares, os comércios e lojas, o carro dos bombeiros... Só faltava o sotaque do sul e as cigarras! Mesmo assim, a sensação de estar em outro lugar foi garantida.

Quem quiser pode enviar seus cartões-postais direto da agência de correios da vila, já que ela funciona de verdade. Seus cartões levarão um carimbo postal bem especial, daqueles que fogem do comum. Fica a dica para os aficionados por filatelia e marcas postais!

No Grande Parque, dá para escapar um pouco das alamedas principais e ver que a natureza tem mesmo muito espaço. Muito arborizado, os visitantes podem descobrir uma enorme variedade de espécies, seja de árvores, flores (as roseiras são famosas pela quantidade e, às vezes, raridade), legumes da Idade Média ou plantas medicinais usadas na época. Toda a manutenção é feita respeitando a natureza. Conversando com os « aldeões », soube que nenhum pesticida ou inseticida é usado no local. Tudo é cuidado com métodos « verdes ».

Os Espetáculos do Parque

O Baile dos Pássaros Fantasmas

Le bal des oiseaux fantômesO Grande Parque também é sinônimo de espetáculos! E tem para todos os gostos. Uma única coisa a saber: se você for passar apenas um dia e quiser ver todos, vai ter que correr um pouco e ficar de olho nos horários das apresentações. Se puder, priorize visitas de dois dias, especialmente se quiser emendar com a Cinéscénie à noite: você pode acabar ficando um pouco cansado.

Comecei pelo Baile dos Pássaros Fantasmas, de manhã. Um espetáculo lindo, poético e impressionante: aves de rapina voam em círculos bem acima das nossas cabeças e pousam nos treinadores. Seja você criança ou adulto, fã da natureza ou não, a beleza desse espetáculo encanta todo mundo que assiste e dá o tom de como será o dia. Tudo é narrado em torno de uma bela lenda.

O Signo do Triunfo

Você se vê em um circo romano de 7.000 lugares e mergulha no ano 300. Na arena, prisioneiros gauleses são condenados a vencer os jogos do circo para salvar suas vidas. As batalhas são impressionantes e há muitas acrobacias; a ação é garantida. No fim dos combates, o público decide o destino dos personagens. A corrida de bigas, em particular, é grandiosa e os felinos impressionam.

Parabéns aos atores!

Os vikings

Uma vila tranquila, clima festivo, moradores felizes. De repente, os vikings atacam a vila! O que se segue é uma batalha implacável... mas que acaba bem.Affiche du spectacle de l'attaque des vikings

Mais uma vez, prepare-se para ser parte do espetáculo. Mas, desta vez, no sentido literal da palavra... Eu estava sentado tranquilamente nas arquibancadas quando vi atores vestidos com peles de animais vindo na minha direção, ordenando que eu os seguisse. Fui parar com outros visitantes em uma casa, vestindo também peles de bicho, um capacete com chifres e uma espada na mão. Os atores nos deram instruções de segurança, pois avisaram que haveria explosões... Nada muito tranquilizador no início, mas, na verdade, a gente não corre nenhum risco.

Assim, depois de ouvir gritos, barulhos de batalha e explosões, saímos correndo para o meio do palco, brandindo nossas espadas e gritando diante das muralhas do forte. O espetáculo continua e, após os cumprimentos com os atores, ganhamos algo para beber (faz calor sob aqueles capacetes!), tudo em um clima super legal.

Mosqueteiro de Richelieu

Esse espetáculo, que acontece em um ambiente fechado, vai encantar os fãs do gênero capa e espada. Mas esse não é o seu único atrativo: há também belas performances equestres e balés orquestrados com graça e ótimos efeitos especiais. Mas, bem, não vou contar mais nada... Este espetáculo é realmente voltado para toda a família, e cada um certamente encontrará algo para aproveitar.

Le Secret de la Lance (O Segredo da Lança)

Um espetáculo totalmente impregnado de magia, que nos leva de volta à Idade Média para acompanhar as aventuras de uma jovem pastora que deseja repelir os ingleses... isso não te lembra alguma história? De qualquer forma, a magia contida na lança que ela usará é retratada por meio de efeitos especiais impressionantes.

A propósito, vale destacar que o Puy du Fou é pioneiro em muitas áreas, especialmente em efeitos especiais, tendo inclusive registrado diversas patentes.

E muitos outros...

Estes foram os espetáculos que mais me impressionaram. Mas há outros, igualmente deslumbrantes, espalhados por todo o seu percurso. O primeiro, para quem escolher, é o dos Orgues de Feu (Órgãos de Fogo). Também um espetáculo noturno, ele mergulha o espectador em um universo fantástico ao som de composições de Mozart, Bach, Bizet e Delerue. O show traz de volta todo o universo infantil dos contos de fadas, com personagens que parecem ter saído diretamente das histórias que costumávamos contar à noite, ao pé da lareira, durante as tradicionais « vigílias ».

Outro espetáculo imperdível é o das Grandes Eaux (Grandes Águas). Cheio de graça e poesia, o show também é um grande sucesso técnico, contando com mais de 100 jatos d'água que formam diferentes quadros, movimentando-se no ritmo de músicas de outra época.

As crianças também não ficam de fora, com animações reservadas especialmente para elas: assim, pelos caminhos e dependendo dos horários (as informações estão disponíveis no folheto e placas indicam os horários), é possível assistir a truques de mágica (Ysengrin, o mago menestrel) ou aventuras de marionetes (a lenda de Martin).

Tanto adultos quanto crianças também podem bancar os coreógrafos com os Órgãos aquáticos. A partir de um painel instalado às margens do lago, é possível controlar os diferentes jatos d'água para criar um novo espetáculo. Para continuar no clima « aquático », há jatos d'água que pulam de um ponto a outro: as crianças adoram correr atrás deles para tentar pegá-los. E, além disso, quando está calor, é uma atividade super refrescante!

Como você já deve ter percebido, o Grand Parc do Puy du Fou merece bem 2 dias de visita se você quiser conseguir ver tudo sem pressa. Principalmente porque, se, assim como eu, você for escolhido para participar de uma atração (os vikings), certamente vai querer ver o espetáculo inteiro novamente. Você vai passar um fim de semana maravilhoso.

Quanto à Cinéscénie, tenho tanta coisa para te contar que ela será o tema de um novo post intitulado « A Cinéscénie do Puy du Fou » (a gente acaba pegando gosto!). Por fim, saiba que as atividades retornam no inverno com espetáculos especiais. Convido você a ler o artigo da Asiangirl sobre o Mistério de Natal, um evento que vale muito a pena!

Comentários (1)

para deixar um comentário.
  • Ana
    Ana
    Merci pour toutes ces infos !
    J'ajouterai que le Puy du Fou a reçu plusieurs titres de meilleur parc d'attractions du monde, dont l'Applause Award de 2014. Il s'agit ni plus ni moins de la récompense la plus valorisante pour un parc d'attractions :)

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