69707eb055ecf

Meu road trip de 5 dias por Dubai e pelos Emirados

Traduzido do francês — Ver o original em francês

5 dias, 3 emirados, 1 road trip inesquecível. Dubai, Abu Dhabi e o deserto de Sharjah: roteiro, orçamento e experiências imperdíveis.

Cinco dias, três emirados, um carro de luxo e memórias para a vida toda. Quando decidi explorar os Emirados Árabes Unidos de um jeito diferente, fugindo da mesmice de ficar estirado na espreguiçadeira de um resort, não esperava viver uma experiência tão intensa. Entre os arranha-céus vertiginosos de Dubai, o mármore impecável da Grande Mesquita de Abu Dhabi e o silêncio absoluto do deserto de Mleiha, este road trip me deu muito mais do que apenas uma viagem: foi um verdadeiro soco na visão a cada curva.

Vou contar tudo para vocês, dia a dia, com os meus lugares favoritos, dicas práticas e, claro, aquelas experiências que realmente valem o investimento. Porque nos Emirados, sim, algumas coisas custam caro. Mas certas vivências valem cada dirham gasto.

Dia 1: Aterrissando no futuro, minhas primeiras horas em Dubai

Pegando o meu carro: o verdadeiro início da aventura

Decor futuriste le long de la Sheikh Zayed Road

Meu voo aterrissou no começo da tarde no aeroporto de Dubai. Depois das formalidades (bem rápidas, diga-se de passagem), fui direto ao balcão de locação. Para este road trip, eu queria um veículo que estivesse à altura das rodovias emiratis, onde SUVs reluzentes e sedãs alemães são o padrão.

Eu tinha reservado algumas semanas antes da viagem por meio de uma agência local especializada para conseguir o melhor custo-benefício. Me dei esse capricho :) Se você tiver interesse, aqui está o link para reservar sua aluguel de BMW em Dubai na Renty.ae. Minha dica: não deixe para a última hora, especialmente na alta temporada (de novembro a março). Os carros bons acabam rápido e os preços sobem à medida que a data se aproxima.

💡 Dica: Verifique se o seu contrato inclui quilometragem ilimitada e a passagem pelos pedágios Salik (sistema automático). Isso vai te poupar surpresas desagradáveis na hora de devolver o carro.

Chaves na mão, deixei o aeroporto rumo a Downtown Dubai. Primeiro choque: a Sheikh Zayed Road, aquela rodovia de 12 faixas ladeada por torres futuristas. Parece filme de ficção científica, só que é real e passa voando a 120 km/h.

Downtown Dubai ao pôr do sol

L'immense tour Burj Khalifa, plus de 800m de hauteur

Deixei as malas no hotel no fim da tarde, o timing perfeito para aproveitar a golden hour no Burj Khalifa. Eu já tinha visto essa torre de 828 metros mil vezes em fotos. Ao vivo, é outra história. Ela esmaga tudo ao redor, e olha que o bairro não tem escassez de prédios imponentes.

Optei por subir ao At The Top SKY, o observatório no 148º andar. É mais caro que o acesso clássico ao 124º? Sim, cerca de 400 AED (100€). Mas a vista livre, o lounge privativo e, principalmente, a ausência de muvuca compensam demais o valor extra. Dá para ir com calma e curtir o momento.

De volta ao nível da rua, esperei anoitecer para assistir ao espetáculo das fontes em frente ao Dubai Mall. A cada 30 minutos, jatos d'água dançam ao som de música, iluminados por milhares de luzes. É de graça, acessível para todo mundo e, mesmo assim, mágico todas as vezes.

Meu primeiro jantar memorável: At.mosphere

Restaurant At.mosphere © David Jones

Para esta primeira noite, reservei uma mesa no restaurante At.mosphere, localizado no 122º andar do Burj Khalifa. O restaurante mais alto do mundo, nada menos que isso.

A conta? Conte com no mínimo 600 a 800 AED por pessoa (150-200€) para um jantar decente com uma taça de champanhe. É caro, sem dúvida. Mas jantar a 442 metros de altura com a cidade iluminada aos seus pés é o tipo de experiência que a gente não vive todo dia.

⚠️ Importante: Reserve com vários dias de antecedência e peça uma mesa na janela. Sem isso, você vai pagar o preço máximo para ter vista... para o salão do restaurante.

Dia 2: Duas faces de Dubai, dos souks aos iates

O Velho Dubai: onde tudo começou

Ruelle d'Al Fahidi

Acordar cedo para descobrir uma faceta de Dubai que muitos turistas ignoram: o bairro histórico de Al Fahidi. Aqui, nada de torres de vidro. Ruelas estreitas, casas tradicionais com suas torres de vento (as pioneiras do ar-condicionado) e cafés onde o tempo parece parar.

Atravessei o Dubai Creek em um abra, aqueles barquinhos de madeira que fazem a travessia por apenas 1 dirham (0,25€). Sim, um dirham. Em uma cidade onde tudo parece custar uma fortuna, essa travessia de 5 minutos oferece um contraste inesperado.

Do outro lado, os souks de Deira me esperavam. Primeiro o souk do ouro, onde vitrines inteiras transbordam joias de 22 e 24 quilates. Os preços são negociáveis, mas prepare-se para vendedores durões. Passei uma boa hora zanzando por lá, mais pelo espetáculo do que para comprar.

O souk de especiarias, logo ao lado, exala aromas de açafrão, cardamomo e incenso. Comprei algumas lembranças por uma pechincha em dirhams. O ambiente ali é mais relaxado, e os comerciantes são menos insistentes.

Jumeirah Beach e o mítico Burj Al Arab

Vue sur Burj al Arab, depuis Jumeirah Beach

Mudança radical de cenário à tarde. Rumo à Jumeirah Beach para avistar o Burj Al Arab, aquele hotel em forma de vela frequentemente apresentado como "o único 7 estrelas do mundo". Na realidade, a classificação de 7 estrelas não existe oficialmente. É um 5 estrelas, mas com um nível de luxo que desafia a imaginação.

Não é possível entrar no hotel livremente. Mas há uma opção: reservar um chá ou uma refeição em um de seus restaurantes. Espere gastar no mínimo 500 AED (125€) para um *afternoon tea*. Exagerado? Talvez. Mas isso permite entrar nesse monumento e ficar boquiaberto.

Quanto a mim, preferi admirar a silhueta do Burj Al Arab da praia pública vizinha, com os pés na areia. Às vezes, as melhores vistas são gratuitas.

Dubai Marina by night: cruzeiro privado

Quartier de Dubaï Marina

À noite, decidi me dar um luxo no meu orçamento: um cruzeiro de iate particular na Dubai Marina ao pôr do sol.

A lógica é simples: você aluga um iate (a partir de 600 AED por 2h, cerca de 150€, para os modelos menores) e navega entre os arranha-céus da Marina, seguindo em direção a Palm Jumeirah e avistando o Burj Al Arab a partir do mar.

A tripulação cuida de tudo. Música, bebidas geladas e, acima de tudo, aquela sensação rara de flutuar entre dois mundos: a água calma do Golfo e aquele skyline maluco que vai se iluminando aos poucos. É ali, com uma bebida na mão no convés de popa, que realmente entendi a essência de Dubai: um lugar pensado para criar momentos fora do comum.

Dia 3: Road trip rumo a Abu Dhabi, a capital dos superlativos

1h30 de estrada panorâmica

Na manhã do terceiro dia, deixei Dubai em direção a Abu Dhabi, a capital dos Emirados. Cerca de 140 km de rodovia impecável, com limite de 140 km/h em alguns trechos. O GPS indicava 1h15, mas demorei um pouco mais para aproveitar a paisagem.

O que impressiona nessa estrada é o contraste entre o deserto ocre que se estende a perder de vista e as instalações industriais gigantescas que surgem de repente. Passamos, entre outros lugares, por Jebel Ali, o maior porto artificial do mundo. Um lembrete de que esta região não se resume apenas ao turismo.

A Grande Mesquita Sheikh Zayed: meu amor à primeira vista

Grande Mosquée Sheikh Zayed

Escrevo isso sem hesitar: a Grande Mesquita Sheikh Zayed é o monumento mais bonito que visitei nos Emirados. De longe.

Imagine só: 82 domos brancos, mais de 1.000 colunas, lustres de cristal Swarovski pesando várias toneladas, o maior tapete tecido à mão do mundo (5.627 m²) e um mármore tão branco que chega a cegar sob o sol. O conjunto pode receber 40.000 fiéis. Os números dão vertigem, mas é a harmonia de tudo o que realmente marca.

Fiquei lá por quase três horas, muito mais do que o planejado. Caminhei pelas galerias, fotografei os reflexos nos espelhos d'água e observei visitantes do mundo todo passeando em silêncio.

  • Entrada gratuita: Não é necessário reservar, mas leve um documento de identidade.
  • Horários: Aberto todos os dias, exceto nas sextas-feiras pela manhã. Chegue cedo (9h) para evitar multidões.
  • Vestimenta obrigatória: Roupas que cubram o corpo são exigidas. Abayas são emprestadas gratuitamente às mulheres na entrada.
  • Duração recomendada: Mínimo de 2h para aproveitar sem pressa.

O Louvre Abu Dhabi e o Qasr Al Watan

Entrada do Louvre Abu Dhabi

Depois da mesquita, fui direto para o Louvre Abu Dhabi. O edifício assinado por Jean Nouvel por si só já vale a viagem: uma cúpula gigante composta por 8.000 estrelas metálicas que filtram a luz do deserto. O efeito de "chuva de luz" lá dentro é impressionante.

As coleções misturam obras orientais e ocidentais em uma abordagem cronológica original. Conte com 63 AED a entrada (cerca de € 16) e pelo menos 2h de visita.

Bem ao lado, o Qasr Al Watan (Palácio da Nação) abriu suas portas aos visitantes há apenas alguns anos. É o palácio presidencial, e é possível visitar uma parte dele. O interior é de uma opulência absurda: mosaicos, lustres monumentais, biblioteca com 50.000 livros. Um mergulho na suntuosidade do poder emiradense.

Emirates Palace: um café salpicado de ouro

Para encerrar este dia em Abu Dhabi, fiz uma parada no Emirates Palace, um dos hotéis mais caros já construídos (diz-se que custou 3 bilhões de dólares).

Mesmo sem se hospedar lá, dá para passear pelo lobby e, principalmente, saborear o famoso cappuccino com folha de ouro no café Le Vendôme. Preço: cerca de 65 AED (€ 16) por um café. Absurdo? Totalmente. Mas o cenário, a atmosfera e a sensação de "eu estive aqui" tornam a lembrança bacana. E, francamente, o café era bom.

Retorno a Dubai no fim da noite, com a cabeça cheia de imagens incríveis.

Dia 4: Sharjah e o deserto de Mleiha, o emirado que muita gente esquece

Sharjah, a capital cultural dos Emirados

Para este quarto dia, quis fugir da dupla Dubai-Abu Dhabi que todo turista faz. Rumo a Sharjah, o emirado vizinho de Dubai, a apenas 20 minutos de carro.

O clima muda imediatamente. Sharjah é mais conservadora (a bebida alcoólica é proibida lá, por exemplo), mas também mais autêntica de certa forma. Menos ostentação, mais cultura.

Fiz uma parada rápida no Museu da Civilização Islâmica, instalado em um antigo souk reformado. As coleções contam a história do islamismo e da ciência árabe. É fascinante para quem se interessa pela região e serve como um ótimo contexto antes de mergulhar no deserto.

O deserto de Mleiha: bem longe dos safáris para turistas

Deserto de Mleiha

À tarde, peguei a estrada em direção a Mleiha, a cerca de uma hora de Dubai. Foi lá que vivi uma das experiências mais marcantes da viagem.

Mleiha é um deserto considerado patrimônio mundial da UNESCO devido aos seus sítios arqueológicos. Foram descobertos vestígios de vida humana com 130.000 anos por lá. Mas é também uma paisagem de dunas douradas, formações rochosas espetaculares como a Fossil Rock e a Camel Rock e, acima de tudo, uma tranquilidade que não se encontra mais nas áreas turísticas tradicionais.

Eu havia reservado um safári premium pelo centro arqueológico de Mleiha. Dirigi meu carro alugado até o ponto de encontro (estrada normal, sem problemas) e depois embarquei em um Land Cruiser pilotado por Saeed, um motorista local que conhece cada duna de cor.

⚠️ Bom saber: É impossível fazer dune bashing com um carro alugado. Os contratos proíbem isso terminantemente e, de qualquer forma, é preciso ter uma carteira de motorista especial ("desert driving") que os turistas não conseguem tirar. Contrate uma agência, essa é a única opção legal e segura.

O dune bashing em si é uma montanha-russa da vida real. Escalamos cristas, descemos encostas a 45º e a areia espirra sob as rodas. Saeed sorria, com música tecno árabe tocando no talo, enquanto eu me segurava firme. Vinte minutos de pura adrenalina.

Jantar sob as estrelas em um acampamento beduíno

Depois do safári, seguimos rumo a um acampamento beduíno privado montado bem no meio das dunas. Lá, o ritmo desacelera por completo. Me serviram café árabe com cardamomo, tâmaras e, logo depois, um jantar completo com carnes grelhadas, mezates e pão recém-assado.

Mas o verdadeiro momento de graça vem logo após a refeição. Esticado sobre almofadas, fiquei contemplando o céu. Nenhuma poluição luminosa, milhares de estrelas visíveis a olho nu. Um guia astrônomo (incluso no meu pacote premium) foi me mostrando as constelações, Marte, Júpiter.

O silêncio do deserto à noite tem algo de físico. Quase dá para escutá-lo. Só essa noite já valeu a viagem inteira.

Comparativo de opções de safári no deserto
Tipo de safári Preço estimado Duração O que fica marcado
Safári em grupo clássico (Dubai) 150-250 AED 5-6h Descontraído, mas turístico e com acampamentos cheios
Safári privado Mleiha 800-1500 AED 5-7h Tranquilo, paisagens únicas, observação de estrelas
Safári premium VIP 2000+ AED Sob medida Acampamento privado, jantar gastronômico, exclusividade total

Dia 5: Palm Jumeirah e o grand finale

Dirigir pela "palmeira": o efeito uau

Palm Jumeirah e o hotel Atlantis

Último dia. Guardei a Palm Jumeirah para o final, como se fosse a sobremesa.

Dirigir por essa ilha artificial em formato de palmeira é surreal. A gente sobe pelo "tronco", pega os desvios pelas "folhas" ladeadas de vivendas milionárias e, bem na ponta, chega ao Atlantis The Palm, aquele palácio cor-de-rosa inconfundível.

Parei no The Pointe, um complexo de restaurantes e lojas de frente para o Atlantis. O lugar é perfeito para um café matinal com vista para o hotel e, lá ao fundo, o horizonte da Dubai Marina.

O Atlantis: mergulhando em outro mundo

Passei boa parte da manhã no Atlantis. Não para dormir (as diárias começam em 1500 AED), mas para visitar o Lost World Aquarium.

Esse aquário temático inspirado na cidade perdida de Atlântida abriga 65.000 animais marinhos. A gente caminha por túneis subaquáticos, cercado de raias, tubarões e peixes coloridos. Entrada: 135 AED (cerca de 35€). Para quem viaja em família, é parada obrigatória.

O Aquaventure Waterpark logo ao lado é um dos maiores parques aquáticos do mundo. Não tive tempo de ir, mas se você estiver viajando com crianças ou amigos que curtem fortes emoções, reserve meio período.

Brunch no Saffron: a lenda

Restaurante Saffron

Para minha última refeição em Dubai, escolhi o brunch do Saffron, o restaurante buffet do Atlantis. Já me falavam dele como uma verdadeira instituição, e agora entendo o porquê.

O buffet é monumental: frutos do mar à vontade, sushis, grelhados, sobremesas sem fim e, acima de tudo, um clima super animado na sexta-feira (o dia tradicional de brunch nos Emirados). Espere gastar cerca de 500-600 AED com bebidas inclusas. É caro, mas é daquelas refeições que marcam para sempre.

Volta ao aeroporto: as lições deste road trip

Ao entregar o carro no aeroporto no fim da tarde, fiz um balanço destes cinco dias. O que essa viagem me ensinou?

Primeiro, que os Emirados não se resumem a Dubai. Abu Dhabi tem uma alma diferente, mais calma, mais cultural. Sharjah surpreende pela autenticidade. E o deserto de Mleiha oferece uma pausa de silêncio em um país que nunca dorme.

Depois, que algumas experiências "caras" realmente valem o preço. Nem todas. Mas o jantar no At.mosphere, a noite no deserto, o passeio de barco na Marina... Esses momentos ficam gravados na memória.

Por fim, que viajar dirigindo por conta própria muda tudo. A gente vai aonde quer, na hora que quer. Dá para parar para tirar uma foto, improvisar um desvio. Essa liberdade, em um país tão bem estruturado para carros, é um diferencial enorme.

Dicas práticas para o seu road trip de luxo nos Emirados

Orçamento realista: quanto custa de verdade?

Aqui está um resumo dos meus principais gastos nesta viagem de 5 dias:

Orçamento estimado para 5 dias nos Emirados (1 pessoa)
Item de despesa Valor estimado Comentário
Aluguel de carro (SUV premium, 5 dias) 1500-2500 AED Variável conforme o modelo e a temporada
Combustível 150-200 AED A gasolina é barata nos Emirados
Hospedagem (hotel 4-5★, 4 noites) 2000-4000 AED Ampla faixa de preço conforme o padrão
Restaurantes e refeições 1500-2500 AED Incluindo 2-3 restaurantes sofisticados
Atividades (Burj Khalifa, safári, cruzeiro...) 1500-2500 AED Dependendo das opções escolhidas
TOTAL 6650-11700 AED Aproximadamente 1700-3000€

Este orçamento corresponde a uma viagem confortável com algumas experiências de luxo. É possível gastar menos escolhendo hotéis 3 estrelas e evitando restaurantes gastronômicos. Também dá para gastar muito mais optando por palácios e experiências VIP exclusivas.

Dicas para dirigir nos Emirados

Dirigir nos Emirados é surpreendentemente fácil para quem já tem o hábito de pegar a estrada. As estradas são excelentes, bem sinalizadas e o GPS funciona perfeitamente.

Alguns pontos importantes:

  • Velocidade: 120-140 km/h nas rodovias, 60-80 km/h na cidade. Os radares estão por toda parte e as multas são pesadas.
  • Pedágios Salik: Sistema automático em Dubai. Seu carro alugado deve estar equipado com uma tag. Verifique se as taxas estão incluídas no contrato ou se são cobradas automaticamente.
  • Carteira de motorista: A CNH brasileira é aceita para turistas junto com a Permissão Internacional para Dirigir (PID).
  • Álcool: Tolerância zero. Não beba se for dirigir, as sanções são muito severas.
  • Estacionamento: Pago na maioria das áreas turísticas. Espere gastar 2-4 AED por hora. Os shoppings geralmente oferecem estacionamento gratuito.

💡 Minha dica: Baixe o aplicativo RTA Dubai antes de viajar. Ele indica estacionamentos, pedágios e ajuda a navegar pela cidade.

Quando ir?

A melhor época para visitar os Emirados vai de outubro a abril. As temperaturas oscilam entre 20 e 30°C, ideal para aproveitar as atividades ao ar livre.

De maio a setembro é verão. Faz 40-50°C e o ar é sufocante. Os hotéis praticam preços bem baixos, mas, francamente, passar mais de 10 minutos na rua é um verdadeiro desafio.

Sobre o Ramadã: este mês sagrado (com datas que mudam a cada ano) traz restrições ao consumo de comida e bebida em público durante o dia. Os restaurantes continuam abertos, mas com horários adaptados. Se possível, evite esse período em sua primeira viagem, a menos que queira vivenciar essa experiência cultural bem específica.

As 5 experiências de luxo que valem cada dirham

Os contrastes incríveis dos Emirados Árabes Unidos

Para resumir este roteiro de carro, aqui está o meu top 5 dos momentos em que gastei sem me arrepender:

  • O jantar no At.mosphere (Burj Khalifa): Pela vista vertiginosa e pela experiência única de comer a 442 metros de altura.
  • A noite no deserto de Mleiha: Pelo silêncio, pelas estrelas e pela desconexão total longe da agitação urbana.
  • O cruzeiro privativo na Dubai Marina: Por aquela sensação de liberdade diante do horizonte iluminado ao pôr do sol.
  • A Grande Mesquita Sheikh Zayed: Gratuita, mas tão grandiosa que merece um lugar de destaque nesta lista.
  • O brunch no Saffron: Para encerrar em grande estilo com um banquete memorável de frente para o oceano.

Estes Emirados me surpreenderam. Eu esperava ostentação o tempo todo, mas encontrei também beleza, silêncio e encontros marcantes. Esta viagem de carro foi a minha forma de ver o país de outro jeito, no meu próprio ritmo. E, francamente, eu faria exatamente o mesmo roteiro amanhã.

Boa viagem e não deixe de me fazer perguntas nos comentários!

Comentários (0)

para deixar um comentário.

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Outros artigos sugeridos

Sugestões de álbuns de fotos