5a7494bf0492b

Fim de semana em Bucareste: o que ver e onde curtir a noite

Traduzido do francês — Ver o original em francês

Tudo o que você precisa saber para preparar um fim de semana em Bucareste: como chegar, se locomover, onde ficar, curtir a noite e o que fazer.

Para todos que querem viajar para a Romênia, eu digo: vão com tudo!! Passei um fim de semana de três dias inteiros na Romênia, mais precisamente em Bucareste. E posso dizer que o clima lá é incrível!

Uma cidade rica e cosmopolita onde você encontra de tudo para curtir, seja você um entusiasta da história, um aspirante a jet-setter ou um simples turista em busca de um city-break acessível.

Apelidada por muito tempo de "Paris do Oriente" (devido à sua arquitetura, especialmente a sua famosa "Avenida Champs-Élysées") ou de "Pequena Paris" (por causa do grande número de franceses que foram morar lá entre as Duas Guerras Mundiais), a capital romena é um convite à descoberta.

Palais du Parlement de Roumanie

Como ir a Bucareste

Armoiries de BucarestVocê pode, é claro, ir de carro (é longe, conte pelo menos 2 dias de direção por trecho), de trem (é longe também), de ônibus (é barato... mas é longe) ou de avião. Para esta última opção, você encontra voos muito baratos (a partir de 50 euros), especialmente com a Wizzair, a companhia aérea húngara de baixo custo.

Há voos disponíveis com outras companhias, é claro: você pode dar uma olhada em empresas como Lufthansa, KLM, Air France, Blue Air ou Malev. Vale notar que a Wizzair quase sempre oferece as melhores tarifas para os diferentes períodos (sei disso porque passei um bom tempo comparando... mas bem, isso pode ter mudado desde então). O mais simples é usar um comparador de voos.

A duração do voo é, em média, de duas horas e cinquenta minutos. Para quem voar com a Wizzair, tudo é pago: se quiser um simples chá Lipton, prepare-se para desembolsar quatro euros, por exemplo... Nem vou falar dos preços dos lanches. Mas olhe, duas horas não é tanto tempo assim!

Quanto ao fuso horário, a diferença é mínima, já que Bucareste está apenas uma hora à frente de Paris.

O aeroporto de Bucareste (Aeroporto Internacional Henri Coandă) fica a cerca de quinze quilômetros ao norte da capital romena. O trajeto do aeroporto Henri Coandă até a Praça da União (o centro da capital) é feito através da linha expressa 783 pelo valor de 5 lei, que inclui a ida e a volta (ou seja, duas viagens). Caso contrário, você pode pegar um táxi, mas vai sair mais caro.

Vale a pena conferir, pois algumas companhias low-cost fazem pousar no outro aeroporto internacional, chamado "Aurel Vlaicu".

Transporte local

Plan du métro de BucarestVocê pode, claro, alugar um carro para visitar a cidade, mas, francamente, não vale a pena, até porque imagino que você já terá reservado um quarto em um hotel ou pousada na cidade e não terá que andar grandes distâncias. Afinal, Bucareste tem uma enorme rede de transporte público.

O único pequeno ponto negativo: as estações mantêm o planejamento urbano idealizado por Ceausescu, que priorizava bastante os carros. Por isso, às vezes você não encontrará uma conexão fácil sem caminhar um pouco. É o caso, por exemplo, na chegada do aeroporto, onde, para evitar perrengues, é melhor pegar o ônibus (veja acima) ou um táxi para ir ao centro.

A propósito, as tarifas dos táxis variam de uma empresa para outra. É preciso olhar nas portas, onde a tarifa em lei/km é indicada. Caso contrário, pegue, como mencionei agora pouco, a linha expressa 783 (guichês da RATB no aeroporto). Depois disso, fica fácil e você consegue se virar muito bem entre o metrô, os ônibus, os trólebus e o bonde...

Para bilhetes ou passes de transporte (há opções de 5 ou 7 dias, por exemplo), informe-se nos guichês da RATB. Também existem passes combinados da RATB e da Metrorex para integrar o transporte de superfície com o subterrâneo.

Para sua informação, um bilhete de metrô para 2 viagens custa 2,2 lei.

Dinheiro

A moeda é o leu (no plural, lei). Atualmente, 1 € = 4,7 lei (você pode acompanhar a taxa de câmbio no guia da Romênia). O câmbio pode ser feito na cidade, mas prefira os bancos, e não as casas de câmbio, cujas taxas são exorbitantes! Saiba também que a grande maioria dos estabelecimentos aceita euros sem nenhum problema.

Onde ficar

Você pode escolher entre hotéis ou «pousadas» (pensiuni). As diferenças de preço às vezes são significativas, principalmente porque os serviços oferecidos mudam bastante. Nas pousadas, você compartilha a área da cozinha, com uma geladeira comunitária onde guarda suas coisas. Ninguém vai roubar sua comida; na pior das hipóteses, alguém pode usar um ingrediente, mas no dia seguinte eles compram outro para repor.

Nos hotéis «clássicos», você encontra a comodidade habitual e os preços continuam bem acessíveis.

Aqui está uma ótima dica para encontrar sua hospedagem em Bucareste.

O que comer

Você encontrará onde comer em todo lugar e, para piorar (ou melhor!), por um preço super em conta se optar por comida para viagem. Para os nostálgicos da pátria, a gastronomia francesa marca presença, mas o principal é que a culinária tradicional está em quase todos os restaurantes, desde que você fuja das redes de fast-food que pipocaram por toda parte.

Les choux farcis de Bucarest

Falando em culinária tradicional, há alguns pratos imperdíveis: os repolhos recheados (« sarmale »), as sopas, a sopa de dobradinha com creme de alho (para os mais corajosos... mas é boa!), as salsichinhas gordinhas (mititei), a mamaliga, aquela espécie de polenta que a gente come com queijo... Devo admitir que às vezes é um pouco pesado e nem sempre fácil de digerir, mas, no fim das contas, é saboroso. Então, « pofta buna » (bom apetite) e para quem for provar as bebidas artesanais: « noroc » (saúde)!

O que fazer e ver

Para ter uma boa ideia do que visitar, dê uma olhada neste ranking de pontos turísticos de Bucareste.

A primeira coisa a fazer, na minha opinião, é ir direto ao centro, a cidade velha (especialmente na rua Lipscani). O choque cultural pode parecer um pouco estranho: a princípio, você terá a impressão de ter voltado a Paris, tantas são as ruas que lembram a capital francesa. Mas, basta caminhar um pouco mais e dar de cara, ao dobrar uma viela de paralelepípedos, com uma igreja ortodoxa para perceber que você ainda está bem longe da França. Hoje em dia, percebe-se que os moradores de Bucareste cuidam desse passado, apesar das destruições ligadas à história ou, de forma mais triste, a anos de corrupção no mercado imobiliário.

O passeio pela velha Bucareste pode ser feito pelas ruas Gabroveni, Blanari, Selari, FrancezaStavropoleos. Além de um belo banquete para os olhos, você também poderá matar a fome de todos os tipos: grande ou pequena, com pratos tradicionais romenos, franceses, italianos, etc.

Un point de vue du lac Herastrau

Há vários museus, mas eu só visitei um: o do vilarejo romeno, localizado perto do lago Herăstrău, que fica dentro do parque de mesmo nome e oferece um momento de relaxamento campestre e bucólico. Lá podemos ver todos os tipos de habitações tradicionais. Para ser totalmente sincero, este museu não me deixou uma lembrança inesquecível. Na verdade, até hoje eu não sei muito bem por que decidi visitá-lo...

De resto, no que diz respeito à arquitetura, há várias atrações imperdíveis. Para começar, o Palácio do Parlamento vale a pena. É o verdadeiro edifício dos superlativos, com dimensões impressionantes. Famoso na época do ditador Ceausescu, hoje abriga o Parlamento e o Senado romenos.

A Casa Capsa (ou « Casa Capșa », em homenagem à família proprietária) também merece uma visita. Originalmente dedicada aos doces, o local se transformou em um hotel de luxo e hoje é mundialmente conhecido pelo seu café, doces e guloseimas. Maltratado durante o período comunista, o edifício passou por várias restaurações de qualidade que lhe deram um novo fôlego e permitiram sua reabertura em 2003. Esse lugar, especialmente o café, para quem, como eu, não pode pagar por um quarto, é frequentado há muito tempo pela intelectualidade de Bucareste. Hoje, é um ponto de encontro obrigatório para os turistas.

La maison des architectes

Você também precisa conhecer o Ateneu Romeno, batizado com o nome da sociedade romena fundada no início do século XIX para promover o conhecimento cultural e científico. É possível visitá-lo, mas é preciso conferir os horários: concertos filarmônicos são realizados ali regularmente.

Durante seus deslocamentos, outras surpresas o aguardam, especialmente nas praças. Por exemplo, a Casa dos Arquitetos na Praça da Revolução, ou ainda o Arco do Triunfo...

Curtir a Noite e a Badulaque

Sair à noite em Bucareste é fácil e, quando se é jovem, é o esporte nacional! Um lugar imperdível se você quiser agito e festa são as margens do lago Herăstrău, no parque de mesmo nome. Os bares e restaurantes são super legais e tive a sorte de participar de uma festinha improvisada perto da pista de skate, onde claramente alguns estudantes começavam uma noite que prometia ser barulhenta e animada!! A cerveja ou licor de cereja escondido em garrafas de suco de fruta rolava solto...

Alguns franceses acabam indo parar em um clube muito badalado, localizado perto do lago: o Fratelli (endereço: Str. Glodeni nr. 1-3, Sector 2), metrô Pipera. Se você quiser curtir, é absolutamente imperdível. O dress code é o mesmo de qualquer clube "hype" na França e no exterior. Já salve o link do site deles para poder organizar suas noites de acordo com a agenda e ter uma ideia do lugar.

Para outras boas opções de endereços e baladas badaladas, os franceses que conheci por lá me recomendaram comprar o jornal «7 seri», o equivalente ao Pariscope, onde é possível encontrar informações sobre festas, eventos, etc. Em suma, é o guia oficial de lazer que você encontra à venda praticamente em todo lugar. Só que você vai precisar de ajuda para traduzi-lo.

O centro histórico é muito animado à noite também, pois lá ficam alguns dos clubes e restaurantes mais procurados da capital: «Hanul cu Tei», «Carul cu Bere», «Fire Club», «Club A», «Twice», «Backstage», «Expirat» ou «Amsterdam». Tem opções para todos os gostos!

Auberge de Manuc

Muito mais calmo, especialmente se você quiser comer em um ambiente sereno, siga para o centro da cidade e tente a sorte (é melhor reservar) no Hanul lui Manuc («l’auberge de Manuc»). Este magnífico edifício tradicional é, na verdade, um antigo caravansarai do início do século XIX que hoje abriga um restaurante conceituado. Saiba apenas que o jantar vai custar mais caro do que em outros lugares da cidade. Pela minha memória, acho que gastei por volta de cinquenta euros por pessoa, vinhos inclusos. Fica na Strada Franceză (rua francesa). Sem querer puxar a sardinha para o meu lado, é um sinal do destino, não acha?

Quanto ao restante das opções de lazer, os estudantes franceses e romenos que conheci e com quem fiz amizade me disseram que também rolam umas festas mais selvagens, um pouco na mesma vibe daquelas que acontecem em Cancún, no México (o spring break dos universitários americanos). Nelas, os estudantes partem em comboios de carros ou ônibus rumo às margens do Mar Negro. Lá, nas praias, as noites são embaladas por música, mas também por álcool, drogas e sexo. E não são só os estudantes, já que a chamada juventude dourada da capital também adora dar uma escapada para lá. Obviamente, isso desagrada muito às autoridades, que às vezes aparecem por lá fazendo verdadeiras operações policiais. Vale dizer que, segundo as pessoas com quem conversei, as praias já foram palco de tragédias (violência, agressões sexuais, sem falar nos danos ambientais e comas alcoólicos). Fica o aviso!

Conclusão

Para concluir sobre Bucareste, devo dizer que achei a cidade muito viva e agitada. Se você ainda tiver a sorte de pegar um dia ensolarado, os cantinhos (ou grandões, como os vários parques) cheios de verde que você descobre ao sabor das caminhadas são sempre surpresas muito agradáveis. No mais, a cidade é realmente bonita, e a velha Bucareste é típica e cheia de charme. Em termos de entretenimento, acho que a cidade se parece com qualquer capital europeia moderna: é sempre muito fácil encontrar onde comer, tomar um drink e curtir a noite.

Comentários (2)

para deixar um comentário.
  • Birdy
    Birdy
    Très complet, merci beaucoup. J'aimerais bien savoir quelle langue tu parlais là-bas, avec les commerçants, les autres "fêtards" ? La Roumanie est présentée comme un pays francophone, mais j'imagine que la généralisation de l'Anglais est passée par là aussi ?
  • Dudy
    Dudy
    Mon amie roumaine me recommandait au contraire de changer son argent dans les nombreux bureaux de change de la ville... et en effet, le taux était plus avantageux que dans un bureau de change à Paris! :)
    • Maela
      Maela
      On m'avait également recommandé de changer mon argent dans un bureau de change, il faut en faire plusieurs pour comparer les taux, et le tour est joué! :)

Outros artigos sugeridos

Sugestões de álbuns de fotos