Château de Peles

Romênia: o que fazer, top 9 atrações imperdíveis

Descubra os destinos preferidos dos nossos membros, além de avaliações, informações práticas e fotos de viajantes sobre Romênia.

As 5 cidades mais bonitas para visitar: Romênia

#1 Bucareste +12 recomendações

A capital romena transborda contrastes que fogem de qualquer rótulo. Ruas com construções da Belle Époque convivem com marcas do período comunista, enquanto galpões industriais abrigam galerias de arte e uma vida noturna agitada que atrai jovens do continente inteiro. Uma experiência urbana intensa para quem quer fugir do óvico na Europa.

#2 Sighisoara +5 recomendações

Sighișoara é uma cidade medieval da Romênia banhada pelo rio Târnava Mare e reconhecida como patrimônio mundial da UNESCO. A localidade é famosa por ser o berço de Vlad Tepes, também conhecido como Vlad, o Empalador, cuja fama sanguinária inspirou o personagem Drácula criado pelo autor irlandês Bram Stoker. Ocupada desde o século XII por comerciantes de origem alemã, os saxões da Transilvânia, Sighișoara cresceu consideravelmente durante a Idade Média graças ao comércio. Após as invasões mongóis que atingiram o leste europeu no século XIII, a cidade ganhou muralhas imensas, das quais boa parte ainda continua de pé.

 

Uma impressionante cidadela na Transilvânia

Sighișoara ainda é cercada por uma muralha com 930 metros de extensão e altura entre 8 e 10 metros, que separa a cidade alta e nobre da cidade baixa. Nove das quatorze torres de defesa originais resistem até hoje, incluindo a Torre dos Peleiros, dos Açougueiros e dos Alfaiates. Na prática, cada uma delas recebeu o nome da corporação de artesãos responsável pela construção. A mais conhecida, a Torre do Relógio, funciona como a principal porta de entrada da cidade. Com 64 metros de altura, abriga um museu de história com peças de época e até uma antiga sala de tortura. O relógio possui duas faces, uma voltada para a cidade alta e outra para a baixa. O lado da cidade baixa exibe pequenas figuras pagãs de madeira pintada que representam os dias da semana, enquanto o lado da cidade alta traz alegorias da Justiça, da Paz e da Lei.

A cidade abriga construções religiosas marcantes, como a igreja São Nicolau, de estilo gótico, situada no ponto mais alto e acessível apenas após encarar os 175 degraus da Escada dos Estudantes. Vale citar também a igreja do mosteiro dominicano, hoje de confissão luterana, que marca o local onde a cidade começou a se expandir.

 

O mito de Drácula na Transilvânia

Além das muralhas, Sighișoara preserva dezenas de casas com mais de 300 anos de história. A Casa do Cervo, adornada com uma cabeça do animal, foi erguida no século XVII, e a Casa Veneziana, do século XVI, exibe janelas com o formato típico de Veneza. A residência mais famosa permanece sendo a de Vlad Dracul, príncipe da Valáquia, um estado europeu medieval de maioria romonoflona. É ali que ele teria gerado seu filho Vlad, o Empalador, figura central na criação do célebre mito de Drácula.

 

Quando ir?

A melhor época para conhecer Sighișoara é durante o verão, quando as temperaturas estão agradáveis. Em julho, as ruas da cidadela ganham vida com a realização de um festival medieval anual.

 

Como chegar?

Sighișoara conta com boas conexões ferroviárias com as principais cidades da Romênia, com viagens de 6h saindo de Bucareste ou de 3h30 a partir de Cluj-Napoca. Outros destinos imperdíveis na Transilvânia, como Sibiu e Brașov, também fazem ligação direta com a cidade.

#3 Timisoara +3 recomendações

Situada no oeste da Romênia, na região do Banat, Timisoara é a quarta maior cidade do país. Sua história antiga e profundamente multicultural resulta em um patrimônio rico, que mistura heranças arquitetônicas e templos de várias crenças. Historicamente, a região do Banat integrou o Reino da Hungria e depois o Império Otomano, antes de ser conquistada pelos Habsburgos e anexada oficialmente à Romênia em 1918. No século XIX, funcionava como um polo mercantil influente que negociava com diversos países por meio do canal do rio Bega. Ainda hoje, a cidade reúne comunidades romena, sérvia, húngara e alemã. Além disso, foi em Timisoara que irromperam os primeiros protestos contra a ditadura comunista de Ceausescu em 1989.

Uma cidade cultural para descobrir na Romênia

Timișoara, apelidada de "Pequena Viena", preservou um legado histórico marcante onde a influência do Império Austro-Húngaro permanece viva. Começando pela principal praça da cidade, a praça da União, totalmente calçadista e repleta de edifícios barrocos emblemáticos como o museu de Belas-Artes. No local, você também observa a coluna da peste e a igreja São Jorge, erguida em tijolos vermelhos.

Apenas algumas centenas de metros separam a praça da União da Victoria’s Square, um boulevard arborizado que serve como ponto de encontro e área de lazer. Nas extremidades da avenida ficam dois marcos da cidade: o Teatro Ópera, considerado o berço da Revolução que derrubou o regime comunista, e a catedral ortodoxa, imponente com sua torre principal de 83 metros de altura.

Visitar os museus e áreas verdes de Timișoara

A primeira cidade livre da Romênia está repleta de atrações! Além do museu de Belas-Artes, que exibe desde acervos clássicos até obras contemporâneas de artistas locais, vale a pena conhecer o Museu da Revolução, que detalha os antecedentes e os desdobramentos do levante popular de 1989 contra o comunismo. Para aprofundar o conhecimento sobre a história regional, o museu do Banat ocupa um dos prédios mais antigos da cidade, o castelo de Huniade. Outro acervo fica exposto no Bastião de Maria Teresa, uma estrutura imponente remanescente das antigas muralhas urbanas que hoje abriga comércios e espaços culturais. Outro ponto curioso em Timișoara é o museu do consumo comunista, um pouco mais afastado do centro, mas fascinante pela reunião de objetos do cotidiano daquela época. O espaço é bastante movimentado porque funciona junto a um bar no térreo do edifício.

Por fim, o centro urbano conta com diversos parques e jardins, a exemplo da famosa Roseraie de Timișoara, criada em 1928 às margens do rio Bega e que abriga mais de 1.200 variedades de rosas.

Quando ir?

A melhor época para visitar Timișoara vai de maio a setembro, quando o clima favorece os passeios a céu aberto e coincide com a floração das rosas.

Como chegar?

De avião, várias rotas atendem ao aeroporto internacional Traian-Vuia, situado a apenas dez quilômetros do centro. Para quem prefere viajar por terra, trens ligam Timișoara às principais cidades romenas. Há também linhas de ônibus que conectam Timișoara a Budapeste, na Hungria, em uma viagem de cerca de cinco horas.

#4 Sinaia +3 recomendações

Sinaia fica na vila da Prahova na Romênia, bem aos pés dos montes Bucegi. A cidade começou a crescer em 1690, quando o príncipe Mihail Cantacuzino mandou construir um mosteiro inspirado em sua peregrinação ao Monte Sinai no Egito. O local continua de pé até hoje: cercado por uma muralha imponente, é conhecido por abrigar a primeira Bíblia traduzida para o idioma romeno. Desde então, a vila mudou bastante até se transformar em uma das estações de esqui mais importantes da Romênia. Embora o centro urbano tenha recebido muitas construções de concreto para atender ao turismo de inverno, as partes altas de Sinaia mantiveram uma atmosfera tranquila e contam com vários chalés em estilo saxão que lembram uma vila alpina da Europa Central.

 

O majestoso castelo de Peleș em Sinaia

A principal atração de Sinaia continua sendo o suntuoso castelo de Peleș, uma construção imponente em estilo neo-renascentista com torres altas e muitos elementos e móveis de madeira. Essa residência real foi erguida no século XIX segundo os desejos do Rei Carol I da Romênia. O castelo tem nada menos que 160 cômodos diferentes, incluindo um salão árabe, um teatro/cinema, um salão de música e uma biblioteca imponente. Além disso, cerca de 2.000 pinturas enfeitam as paredes. Para a época, o palácio era extremamente moderno, pois contava com um sistema completo de calefação e acesso à eletricidade. O projetista do sistema, o engenheiro polonês Franciszek Rychnowski, recebeu uma medalha de ouro das mãos do próprio rei da Romênia por seu trabalho.

Sinaia abriga outras belas vilas do século XIX, como o castelo de Pelișor, construído seguindo os princípios arquitetônicos do Art Nouveau, e a villa Luminiș, onde o compositor clássico franco-romeno Georges Enesco se hospedou.

 

Entre tradições e modernidade

Graças aos seus vários monumentos e locais de veraneio reais, Sinaia se desenvolveu com a chegada do turismo, das termas e, mais tarde, das trilhas e dos esportes de neve. A cidade é um ponto de partida ideal para explorar os Montes Bucegi, que formam um parque natural repleto de formações rochosas curiosas, como a famosa Esfinge dos Bucegi, cercada de lendas locais. No inverno, o local funciona como uma estação de esqui de verdade. As montanhas ao redor são facilmente acessíveis por teleféricos que saem de Sinaia. Pelo caminho, cuidado com a presença de animais selvagens como ursos e linces, que circulam com frequência por essa região dos Cárpatos meridionais.

 

Quando ir?

Dependendo do que você planeja fazer, Sinaia pode ser visitada tanto no verão quanto no inverno. Tome cuidado apenas com os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, quando as temperaturas podem despencar até -20 °C.

 

Como chegar?

É fácil chegar a Sinaia partindo de Bucareste pela rodovia nacional DN1 ou pegando o trem que faz o trajeto da capital romena até Sinaia em cerca de 1h30.

#5 Breaza +1 recomendação

Breaza é uma pequena cidade termal na Romênia, situada na entrada do vale do Prahova. O nome da cidade viria da palavra eslava “Breza”, que significa “floresta de bétulas”. A cidade fica no coração de uma área verde ideal para trilhas a pé, de bicicleta ou a cavalo. O lugar é conhecido pela qualidade do ar e pelas fontes de água mineral ricas em enxofre, o que impulsionou o desenvolvimento de uma forte tradição de spas e tratamentos de saúde. Em 1928, a região foi classificada como estância hidromineral e recebeu o título de cidade em 1952 após a fusão de dois antigos vilarejos, Podu Vadului e Breaza de Sus. Várias personalidades romenas construíram casas de veraneio por lá. Recentemente, a cidade inaugurou um campo de golfe integrado à natureza, o Lac de Verde, muito frequentado por turistas de maior poder aquisitivo.

 

Uma estância termal na Romênia

Breaza abriga vários centros de tratamentos termais voltados para problemas nervosos, respiratórios e cardiovasculares. A cidade foi frequentada por figuras conhecidas como Grigore Alexandrescu, Ion Ghica e a poetisa franco-romena Anna de Noailles. A família principesca da Valáquia, os Brâncoveanu, proprietários das terras, ajudaram a impulsionar o crescimento do local no século XIX. Eles mandaram erguer várias residências, palácios e um jardim em estilo inglês que continua preservado, o Parque Brâncoveanu, repleto de árvores centenárias.

Breaza exibe a arquitetura típica do vale do Prahova, com casas decoradas com varandas esculpidas e sustentadas por elegantes pilares de madeira, a exemplo da casa Alexandru Bondoc. Vale a pena conhecer a charmosa igreja Sfântul Nicolae, erguida em 1777 e com o interior tomado por afrescos. O artesanato local sobrevive no pequeno museu de artes populares da cidade, que expõe trajes de época e objetos tradicionais.

 

Os castelos do vale do Prahova

Saindo de Breaza, fica fácil explorar os castelos famosos do vale do Prahova, antiga zona de fronteira entre a Valáquia e a Transilvânia. É o caso do castelo de Peles em Sinaia, construído pelo rei Carlos I em estilo renascentista alemão com nada menos que cento e sessenta cômodos. Subindo mais a montanha até a estação alpina de Busteni, surge o palácio Cantacuzène, repleto de ornamentos barrocos e transformado em museu dedicado ao compositor clássico George Enescu.

Mais ao norte, cruzando a cadeia de montanhas de Bucegi, você chega ao vilarejo de Bran. É ali, no alto de uma colina, que se ergue o castelo de Bran, fortaleza que serviu de inspiração para a morada do Drácula nos livros do escritor Bram Stoker.

 

Quando ir?

A melhor época para visitar Breaza, explorar o vale do Prahova e fazer trilhas nos Cárpatos vai de maio a setembro.

 

Como chegar?

Breaza fica bem posicionada ao longo da rodovia DN1, que liga Bucareste a Brasov. Também é possível chegar de trem em cerca de duas horas partindo de Bucareste.

Ranking das 4 atividades selecionadas pela redação: Romênia

#1 Igreja de Stavropoleos (Bucareste) +4 recomendações 5/5

Situada no centro histórico de Bucareste, a Biserica Stavropoleos, igreja ortodoxa do mosteiro de mesmo nome, é a grande joia do bairro de Lipscani. Rompendo com a sobriedade das fachadas soviéticas ao redor, este monumento histórico pequeno, mas riquíssimo, chama a atenção de qualquer visitante. Construída no século XVIII por um monge grego chamado Ioanichie Stratonikeas, ela permanece como um belo exemplo de edifício erguido durante o período dos Fanariotas, época em que os governantes vinham de Istambul. A palavra Stavropoleos vem do grego Stravopolis, que significa a cidade da cruz.

Vale a pena reservar um momento para observar sua fachada em estilo arquitetônico brâncoveanu, nome herdado do príncipe da Valáquia que governou entre 1689 e 1717. O estilo se destaca por telhados que lembram chapéus, janelas coroadas por trevos arredondados e galerias sustentadas por colunas de pedra ou madeira.

As pinturas e os dourados da igreja de Stavropoleos formam arabescos florais elegantes que emolduram retratos de santos em medalhões. O interior é igualmente impressionante, reunindo diversos ícones e decorações suntuosas. Composta por um único salão, a planta se divide em três partes: a entrada, o altar de onde os padres celebram as missas e a nave central, onde os fiéis ficam em pé. Os afrescos nas paredes retratam passagens da vida de Cristo e milagres. Na entrada, os retratos do governante da época, Nicolae Mavrocordat, e dos doadores foram pintados em sinal de homenagem. Apesar do tamanho modesto, a decoração aconchegante cria uma atmosfera serena e quase intimista. O claustro anexo, com seu pequeno pátio interno, funciona como um verdadeiro refúgio de tranquilidade. À noite, a iluminação impecável revela um ângulo totalmente novo dessa preciosidade.

#2 Castelo de Peleș (Sinaia) +3 recomendações 5/5

Aos pés do monte Bucegi, em Sinaia, o castelo de Peleș parece saído de um conto de fadas. Construído entre 1873 e 1914 como residência de verão do rei Carol I da Romênia, ele exibe uma arquitetura neorrenascentista alemã. Suas 160 salas guardam coleções valiosas de pinturas, tapeçarias e objetos raros, transformando o local em uma parada obrigatória.

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#3 Ateneu Romeno (Bucareste) +3 recomendações 5/5

Quem ama música clássica se rende à acústica perfeita do Ateneu Romeno, enquanto fãs de arquitetura se encantam com seu neoclassicismo de toques românticos. Inaugurado em 1889 em Bucarest, este auditório com cúpula barroca abriga a Orquestra Filarmônica George Enescu. Um ícone cultural com 652 lugares e 41 metros de altura no coração da capital.

#4 Arco do Triunfo (Bucareste) +3 recomendações 5/5

Ele é o símbolo orgulhoso da Grande União de 1918 da Romênia após a vitória do país na Primeira Guerra Mundial. No Setor 1 de Bucareste, o Arcul de Triumf ergue-se majestosamente com seus 27 metros de altura. Inaugurado na coroação do rei Fernando 1º e da rainha Maria em 1922, ele segue a tradição de arcos para desfiles de tropas vitoriosas.

Visitar a Romênia: além das lendas, uma terra de contrastes marcantes

Imagine um país onde os picos dos Cárpatos guardam histórias seculares, onde cidadelas medievais resistem ao teste do tempo e onde a vida no campo segue o compasso das estações. A Romênia vai muito além de um simples destino no mapa; é um convite para explorar um verdadeiro continente em miniatura, repleto de narrativas e paisagens que pedem para ser descobertas. Pronto para desvendar essa joia do Leste Europeu?

Romênia: é o destino certo para você?

Se você busca autenticidade e quer fugir dos roteiros batidos, a Romênia vai te conquistar. É o cenário perfeito para quem aprecia contrastes intensos: uma capital vibrante e cheia de história bem perto de vilarejos onde parece que o relógio parou, montanhas majestosas habitadas por ursos pardos, praias movimentadas no litoral do mar Negro e relíquias culturais em cada esquina.

Prepare-se para um mergulho profundo em uma nova cultura, muita hospitalidade e paisagens totalmente diferentes do que estamos acostumados no Brasil. Vale notar que a infraestrutura nem sempre está no mesmo patamar da Europa Ocidental, especialmente fora dos grandes centros, e o trânsito nas estradas pode exigir atenção redobrada. É um destino que exige um pouco de paciência, mas que recompensa o viajante com lembranças inesquecíveis.

Nos passos de Dracula e além: a Transilvânia e seus tesouros medievais

Esqueça os velhos clichês de filme de terror. Sim, a Transilvânia carrega o peso de lendas e castelos góticos, mas acima de tudo é uma região de beleza impressionante e uma herança histórica fascinante. Por lá, você vai encontrar cidades fortificadas saxônicas preservadas no tempo. Sighisoara, declarada patrimônio mundial pela Unesco, encanta com suas casas coloridas e a torre do relógio, além de ser apontada como o local de nascimento de Vlad Tepes, o famoso empalador que inspirou o mito de Dracula. Caminhar por suas ladeiras de paralelepípedo é como entrar em outra época.

Brasov e os Cárpatos

Continue sua viagem até Brasov, uma das cidades mais charmosas da Transilvânia, encaixada no vale de Prahova. Suba até o mirante do monte Timpa para ter uma vista panorâmica da imponente Igreja Negra e do labirinto de ruas medievais ao redor. Não deixe de conhecer o castelo de Bran, muito associado ao famoso vampiro por causa de sua imponência arquitetônica e localização dramática. Logo perto, o deslumbrante castelo de Peles, em Sinaia, funcionou como residência de verão da família real e exibe uma elegância arquitetônica rara, mostrando o apogeu da Belle Époque romena.

Dica de amigo: Se quiser uma alternativa mais autêntica e menos comercial que o castelo de Bran, visite o castelo de Corvin. Menos famoso entre as massas, ele é igualmente impressionante e oferece uma imersão muito mais genuína na arquitetura medieval.

Bucarest, entre a imponência e a modernidade

A capital romena, Bucarest, é uma metrópole de muitas facetas, misturando arquitetura grandiosa, marcas do período comunista e uma vida urbana muito ativa. O gigantesco Palatul Parlamentului (Palácio do Parlamento), considerado o segundo maior edifício administrativo do planeta, impressiona pelas proporções faraônicas. É recomendável garantir a visita guiada com antecedência para dimensionar a história por trás da obra.

O centro histórico, por sua vez, ferve com ruas calçadas de pedra, bares com mesas na calçada e prédios antigos restaurados. O Muzeul de Istorie (museu de história), instalado no antigo prédio neoclassico dos Correios, dá um panorama completo da trajetória do país. Para entender as raízes rurais da Romênia, vale a pena visitar o Muzeul Taranului Roman (museu do camponês romeno) ou o Muzeul Satului "Dimitrie Gusti" (museu da vila), que reúnem construções tradicionais de várias regiões.

Dica de amigo: Para uma pausa relaxante em meio aos passeios, vá até o romântico parque Cismigiu. Alugar um barquinho no lago é uma ótima pedida para fugir do ritmo da cidade e respirar ar puro.

Terras de tradição e santuários naturais: Maramures e Bucovina

No extremo norte do país, a Romênia revela sua essência mais profunda nas regiões de Maramures e Bucovina. Ali, o cotidiano segue o compasso das gerações passadas, com paisagens bucólicas pontuadas por carroças puxadas por cavalos e casas de madeira trabalhada à mão. O Maramures é mundialmente conhecido por suas igrejas de madeira tombadas pela Unesco, como as de Budesti, do vale do Cosau ou da região do Iza. É um lugar onde a simplicidade e a hospitalidade genuína marcam a experiência.

Já a Bucovina, conhecida como a terra das faias, abriga os famosos mosteiros ortodoxos pintados, verdadeiras obras de arte a céu aberto. Santuários como Voronet (famoso pelo tom único de azul em seus afrescos), Moldovita e Sucevita deixam qualquer visitante sem palavras diante da riqueza dos detalhes bíblicos retratados nas paredes externas. Em Moldovita, você também pode conhecer a tradicional arte dos ovos pintados à mão.

Dica de amigo: No Maramures, reserve um tempo para conhecer o "Cemitério Alegre" de Sapanta, onde as lápides de madeira são pintadas em cores vivas e trazem epitáfios em versos bem-humorados sobre a vida dos moradores locais. É uma perspectiva cultural totalmente diferente sobre a morte.

Aventura ao ar livre: os segredos dos Cárpatos

As montanhas dos Cárpatos formam um verdadeiro santuário para quem gosta de ecoturismo e trilhas. O parque nacional de Apuseni, no noroeste, protege serras verdejantes, vales profundos e comunidades isoladas onde a pecuária tradicional ainda dita o ritmo dos dias. A região é excelente para observar a fauna local, incluindo os ursos pardos em seu habitat natural. Com uma rica rede de cavernas e formações calcárias, o "vale dos Moti" (Tara Motilor) é um paraíso para a espeleologia.

Bem perto dali, a Salina Turda transforma uma antiga mina de sal em um impressionante parque de diversões e centro de bem-estar subterrâneo. A 120 metros de profundidade, o cenário parece saído de um livro de ficção científica, contando com um lago subterrâneo onde é possível andar de barco, quadras de esporte e até uma roda-gigante.

Na mesa romena: pratos fartos e cheios de sabor

A gastronomia da Romênia carrega as marcas de sua posição geográfica, absorvendo influências dos Balcãs, da Turquia, da Hungria e da Áustria. Espere encontrar pratos calóricos, reconfortantes e muito aromáticos. As sopas, chamadas de ciorbe, são indispensáveis: a ciorba de burtă (sopa de bucho) é um clássico local, mas há opções mais leves de legumes ou frango. Os sarmale, charutos de folha de repolho recheados com carne moída e arroz, costumam vir acompanhados de mămăligă (polenta). Não deixe de provar também os mici (ou mitchi), pequenos rolinhos de carne temperada grelhados na brasa, servidos com mostarda e pão.

Na hora da sobremesa, destaque para os papanasi, deliciosos bolinhos fritos de massa com queijo fresco, cobertos com geleia de frutas vermelhas e creme azedo. Para acompanhar as refeições, vale experimentar os vinhos locais, especialmente os produzidos na região de Dealu Mare. E, para quem aprecia destilados, a tuica (aguardente de ameixa) é a bebida nacional por excelência.

Quando ir à Romênia?

A primavera (de maio a junho) e o outono (de setembro a outubro) são as melhores épocas para conhecer o país com tranquilidade. O clima fica ameno, as paisagens ganham cores espetaculares e há menos turistas. O verão pode registrar temperaturas elevadas, sobretudo em Bucarest e nas planícies, mas as montanhas dos Cárpatos e o litoral oferecem um respiro refrescante. Já o inverno é rigoroso e traz neve abundante para as áreas serranas, sendo ideal para quem quer esquiar, com destaque para a estação de Paltinis, a mais alta do país.

Como chegar à Romênia?

A maneira mais prática de voar do Brasil para a Romênia é fazendo conexões em grandes hubs europeus como Frankfurt, Paris ou Londres. A principal porta de entrada é o Aeroporto Internacional Henri Coandă Otopeni, em Bucarest, servido por diversas companhias aéreas internacionais.

Como se deslocar pela Romênia

Para aproveitar ao máximo a diversidade de regiões e chegar a vilarejos remotos, a aluguel de um carro é a melhor alternativa. A CNH brasileira (acompanhada da Permissão Internacional para Dirigir) é aceita pelas locadoras. As principais rodovias estão em bom estado, mas é preciso redobrar a atenção, principalmente à noite, devido a motoristas apressados e eventuais carroças na pista. Leve um mapa impresso ou baixe mapas offline no celular, pois o sinal de GPS pode falhar nas zonas rurais mais isoladas.

A rede ferroviária existe, mas costuma ser lenta e não cobre todas as áreas de interesse turístico, enquanto os ônibus atendem bem as rotas entre cidades, embora deem menos liberdade de horários. Nas grandes cidades como Bucarest, táxis regulamentados e aplicativos de transporte funcionam muito bem e têm preços acessíveis.

Dica de amigo: Se for dirigir em estradas do interior, fique atento a animais soltos e veículos sem iluminação adequada, principalmente ao entardecer. Planejar os deslocamentos durante o dia torna a viagem mais segura e permite apreciar melhor as paisagens pelo caminho.

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