Big Ben

Reino Unido: o que fazer, top 20 atrações imperdíveis em 2026

Descubra os destinos preferidos dos nossos membros, além de avaliações, informações práticas e fotos de viajantes sobre Reino Unido.

As 5 cidades mais bonitas para visitar: Reino Unido

#1 Londres +284 recomendações

Misturando palácios da realeza com arte urbana, pubs centenários e mercados gastronômicos em contêineres, Londres se reinventa a cada bairro. A maioria dos grandes museus tem entrada gratuita, a cena culinária absorve influências do mundo todo e o metrô leva você de uma atmosfera a outra em poucas estações. Os gastos pesam no bolso com diárias a partir de 80 GBP (cerca de 550 reais), mas as experiências compensam cada centavo.

#2 Inverness +151 recomendações

Inverness é a capital das Terras Altas da Escócia e funciona como base estratégica para explorar a região. Você vai caminhar pelas margens do rio Ness, ver o castelo que domina a paisagem e visitar o museu local. A cidade fica perto de atrações famosas como o misterioso lago Ness e o campo de batalha de Culloden.

#3 Oxford +80 recomendações

Oxford reúne séculos de história acadêmica, arquitetura gótica e bibliotecas imponentes em um só lugar. Os colégios seculares da universidade dividem espaço com museus de peso e jardins tranquilos, enquanto os passeios de barque pelo rio Cherwell e o imponente Blenheim Palace completam o roteiro nos arredores. É o destino perfeito para quem quer explorar a fundo a tradição britânica em uma viagem bate-volta a partir de Londres.

#4 Edimburgo +56 recomendações

Construída sobre vulcões antigos, a capital escocesa reúne ruas de paralelepípedos, castelos de pedra escura e palácios sob um céu que muda o tempo todo. A cidade mistura becos subterrâneos cheios de histórias e a elegância de sua arquitetura georgiana, unindo um passado dramático a uma cena cultural intensa. O som das gaitas de fole ecoa em pubs centenários, o uísque é servido sem economia e dá para subir um morro bem no meio da cidade antes de pedir um prato de haggis. Romântica, teatral e marcante.

#5 Liverpool +42 recomendações

Em 1962, um empresário entrou em um clube subterrâneo e encontrou quatro rapazes de jaqueta de couro. O resto é história da música. Mas Liverpool vai muito além de seus filhos mais famosos. Por aqui, os antigos armazéns do porto guardam museus renomados, duas catedrais disputam a ousadia arquitetônica e os pubs recebem shows ao vivo todas as noites. É uma cidade de tijolos vermelhos onde a hospitalidade dos moradores surpreende tanto quanto a garoa.

Ranking das 15 atividades selecionadas pela redação: Reino Unido

#1 British Museum (Londres) +33 recomendações 4.9/5

O British Museum é um dos museus mais influentes do mundo. Situado em Londres, ele guarda mais de 8 milhões de peças que atravessam milênios da história humana. Entre os tesouros mais buscados estão a Pedra de Roseta e os mármores do Partenon. Com cerca de 6 milhões de visitantes anualmente, é uma parada obrigatória na cidade.

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#2 National Gallery de Londres (Londres) +32 recomendações 4.6/5

Situada na Trafalgar Square, a National Gallery é para Londres o que o Louvre é para Paris. O museu abriga mais de 2.300 obras de pintura ocidental do século XIII ao XX. Quadros mundialmente famosos como os "Girassóis" de Van Gogh, "A Virgem dos Rochedos" de Leonardo da Vinci e "A Vênus ao Espelho" de Velázquez atraem amantes da arte clássica.

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#3 Catedral de São Paulo (Londres) +25 recomendações 4.7/5

A Catedral de São Paulo, em Londres, é o coração do anglicanismo britânico. Reerguida por Sir Christopher Wren após o Grande Incêndio de 1666, mistura os estilos neoclássico e barroco. Sua cúpula monumental abriga a famosa galeria dos sussurros e 125 sinos. Na cripta, descansam figuras históricas como o próprio arquiteto e o primeiro-ministro Winston Churchill.

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#4 London Eye (Londres) +22 recomendações 3.9/5

O London Eye é uma grande roda-gigante na margem sul do rio Tâmisa, em Londres. Inaugurada em 2000, com 135 metros de altura e 32 cabines, tornou-se um dos pontos turísticos mais visitados da cidade. A volta completa dura cerca de 30 minutos, oferecendo uma vista panorâmica incrível para pontos como o Big Ben, o Palácio de Buckingham e a Torre de Londres.

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#5 Palácio de Westminster (Londres) +22 recomendações 4.6/5

O Palácio de Westminster, no coração de Londres, é um ponto de referência essencial para entender a política britânica. Sede do Parlamento, o complexo guarda uma história fascinante que remonta à Idade Média. No local, você vai ver o Big Ben, a famosa torre do relógio que virou símbolo da cidade. Visitas guiadas levam aos salões parlamentares, incluindo a Câmara dos Lordes e a Câmara dos Comuns. É um mergulho direto na arquitetura e na democracia do Reino Unido, perfeito para quem gosta de história e cultura.

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#6 Universidade de Oxford (Oxford) +21 recomendações 4.5/5

A Universidade de Oxford reúne colégios históricos e bibliotecas de prestígio que revelam séculos de tradição acadêmica. Entre os pontos de destaque para visitar estão Christ Church, Magdalen College e a Bodleian Library. Suas construções góticas, claustros tranquilos e acervos colossais atraem visitantes do mundo todo. O local combina arquitetura medieval e excelência educacional global.

#7 Biblioteca Bodleiana (Oxford) +19 recomendações 5/5

A Biblioteca Bodleiana é uma biblioteca histórica de Oxford. Fundada em 1602, é uma das mais antigas da Europa. O acervo conta com mais de 13 milhões de obras em prédios marcantes, como a Radcliffe Camera e a Divinity School. Aberta a visitas guiadas, revela salas góticas e manuscritos medievais. Sua arquitetura imponente define a atmosfera da cidade.

#8 Tate Modern (Londres) +18 recomendações 4.6/5

O Tate Modern é um museu de arte moderna e contemporânea situado no distrito de Bankside, em Londres. Inaugurado em 2000 em uma antiga usina elétrica, o espaço abriga obras de Picasso, Warhol e Rothko. A famosa Turbine Hall recebe instalações monumentais. É um dos museus mais visitados do mundo e ponto obrigatório na cidade.

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#9 Tower Bridge (Londres) +18 recomendações 4.7/5

O Tower Bridge, símbolo de Londres, é um pontão neogótico erguido em 1886, com 246 metros de comprimento e 65 metros de altura. Desenhado por Sir John Wolfe-Barry e Horace Jones, o local usa um engenhoso mecanismo hidráulico para equilibrar o tráfego rodoviário e fluvial. Suas torres guardam memórias à vapor, modernizadas em 1976 por motores elétricos. A passarela do museu revela uma bela vista do rio Tâmisa. Renovado em 2008, o monumento ganha luzes de LED à noite.

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#10 Castelo de Windsor (Windsor) +15 recomendações 4.4/5

Residência oficial da realeza britânica e ponto turístico de peso no Reino Unido, o Castelo de Windsor é o maior castelo do mundo, espalhado por 5 hectares e 13 hectares de parques. São mais de 1.000 cômodos com aposentos de Estado e salas de recepção repletas de obras de arte, móveis franceses e retratos históricos.

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#11 Christ Church College de Oxford (Oxford) +15 recomendações 5/5

O Christ Church College é um dos colégios mais prestigiados de Oxford, reconhecido pela arquitetura imponente e pelo papel na história universitária britânica. Abriga a catedral da cidade e possui vastos jardins. O Salão Nobre inspirou Hogwarts nos filmes de Harry Potter, atraindo muitos visitantes. Entre o patrimônio histórico e a cultura pop, o local oferece uma imersão no passado acadêmico e religioso.

#12 Big Ben (Londres) +15 recomendações 4/5

O Big Ben designa o famoso sino de 13,7 toneladas alojado no topo da Elizabeth Tower, torre neogótica de 96 metros anexada ao palácio de Westminster. Desde o fim de sua restauração em 2022, a torre recuperou suas cores vitorianas originais, um azul da Prússia e ouro espetacular. As visitas guiadas permitem subir 334 degraus até o campanário e observar o mecanismo do relógio de perto. Os ingressos esgotam em poucos minutos a cada mês, então planeje-se com antecedência.

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#13 Stonehenge (Salisbury) +14 recomendações 4/5

Stonehenge, na planície de Salisbury na Inglaterra, é um sítio arqueológico pré-histórico construído entre 3000 e 2000 a.C. Formado por pedras monumentais, o local ainda gera debates sobre sua verdadeira função. As rochas vieram de longe, mostrando a engenhosidade da época. Patrimônio da UNESCO, o monumento recebe multidões todos os anos.

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#14 Castelo de Edimburgo (Edimburgo) +14 recomendações 4.2/5

O Castelo de Edimburgo reúne tudo o que adultos e crianças adoram: história, aventura, vistas inigualables, joias e lendas. Explore um lugar surpreendente e fora do comum, onde cada parada reserva novidades: o tiro de canhão da uma da tarde, a capela Santa Margarida, as Joias da Coroa, o Memorial Nacional da Guerra da Escócia, o canhão Mons Meg e as prisões de guerra.

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#15 Estádio Anfield Road (Liverpool) +14 recomendações 5/5

Localizado em Liverpool, no norte da Inglaterra, o estádio Anfield abriga o Liverpool Football Club desde 1892. Trata-se de um dos campos de futebol mais antigos do mundo, construído em 1884. Com capacidade atual para 54.000 lugares, o local respira história e ecoa o hino You'll never walk alone, uma homenagem marcante aos torcedores perdidos na tragédia de Hillsborough em 1989.

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O Reino Unido, um país de contrastes que ainda surpreende

O nevoeiro que sobe pelas <strong>Highlands</strong> escocesas no começo da manhã, o cheiro de peixe com batata frita que toma conta das ruas de <strong>Brighton</strong> às 16h, o grito das gaivotas sobre as falésias brancas de <strong>Dover</strong>. O Reino Unido se vive tanto quanto se visita, com suas quatro nações que conviven sem nunca se misturarem totalmente.

Entre <a href="https://www.avygeo.com/fr/guide/europe/royaume-uni/1451-londres"><strong>Londres</strong></a>, que reúne culturas do mundo todo, e os vilarejos galeses onde o tempo parou, este território de 244.000 km² concentra uma densidade de experiências desconcertante.

Para quem gosta de cultura e de uma natureza que muda o tempo todo

Se você busca sol garantido, melhor escolher outro destino. O clima britânico é instável, e a chuva aparece com frequência, mesmo em julho.

As infraestruturas turísticas são excelentes, os museus estão entre os melhores do mundo, e os transportes públicos funcionam bem, embora sejam caros. Quem viaja com passaporte brasileiro não precisa de visto de turismo para estadias de curta duração (mas lembre-se da taxa ETA obrigatória), e a comunicação em inglês resolve a maior parte das situações, embora os sotaques da Escócia ou do norte da Inglaterra possam surpreender no início. O país atrai apaixonados por história, caminhantes inveterados e fãs de cenas musicais e culturais vibrantes. Menos indicado para quem busca calor mediterrâneo ou viagens baratas, o território britânico compensa com sua enorme diversidade de paisagens em uma área relativamente pequena.

Grandes cidades como Londres, <a href="https://www.avygeo.com/fr/guide/europe/royaume-uni/662-edimbourg"><strong>Edimburgo</strong></a> e <strong>Manchester</strong> oferecem vida noturna intensa, museus gratuitos e uma cena gastronômica que evoluiu muito nas últimas duas décadas. Áreas rurais como o <strong>Lake District</strong>, as <strong>Highlands</strong> e os <strong>Cotswolds</strong> encantam pelo sossego e pelas trilhas de caminhada. O ritmo de vida é acelerado nas metrópoles e mais tranquilo no interior. Em termos de segurança, o país mantém padrões elevados, embora os grandes centros enfrentem os mesmos problemas de qualquer lugar na Europa. Um cartão de crédito internacional sem tarifas abusivas é indispensável, já que o pagamento por aproximação domina tudo.

Prepare o bolso para gastar

É melhor ser direto desde o início: o Reino Unido é caro. Espere gastar entre 60 GBP e 85 GBP (cerca de 440 a 620 reais) por dia e por pessoa em um estilo mochileiro, dormindo em albergues, comendo em pubs e usando transporte público. Um orçamento intermediário fica entre 85 GBP e 130 GBP (cerca de 620 a 950 reais) por dia, incluindo hotel três estrelas e restaurantes medianos. Londres eleva esses valores em 20% a 30%. A hospedagem consome a maior parte do orçamento, seguida pelos transportes. Os <strong>Bed & Breakfast</strong> oferecem a melhor relação custo-benefício com café da manhã reforçado incluído, custando de 45 GBP a 70 GBP (cerca de 330 a 510 reais) a diária em quarto duplo fora de Londres.

Londres e seus bairros cheios de personalidade

A capital britânica impressiona pela escala gigantesca. São mais de 9 milhões de habitantes, 32 distritos e uma extensão que chega a 50 quilômetros de leste a oeste. O centro histórico se concentra ao redor de Westminster, reunindo o <a href="https://www.avygeo.com/fr/guide/lieux-interet/14559-buckingham-palace"><strong>Palácio de Buckingham</strong></a>, o <strong>Big Ben</strong> e a abadia. No entanto, resumir Londres a esses cartões-postais seria perder o essencial. Bairros como <strong>Shoreditch</strong> vibram com arte urbana e cafés modernos, <strong>Camden</strong> preserva sua essência punk e alternativa, e <strong>Notting Hill</strong> exibe casinhas em tons pastéis que fazem sucesso nas redes sociais.

Às margens do rio Tâmisa, a transformação urbana salta aos olhos. O <strong>Southbank</strong> abriga polos culturais como a <a href="https://www.avygeo.com/fr/guide/lieux-interet/14629-tate-modern"><strong>Tate Modern</strong></a>, instalada em uma antiga usina elétrica. Mais a leste, <strong>Canary Wharf</strong> exibe arranha-céus de vidro, enquanto <strong>Greenwich</strong> mantém viva sua herança marítima. Os museus nacionais continuam gratuitos, uma excelente notícia sabendo que a <a href="https://www.avygeo.com/fr/guide/lieux-interet/14574-national-gallery"><strong>National Gallery</strong></a> e o <strong>British Museum</strong> exigem dias de visita. O trânsito pesado e o movimento intenso nas calçadas costumam impressionar quem chega pela primeira vez.

Os mercados de rua merecem a visita pela atmosfera única e preços mais acessíveis. O <strong>Borough Market</strong>, sob seus arcos vitorianos, traz uma verdadeira explosão de sabores globais, e a <strong>Brick Lane</strong> mistura restaurantes indianos de curry com brechós vintage. O metrô londonino funciona perfeitamente, mas custa caro sem o uso de cartões por aproximação ou da <strong>Visitor Oyster Card</strong>, que reduz os valores pela metade. Reserve de 5 GBP a 9 GBP (cerca de 35 a 65 reais) diários para transporte. Andar a pé pela cidade ajuda a economizar e revela cantinhos surpreendentes.

Dica de amigo: baixe o Citymapper antes de viajar. O aplicativo calcula em tempo real a melhor rota combinando qualquer meio de transporte, informando também o custo exato e a duração do percurso.

A Escócia, entre cidades vibrantes e paisagens deslumbrantes

<a href="https://www.avygeo.com/fr/guide/europe/royaume-uni/662-edimbourg"><strong>Edimburgo</strong></a> destaca-se como uma das capitais europeias mais marcantes. Seu castelo no alto da colina domina a cidade velha medieval, e suas ladeiras de paralelepípedos sobem e descem conforme o relevo de origem vulcânica. O <strong>Royal Mile</strong>, que liga o castelo ao Palácio de Holyroodhouse, reúne lojas de souvenirs, pubs históricos e edifícios tombados. Em agosto, o <strong>Festival de Edimburgo</strong> transforma a cidade em um grande palco com centenas de apresentações diárias. Os preços disparam nessa época, então vale a pena garantir a reserva com meses de antecedência.

<a href="https://www.avygeo.com/fr/guide/europe/royaume-uni/833-glasgow-ecosse"><strong>Glasgow</strong></a>, a apenas uma hora de trem, apresenta uma personalidade bem diferente. Mais operária e com um perfil autêntico, a segunda maior cidade escocesa possui uma cena musical celebrada e arquitetura vitoriana impressionante. O <strong>Kelvingrove Museum</strong> tem entrada franca e rivaliza com os grandes museus de Londres. No caminho entre as duas cidades, o <strong>Loch Lomond</strong> proporciona o primeiro contato com as paisagens escocesas, com suas águas escuras cercadas por colinas.

As <strong>Highlands</strong>, no norte, traduzem a Escócia mais selvagem. Montanhas áridas fustigadas pelo vento, lagos misteriosos e castelos em ruínas isolados na paisagem. A estrada sinuosa que leva à <strong>ilha de Skye</strong> revela panoramas que por si só compensam a viagem. O <strong>Old Man of Storr</strong>, formação rochosa famosa em Skye, exige cerca de uma hora de subida a pé. O <a href="https://www.avygeo.com/fr/guide/lieux-interet/11499-lac-du-loch-ness"><strong>Loch Ness</strong></a> continua atraindo curiosos em busca do monstro Nessie, mas o local vale a visita principalmente pelas margens arborizadas e por construções como o <a href="https://www.avygeo.com/fr/guide/lieux-interet/11498-chateau-d-urquhart"><strong>Urquhart Castle</strong></a>.

As distâncias na Escócia enganam. O que parece perto no mapa exige tempo em estradas estreitas e cheias de curvas. Conte com 4 horas de carro entre Edimburgo e Skye, e ainda mais de ônibus. As empresas de ônibus <strong>Citylink</strong> e <strong>Megabus</strong> praticam tarifas justas quando reservadas com antecedência, às vezes a partir de 10 GBP (cerca de 75 reais) o trecho. Alugar um carro dá mais liberdade para explorar áreas isoladas, embora exija atenção redobrada com a direção na mão inglesa e as pistas simples.

O País de Gales e suas montanhas de frente para o mar

<strong>Cardiff</strong>, a capital galesa, surpreende pelo dinamismo. Antigo porto industrial, a cidade se reinventou ao redor da revitalizada <strong>Cardiff Bay</strong> e de seu imponente castelo, que mistura vestígios romanos, uma fortaleza normanda e anexos vitorianos. O <strong>Millennium Stadium</strong> ocupa o centro urbano, criando uma energia contagiante em dias de jogos de rúgbi, a paixão nacional no País de Gales.

O <strong>Snowdonia National Park</strong>, no norte, concentra as principais montanhas galesas, incluindo o monte <strong>Snowdon</strong>, com 1.085 metros de altitude. Um trenzinho de cremalheira leva os visitantes até o topo para quem prefere pular as 4 horas de caminhada. Vilarejos de pedra como <strong>Betws-y-Coed</strong> funcionam como bases estratégicas para explorar os vales da região. Os castelos medievais erguidos por Eduardo I pontuam o território, destacando-se <strong>Caernarfon</strong>, <strong>Conwy</strong> e <strong>Harlech</strong>, todos reconhecidos como Patrimônio Mundial. Suas muralhas robustas relembram um passado de intensos conflitos militares.

A costa sul revela praias de clima familiar como <strong>Tenby</strong>, com suas casinhas coloridas, e a península de <strong>Pembrokeshire</strong>, famosa por suas trilhas costeiras dramáticas. Os <strong>Brecon Beacons</strong>, mais ao sul, oferecem paisagens de charnecas e cachoeiras com menor fluxo de turistas em comparação a Snowdonia. O idioma galês ainda é falado no dia a dia em algumas áreas, e as placas bilíngues chamam a atenção pela quantidade de consoantes.

A Irlanda do Nordeste entre a história recente e a natureza intocada

<strong>Belfast</strong> passou por uma grande transformação desde os acordos de paz de 1998. Os murais políticos nos bairros de <strong>Falls Road</strong> e <strong>Shankill Road</strong> remetem aos conflitos do passado e hoje funcionam como ponto de interesse turístico. O museu do <strong>Titanic</strong>, erguido nos antigos estaleiros, reconstrói a trajetória do transatlântico construído ali em 1912. A arquitetura vitoriana do centro contrasta com as construções contemporâneas ao longo do rio Lagan.

A <strong>Calçada dos Gigantes</strong>, na costa norte, justifica a viagem. São cerca de 40.000 colunas de basalto hexagonales geradas por atividade vulcânica que compõem um cenário de outro planeta. O local recebe muitos visitantes no verão, sendo recomendável chegar no fim da tarde para aproveitar com mais calma. A <strong>Causeway Coastal Route</strong>, que contorna o litoral de Antrim, exibe castelos em ruínas, pontes de corda suspensas sobre o mar e vilarejos piscatórios.

<strong>Derry/Londonderry</strong>, cidade murada cujo próprio nome gera debates, merece ao menos um dia para explorar suas muralhas preservadas e o contexto histórico. As <strong>Montanhas de Mourne</strong>, ao sul, oferecem opções de trilhas bem mais tranquilas que as equivalentes escocesas. A Irlanda do Norte costuma ser mais em conta que o restante do Reino Unido, com hospedagem e alimentação de 10% a 15% mais baratas.

Entre o peixe com batata frita e a nova culinária britânica

O tradicional <strong>fish and chips</strong> permanece como parada obrigatória. Filé de bacalhau ou hadoque empanado acompanhado de batatas fritas grossas, servido em embalagem de papel nas barracas tradicionais. O preço varia de 8 GBP a 12 GBP (cerca de 60 a 90 reais) conforme o lugar. Nos domingos ao meio-dia, os pubs servem o clássico <strong>Sunday roast</strong>: carnes assadas, Yorkshire pudding, legumes e molho gravy. O ambiente descontraído desses locais facilita a conversa com os frequentadores locais.

A gastronomia britânica evoluiu consideravelmente. Londres reúne dezenas de restaurantes com estrelas Michelin, e os <strong>mercados gastronômicos</strong> servem opções de comida de rua indiana, coreana e mexicana de excelente padrão por 8 GBP a 15 GBP (cerca de 60 a 110 reais). Supermercados como <strong>Tesco</strong>, <strong>Sainsbury's</strong> e <strong>Marks & Spencer</strong> oferecem os chamados meal deals por 3 GBP a 5 GBP (cerca de 22 a 37 reais), que incluem sanduíche, bebida e lanche. Já o café da manhã inglês completo, rico em calorias e proteínas, garante energia para o dia inteiro.

Quanto às bebidas, o <strong>chá da tarde</strong> continua enraizado nos hábitos locais, ainda que o café tenha ganhado espaço. Os pubs oferecem muitas variedades de cervejas locais de pressão, enquanto o uísque escocês deve ser apreciado em suas regiões produtoras. Redes como <strong>Pret A Manger</strong> e <strong>Greggs</strong> quebram o galho para refeições rápidas sem gastar muito. Nos restaurantes, a taxa de serviço costuma vir incluída na conta, mas deixar mais 10% de gorjeta é bem-vindo, embora não seja obrigatório.

Aproveite a primavera e o outono

Os meses de maio, junho e setembro oferecem a melhor combinação entre clima razoável e fluxo moderado de turistas. As temperaturas ficam entre 15°C e 20°C, e os dias permanecem claros até as 21h no auge do verão. Julho e agosto coincidem com as férias escolares britânicas e europeias, fazendo com que os principais pontos turísticos fiquem lotados e os preços subam de 30% a 50%. A Escócia exibe seu visual mais marcante em setembro, quando as flores de urze cobrem os campos com tons de roxo.

O inverno, de novembro a março, traz frio, chuva e noites muito longas, mas também um clima acolhedor. Os mercados de Natal aparecem em dezembro, os pubs se enfeitam com luzes e as cidades ganham iluminação especial. As tarifas de hospedagem caem bastante, exceto durante as festas de fim de ano. O outono colore os parques e florestas com tons avermelhados, e a <strong>New Forest</strong>, no sul da Inglaterra, fica espetacular em outubro.

O clima britânico é imprevisível em qualquer época do ano. Vivenciar quatro estações em um único dia é perfeitamente possível. Leve sempre uma capa de chuva leve e roupas fáceis de vestir em camadas. Eventos como o Festival de Edimburgo em agosto, o <strong>Notting Hill Carnival</strong> no fim de agosto em Londres e o Dia de São Patrício em março na Irlanda do Norte atraem multidões e garantem uma atmosfera única.

Como chegar ao Reino Unido a partir da França

<a href="https://www.avygeo.com/fr/trains-et-autocars/818-eurostar"><strong>O Eurostar</strong></a> liga Paris a Londres em 2h15, sendo a opção mais rápida e frequentemente mais prática. Bilhetes comprados com semanas de antecedência começam em 40 € (cerca de 250 reais) para a ida simples, mas podem alcançar 150 € a 200 € (cerca de 950 a 1.250 reais) de última hora. Os trens partem da Gare du Nord em Paris e chegam à estação de <strong>St Pancras</strong>, no centro de Londres. Algumas linhas também atendem Bruxelas e Amsterdã.

O transporte aéreo atende vários aeroportos britânicos a partir de diferentes cidades francesas. <strong>Heathrow</strong> e <strong>Gatwick</strong> servem Londres, enquanto <strong>Manchester</strong>, <strong>Birmingham</strong>, <strong>Edimburgo</strong> e <strong>Glasgow</strong> permitem voar direto para outras regiões. Companhias de baixo custo como <a href="https://www.avygeo.com/fr/compagnie-aerienne/low-cost/169-easyjet"><strong>easyJet</strong></a> e <a href="https://www.avygeo.com/fr/compagnie-aerienne/low-cost/166-ryanair"><strong>Ryanair</strong></a> oferecem passagens acessíveis com antecedência, mas fique atento às taxas adicionais de bagagem. O voo dura entre 1h30 e 2h30, dependendo do destino. Para quem viaja com passaporte brasileiro, vale lembrar a exigência da autorização eletrônica ETA para entrar no país.

O serviço de balsa saindo de Calais rumo a Dover leva 1h30, sendo uma boa alternativa para quem viaja de carro. As empresas <strong>P&O</strong> e <strong>DFDS</strong> operam várias travessias diárias, com preços variando de 80 € a 200 € (cerca de 500 a 1.250 reais) por veículo com passageiros, dependendo da temporada. Outras rotas partem de Dieppe, Cherbourg e Roscoff em direção a portos ingleses. Já o serviço de traslado ferroviário pelo Eurotúnel transporta carros em 35 minutos entre Calais e Folkestone.

Como se deslocar com eficiência pelo país

A <strong>rede ferroviária</strong> britânica abrange muito bem o território, mas cobra caro se a compra for em cima da hora. <a href="https://www.avygeo.com/fr/trains-et-autocars/3680-trainline"><strong>Reservar com antecedência</strong></a> por meio da plataforma Trainline ou do site National Rail reduz os valores pela metade ou até por um terço. Um bilhete entre Londres e Edimburgo pode oscilar de 30 GBP a 150 GBP (cerca de 220 a 1.100 reais) conforme o momento da compra e o horário. Os trens oferecem conforto e agilidade, fazendo o trajeto Londres-Edimburgo em 4h30 e Londres-Manchester em 2h. A primeira classe traz poucas vantagens práticas, exceto por assentos ligeiramente mais largos.

Os ônibus de longa distância de empresas como <strong>National Express</strong> ou <strong>Megabus</strong> apresentam tarifas imbatíveis, às vezes na faixa de 5 GBP (cerca de 37 reais) o trecho. Em contrapartida, o tempo de viagem dobra ou triplica em relação ao trem. Uma viagem de ônibus entre Londres e Edimburgo leva de 8 a 10 horas, contra 4h30 de trem. É uma escolha interessante para orçamentos enxutos ou viagens noturnas que economizam uma diária de hotel.

Dentro das cidades, o transporte público atende muito bem. O metrô de Londres continua sendo o mais completo, mas também o mais caro da Europa. O uso de cartões de transporte ou pagamento por aproximação aplica limites diários de gastos. Edimburgo, Manchester e Glasgow contam com redes eficientes de bondes e ônibus.

O <a href="https://www.avygeo.com/fr/location-auto/"><strong>aluguel de carro</strong></a> é recomendado para explorar as regiões rurais da Escócia ou do País de Gales, onde o transporte público é escasso. Tenha atenção redobrada com a direção na mão inglesa, que exige adaptação nas primeiras horas, além das estradas estreitas no campo. A gasolina custa em torno de 1,55 GBP o litro (cerca de 11,50 reais), sendo prudente evitar postos nas rodovias, onde os preços costumam ser bem mais altos.

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