Saint Paul

Reunião: o que fazer, top 3 atrações imperdíveis em 2026

Descubra os destinos preferidos dos nossos membros, além de avaliações, informações práticas e fotos de viajantes sobre Reunião.

A cidade mais bonita para visitar: Reunião

#1 Saint-Denis +1 recomendação

Capital do departamento francês ultramarino de La Réunion, localizada no oceano Índico, Saint-Denis é o centro econômico e nevrálgico da ilha. Parada obrigatória durante o seu trânsito, a cidade guarda muito interesse graças à sua história colonial, seus museus e sua cultura crioula. Você vai se surpreender com a convivência harmoniosa entre edifícios religiosos, igrejas, mesquita e templo tâmil, , que reflete bem a sua população miscigenada, ao mesmo tempo jovial e epicurista. O Jardin de l'état, o Barachois e a rue Maréchal Leclerc formam o trio de principais atrações. Você também pode aproveitar as praias de Saint-Leu e doErmitage, protegidas pela barreira de corais, ou fazer trilhas no coração dos imponentes vales vulcânicos conhecidos como cirques, sendo Salazie o mais acessível de todos. Há ainda ótimas oportunidades para saborear especialidades locais, como curries apimentados, samosas e a baunilha da terra.

O clima é tropical, arejado pelos ventos alísios. A temperatura é agradável o ano todo, com invernos em torno de 25°C e verões que chegam aos 29°C. As estações são invertidas em relação ao hemisfério norte.

Um litoral comercial e industrial e áreas residenciais nas colinas

Comece pela avenue de la Victoire para conhecer a suntuosa prefeitura em tom ocre construída em 1860. Você vai notar que duas entradas idênticas foram feitas para evitar que dois políticos rivais usassem a mesma passagem ao chegarem. Na esquina com a rue de Paris fica a capela toscana da Immaculée Conception. É nessa região que você pode admirar belíssimas mansões crioulas, como a Maison Carrère, que abriga o posto de turismo, e a Artothèque, um centro de arte dedicado aos artistas regionais. Não muito longe dali, a Cathédrale serviu de tribunal durante as revoltas de escravos em Saint-Leu. Recarregue as energias no Jardin d'état, um espaço verde de 4 hectares tombado como Monumento Histórico. Como alternativa, visite Champ-fleuri, que conta com pista de cooper e parquinhos infantis. Os entusiastas da arte podem visitar o Musée Léon-Dierx, que guarda um acervo particular com cerca de 2.000 obras.

Se você estiver viajando com crianças, leve-as ao Museum d'histoire naturelle. Elas vão conhecer espécies extintas como o dodô, o grande símbolo da ilha, e o celacanto, um peixe vindo de Moçambique. A biblioteca municipal também vale a visita por ser muito agradável.

Quando cair a noite, caminhe pelo Barachois, nome que significa pequeno abrigo em malgaxe. Trata-se de uma orla adaptada como esplanada com canhões voltados para o oceano, onde acontecem shows gratuitos de jazz todos os segundos sábados do mês. Na praça, você pode observar a Préfecture, construída nos tempos da Companhia das Índias no século XVIII.

Uma atmosfera multicultural e esportiva

Caminhar pela rue do Maréchal Leclerc oferece um panorama claro da diversidade étnica da ilha. Bastante comercial e movimentada, a rua reúne lojas de sáris indianos, quinquilharias chinesas e equipamentos eletrônicos. No número 32, você pode visitar a primeira mesquita da França, construída em 1905, e no número 230 fica um templo tâmil cheio de cores que garante uma mudança total de cenário. Por fim, não deixe de conhecer o grande mercado municipal, com suas bancas repletas de frutas coloridas e produtos da região.

O sentier de la Providence, uma trilha de 5 km integrada ao GRR2, atravessa a floresta de mesmo nome. Com uma inclinação considerável, é a escolha favorita dos praticantes de trekking mais experientes. Como alternativa, você tem o sentier de a Cascade Maniquet.

Quando ir?

A melhor época para visitar Saint-Denis vai de abril a outubro.

Como chegar?

A companhia aérea da Reunião, Air Austral, opera 12 voos diretos por semana partindo de Paris. Graças a um acordo com o sistema TGV air, ela também atende 19 cidades do interior francês com conexões. Air France e Corsair completam a oferta. Você também tem a opção de fazer escala em Madagascar com a Air Madagascar, embora seja bom ficar atento, pois algumas de suas aeronaves figuram na lista negra da aviação, ou em Maurício com a Air Mauritius.

Como circular por lá?

A caminhada é o melhor meio para conhecer Saint-Denis a fundo.

Ranking das 2 atividades selecionadas pela redação: Reunião

#1 Piton de la Fournaise (La Plaine des Cafres) +2 recomendações 5/5

O Piton de la Fournaise é um vulcão ativo e acessível na Reunião, reconhecido pela UNESCO. A visita começa pela Route du Volcan até o Pas de Bellecombe. O cenário lembra a lua na Plaine des Sables. A trilha principal chega ao cratère Dolomieu em 5h de caminhada, revelando a geologia fascinante da ilha.

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#2 Circo de Salazie (Salazie) +1 recomendação 5/5

Salazie abriga paisagens impressionantes na ilha de Reunião, no oceano Índico. Neste vale verdejante, cachoeiras desabam em meio a paredões esmeralda. O local é o mais acessível entre os três circos da ilha, sendo perfeito para quem quer explorar trilhas e cachoeiras sem grande dificuldade física durante a viagem.

Reunião, a ilha que esqueceu de ser plana

A 11 horas de voo de Paris, você vai aterrissar em solo francês. Mas não em uma França qualquer: aqui, um vulcão ativo cospe lava várias vezes por ano, vilarejos inteiros só são acessíveis a pé e tubarões patrulham algumas praias. Em apenas 2.512 km², a ilha concentra paisagens que não têm motivo nenhum para convivir no mesmo lugar. Florestas tropicais exuberantes dividem espaço com desertos minerais lunares, e praias de areia escura dão lugar a lagoas azul-turquesa.

Reunião, o paraíso dos trilheiros, não dos banhistas

Se você sonha com praias infinitas e descanso na areia, compre uma passagem para Maurício, a 45 minutos de avião daqui. A Reunião foi feita para quem gosta de trilhas e de adrenalina. A ilha tem mais de 1.000 km de caminhos sinalizados e 42% do seu território é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2010. É uma verdadeira montanha cravada no oceano Índico, longe do clichê de cartão-postal tropical.

Outro detalhe importante para quem viaja com passaporte brasileiro: por lá se fala francês e crioulo, e quase ninguém fala inglês. Se você não domina o francês, espere algumas dificuldades na hora de reservar uma pousada ou pedir comida. O ritmo de vida também é próprio: boa parte do comércio fecha aos domingos e segundas-feiras, e os ônibus param de rodar cedo à noite.

Um orçamento confortável para uma viagem cara

Planeje gastar de 80 a 120 euros por dia (cerca de 500 a 750 reais) para um casal: hospedagem em pousada ou chalé de montanha de 60 a 90 euros a diária (cerca de 370 a 560 reais), refeição em restaurante por 15 a 25 euros (cerca de 90 a 150 reais), e aluguel de carro a partir de 200 euros por semana (cerca de 1.250 reais). As atividades pesam no orçamento: canyoning ou parapente saem por 60 a 90 euros (cerca de 370 a 560 reais), e o voo de helicóptero passa de 200 euros (cerca de 1.250 reais).

Os circos, catedrais de rocha e neblina

Três crateras gigantescas conhecidas como circos ocupam o miolo da ilha, esculpidas pela erosão ao redor do Piton des Neiges, o ponto mais alto do oceano Índico com 3.071 metros de altitude. Cada um tem sua própria identidade e exige vários dias de exploração.

Mafate, o circo sem estradas

Mafate só pode ser alcançado a pé ou de helicóptero. Não existe nenhuma estrada que chegue lá. Cerca de 800 pessoas vivem em povoados isolados como La Nouvelle ou Marla, onde as compras e os mantimentos chegam pelo ar. As crianças precisam sair do circo depois que terminam o ensino fundamental. O nome viria de um escravo liberto que se escondeu por lá no século XIX.

Dica de amigo: reserve suas hospedagens de montanha com bastante antecedência por telefone, saque dinheiro em espécie antes de subir e leve bastante água. Os vilarejos de Mafate não têm caixas eletrônicos nem sinal de celular confiável.

Cilaos e Salazie

Para chegar a Cilaos, é preciso encarar uma estrada lendária com mais de 400 curvas. O vilarejo, empoleirado a 1.200 metros de altitude, mantém um clima de estância hidromineral com suas tradicionais casas crioulas. É o ponto de partida perfeito para escalar o Piton des Neiges, geralmente saindo de madrugada do refúgio da Caverne Dufour para ver o sol nascer lá no alto.

Salazie, o mais verde e chuvoso dos três circos, abriga dezenas de cachoeiras, como a do Voile de la Mariée, avistada logo da estrada. O vilarejo de Hell-Bourg, considerado um dos mais belos da França, preserva casarões crioulos impecáveis com jardins floridos.

Piton de la Fournaise, a experiência de caminhar em um vulcão ativo

O Piton de la Fournaise está entre os vulcões mais ativos do mundo, registrando várias erupções por ano. Suas correntes de lava escorrem com frequência em direção ao mar pela região do Grand Brûlé. A trilha clássica começa no Pas de Bellecombe, a 2.311 metros de altitude. Espere caminhar de 5 a 6 horas entre ida e volta até a cratera Dolomieu, o que dá cerca de 13 km com 500 metros de desnível.

O caminho cruza primeiro a Plaine des Sables, um deserto mineral em tons de ocre e roxo que lembra a paisagem de Marte. Comece a caminhada antes do amanhecer para fugir das nuvens. Lembre-se de conferir as condições das trilhas no site oficial dos órgãos florestais locais, pois o acesso à cratera é proibido quando o vulcão entra em atividade.

O litoral, entre lagoas protegidas e praias selvagens

As faixas de areia ficam concentradas na costa oeste, entre Saint-Paul e Saint-Leu. Uma barreira de corais forma lagoas de águas calmas em l'Hermitage-les-Bains, Saint-Gilles e Boucan-Canot. Essa é a única área segura para nadar na ilha, protegida por redes anti-tubarão.

A presença de tubarões-cabeça-chata é um fato na região. Entre 2011 e 2019, a Reunião concentrou cerca de 16% dos ataques fatais no mundo. Nadar e surfar fora das áreas delimitadas é estritamente proibido. Mais ao sul, a praia de l'Étang-Salé, coberta por areia preta de origem vulcânica, oferece um visual impressionante, mas o banho de mar não é recomendado.

Experiências inesquecíveis

O canyoning nas gargantas de Salazie ou Cilaos permite fazer rapel em cachoeiras gigantescas. O parapente saindo de Saint-Leu garante um voo de frente para o oceano, aproveitando os mais de 300 dias de sol por ano. De junho a outubro, as baleias-jubarte chegam para ter seus filhotes e várias operadoras locais levam visitantes para nadar perto delas por cerca de 75 euros (cerca de 470 reais).

Na mesa da Reunião: o cari de todo dia

O cari, a versão local do curry, é o prato de todas as horas. Frango, porco ou peixe cozinham lentamente com cebola, gengibre, tomate e açafrão-da-terra fresco. O arroz vem acompanhado de feijão ou outras leguminosas e de um rougail bem apimentado. O rougail saucisse é o queridinho da culinária local, feito com linguiças defumadas em um molho de tomate caprichado.

Como aperitivo, samosas, bouchons (bolinhos de carne cozidos no vapor) e bonbons piments acompanham uma dose de rum artesanal temperado. Baunilha bourbon, lichia, abacaxi Victoria e gengibre entram nas receitas caseiras, e cada família guarda a sua a sete chaves. Os mercados de Saint-Paul, na sexta-feira, e de Saint-Pierre, no sábado, transbordam de frutas tropicais e especiarias.

Quando ir para a Reunião?

O inverno austral, que vai de maio a outubro, traz tempo seco e fresco, excelente para caminhar pelas trilhas. As temperaturas continuam agradáveis no litoral, mas caem bastante na serra. É também a melhor época para avistar as baleias.

O verão austral, de novembro a abril, é quente e úmido, com risco de ciclones entre janeiro e março. As trilhas viram lama e os mirantes somem no meio das nuvens. Tente fugir das férias escolares francesas, quando a ilha lota e os hotéis ficam sem vagas.

Como chegar a Reunião?

O aeroporto Roland Garros, em Saint-Denis, recebe os voos vindos da Europa continental. Air France, Air Austral, Corsair e French Bee fazem a rota em um voo direto de 11 horas. Espere gastar de 500 a 900 euros (cerca de 3.100 a 5.600 reais) na passagem de ida e volta, dependendo da época. Para quem já está em Maurício, há voos de 45 minutos que custam de 80 a 150 euros (cerca de 500 a 930 reais). Quem viaja com passaporte brasileiro precisa conferir as regras de entrada aplicáveis, enquanto cidadãos da União Europeia não precisam de visto.

Como circular pela Reunião?

O carro alugado é essencial. Os ônibus locais, chamados "Car Jaune", ligam as cidades costeiras por 2 euros (cerca de 12 reais), mas não sobem até o vulcão nem levam aos inícios das trilhas, além de pararem de circular por volta das 19h. Reserve de 200 a 350 euros por semana (cerca de 1.250 a 2.180 reais) para o aluguel do veículo. A gasolina custa um pouco menos do que na França continental.

Para chegar a Mafate, só mesmo a pé ou de helicóptero. As empresas Hélilagon e Corail Hélicoptères realizam traslados e voos panorâmicos com preços entre 200 e 350 euros (cerca de 1.250 a 2.180 reais).

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Top 4 melhores aluguel de carros em Reunião

Na Reunião, o carro não é opcional, é a única forma de explorar a ilha de verdade. Seja na rota dos fluxos de lava, nos circos montanhosos ou na base do Piton des Neiges, nada se visita sem estar ao volante. Nosso ranking ajuda a escolher as locadoras mais adequadas para encarar as estradas locais antes de fazer sua reserva.

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