Visitar a Basílica de Cisterna
Sob as ruas de Istambul escondem-se tesouros de aura misteriosa. Longe dos olhares e do agito, cerca de sessenta reservatórios de água subterrâneos da época bizantina permanecem na capital. Nessa sucessão de lugares secretos, a Basílica de Cisterna desponta como um dos mais belos. Construída entre 527 e 565, ela havia caído no esquecimento até as escavações de 1550. Impressionante por sua arquitetura e quase desconcertante, ela se destaca em uma cidade onde abundam monumentos excepcionais.
Uma floresta de colunas sob a terra
A visita lembra a exploração de um local restrito, tanto o silêncio e a calmaria marcam o ambiente. Apenas uma música suave ecoa nas profundezas, quase cortada pelo gotejar da água, enquanto uma luz alaranjada reforça a impressão de um universo sagrado. A Basílica de Cisterna é a maior da cidade. O espaço é imenso, com 138 metros de comprimento por 65 metros de largura, mas isso não é o que chama atenção primeiro. O visitante depara-se com uma incrível floresta de 336 colunas com 8 metros de altura que sustentam os arcos e as abóbadas, algo totalmente inesperado a essa profundidade. A poucos passos, os detalhes se revelam. O conjunto é impressionante, composto por 12 fileiras de 28 colunas, a maioria com capitéis de ordem coríntia. Algumas apresentam entalhes conhecidos como olho de pavão, e outras duas trazem cabeças de Medusa como base. Se os estilos parecem tão diferentes, é porque provêm de estruturas antigas de monumentos desaparecidos. Esse verdadeiro palácio submerso torna-se ainda mais fascinante por isso.
Caminhando pelas passarelas elevadas sobre a água, é fácil imaginar o valor inestimável que o local, onde cerca de 100.000 m³ eram armazenados, tinha durante o reinado de Justiniano I, seu idealizador. A Basílica de Cisterna era a reserva de água do palácio bizantino, abastecida por dois aquedutos, e deve seu nome ao edifício religioso que ficava acima dela. A estrutura de cima não existe mais, mas a cisterna continua a nos subjugar.
Horários
*Informações sujeitas a variação
Na minha primeira vez em Istambul, eu nem tinha ouvido falar da Cisterna da Basílica. Na minha segunda visita, me informeu melhor e acabei indo. Não tem tanta coisa para ver em si, mas o lugar é bem único. A luz baixa e todas aquelas colunas dão uma atmosfera única ao espaço (e é refrescante se você visitar a cidade no meio do verão!). Achei o lugar muito bonito e relaxante apesar de todos os turistas. Tem a famosa coluna da Medusa que é diferente das outras, e que é um elemento importante no romance Inferno, de Dan Brown.