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Uma semana em Dublin e arredores

Traduzido do francês — Ver o original em francês

Dublin, a capital irlandesa, é uma cidade que vale a pena visitar! Passei uma semana lá neste inverno, em fevereiro, com uma amiga, e quero compartilhar meu relato com vocês.

Dia 1

Chegando às 11h, estamos cheias de energia e decidimos dar uma volta pela cidade.

Caminhamos um pouco pela O'Connel Street, onde se ergue a imponente Spire, e seus arredores: descobrimos o pub/restaurante The Church, instalado em uma igreja, cheio de lojas, pubs em ruelas...

Em seguida, seguimos para o Trinity College. Lá, decidimos almoçar no Buttery, uma espécie de refeitório da universidade aberto aos visitantes. Em um clima estudantil, comemos o prato vegetariano do dia, croquetes de legumes com salada, e depois uma boa sobremesa caseira acompanhada de um café.

De barriga cheia, pegamos a estrada novamente: subimos a Dame Street até chegar à bela e imponente Catedral Christ Church, que visitamos. Depois, fomos em direção a St Stephen's Green, um parque grande e muito agradável no coração da cidade, para aproveitar o sol. Em seguida, fomos visitar a National Gallery of Ireland; uma hora foi suficiente, pois o último andar estava em reformas.

Depois de um cafezinho no Dwarf Jar, que recomendo fortemente, caminhamos às margens do rio Liffey antes de jantar no Govindas Restaurant, um restaurante vegetariano muito barato bem pertinho da Spire. Um dia ensolarado maravilhoso que nos permitiu conhecer boa parte do centro da cidade, muito agradável e animado.

Dia 2

Nesse dia, decidimos ir para Glendalough, o Vale dos Dois Lagos, onde fica um mosteiro lindíssimo, uma torre redonda do século XI, dois lagos absolutamente mágicos envoltos na névoa daquele dia, uma bela cachoeira e ótimas trilhas ao redor... Tivemos a sorte de não pegar chuva, mas tenho certeza de que, mesmo sob a chuva irlandesa, este lugar é deslumbrante!

Adoramos o cemitério, a alta torre redonda e sua porta inacessível, mas, acima de tudo, gostamos de poder passear por esses lugares mágicos: florestas de onde Leprechauns poderiam surgir a qualquer momento, e o Upper Lake que exala um grande mistério.

Na volta, por volta das 20h, jantamos no Mongolian Barbecue (ótimo se você estiver com muita fome!) e depois fomos conhecer o famoso Temple Bar! Estava bem cheio, e acabamos nos sentando em um pub chamado Turk's Head. Depois de dez minutos, ouvimos uma música Swing, e minha amiga e eu somos dançarinas de Lindy hop... Nem pensemos duas vezes: nos vimos dançando em um bar por puro acaso (essas noites de swing acontecem todas as segundas-feiras!).

Dia 3

Um pouco cansadas do dia anterior, decidimos explorar os arredores do nosso Airbnb em Clontarf. Caminhamos pela Clontarf Promenade, onde pudemos ler, ao longo do caminho, placas contando sobre a famosa batalha que aconteceu ali.

Fomos parar em uma ilhota chamada North Bull Island. É uma reserva natural magnífica, com uma longa faixa de areia e milhares de pássaros. Se você estiver por perto, vale muito a pena dar uma olhada!

Depois de um passeio pelo St Anne's Park, fomos tomar um café no Kennedy's food store, um lugar realmente charmoso. Ao anoitecer, voltamos em direção ao nosso lugar de hospedagem, passando para ver o famoso Clontarf Castle, que dizem ser ainda mais bonito à noite.

Dia 4

Passamos este quarto dia explorando os arredores ao norte de Dublin. Pegamos o Dart (uma espécie de trem de superfície de Dublin) até Malahide por volta das 11h para visitar o castelo local. A visita é um pouco longa, mas interessante; os jardins valem a pena, mas infelizmente só podem ser visitados se você pagar a entrada do castelo...

Depois de três horas passeando e visitando, pegamos o Dart novamente para ir a Howth. Este foi o meu lugar favorito da viagem! Vimos focas no porto (é preciso chegar perto dos barcos de pesca para vê-las), muitos pássaros e até um golfinho ao longe... Mágico. Há várias opções de trilhas para explorar a península, todas com duração entre 1h30 e 4h. Escolhemos fazer a mais longa e não nos arrependemos. O início da caminhada estava lotado de visitantes, mas quanto mais nos afastávamos, mais belas eram as paisagens e mais silencioso o ambiente...

No fim do passeio, visitamos o pequeno mercado de Howth, onde encontramos várias lembrancinhas para os amigos, antes de comer um Fish & Chips delicioso no the Octopussys Sea Food Restaurant.

Dia 5

Nesse dia, decidimos explorar a cidade mais uma vez para ver o que tínhamos acabado perdendo da primeira vez.

Assim, começamos o nosso dia com um brunch no Phoenix Café, dentro do Phoenix Park. Atenção: acho que é imprescindível estar de bicicleta para curtir o Phoenix Park! Caso contrário, o parque é grande demais para esperarmos chegar ao centro, ou mesmo a um quarto do caminho... Nesse cafézinho, comi os melhores scones da minha vida! Se tiverem a oportunidade de parar por lá, não hesitem, tudo estava delicioso e os doces eram impressionantes, tanto pela variedade quanto pela qualidade!

Passamos boa parte do dia caminhando pelo parque. Vimos cervos e corças, muitos esquilos, coelhos, lebres, muitos pássaros...

Ao sair do parque, fomos até o Trinity College para ver a exposição do Livro de Kells e a Antiga Biblioteca. Um lugar deslumbrante, embora o preço da entrada tenha nos parecido salgado para a meia hora que passamos no prédio. Conversando com um estudante, descobrimos o fabuloso Mama's Revenge, um pequeno restaurante mexicano que serve, entre outras coisas, burritos, os melhores que já comi na vida!

Dia 6

Escolhemos este último dia para explorar o sul de Dublin. Pegamos o Dart e fomos até Bray. Desse vilarejo costeiro, parte uma trilha na encosta do penhasco, super fácil de acessar, que liga Bray a Greystone em cerca de duas horas. Há vistas incríveis ao longo desse passeio, que realmente vale muito a pena!

No fim da tarde, voltamos para o centro de Dublin para visitar a Chester Beatty Library, atrás do Dublin Castle. Essa bela exposição das aquisições do Sr. Beatty vale o desvio: centenas de objetos de arte e utilitários vindos da Ásia estão reunidos ali, com explicações claras, vídeos apresentando diferentes técnicas de criação, jogos para crianças e um vídeo que conta a história de Chester Beatty... Perfeito!

Jantamos no Umi, na Dame Street, comendo falafels muito bons acompanhados de várias saladinhas, e depois partimos rumo à França durante a madrugada.

Conclusão

Guardo uma lembrança maravilhosa dessa escapada! Se eu pudesse recomendar:

- Três lugares para ver, eu diria: Howth, Phoenix Park e a Chester Beatty Library.

- Três restaurantes: Govindas Restaurant, Mama's Revenge e Umi.

- Três pubs/bares: Wigwam, Turk's Head e Fitzsimons.

Espero que o meu relato possa ajudar vocês a aproveitarem a viagem a Dublin ou faça vocês sonharem caso ainda não tenham a oportunidade de ir!

Em Howth...

Confira mais fotos no meu álbum dedicado a Dublin e arredores.

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