6484e9253fe23

Meu roteiro de 12 dias em Mianmar

Traduzido do francês — Ver o original em francês

Prólogo

Peguei um voo de Paris a Yangon com a Cathay Pacific, a companhia aérea de Hong Kong, com conexão em Hong Kong. Eu tinha achado ofertas com "apenas" 4h de escala, mas já que estava lá, preferi escolher uma opção com uma escala mais longa para dar uma volta em HK. Isso reduziu um pouco a minha estadia em Mianmar (também conhecido como Birmânia), mas também me fez descobrir uma cidade super bacana! Depois dessa etapa rápida, mas intensa, finalmente cheguei tarde da noite a Yangon, antiga Rangum. O relato do meu roteiro começa pelo meu primeiro dia completo na capital econômica do país.

Dia 1: Yangon

Panorama da pagode ShwedagonComecei pelo auge da cidade, a pagode Shwedagon. Já vi muitas pagodes, mas tão grandes, bonitas e praticamente sem turistas, nunca! Depois continuei a pé (bem, foi uma boa caminhada, hein!) para chegar até a pagode Sule, passando pelasvichinhas e mercados do bairro. Ela me impressionou bem menos, mesmo com a passagem de Barack Obama por lá! O único ponto original para mim foi o fato de ela ficar bem no meio de uma rotatória na cidade, mas não me marcou por mais nada de especial.

Isso não me impediu de ir até a pagode seguinte, Botahtaung. Ela não chama muita atenção por fora e parece quase uma obra em construção, mas o que vale a pena é poder entrar na stupa com suas paredes douradas e cheias de detalhes. A stupa abriga um altar que contém fios de cabelo de Buda...

Continuei passeando, passando rapidamente pelo Kandawgyi Lake. Depois voltei para o hotel para arrumar minhas coisas e pegar o ônibus noturno, sabendo que o trânsito em Yangon é infernal. Peguei então um ônibus noturno às 19h para ir a Kalaw.

Dias 2-3-4: De Kalaw ao Lago Inle

Trek de Kalaw ao lago InleO ônibus chega às 5h da manhã, tudo está fechado, e eu perco um pouco as esperanças de achar um lugar para tirar um cochilo e tomar um banho! Encontro um café aberto e belisco alguma coisa enquanto espero o sol nascer. Acabo achando um lugar que se digna a me alugar um quarto (já usado, mas tudo bem, por 3€...). Se eu estava tão ansiosa para tomar banho, era porque, logo na mesma manhã, eu ia em emendar um trekking de 3 dias sem conhecer muito bem as condições sanitárias! Por volta das 9h, encontro a agência onde a Evaneos reservou para mim um trekking de 3 dias e 2 noites até o Lago Inle.

O trekking em si foi bem legal; algumas subidas um pouco cansativas para quem não está em forma, mas com paradas regulares para aguentar o tranco. Por cerca de 30 euros, tínhamos as refeições inclusas e a hospedagem na casa de famílias locais. Aventura raiz também significava isso! Dormir em "colchões", praticamente no chão de madeira com o grupo, tomar banho com um balde d'água e uma tigela e, claro, 3 dias de banheiro estilo asiático (turco). As refeições eram francamente boas, tenho que admitir!

As paisagens mudavam a cada um dos três dias, e eu as apreciei especialmente com a luz do amanhecer ou do pôr do sol. No terceiro dia, após o almoço, fomos de barco até a vila de Nyaung Shwe. Esse passeio pelo Lago Inle nos permite apreciar a paisagem e os pescadores que se equilibram na ponta de seus barcos.

Temos então o fim do dia para aproveitar a vila, depois de um longo e merecido banho quente e de trocar de sapato, é claro! Além disso, achei um lugar para fazer massagem por menos de 10€ a hora... não resisti, claro!

Dia 5: Nyaung Shwe

É claro que, tendo chegado de barco, fiquei com menos vontade de alugar outro barco para ver os pescadores de novo, mesmo sendo O programa imperdível no Lago Inle. Mas depois de 3 dias bem intensos, um dia mais tranquilo era muito bem-vindo. Aproveitei para dar uma volta pela vila, ir ao mercado, ler à beira da água, comer bem em um restaurante, etc. E por que não outra massagem! À noite, peguei outro ônibus noturno (partida às 20h) para ir a Mandalay.

Dias 6-7: Mandalay

Monastère de Maha Aung Mye Bonzan à InwaMais uma chegada cedinho, por volta das 2h15. Depois de uma noite curta, levantei para aproveitar os serviços de um mototaxista para fazer o "passeio das 3 cidades" que todo mundo oferece: Sagaing, Amarapura e Inwa (também chamada de Ava). Estando sozinha, curti bastante esse meio de transporte para passear. Meu motorista começou por uma atração imperdível de Mandalay, o templo Mahamuni, que abriga uma grande estátua de Buda toda dourada.

Em seguida, seguimos em direção a Sagaing, onde tive a alegria de subir 375 degraus para alcançar um dos muitos templos da região e ter uma vista incrível ao redor. Não era Bagan, mas realmente havia templos e pagodes por toda parte!

Depois de uma pausa para o almoço, partimos para Inwa. A maioria das pessoas aluga uma charrete, mas pessoalmente preferi pagar um extra para continuar de moto. Muito mais confortável! Lá, visitamos vários templos e construções; é realmente lindo, mesmo que os turistas comecem a se multiplicar um pouco por ali. Para encerrar, seguimos rumo a Amarapura e à famosa ponte U-Bein. Toda de madeira, nós a atravessamos para... bem, nem sei muito bem por quê, já que não havia nada de muito interessante do outro lado! Mas, no caminho de volta, na metade do trajeto, parei em um café à beira da água para curtir o pôr do sol saboreando um bom suco de abacate. Uma ótima maneira de encerrar o dia com chave de ouro!

No dia seguinte, peguei o barco até Mingun, outro must da região. Lá, podemos ver o templo inacabado de Pa Hto Taw Gyi (vendo o tamanho daquela pedra, dá para entender perfeitamente por que desistiram no meio do caminho!). É possível subir por uma escadaria, mas para chegar bem ao topo é preciso ser um pouco mais corajoso, embora seja viável (mas não recomendado pelas autoridades!). Do alto, avista-se a belíssima pagode de Mya Thein Tan, toda branquinha. Ela é justamente a nossa próxima parada, logo depois de uma pausa refrescante com melancia e uma olhada rápida no sino de Mingun.

Com a visita concluída e, quem sabe, algumas comprinhas nas mãos, o barco nos leva de volta a Mandalay. Após o almoço e uma+: uma breve soneca, saio para explorar um pouco mais: primeiro a pagode Kuthodaw, que abriga centenas de estelas com textos sagrados, cada uma protegida por sua própria pequena estupa. Depois, visitei outros templos ao redor antes de subir o Mandalay Hill de motoneta. Bem, o pôr do sol por lá foi mais ou menos (o céu não estava tão limpo), mas pelo menos fui!

Dia 8: De Mandalay a Bagan

Campo de amendoim em uma aldeia do rio IrrawaddyPara evitar ter que encarar outro ônibus noturno (ou mesmo diurno!), me dei de presente um pequeno cruzeiro pelo rio Irrawaddy com a empresa Myanmar River Cruise, a bordo do barco RV Panorama. Super confortável e, para nossa sorte, éramos apenas 12 passageiros a bordo! Tivemos direito a café da manhã no convés enquanto o sol nascia.

No final da manhã, fizemos uma parada em uma pequena vila onde pudemos ver plantações de amendoim e a fabricação de chapéus, escoltados por todas as crianças da região, cada uma mais adorável que a outra. O almoço também estava incluído, seguido por uma apresentação sobre a cultura de Mianmar, que passou pelo uso do longyi e pela "maquiagem" com thanakha, e uma degustação de salada de folhas de chá (uma delícia!). Finalmente, chegamos a Bagan no fim do dia.

Dias 9-10-11: Bagan

Os dias começam cedo em Bagan se você quiser aproveitar o nascer do sol a partir dos templos! É por isso que às 5h30 já estou saindo para pegar minha ebike (uma espécie de scooter elétrica) alugada para o dia, rumo ao templo Bulethi. O nascer do sol não foi de tirar o fôlego, mas eu não ousei me aventurar mais longe logo no primeiro dia (depois de um tombo na areia com a tal ebike!).

Depois, dá para visitar os templos com uma luz deslumbrante e os balões de ar quente ao fundo. Há tanta coisa para ver! Antes de partir, eu já tinha anotado alguns templos imperdíveis e suas localizações no Google Maps, o que foi superútil! Tirava uma soneca à tarde antes de sair novamente para ver o pôr do sol em outro templo. O meu preferido no fim do dia foi o Myauk Guni: bela vista e nada tão lotado quanto Bulethi ou Shwesandaw!

No segundo dia, assisti ao nascer do sol em Shwesandaw (mas é preciso chegar cedo para garantir um bom lugar, dada a quantidade de gente!). Dessa vez, fiquei no topo até os balões passarem, e preciso dizer que é um momento fotográfico (tanto digital quanto mental!) perfeito. Continuei visitando os templos que ainda faltavam e, dessa vez, assisti ao pôr do sol de Bulethi (a vista é mais bonita desse lado do que pela manhã!).

Voo de balão de ar quente sobre BaganNo terceiro dia, decidi me dar um pequeno agrado de luxo: um voo de balão de ar quente. Embora o orçamento seja alto (mais de 300 USD), acho que é daquelas coisas que vale a pena fazer se você tiver condições. Eu já tinha tido outras oportunidades de tentar, mas acho que Bagan é com certeza o lugar mais bonito para isso, e fiquei muito satisfeita com o serviço da Balloons Over Bagan. Eles passam para nos pegar bem cedo para assistir à preparação do balão, com uma xícara de chá nas mãos. Depois, decolamos suavemente enquanto o sol nasce. Durante uma hora, sobrevoamos os cerca de 2.000 templos de Bagan. É realmente belíssimo, com aquela perspectiva única vista do alto. Quando pousamos, a equipe nos espera com um café da manhã francês: croissants, bolos, frutas e, o melhor de tudo, uma taça de champanhe! Em suma, é uma aventura imperdível!

Como eu já não tinha hotel para o resto do dia até pegar meu ônibus noturno (de novo!), encontrei um hotel um pouco mais elegante e paguei cerca de 8 euros para poder aproveitar a piscina deles. Tarde de puro descanso, portanto!

Dia 12: Yangon

Eu tinha 2 opções para este dia: voltar para a cidade para explorar ou aproveitar meu hotel um pouco mais elegante (com piscina, claro) para relaxar nesta reta final de viagem. Escolhi a opção 2! Meu hotel era muito bonito (Palm Spring Resort, super recomendo!), a equipe era extremamente atenciosa e aproveitei para fazer uma massagem e uma sessão rápida de manicure e pedicure. Costumo terminar minhas viagens com alguns dias na praia, mas como não tinha muito tempo desta vez, foi uma alternativa excelente!

Balanço da viagem

Curti bastante este destino por vários motivos. O primeiro é o fato de o país ainda não estar tomado por turistas (eu fui no fim da temporada, o que certamente ajuda). Não é caro, as pessoas são gentis, a gente se sente em segurança... e Bagan é, claro, imperdível! Fazer este roteiro em 12 dias como eu fiz pode ser um pouco cansativo, então com certeza recomendaria alguns dias a mais para quem prefere viajar com calma!

Comentários (3)

para deixar um comentário.
  • Bill
    Bill
    Beau voyage ! Ca faisait longtemps, ravi d'avoir de tes news :)
    • Dudy
      Dudy
      Ahaha oui en effet je n'avais pas publié de carnet depuis un moment... pas faute de voyages pourtant!
  • Thomas
    Thomas
    J'ai vu aux infos que le pays renonçait officiellement au régime militaire et s'orientait vers la démocratie. Qu'est-ce qui faisait que le pays était fermé au tourisme avant ? L'insécurité ?
    • Dudy
      Dudy
      Je ne sais pas trop, sinon que c'était une dictature jusque dans les années 90...
    • Celine
      Celine
      Super récit ! Pour participer à cette discussion, je pense que la culture de pavot à opium n'a pas donné une bonne image du pays. Ce n'est pas tout bien entendu.
  • Athanasius
    Athanasius
    Un très beau pays, merci pour ce beau carnet de voyage et tes conseils :)

Outros artigos sugeridos

Sugestões de álbuns de fotos