Prólogo
Peguei um voo de Paris a Yangon com a Cathay Pacific, a companhia aérea de Hong Kong, com conexão em Hong Kong. Eu tinha achado ofertas com "apenas" 4h de escala, mas já que estava lá, preferi escolher uma opção com uma escala mais longa para dar uma volta em HK. Isso reduziu um pouco a minha estadia em Mianmar (também conhecido como Birmânia), mas também me fez descobrir uma cidade super bacana! Depois dessa etapa rápida, mas intensa, finalmente cheguei tarde da noite a Yangon, antiga Rangum. O relato do meu roteiro começa pelo meu primeiro dia completo na capital econômica do país.
Dia 1: Yangon

Isso não me impediu de ir até a pagode seguinte, Botahtaung. Ela não chama muita atenção por fora e parece quase uma obra em construção, mas o que vale a pena é poder entrar na stupa com suas paredes douradas e cheias de detalhes. A stupa abriga um altar que contém fios de cabelo de Buda...
Continuei passeando, passando rapidamente pelo Kandawgyi Lake. Depois voltei para o hotel para arrumar minhas coisas e pegar o ônibus noturno, sabendo que o trânsito em Yangon é infernal. Peguei então um ônibus noturno às 19h para ir a Kalaw.
Dias 2-3-4: De Kalaw ao Lago Inle

O trekking em si foi bem legal; algumas subidas um pouco cansativas para quem não está em forma, mas com paradas regulares para aguentar o tranco. Por cerca de 30 euros, tínhamos as refeições inclusas e a hospedagem na casa de famílias locais. Aventura raiz também significava isso! Dormir em "colchões", praticamente no chão de madeira com o grupo, tomar banho com um balde d'água e uma tigela e, claro, 3 dias de banheiro estilo asiático (turco). As refeições eram francamente boas, tenho que admitir!
As paisagens mudavam a cada um dos três dias, e eu as apreciei especialmente com a luz do amanhecer ou do pôr do sol. No terceiro dia, após o almoço, fomos de barco até a vila de Nyaung Shwe. Esse passeio pelo Lago Inle nos permite apreciar a paisagem e os pescadores que se equilibram na ponta de seus barcos.
Temos então o fim do dia para aproveitar a vila, depois de um longo e merecido banho quente e de trocar de sapato, é claro! Além disso, achei um lugar para fazer massagem por menos de 10€ a hora... não resisti, claro!
Dia 5: Nyaung Shwe
É claro que, tendo chegado de barco, fiquei com menos vontade de alugar outro barco para ver os pescadores de novo, mesmo sendo O programa imperdível no Lago Inle. Mas depois de 3 dias bem intensos, um dia mais tranquilo era muito bem-vindo. Aproveitei para dar uma volta pela vila, ir ao mercado, ler à beira da água, comer bem em um restaurante, etc. E por que não outra massagem! À noite, peguei outro ônibus noturno (partida às 20h) para ir a Mandalay.
Dias 6-7: Mandalay

Em seguida, seguimos em direção a Sagaing, onde tive a alegria de subir 375 degraus para alcançar um dos muitos templos da região e ter uma vista incrível ao redor. Não era Bagan, mas realmente havia templos e pagodes por toda parte!
Depois de uma pausa para o almoço, partimos para Inwa. A maioria das pessoas aluga uma charrete, mas pessoalmente preferi pagar um extra para continuar de moto. Muito mais confortável! Lá, visitamos vários templos e construções; é realmente lindo, mesmo que os turistas comecem a se multiplicar um pouco por ali. Para encerrar, seguimos rumo a Amarapura e à famosa ponte U-Bein. Toda de madeira, nós a atravessamos para... bem, nem sei muito bem por quê, já que não havia nada de muito interessante do outro lado! Mas, no caminho de volta, na metade do trajeto, parei em um café à beira da água para curtir o pôr do sol saboreando um bom suco de abacate. Uma ótima maneira de encerrar o dia com chave de ouro!
No dia seguinte, peguei o barco até Mingun, outro must da região. Lá, podemos ver o templo inacabado de Pa Hto Taw Gyi (vendo o tamanho daquela pedra, dá para entender perfeitamente por que desistiram no meio do caminho!). É possível subir por uma escadaria, mas para chegar bem ao topo é preciso ser um pouco mais corajoso, embora seja viável (mas não recomendado pelas autoridades!). Do alto, avista-se a belíssima pagode de Mya Thein Tan, toda branquinha. Ela é justamente a nossa próxima parada, logo depois de uma pausa refrescante com melancia e uma olhada rápida no sino de Mingun.
Com a visita concluída e, quem sabe, algumas comprinhas nas mãos, o barco nos leva de volta a Mandalay. Após o almoço e uma+: uma breve soneca, saio para explorar um pouco mais: primeiro a pagode Kuthodaw, que abriga centenas de estelas com textos sagrados, cada uma protegida por sua própria pequena estupa. Depois, visitei outros templos ao redor antes de subir o Mandalay Hill de motoneta. Bem, o pôr do sol por lá foi mais ou menos (o céu não estava tão limpo), mas pelo menos fui!
Dia 8: De Mandalay a Bagan

No final da manhã, fizemos uma parada em uma pequena vila onde pudemos ver plantações de amendoim e a fabricação de chapéus, escoltados por todas as crianças da região, cada uma mais adorável que a outra. O almoço também estava incluído, seguido por uma apresentação sobre a cultura de Mianmar, que passou pelo uso do longyi e pela "maquiagem" com thanakha, e uma degustação de salada de folhas de chá (uma delícia!). Finalmente, chegamos a Bagan no fim do dia.
Dias 9-10-11: Bagan
Os dias começam cedo em Bagan se você quiser aproveitar o nascer do sol a partir dos templos! É por isso que às 5h30 já estou saindo para pegar minha ebike (uma espécie de scooter elétrica) alugada para o dia, rumo ao templo Bulethi. O nascer do sol não foi de tirar o fôlego, mas eu não ousei me aventurar mais longe logo no primeiro dia (depois de um tombo na areia com a tal ebike!).
Depois, dá para visitar os templos com uma luz deslumbrante e os balões de ar quente ao fundo. Há tanta coisa para ver! Antes de partir, eu já tinha anotado alguns templos imperdíveis e suas localizações no Google Maps, o que foi superútil! Tirava uma soneca à tarde antes de sair novamente para ver o pôr do sol em outro templo. O meu preferido no fim do dia foi o Myauk Guni: bela vista e nada tão lotado quanto Bulethi ou Shwesandaw!
No segundo dia, assisti ao nascer do sol em Shwesandaw (mas é preciso chegar cedo para garantir um bom lugar, dada a quantidade de gente!). Dessa vez, fiquei no topo até os balões passarem, e preciso dizer que é um momento fotográfico (tanto digital quanto mental!) perfeito. Continuei visitando os templos que ainda faltavam e, dessa vez, assisti ao pôr do sol de Bulethi (a vista é mais bonita desse lado do que pela manhã!).

Como eu já não tinha hotel para o resto do dia até pegar meu ônibus noturno (de novo!), encontrei um hotel um pouco mais elegante e paguei cerca de 8 euros para poder aproveitar a piscina deles. Tarde de puro descanso, portanto!
Dia 12: Yangon
Eu tinha 2 opções para este dia: voltar para a cidade para explorar ou aproveitar meu hotel um pouco mais elegante (com piscina, claro) para relaxar nesta reta final de viagem. Escolhi a opção 2! Meu hotel era muito bonito (Palm Spring Resort, super recomendo!), a equipe era extremamente atenciosa e aproveitei para fazer uma massagem e uma sessão rápida de manicure e pedicure. Costumo terminar minhas viagens com alguns dias na praia, mas como não tinha muito tempo desta vez, foi uma alternativa excelente!
Balanço da viagem
Curti bastante este destino por vários motivos. O primeiro é o fato de o país ainda não estar tomado por turistas (eu fui no fim da temporada, o que certamente ajuda). Não é caro, as pessoas são gentis, a gente se sente em segurança... e Bagan é, claro, imperdível! Fazer este roteiro em 12 dias como eu fiz pode ser um pouco cansativo, então com certeza recomendaria alguns dias a mais para quem prefere viajar com calma!
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