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Uma semana incrível na Martinica

Traduzido do francês — Ver o original em francês

Olá a todos!
Continuo a apresentação das minhas dicas de viagem com uma viagem memorável: uma semana em Fort-de-France, na Martinica!

Viajando com meus fiéis companheiros de estrada, embarcamos rumo à Martinica no final de março. É a época ideal se você quiser fugir da temporada de chuvas (de junho a novembro) e aproveitar o sol.

Um destino dos sonhos para nós, meras pessoas da França continental, tínhamos decidido dar uma pausa no trabalho indo para esta "ilha das flores" cujos encantos tanto nos haviam gabado. E, falando em pausa, ela começa logo no início, já que a burocracia é extremamente simples: como continuamos em território francês, o documento de identidade nacional ou o passaporte válido são suficientes para viajar até lá. De qualquer forma, recomendo levar o passaporte sempre que você pegar um avião.

Mapa da Martinica

Também não há problemas com dinheiro, já que o Euro é a moeda utilizada, logicamente. Único pequeno detalhe: podem guardar seus talões de cheques, para quem ainda tem, pois eles são aceitos muito raramente. E quanto ao idioma, nenhum problema se você não falar crioulo: o francês será mais do que suficiente!

Para sua informação, no inverno, há um fuso horário de 5 horas entre Paris e Fort-de-France: quando são 17h em Paris, são 12h na Martinica (no verão, são 6 horas de diferença em vez de 5).

Para o voo, viajamos com a Air Caraïbes em um Airbus A 330-200. Por que a Air Caraïbes? Simplesmente porque aproveitamos uma oferta que continua rolando: por apenas um euro a mais na reserva de passagens na classe econômica, ganhamos uma tarifa de ida e volta em voos regionais!! Escolhemos dar uma passada em Santa Lúcia. Bem bacana esse pacote, né? Se você se interessar, dê uma olhada no site: http://www.aircaraibes.com/

Pensamos que era um sinal do destino. Por isso, nem fomos comparar muito os preços, mas vimos que a Air France estava mais cara do que a opção que reservamos. Para constar, pagamos cerca de 650 euros pela ida e volta, com as taxas inclusas.

A Martinica, vista do céuObviamente, a maioria dos pacotes para a Martinica inclui, além do voo, a hospedagem em hotel. E, muito frequentemente, por esse preço, você tem um quarto em um hotel 2 ou 3 estrelas com meia pensão. Mas nós tínhamos uma vantagem enorme: ficamos hospedados na casa dos pais de um dos nossos amigos. Eles nos emprestaram um apartamento em Fort-de-France, ficando por nossa conta a comida e a obrigação de devolvê-lo em bom estado. Apenas uma pequena contrapartida nos foi pedida: pintar a sala e o corredor de entrada... Digo a vocês que, em cinco pessoas, isso seria rápido... E, para coroar nossa felicidade, o tal amigo nos esperava lá (ele largou o emprego na França continental para voltar para perto de sua família) para fazer o translado do aeroporto e nos servir de guia em "sua" ilha. Quando eu digo que foi uma ótima escolha, né!?!

Após pouco menos de 9 horas de voo, fomos avisados de que estábamos nos aproximando. Bem antes de aterrissar no aeroporto internacional Aimé Césaire (localizado na comuna de Le Lamentin, na verdade, e não em Fort-de-France), descobrimos através das janelinhas do avião qual seria nossa terra nos próximos 8 dias: vista do céu, a Martinica dá a impressão de ser um pequeno território perdido no Mar do Caribe. Avistamos os tons dominantes de verde da ilha e o azul da água. A névoa às vezes nos escondia a vista, mas quanto mais descíamos, mais víamos a cidade bem viva ao redor do aeroporto e, mais ao fundo, a floresta tropical. Uau! Que choque em termos de mudança de ares...

Assim que a porta do avião se abriu, e ainda mais na saída do aeroporto, o calor nos envolveu para nunca mais nos largar. Ficamos consistentemente na casa dos 23 graus.

Ao contrário dos preconceitos de alguns habitantes da metrópole, a recepção foi mais do que simpática. É verdade que tínhamos um guia que nos apresentava a todo mundo, mas, apesar disso, fomos sempre calorosamente acolhidos e compartilhamos um bom drink com nossos anfitriões muitas e muitas vezes!

A propósito, descobri um costume local: os pousos e decolagens... Para quem, como eu antes de experimentar, não fazia ideia do que é, trata-se do seguinte: um "pouquinho" de rum branco de 70°, um pouco de xarope de açúcar de cana, uma rodela de limão-taiti e, vapt-vupt, virado de uma vez só com um copo grande de água logo depois para tentar apagar o fogo (isso no começo... depois de alguns dias, já não te oferecem o copo grande de água...)! Se não me engano, é simplesmente um ti punch. A única questão é que bebemos isso quase como água: a "decolagem" é depois do café da manhã e o "pouso" é para o final do dia... E a gente não bebe só um, não pega bem...

Enfim, como devem imaginar, nossa semana prometia ser difícil porque, como fervorosos defensores dos costumes locais e das tradições, estava fora de cogitação não nos rendermos a esse tipo de ritual!

Tivemos o prazer de compartilhar ótimos momentos com os martinicanos, especialmente em torno da mesa. Nosso amigo Steve, cujos pais nos hospedaram, logo nos apresentou a eles. Assim, pudemos entregar nossos modestos presentes (fomos no clássico: uma cesta da Hédiard cheia de especialidades culinárias da França continental e um livro ilustrado sobre Paris, já que o pai dele havia morado lá a trabalho por 7 anos, mas nunca mais tinha voltado desde que se aposentou).

Logo comemoramos tudo isso com alguns drinques e nos sentamos à mesa. Já estava mais do que na hora de colocar algo no estômago, até porque a mãe e a irmã dele estavam cozinhando desde a nossa chegada e o cheirinho já estava tomando conta do ar: nossos estômagos clamavam por comida e estávamos loucos para provar tudo!

La cuisson ̢̮ââââ¬â¢Ã ââÆÃ¢ââââ¬â¢Ã©touff̢̮ââââ¬â¢Ã©e du poulet boucann̢̮ââââ¬â¢Ã©

Para nossa alegria, a mãe dele preparou pratos incríveis com ingredientes cujos nomes, infelizmente, acabei esquecendo. Lembro-me de um prato com molho, servido com um purê de banana e arroz, feito com um crustáceo enorme (a carcaça parecia aqueles instrumentos em que a gente sopra para fazer som de trompete). A carne, com um sabor bem acentuado de mar, lembrava lula. Antes disso, é claro, comemos acras de bacalhau e mais outra coisa, mais apimentada, cujo nome também me escapou... Para minha defesa, vale lembrar que estávamos no aquecimento com os aperitivos havia pelo menos duas horas!

Voltamos lá várias vezes e tivemos a sorte de provar um frango defumado (poulet boucanné) caseiro: simplesmente espetacular! O sabor é realmente único e é bem curioso ver como ele é preparado em um tambor grande, aberto na parte inferior onde fica o fogo alimentado com cana-de-açúcar e lenha. A mãe do Steve despejava sobre o frango uma marinada que escorria (molho "chien", não me pergunte o porquê, pois não tive coragem de perguntar...).

Le Rocher du Diamant

Quanto aos passeios, fomos ver o Rocher du Diamant (Rocha do Diamante): era impossível perder esse verdadeiro ícone da Martinica que estampa todos os cartões-postais. Para quem gosta de natureza, especialmente da fauna, há um museu na comuna de Le Diamant que fala sobre as diferentes espécies de aves que habitam a rocha e a região.

Para os entusiastas do mergulho, é um local muito procurado: os mergulhadores podem chegar bem perto e dizem que vale muito a pena. Não foi preciso muito para convencer o Eric e o Fred, dois dos nossos amigos, que decidiram ir. E realmente, eles não se arrependeram, pois o local é, segundo nos contaram, deslumbrante. Leva-se cerca de uma hora de barco antes de mergulhar. Eles foram até uma fenda enorme (50 metros) que atravessa praticamente toda a rocha de um lado a outro. A profundidade varia de 5 a cerca de 40 metros. O guia deles mostrou uma pequena gruta. Contaram-nos que encontraram lagostas gigantes, centenas de peixes (batifus e outros caranguejos, o que talvez diga algo para os especialistas) e fundos marinhos com cores excepcionais.

Para quem quer aproveitar o sol, a Grande Anse du Diamant oferece uma das praias mais bonitas de toda a ilha: areia clara (bem mais clara do que em outros lugares, pelo menos!), coqueiros e um mar azul-turquesa... Maravilhoso! A água é quente e é um verdadeiro prazer deitar na praia e relaxar ao sol. E se por algum motivo desconhecido essa praia não te agradar, você pode escolher outra entre as várias que vai encontrar no caminho ao passar pela charmosa comuna de Les Anses d'Arlet. É simplesmente uma vila encantadora, com um píer que liga o mar à igreja. Se você caminhar pela região, verá praias por toda parte: é só escolher a sua favorita! Dê uma olhada na câmera ao vivo (login e senha: user) no site da vila: http://ansesarletmartinique.free.fr/

Mesmo que a imagem da câmera não seja tão bonita quanto ao vivo, você poderá conferir que o tempo está ótimo por lá!

Vue de la pointe de la Caravelle

Outro passeio imperdível para quem curte: a Ponta da Caravela. A gente atravessa para o outro lado da ilha e se depara com o Oceano Atlântico. O Steve quis nos levar lá porque, segundo ele, em pouco tempo ficaríamos boquiabertos ao ver a grande variedade de paisagens que compõem a ilha. Como bom conhecedor do lugar, o Steve nos fez levar bastante água (cada um de nós tinha 2 litros na mochila) e proteção solar: boné, protetor solar e tudo o que tem direito... E ele estava coberto de razão! A trilha, de nível 1 do ONF (ou seja, sem grandes dificuldades para amadores como nós), durou quatro horas e meia e nos levou a passar perto de um farol vermelho e branco antes de chegarmos à estação meteorológica. O panorama é espetacular: você literalmente mergulha com os olhos no Atlântico, dando a real impressão de que o céu e o oceano se fundem.

Quando a gente começa a descida, passa pelas falésias e logo chega a pequenas baías de areia preta que convidam a uma pausa... Nós aproveitamos para fazer um piquenique. É muito bom relaxar um pouco, mesmo que o sol ainda bata forte em vários lugares, porque na reta final do percurso há pouca sombra. Posso dizer que o meu chapéu e os meus 2 litros de água foram os meus melhores amigos! De qualquer forma, não foi fácil recomeçar a caminhar depois dessa boa pausa... Ainda bem que o Steve nos prometeu que faltava apenas uma hora de caminhada para voltar ao ponto de partida. E ele não mentiu, mesmo que, para terminar, tenhamos encarado aquela última subida de matar as pernas.

De volta ao apartamento, não ficamos acordados até tarde naquela noite. Por isso, nem tivemos coragem (nem inconsciência) de encarar a subida da Montanha Pelée. Isso fica para os trilheiros experientes. Se você faz parte desse grupo, não deixe de ir: dizem que o visual vale muito a pena.

Queria falar rapidamente sobre Santa Lúcia, onde aproveitamos para dar um pulo num bate-volta: muito legal, um pouco menos movimentada, mas nós só fizemos curtir o sol e relaxar, pois a noitada da véspera tinha nos esgotado e queríamos recuperar as energias.

Acho que ainda havia muita coisa para ver, mas acabamos priorizando o descanso e as noites com os vizinhos ou a família do Steve. Com certeza eu voltaria, porque sinto que ainda ficou muito o que explorar por lá...

 

Comentários (1)

para deixar um comentário.
  • louloumanon
    louloumanon
    Je trouve c'est article bien présenté, et moi qui y est déjà allée, je trouve la Martinique magnifique, ce paysage, cette atmosphère tropical.... Et les habitants très respectueux!

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