Saintes, cidade das Charentes Maritimes, é a rainha da Saintonge, nome de sua província antes da Revolução Francesa. A cidade é habitada desde a Antiguidade e desfruta de um patrimônio enriquecido pela passagem dos gauleses, dos romanos e pela Idade Média. Você também encontrará monumentos mais recentes, museus, festivais de música e eventos culturais. Antiga cidade de passagem para Santiago de Compostela, Saintes é hoje um destino popular para turistas fãs de patrimônio e história.
Como se orientar para visitar Saintes?
Esta cidade é um quebra-cabeça de 14 peças, encaixadas umas nas outras, cada uma com seu nome, e Saintes é o conjunto de todas elas.
Aqui estão as peças: Les Boiffiers, Les Tourneurs, L'Ormeau de Pied, La Recouvrance, La Fenêtre, e também Saint-Rémy, Saint-Vivien, Saint-Eutrope e Saint-Pierre, além de Saint-Pallais, Saint-Sébastien de Bouard, para terminar com La Récluse, Le Maine-Saint-Sorlin e Bellevue... Ufa! Respira fundo!
As peças estão espalhadas, cabe a você colocá-las no lugar... Difícil? Que nada (a manteiga das Charentes está me inspirando...), aqui vão algumas dicas; atenção, vai ser rápido e você vai ter que acompanhar, preparados (a postos...) já?... Vamos lá.
Saint-Eutrope
Localizado um pouco a oeste do bairro Saint-Pierre, no bairro Saint-Eutrope você logo avistará a silhueta de sua Basílica. O bairro também preserva os vestígios de um priorado e algumas casas antigas de vários andares na encosta da colina. Através de pequenas ruas (chamadas de "venelles", ou ruelas), você chegará ao vale das Arènes na parte inferior, até os vestígios do anfiteatro romano e a um parque batizado de "Parc des Arènes". Mais adiante, a rua Victor Hugo é a principal rua comercial do bairro.
Depois, há o subúrbio de Berthonnière, emoldurado pela colina de Saint-Eutrope a oeste e pela colina do
Capitólio ao norte. Antigamente situado fora das muralhas da cidade, abrigava várias estalagens e locais de acolhimento para os peregrinos (aqueles de Santiago de Compostela, é claro...). As ruas do subúrbio levam você até a Praça Saint-Louis, a Praça da Aubarrée e a Praça Blair, todas as três dando para a coluna da Liberdade que reina ali desde a Revolução. A praça Goulebenéze faz a ponte entre a Praça Blair e o rio.
Les Boiffiers e Bellevue
Prédios, moradias populares e loteamentos residenciais compõem os bairros de Les Boiffiers e Bellevue. A avenida de Saintonge os conecta ao resto da cidade.
Tudo bem? Você ainda está acompanhando? Cuidado para não perder nenhuma peça pelo caminho! Bom, vamos continuar...
La Recouvrance
Encaixando-se no espaço formado pelo Cours du Maréchal Leclerc, pelo Cours Genet e pelo anel viário oeste, fica o bairro de La Recouvrance, que abriga uma escola secundária (liceu), um antigo seminário e o estádio Yvon Chevalier. Esqueço do shopping center, ah sim... Afinal, precisamos comer...
A caixa d'água de La Recouvrance é adornada com afrescos criados por Michel Genty, um artista contemporâneo. Pare por ali, é realmente muito bonito.
Saint-Vivien
O bairro Saint-Vivien é um antigo subúrbio que data da Antiguidade. As termas de Saint-Saloine substituíram as antigas termas de Saint-Vivien.
A igreja Saint-Pallais, na margem direita, e seus arredores representam a parte mais antiga do bairro, sem dúvida o início da urbanização durante a Antiguidade. Ele está conectado à aglomeração por uma ponte em cujo alinhamento se encontra o Arco de Germânico. O bairro tem sua basílica e uma abadia beneditina, a Abbaye aux Dames.
E para terminar com as dicas, procure as casas em enxaimel, as ruelas estreitas da cidade velha, os parques e fontes... e a prefeitura.
Localize o bairro da estação ferroviária: ele foi destruído pelos bombardeios da Segunda Guerra Mundial e reconstruído a partir de 1951 sob a direção de vários arquitetos, incluindo André Morisseau, nas décadas de 1960 e 1970. A estação fica perto dos bairros de Bellevue e Les Boiffiers, cujas peças você acabou de encaixar... Não???? E agora? Opa, opa, opa! Nossa, nossa...
A antiga cidade medieval
A antiga cidade medieval ficava nos arredores da atual Rua dos Jacobinos. Embora a maioria das casas seja de enxaimel, alguns nobres preferiram a pedra. Não se esqueça de jeito nenhum da Catedral Saint-Pierre, do claustro, do palácio episcopal e do Hôtel-Dieu, seria um crime de lesa-majestade!![]()
O castelo fortificado, protetor da cidade, domina-a e abrigou sucessivamente os representantes do Duque da Aquitânia e do Rei da França. Quanto às muralhas, reforçadas várias vezes, elas mostram a direção dos principais subúrbios da cidade através dos portões Aiguière e Evesque. Aqui, estalagens e locais de acolhimento para os peregrinos (sempre os de Santiago) haviam se estabelecido, assim como curtumes.
Ao redor do centro medieval, estendem-se os bairros periféricos de Saint-Vivien, Saint-Saloine e Saint-Macoult, organizados em torno de suas respectivas igrejas, e finalmente o bairro de Saint-Pallais, dominado por sua igreja paroquial e, sobretudo, pela Abadia das Damas (Abbaye aux Dames), o principal edifício religioso da região.![]()
As grandes obras de urbanização
Para impressionar em uma conversa…
O intendente Guéau de Reverseaux está por trás de grandes obras: desejando "arejar a cidade", ele estabeleceu um novo plano viário, cuja execução confiou ao engenheiro Duchesne, ordenando também a demolição das antigas muralhas urbanas e a abertura de grandes bulevares. Entre 1772 e 1776, vários planos de alinhamento foram realizados no centro da cidade, enquanto os bulevares nasceriam em 1785.
Interrompidas pela Revolução, as obras foram retomadas durante quase todo o século XIX. Amplas avenidas arborizadas foram construídas no lugar das antigas muralhas: o Cours National (1815), o Cours Reverseaux (1835) e, além do rio Charente, a Avenue Gambetta. Ricos comerciantes de conhaque mandaram construir imponentes residências (o Château Rouyer-Guillet, a Villa Musso, a Maison Martineau), enquanto a cidade ganhou infraestruturas públicas monumentais (prefeitura, tribunal, teatro Gallia) ou mais discretas (escola Nicolas Lemercier).
Bem, você já deve estar quase terminando... E não hesite em refazer este quebra-cabeça, pelo simples prazer de refazer. Ah, eu estava esquecendo: o mar não fica longe, em vinte minutos você já estará estendendo sua toalha na praia!
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