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Portugal: o que fazer, top 20 atrações imperdíveis em 2026

Descubra os destinos preferidos dos nossos membros, além de avaliações, informações práticas e fotos de viajantes sobre Portugal.

As 5 cidades mais bonitas para visitar: Portugal

#1 Lisboa +195 recomendações

Lisboa espalha suas sete colinas diante do rio Tejo, entre fachadas de azulejos, bondes barulhentos e vielas onde o fado ecoa das tascas. No Alfama, as roupas continuam secando nas janelas como antigamente. Em Belém, os pastéis de nata saem quentinhos perto dos monumentos de uma herança marítima secular.

#2 Fátima +60 recomendações

Fátima mexe com quem chega, seja pela fé ou pela curiosidade. Bem além de ser um dos maiores polos de peregrinação católica do mundo, a cidade guarda a emoção das procissões de velas, a simplicidade preservada das casas dos pastorinhos e a calmaria das colinas de Aljustrel. Misturando um santuário monumental e vilarejos intocados, este destino no centro de Portugal entrega uma atmosfera difícil de esquecer, virando uma vivência que vai muito além de um simples passeio.

#3 o Porto +48 recomendações

O Porto revela suas atrações entre o rio e o oceano, onde as fachadas de azulejos guardam séculos de tradição marítima. O Douro corre sob a ponte metálica, as caves em Vila Nova de Gaia guardam o famoso vinho local, e nas ladeiras da Ribeira o dia a dia acontece com intensidade. Menos concorrido que Lisboa e com uma personalidade marcante, o Porto conquista quem busca um destino autêntico onde cada esquina traz uma surpresa na arquitetura ou na gastronomia.

#4 Sintra +18 recomendações

A 30 km de Lisboa, Sintra reúne palácios extravagantes em meio a uma serra coberta de vegetação e protegida pela UNESCO. Do Palácio da Pena aos poços e túneis da Quinta da Regaleira, o passeio lembra um cenário de fantasia. A costa do Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa continental, completa o roteiro.

#5 Lagos +8 recomendações

Habitada desde a pré-época, a cidade já tinha um porto ativo na época dos fenícios. Foi preciso um terremoto seguido de tsunami para travar o seu desenvolvimento e tirar de Lagos o estatuto de capital do Algarve. Até 1755, a cidade desempenhou um papel de destaque, sobretudo no comércio internacional, e foi a partir da sua costa que as caravelas partiram rumo aos Novos Mundos. A indústria conserveira e a pesca ditaram o ritmo da economia local até a chegada do turismo. Hoje, transformada numa estância balnear muito procurada, o tom turquesa das suas águas desfruta-se nas inúmeras praias, enquanto os vestígios da sua história continuam a fascinar.

Um passado fabuloso e um charme único

Colorida, animada e soalheira, iluminada pelos azulejos que decoram muitas fachadas, caminhar por Lagos faz lembrar um museu a céu aberto. O espetáculo está em todo o lado, sobretudo no centro histórico protegido pelas muralhas. A praia fica a poucos passos e as duas torres da Porta de São Gonçalo recordam o passado defensivo da cidade. A fortificação data de 1520 e oferece vistas desafogadas sobre a baía e a Serra de Monchique.

O bairro é praticamente pedonal. Na Praça Infante Dom Henrique, o edifício do antigo mercado de escravos do século XV foi transformado num centro cultural e, mais à frente, a igreja de Santa Maria exibe uma arquitetura da mesma época. Na igreja de Santo António de 1707, encontra-se um rico conjunto de talha dourada barroca, além do museu do Dr. José Formosinho, dedicado à arqueologia e à etnografia. O património religioso é tão vasto quanto a arquitetura é atraente, com molduras de pedra nas janelas e ferro forjado que conferem um encanto infinito aos passeios a pé. Na Avenida dos Descobrimentos, em frente à foz do rio, o forte quadrado de Ponta da Bandeira do século XVII é um dos mais belos da região, sem esquecer o Centro Ciência Viva, um espaço dedicado às ciências e às grandes descobertas portuguesas.

O artesanato mantém-se vivo em Lagos, com lojas que expõem cerâmica, cobre martelado, tecidos estampados e artigos de couro nas montras. No mercado municipal, três pisos com produtos frescos e locais esperam pelos visitantes. Naturalmente, os sabores do mar reinam supremos: marisco e peixe fresco marcam presença em todas as esplanadas. Ensopado de tamboril, atum grelhado ou lulas recheadas com chouriço ditam as regras da gastronomia. Como em todo o Algarve, os dom-rodrigos são a pastelaria obrigatória, cujo segredo combina amêndoas, figos e mel.

Falésias esculpidas por águas turquesa

Foi a natureza envolvente que tornou Lagos tão famosa. As falésias ocres parecem esculturas gigantes moldadas pelas ondas, e as praias combinam rochas e grutas na mesma paisagem. A linha costeira é sumptuosa, muito além dos quilómetros de areal. A Ponta da Piedade é o exemplo máximo, com o seu farol e as cavernas marinhas. Este cabo litoral de beleza impressionante pode ser visitado a pé pelos trilhos ou de barco a partir da água. A praia de Dona Ana é de visita obrigatória por ficar junto ao bairro histórico. Mais pequena, a praia do Camilo exige esforço no acesso, mas compensa com um cenário arrebatador. Para quem prefere areal espaçoso, a praia de Porto de Mós faz as delícias dos surfistas, tal como a extensa Meia Praia. Todos os desportos náuticos estão ao alcance. A marginal ladeada por palmeiras gigantes convida a uma caminhada tranquila, e vale a pena ficar atento aos golfinhos no porto de recreio.

Quando ir

O clima mediterrânico garante sol quase constante. Entre abril e novembro, o tempo é ameno, embora os meses de verão registem temperaturas elevadas. Os invernos são suaves, embora a temperatura da água desaconselhe banhos e o vento se faça sentir junto à costa. Fora da época alta, a menor afluência de turistas torna a visita a Lagos muito mais relaxada.

Como chegar

O aeroporto mais próximo fica em Faro, a 90 km de distância. Há autocarros que fazem o trajeto em 2h10 e ligações de comboio em 1h50, com a estação situada bem no centro de Lagos. Convém planear a viagem com antecedência, sobretudo no verão. As estradas estão bem cuidadas, sendo possível chegar por autoestrada ou estrada nacional.

Ranking das 15 atividades selecionadas pela redação: Portugal

#1 Castelo de São Jorge (Lisboa) +31 recomendações 4.5/5

O castelo de São Jorge domina a paisagem de Lisboa do alto de sua colina. Erguida no século XI como fortaleza militar, a construção centenária entrega um panorama espetacular sobre o rio Tejo e o casario histórico. Hoje, o local atrai visitantes para explorar torres, muralhas e jardins, além de abrigar um acervo sobre a trajetória da região.

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#2 Torre de Belém (Lisboa) +28 recomendações 4.6/5

Construída em 1514 por ordem do rei Manuel I para proteger a entrada do porto de Lisboa, a elegante Torre de Belém, inscrita no Patrimônio Mundial da Unesco, é um símbolo da capital de Portugal. A delicadeza do estilo arquitetônico manuelino, com influências renascentistas, orientalistas e venezianas, além da alvura da pedra, vai impressionar você.

Obra de Francisco de Arruda, esta cidadela com silhueta de proa de caravela também servia de residência ao capitão do porto. Inicialmente erguida em um ilhéu no meio do Tejo, os terremotos e as sucessivas obras de aterro acabaram por aproximá-la da margem. Antes de subir, observe as 2 partes bem distintas que a compõem: o baluarte, em formato hexagonal, dominado pela torre de 4 andares.

O primeiro forma uma casamata, verdadeira façanha de estratégia militar para a época. Esta sala abobadada podia integrar 2 andares de tiro e até 17 canhões. Note que seus cantos formam guaritas, pequenos nichos quadrados ou cilíndricos com ornamentos esculpidos. Ali você avistará a primeira gravura europeia de um rinoceronte, provavelmente uma referência ao presente enviado por Manuel I ao Papa.

A segunda parte, com 35 metros de altura, conta com 3 andares e um terraço que oferece uma vista incrível para o Tejo e para o Mosteiro dos Jerónimos, que fica bem perto. Decorada com cordas torsadas esculpidas na pedra, a torre é guardada pelas estatuetas de São Vicente e do arcanjo São Miguel. Atenção quem tem mobilidade reduzida: o acesso ao terraço é feito por uma escada em caracol um tanto íngreme. Se o 1º andar correspondia aos aposentos do capitão do porto, o 4º abriga uma capela adornada com a cruz da Ordem de Cristo e a esfera armilar. Se tiver tempo na descida, encare a fila para saborear um dos melhores pastéis de nata da cidade!

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#3 Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa) +25 recomendações 4.8/5

Obra-prima da arquitetura manuelina, o Mosteiro dos Jerónimos celebra a epopeia marítima portuguesa desde 1501. Seu claustro de dois andares e sua igreja que abriga os túmulos de Vasco da Gama e do poeta Camões fazem dele o monumento mais visitado de Lisboa. Patrimônio da Humanidade pela UNESCO desde 1983, é um passeio para combinar com a Torre de Belém logo ao lado.

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#4 Ponte de Dom Luís I (o Porto) +19 recomendações 4.8/5

A Ponte de Dom Luís I é uma imponente estrutura de aço sobre o rio Douro o Porto, inaugurada em 1886 pelo engenheiro Théophile Seyrig, discípulo de Gustave Eiffel. Com 385 metros de extensão e dois pavimentos para pedestres, ela oferece vistas panorâmicas inesquecíveis da cidade e é o cartão-postal definitivo da região.

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#5 Padrão dos Descobrimentos (Lisboa) +16 recomendações 4.7/5

Situado no bairro de Belém em Lisboa, às margens do rio Tejo e em frente ao célebre mosteiro dos Jerónimos, o Padrão dos Descobrimentos constitui uma impressionante e elegante escultura moderna de pedra ocre em forma de caravela. Você pode escolher entre subir a escadaria para alcançar a plataforma a 50 metros de altura ou pegar um elevador. Ao pôr do sol, a vista panorâmica do Tejo e da ponte 25 de Abril fica incrível!

Erguido em 1940 por José Angelo Cottinelli Telmo antes de ser destruído por um ciclone um ano depois, ele foi reconstruído em 1960 para comemorar os 500 anos da morte de Henrique o Navegador, figura central da expansão marítima. O monumento homenageia os grandes navegadores portugueses, representados por cerca de trinta estátuas detalhadas, incluindo Vasco da Gama, Fernão de Magalhães, Bartolomeu Dias, Fernão Mendes Pinto, Pedro Álvares Cabral, Pero da Covilhã e Luís de Camões, em procissão atrás de Henrique o Navegador, na proa, segurando uma pequena embarcação a vela nas mãos.

O termo padrão designa um pilar de pedra com as armas reais de Portugal ou uma cruz, usado pelos navegadores para demarcar os territórios descobertos. O primeiro padrão foi cravado por Diogo Cão em 1482, na foz do rio Zaire.

Na descida, vale a pena observar com atenção a imensa rosa dos ventos em mosaico no chão, que traz um mapa-múndi detalhando as rotas das grandes navegações dos séculos XV e XVI.

#6 Ponte 25 de Abril (Lisboa) +14 recomendações 4.8/5

Suspenso sobre o Tejo em Lisboa, o imponente viaduto de aço vermelho do Ponte 25 de Abril constitui a quinta maior obra do gênero no mundo e a primeira fora dos Estados Unidos da América. Idealizado pelo ditador Antônio de Oliveira Salazar em 1960, que lhe deu o próprio nome, foi inaugurado seis anos mais tarde, antes do prazo previsto no cronograma da obra. Após a Revolução dos Cravos, foi rebatizado com a data do movimento, 25 de abril de 1974, em homenagem a essa vitória.

A semelhança com o Golden Gate Bridge de São Francisco vai surpreender você, e por um bom motivo: foi construído em colaboração com a Sociedade Americana de Engenharia Civil seguindo os modelos do Bay Bridge e da ponte de Oakland, na Califórnia. Símbolo da cidade, você vai vê-lo frequentemente reproduzido em cartões-postais e outros souvenirs turísticos.

Sua estrutura é dupla, contando com acesso rodoviário na parte superior e ferroviário na inferior. Se não é possível cruzá-lo a pé, você poderá atravessá-lo de carro ou de ônibus, a menos que prefira passar por baixo embarcando em um cruzeiro pelo Tejo. Caso escolha a primeira opção, tenha paciência, pois o trânsito costuma ficar bastante congestionado. Verdadeira façanha arquitetônica erguida em uma zona sísmica, suas dimensões impressionam, com mais de 2 km de extensão e pilares que chegam a quase 200 metros de altura. A construção liga Lisboa à charmosa cidade de Almada, famosa pelo Cristo Rei, estátua de braços abertos que é uma réplica do Corcovado do Rio de Janeiro, no Brasil.

Para conseguir belos ângulos do Ponte 25 de Abril, suba até a Torre de Belém ou o Padrão dos Descobrimentos. O panorama também é excelente a partir do Castelo São Jorge e do Miradouro da Graça. No entanto, a vista mais impressionante de todas continua sendo a do Cristo Rei.

#7 Livraria Lello (o Porto) +12 recomendações 3.8/5

No coração do Porto, a Livraria Lello impressiona pela arquitetura neogótica, destacando-se a escadaria vermelha e os painéis de madeira esculpida. Considerada uma das livrarias mais bonitas do mundo, ela guarda um vasto acervo literário. A famosa ligação com Harry Potter atrai multidões, já que J.K. Rowling morou na cidade e pode ter buscado inspiração por ali.

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#8 Elevador de Santa Justa (Lisboa) +12 recomendações 4.3/5

Com 45 metros de altura e ligando a Baixa ao Bairro Alto, o Elevador de Santa Justa é uma atração imperdível da capital portuguesa. O monumento e o mirante no topo encantam visitantes de todas as idades, garantindo ótimas recordações da sua viagem!

Visitar Lisboa e não subir no Elevador de Santa Justa é como ir a São Francisco e não ver a Golden Gate.

#9 Praça do Comércio (Lisboa) +11 recomendações 5/5

Este endereço, chamado com frequência de Praça do Comércio, forma o coração de Lisboa. Situado no bairro histórico da Baixa, o local é uma parada obrigatória na capital portuguesa.

Originalmente, o terreno abrigava o palácio e a residência da família real do país. O palácio foi construído em 1511 e era chamado na época de Terreiro do Paço.

Em 1755, o palácio foi destruído por um terremoto que devastou boa parte da cidade. Os arquitetos Eugénio dos Santos e Carlos Mardel decidiram então criar um espaço retangular de 3.500 metros quadrados cercado por grandes arcadas. A Praça do Comércio assumiu assim a forma que conhecemos hoje. Na época das grandes navegações, o local era onde especiarias, ouro e mercadorias vindas da América eram desembarcados, negociados e vendidos, o que explica o seu nome.

Em 1910, a praça foi pintada de rosa para proclamar o fim da monarquia e o início da república. Hoje, o amarelo substituiu o rosa, mas a república continua firme.

Atualmente, a Praça do Comércio abriga escritórios de diferentes ministérios e vários restaurantes se instalaram sob as arcadas. É um lugar cultural e historicamente rico onde vale a pena caminhar sem pressa. A localização é privilegiada, voltada para a foz do Tejo, de onde se avista a Ponte 25 de Abril, aquela ponte vermelha que lembra uma versão em miniatura da ponte de São Francisco. Do lado oposto ao Tejo, ergue-se um arco triunfal decorado com figuras emblemáticas da história portuguesa, como Vasco da Gama e o Marquês de Pombal. No centro da praça, reina uma estátua equestre de Dom José I, obra do escultor Joaquim Machado de Castro, cujos trabalhos estão espalhados pela cidade.

Em suma, a Praça do Comércio é um ponto imperdível onde recomendo fazer uma pausa para se refrescar à sombra das arcadas após uma longa caminhada pela zona histórica.

#10 Palácio da Pena (Sintra) +10 recomendações 5/5

Surgindo das brumas da serra de Sintra, o Palácio da Pena é o primeiro castelo romântico da Europa. Suas fachadas em vermelho e amarelo, a mistura de estilos neogótico e manuelino, e um parque de 200 hectares o tornam um dos locais mais fotografados de Portugal. Atenção: agendamento obrigatório com horário marcado para acessar o interior.

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#11 Museu Nacional do Azulejo (Lisboa) +9 recomendações 4.7/5

O Museu Nacional do Azulejo é um museu situado em Lisboa, consagrado aos saberes em torno da fabricação dos azulejos, esses pequenos ladrilhos de faiança emblemáticos de Portugal. Fica entre as paredes de um antigo convento e guarda um acervo de cerca de 7.000 peças que mostram a evolução da arte azulejar desde o século XVI até hoje.

#12 Praça dos Restauradores (Lisboa) +8 recomendações 4.5/5

Situada ao norte da região do Rossio, no fim da Avenida da Liberdade, considerada a avenida mais bonita de Lisboa por Fernando Pessoa, a praça dos Restauradores comemora a revolta popular de 1640 contra a Espanha que permitiu a Portugal recuperar a sua independência após 60 anos de domínio hispânico. Bem no coração do centro histórico, você também vai encontrar o famoso Calçada da Glória, o elevador funicular da Glória, que leva você diretamente para o coração do Bairro Alto, bairro tradicional da capital portuguesa.

Uma imensa esplanada retangular cercada por edifícios dos séculos XIX e início do século XX, que abriga em seu centro um obelisco erguido por Antônio Tomás da Fonseca em 1866 graças a fundos nacionais e brasileiros. Cercado por duas estátuas de bronze que simbolizam a Vitória e a Liberdade, obras de Alberto Nunes e de Simões de Almeida, o obelisco ergue-se com imponência. Vale a pena parar para observar os detalhes. Os eventos mais marcantes da guerra da restauração estão gravados ali. É possível ler, por exemplo, que o tratado de paz foi assinado em 13 de fevereiro de 1668 e que várias batalhas aconteceram, como a batalha de Viçosa em 14 de junho de 1665, além de outras duas datas registradas em 17 de junho de 1665 e 1º de dezembro de 1640.

Na praça, você vai encontrar, entre outros pontos, o imponente Palacio Foz, que abriga um posto de turismo, o Eden Théâtre convertido em hotel de luxo ou ainda um Hard Rock Café, instalado no antigo cinema Condes dos anos 1950. Se tiver tempo, confira a programação do Palacio Foz. Administrado pelo Ministério da Culture (ministério da Cultura de Portugal), ele não fica aberto o ano todo, mas recebe regularmente exposições e pequenos concertos gratuitos. Frequentemente chamado de miniversalha por causa de sua sala dos espelhos, o local proporciona uma experiência especial quando há eventos.

#13 Museu Calouste Gulbenkian (Lisboa) +8 recomendações 4.5/5

O Museu Calouste Gulbenkian, nascido de uma coleção privada, é um dos espaços culturais mais importantes de Lisboa, em Portugal. Um pouco fora do eixo central, vale cada minuto da visita. Suas coleções atravessam quase cinco mil anos de história, desde a Antiguidade até o século XX, reunindo peças do Egito Antigo, do mundo oriental e grandes nomes da arte europeia, incluindo móveis art déco, joias, pinturas e obras em vidro de René Lalique. Cercado por um parque verdejante, o museu combina tranquilidade e um acervo fascinante.

#14 Grutas de Mira de Aire (Fátima) +8 recomendações 5/5

As Grutas de Mira de Aire formam o maior sistema espeleológico de Portugal, com 11,5 km de galerias formadas no Jurassico. Dos 600 metros abertos à visitação, o percurso desce 683 degraus por grandes salões calcários antes de retornar de elevador. Para quem busca uma imersão maior, a opção de espeleologia para iniciantes (Visita 5 Sentidos) explora as galerias selvagens por 2 horas.

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#15 Praça de Mouzinho de Albuquerque (o Porto) +6 recomendações 4/5

A praça Boavista é uma rotatória no bairro de Boavista, a área moderna da cidade do Porto. Além de suas árvores frondosas e belos jardins, a praça abriga ocasionalmente diversos eventos. Em seu centro, destaca-se o Monumento aos Heróis das Guerras Peninsulares, que comemora um conflito do século XIX entre as tropas napoleônicas, a Inglaterra e a Península Ibérica. Nos arredores da praça Boavista, ficam a Casa da Música, uma das obras-primas do arquiteto Rem Koolhaas, e o centro comercial Brasília, o primeiro shopping center de Portugal, construído em 1976.

Portugal: o país onde ainda se ouve o Atlântico nas vielas

Em Lisboa, o bonde amarelo range em uma viela tão estreita que os passageiros poderiam tocar nos azulejos das fachadas. O cheiro de sardinha grelhada sobe de um restaurante de bairro enquanto uma voz de fado escapa de uma janela aberta. Este país de navegadores cabe em uma faixa estreita de quilômetros entre a montanha e o oceano, mas guarda séculos de história e uma tranquilidade que explica por que tantos viajantes voltam sempre.

O destino que agrada a todo mundo

Este país conquista quase todos os perfis de viajantes. Os amateurs de culture (entusiastas da cultura) encontram mosteiros manuelinos e bairros históricos tombados pela UNESCO. As famílias aproveitam as praias monitoradas do Algarve e a infraestrutura completa. Os trilheiros descobrem rotas costeiras entre as mais bonitas da Europa. Os gourmands aproveitam uma gastronomia farta a preços justos.

O Portugal pode decepcionar quem busca um exotismo radical ou praias tropicais. O Atlântico continua gelado, mesmo no verão. As grandes cidades como Lisboa e Porto sofrem com o turismo de massa, que encareceu os preços e transformou alguns bairros. A língua portuguesa tem suas particularidades locais, mas com inglês você se vira na maioria das situações, o país é muito seguro e o transporte funciona bem.

Um orçamento acessível na Europa ocidental

O Portugal continua sendo um dos destinos mais em conta da Europa Ocidental. Reserve entre 70 e 120 euros por dia (cerca de 440 a 750 reais) para um viajante médio: hospedagem em hotel correto entre 60 e 100 euros (cerca de 375 a 625 reais) a diária, refeições entre 10 e 20 euros (cerca de 60 a 125 reais), e transporte urbano em torno de 1,50 a 2 euros (cerca de 9 a 12,50 reais) o bilhete de metrô.

Lisboa e Porto: duas almas, dois climas

O Castelo de São Jorge nas alturas de Lisboa

Lisboa exige esforço nas ladeiras. A capital se espalha por sete colinas e recompensa quem topa caminhar subindo. O bairro de Alfama, com suas ruas tortuosas e casas de fado, mantém a alma popular da cidade. O Castelo de São Jorge oferece uma vista panorâmica do rio Tejo e dos telhados cor de telha. O Bairro Alto ferve à noite com seus bares e restaurantes.

A ponte Dom Luís I no Porto

O Porto joga em outro estilo. Mais compacto e com um ritmo próprio, conquista com suas fachadas cobertas de azulejos azuis, a Ponte Dom Luís I cruzando o Douro e as caves de vinho na outra margem. O bairro da Ribeira, patrimônio da UNESCO, exibe suas casas coloridas à beira do rio. O Porto guarda um perfil mais bruto que Lisboa, menos moldado pelo turismo.

Dica de amigo: o bondinho 28 em Lisboa virou uma armadilha turística lotada. Prefira as linhas 12 ou 25 para uma experiência parecida sem a muvuka, ou pegue o bondinho no ponto inicial bem cedo.

Algarve: falésias douradas e águas cristalinas

Falésias do Algarve

O sul do país atrai fãs de praias espetaculares. As falésias douradas de Lagos despencam em águas de um azul inacreditável. A Praia da Marinha aparece sempre nas listas de praias mais bonitas da Europa. Albufeira concentra a vida noturna e os resorts para quem busca agito.

Para fugir da aglomeração, siga para o oeste. Sagres e o cabo São Vicente, o ponto mais sudoeste da Europa continental, revelam paisagens mais selvagens. A Costa Vicentina, protegida por um parque natural, guarda quilômetros de praias quase desertas como a Praia da Bordeira. Tavira, no leste, preserva um ritmo calmo com suas 37 igrejas e uma ilha acessível de barco.

Rumo ao Alentejo costeiro

Entre Lisboa e o Algarve, a reserva natural do estuário do Sado abriga golfinhos residentes que podem ser vistos em passeios de barco saindo de Setúbal. As praias de Comporta e Tróia atraem um público mais exclusivo, mas continuam preservadas. O parque natural da Arrábida esconde enseadas acessíveis apenas a pé.

O interior: vilas muradas e vinhedos em terraço

Óbidos e suas muralhas

Óbidos e suas muralhas medievais recebem os visitantes a uma hora de Lisboa. As ruas brancas enfeitadas com bougainvilles atraem bastante gente, mas o vilarejo mantém o charme. Monsaraz, no alto de uma colina diante do lago Alqueva, proporciona pores do sol memoráveis sobre o maior lago artificial da Europa.

Mais ao norte, Monsanto desafia a lógica com casas espremidas entre enormes pedras de granito. Esse vilarejo ganhou o título de o mais português de Portugal e vale a visita pela atmosfera fora do tempo. As Aldeias do Xisto, povoados de pedra nas montanhas do centro, oferecem trilhas e arquitetura preservada longe dos roteiros tradicionais.

Parque natural da Serra da Estrela

A Serra da Estrela, ponto mais alto de Portugal continental com 1.993 metros, tem até estação de esqui no inverno. O parque nacional de Peneda-Gerês, o único do país, guarda cachoeiras, pôneis selvagens e vilarejos onde o tempo parou. O vale do Douro, patrimônio mundial, estende seus vinhedos em terraços por 250.000 hectares. Um cruzeiro fluvial ou uma viagem de carro revelam algumas das paisagens mais fotogênicas da Europa.

Dica de amigo: Tomar, a uma hora de Lisboa, abriga o Convento de Cristo, antiga sede dos Templários e depois da Ordem de Cristo. Esse monumento excepcional recebe menos visitantes que Sintra e merece um dia inteiro de passeio.

As ilhas do Atlântico

Os Açores, a 1.500 km do continente, revelam um Portugal vulcânico e verdejante. São Miguel, a maior ilha, concentra lagoas de cratera como Sete Cidades e as fontes termais naturais de Furnas. A ilha das Flores, de acesso mais difícil, premia os aventureiros com cachoeiras e natureza intocada.

A Madeira, mais próxima da África do que de Lisboa, convida a caminhadas ao longo das levadas, canais de irrigação centenários que cortam a ilha por mais de 2.500 km. O clima subtropical permite caminhar o ano inteiro.

Na mesa portuguesa: bacalhau, grelhados e doces

Os famosos pastéis de nata

O bacalhau aparece em mais de 365 receitas segundo a lenda local. O bacalhau à brás mistura peixe desfiado, batata palha e ovos mexidos. As sardinhas assadas perfumam as ruas no verão, principalmente durante as festas de Santo Antônio em Lisboa no mês de junho. O caldo verde, sopa de couve com chouriço, esquenta as noites do norte.

Os pastéis de nata fazem por merecer a fama. Esses doces de massa folhada e creme tostado acompanham o café da manhã ou da tarde. A fábrica de Belém em Lisboa produz a receita original desde 1837, mas cada pastelaria defende o seu segredo. O vinho do Porto se prova nas caves de Vila Nova de Gaia, em frente ao Porto. O vinho verde, branco levemente frisante do norte, combina perfeitamente com frutos do mar.

Quando ir a Portugal?

O clima temperado permite visitar o país quase o ano todo. O sul e o Algarve continuam agradáveis mesmo no inverno, com termômetros em torno de 15 graus. O norte e o interior registram invernos mais frios e úmidos. A melhor época vai de maio a outubro no continente.

O verão atrai multidões para o litoral e encarece os preços. A primavera e o outono oferecem o meio-termos ideal: clima ameno, fluxo moderado de turistas e tarifas mais baixas. A Madeira recebe visitantes o ano todo graças ao clima subtropical. Os Açores ficam melhores no verão, de junho a setembro, quando as temperaturas batem 22 a 25 graus.

Como chegar a Portugal?

O avião continua sendo a opção mais rápida. Conte com 2h de voo desde Paris para o Porto, 2h30 para Lisboa ou Faro. Companhias de baixo custo como Transavia, easyJet ou Ryanair oferecem passagens a partir de 30 a 50 euros (cerca de 185 a 310 reais) o trecho comprando com antecedência.

Ir de trem a partir da França é demorado e pouco vantajoso. Para a Madeira, espere 4 horas de voo de Paris. Os Açores exigem cerca de 5 a 6 horas com conexão em Lisboa. A TAP Air Portugal opera a maioria das rotas para as ilhas. Quem viaja com passaporte brasileiro precisa apenas do passaporte válido, sem exigência de visto para turismo de curta duração; quem viaja com outra nacionalidade confere as regras do próprio passaporte.

Como circular por Portugal?

A rede ferroviária da CP liga as principais cidades do continente. O trecho Lisboa-Porto leva cerca de 3 horas em trem rápido por 25 a 35 euros (cerca de 155 a 215 reais). Garanta os bilhetes com antecedência porque os trens lotam rápido, especialmente nos fins de semana.

O aluguel de carro é indispensável para explorar o Algarve, o Douro ou o Alentejo. Espere gastar de 25 a 40 euros por dia (cerca de 155 a 250 reais) em um modelo compacto. As rodovias estão em bom estado e cobram pedágio. Nos Açores, o ferry conecta as ilhas e serve de alternativa cênica ao avião para quem tem mais tempo.

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