Le Caire

Top 7 das cidades mais bonitas de Egito para visitarClassificação 2026

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As cidades de Egito preferidas dos nossos membros, aprovadas pela redação

#1 o Cairo +47 recomendações

A capital egípcia é a maior metrópole da África e reúne um acervo histórico milenar que atrai visitantes do mundo inteiro. As pirâmides de Gizé, as mesquitas do Cairo Islâmico e as igrejas seculares do bairro copto formam o cenário dessa megalópole. Complete o roteiro com uma caminhada pelos bazares e um passeio de felucca no Nilo.

Imperdíveis

#2 Assuão +27 recomendações

Na margem direita do Nilo, Assuão é a última grande cidade no sul do Egito e funciona como um oásis de frescor no coração do deserto. Antiga porta de entrada para o Reino da Núbia, a cidade também abriu caminho para a África subsaariana, onde caravanas e rotas comerciais moldaram sua história. Muitas vezes vista apenas como uma parada rápida antes dos templos de Abu Simbel, ela possui um charme único graças a uma paisagem verdejante, ilhas charmosas e sítios históricos marcantes.

Um souk imperdível

Localizar-se em Assuão é bem simples, a corniche margeia o Nilo por vários quilômetros e concentra a maior parte dos restaurantes e cafés. Com um calçadão bem cuidado, o local convida a uma caminhada agradável enquanto as ruas perpendiculares revelam o ritmo da cidade. O souk é o ponto mais vibrante desse cenário. De dia ou de noite, esse grande mercado coberto ferve com vendedores, e as bancas transbordam produtos egípcios e africanos, como perfumes, especiarias, roupas, artesanato, incensos, frutas e flores. É o lugar certo para pechinchar, e nos arredores a cultura núbia se revela através de objetos tradicionais como amuletos, bijuterias e cestaria. O espaço é uma explosão de cores e aromas. A principal especialidade gastronômica de Assuão é o pombo recheado com arroz, servido em espetos ou simplesmente grelhado, figurando em grande parte dos cardápios locais. A molokhia, tradicional sopa verde, pratos à base de berinjela, os mezzes, o tahini e os peixes formam uma culinária de personalidade forte, perfeita para acompanhar com o pão egípcio fresco, sucos naturais e um café núbio com cardamomo.

Navegando de ilha em ilha

Em frente ao centro, a ilha Elefantina é imperdível. Basta pegar uma felucca para atravessar, pois esses pequenos barcos a vela são os meios de transporte mais tradicionais em Assuão. Siou e Koti, dois vilarejos núbios, ficam escondidos entre plantações e palmeirais, onde as casas coloridas encantam e o tempo parece ter parado. Vale a pena visitar as ruínas do templo de Khnum, a divindade com cabeça de carneiro, e observar no complexo arqueológico o nilômetro, a escadaria histórica usada para medir o nível da cheia do Nilo. Colunatas cobertas de hieróglifos completam o cenário, enquanto ao fundo avista-se o elegante mausoléu em granito rosa do Aga Khan, erguido em 1959 no alto de uma colina sobre as águas. Um pequeno museu dedicado à cultura núbia aprofunda o conhecimento sobre as tradições locais e a história da região, profundamente marcada pela construção da alta barragem de Assuão, que pode ser visitada, assim como o recente Museu do Nilo.

A ilha vizinha é um verdadeiro refúgio verde, pois em Kitchener Island fica o fabuloso Jardim Botânico, criado em 1896, cuja exuberância impressiona em contraste com a aridez do deserto. Plantas, flores e árvores trazidas da África equatorial, da Índia e da Ásia tropical criam um cenário surpreendente. O contraste com as margens de areia é imediato, transformando o espaço em um santuário para diversas espécies de aves cujo canto embala o passeio.

Na margem ocidental do Nilo, as tumbas dos Nobres destacam-se pela longa rampa de acesso aos sarcófagos, um local misterioso que oferece uma vista panorâmica incrível da região. Pouco mais a oeste, o Mosteiro de São Simeão coroa o topo de um platô. Até 1321, o local abrigava trezentos monges e o complexo de quatro edifícios permanece como um dos monumentos cristãos mais importantes do país. Com muralhas de 8 metros de altura, ele lembra uma fortaleza medieval e está incrivelmente preservado. A cerca de 2 km de Assuão, a antiga pedreira de granito abriga o obelisco inacabado. Esculpido há cerca de 1.500 anos antes da nossa era, o ambicioso projeto da rainha Hatshepsut foi abandonado após uma rachadura na rocha, deixando para trás um vestígio colossal ainda preso à rocha matriz. A dez quilômetros dali, na ilha de Philae, o Templo de Ísis, datado do século IV antes da nossa era, coroa a viagem: Assuão é um destino fascinante e autêntico.

Quando ir

O clima é árido e seco, muito agradável de dezembro a fevereiro com temperaturas amenas, enquanto de junho a setembro o calor pode ser intenso.

Como chegar

Há voos disponíveis para o Aeroporto Internacional de Assuão, localizado a 20 km do centro da cidade, com opções de táxis e transporte público para o trajeto. Partindo do Cairo, a 840 km de distância, você pode optar por um trem noturno, que é uma alternativa prática e confortável, além de ônibus rodoviários ou de um voo doméstico direto de 1h20.

Imperdíveis

#3 Luxor +25 recomendações

Luxor concentra a maior concentração de vestígios faraônicos do mundo. A antiga Tebas revela os templos monumentais de Karnak e Luxor, a misteriosa Vale dos Reis e o templo de Hatshepsut cravado na falésia. Entre as duas margens do Nilo, três milênios de história aparecem a cada passo nesta capital do Egito Antigo que virou um museu a céu aberto obrigatório.

Imperdíveis

#4 Abu Simbel +17 recomendações

No sul do Egito, Abu Simbel poderia ter continuado como um vilarejo sem grandes pretensões, muito conhecido apenas por motoristas de carga devido à proximidade com a fronteira sudanesa. Isso se a antiga Núbia não tivesse deixado dois tesouros inestimáveis escondidos sob a areia: o grande templo de Ramsés II e o templo de Nefertari, descobertos em 1813 e 1817 por exploradores da Suíça e da Itália. Ameaçados pelas águas do Nilo, eles precisaram ser deslocados em 160 metros em 1964. Foram necessários três anos e meio e três mil operários para liberar e cortar os blocos, uma operação colossal que fascinou o mundo inteiro e mudou para sempre o destino de uma pequena cidade anônima na região de Aswan. Às margens do lago Nasser, Abu Simbel agora recebe milhões de visitantes.

Um refúgio de tranquilidade

A proximidade com o deserto faz de Abu Simbel uma parada cheia de personalidade e, embora explorar as ruínas arqueológicas seja a principal atividade, vale a pena passar pelo menos uma noite por lá. Alguns hotéis prestam uma verdadeira homenagem à cultura núbia, e sua arquitetura e decoração tradicionais têm um charme único. Nos pequenos restaurantes, destaca-se uma culinária marcante com especialidades como o tahina de gergelim, o babaghanouj (purê de berinjela) e, claro, o foul, um cozido de favas. Quem gosta de doces e novidades adora o mehallabeyya, um creme com água de rosa e pistaches. Dizem que o café núbio é um dos melhores do mundo, mas o chá de hibisco não fica atrás.

Além das excursões pelo deserto, outro ponto forte de Abu Simbel é o lago Nasser, um cenário magnífico que funciona como um mar no meio da aridez. Entre os papiros, aves como várias espécies de garças escolheram a área como lar, criando um refúgio maravilhoso, longe de qualquer agitação urbana e banhado por uma luz excepcional. Em suas margens, o faraó se ergue como um soberano imutável que vigia suas terras.

Ramsés II, imenso e eterno

Em um país repleto de sítios antigos notáveis, o de Abu Simbel é certamente um dos mais marcantes. Nas antigas colinas sagradas de Meha e Ibshek, Ramsés II iniciou uma obra colossal logo no início de seu reinado, em 1279 antes da nossa era, e ficar diante de tudo isso hoje em dia causa uma vertigem absoluta. Os templos foram esculpidos diretamente nas falésias de arenito; o maior deles é dedicado ao culto de várias divindades, incluindo Rá-Horakhty com cabeça de falcão e o próprio Ramsés. A fachada de 33 metros é composta por quatro estátuas de cerca de 20 metros que não deixam dúvidas sobre sua imponência. Vestido com um saiote, coroado com o nemés e usando uma barba postiça, o faraó reina em toda a sua glória. No interior, uma sala hipostila com gravações de uma delicadeza hipnotizante e dez salas laterais antecedem a sala das estátuas, também gigantescas. As paredes contam vitórias, como a da batalha de Cades e os feitos contra os hititas e os líbios. A genialidade dos construtores por trás desse templo desmedido está em um detalhe fascinante: a cada equinócio, em fevereiro e outubro, tudo foi planejado para que um raio de sol penetre o santuário e ilumine a estátua de Ramsés no dia do seu aniversário.

A poucos metros de distância fica o templo dedicado a Nefertari, primeira esposa e favorita de Ramsés II, divinizada sob a forma de Hátor. É um espaço mais intimista, com seis estátuas de 10 metros de altura na fachada, sendo quatro com a effigie do faraó, além de baix-reliefs suntuosos e esculturas dos filhos aos pés dos pais. A rainha aparece com sua coroa de chifres e plumas altas, imponente em sua beleza. Por dentro, textos e relevos celebram o casal, às vezes com ternura, ao lado das divindades. À noite, um espetáculo de som e luz ilumina o local, provando que, embora Ramsés II já não exista, ele continua reinando e fascinando.

Quando ir

A estação quente vai de maio a outubro, com um clima árido, seco e muitas vezes escaldante. Janeiro é o mês mais fresco; se você prefere fugir do calor, o período entre fevereiro e abril é ideal. Para evitar as multidões, o conselho é visitar os templos bem cedo pela manhã.

Como chegar

Muitos viajantes optam pela rota aérea via Cairo até Aswan, já que Aswan fica a 280 km de Abu Simbel. A estrada cruza o deserto e pode ser feita de ônibus ou com um motorista particular. Outra alternativa muito procurada é fazer um cruzeiro pelo Nilo que inclua uma parada em Abu Simbel. A cidade também conta com um aeroporto, e o voo a partir de Aswan dura 45 minutos.

Imperdível

#5 Gizé +10 recomendações

A cerca de vinte quilômetros do Cairo, na direção sudoeste, Gizé funciona quase como uma extensão da metrópole. Situada na margem esquerda do Nilo e conectada à capital por uma ponte, a cidade se divide em bairros com identidades marcantes. Milhões de pessoas chegam todos os anos atraídas pela chance de ver de perto a última das sete maravilhas do mundo antigo ainda de pé: a pirâmide de Quéops. No planalto e na necrópole, outras duas pirâmides completam esse conjunto faraônico do Império Antigo, vigiado de perto pela famosa Esfinge. É difícil competir com testemunhos históricos tão marcantes, o que torna Gizé uma parada obrigatória.

A cultura em todas as suas formas

Misturando conjuntos habitacionais populares, hotéis de luxo e a ilha de Qorsaya, onde vivem pescadores e agricultores, Gizé surpreende pela diversidade. Esse cenário urbano ilustra o desafio de integrar um sítio milenar à rotina de uma metrópole contemporânea. Movimentada e cheia de vida, a cidade abriga o bairro de Mohandessin, que aposta na elegância, no comércio, em restaurantes e cafeterias. Nos dias de jogos, a torcida do clube Al Ahly transforma a atmosfera. O bairro de Kit Kat, por sua vez, tem um perfil mais popular, conhecido pelas oficinas de cerâmica e artesanato em faiança. Entre os edifícios que merecem destaque, a imensa Universidade do Cairo, fundada em 1908, exibe uma arquitetura impressionante, e logo ao lado fica o Jardim Botânico Al-Orman, um dos pulmões verdes da região. Com seus 12 hectares repletos de cactáceas e árvores frondosas, o espaço continua sendo um refúgio tranquilo. Instalado em uma antiga mansão, o museu Mohamed Mahmoud Khalil reúne pinturas do século XIX, com forte presença de artistas franceses. Nomes como Delacroix, Gauguin, Monet e Van Gogh dividem espaço com telas orientalistas em plena terra dos faraós. A herança cultural também se revela na comovente casa-museu de Taha Hussein, um endereço intimista essencial para compreender a trajetória de um dos intelectuais e escritores mais influentes do século XX.

O artesanato se eleva à categoria de arte no Centro Ramses Wissa Wassef, onde a tecelagem conduz um projeto pedagógico premiado pela excelência técnica e pela filosofia humanista. Instalado em um projeto arquitetônico autoral, o passeio combina beleza e aprendizado em uma experiência marcante.

Bem perto da avenida Al Bahr Al Aazam, uma atração diferente propõe uma viagem no tempo: o Vilarejo Faraônico transporta o visitante para o Antigo Egito por meio de recriações detalhadas. Cenas cotidianas, ofícios ancestrais, vestimentas e trilhas sonoras reconstituem figuras históricas em cenários inspirados na Núbia. Esportes, jogos e áreas infantis completam a programação antes do encontro definitivo com as pirâmides reais, erguidas há quatro mil e quinhentos anos.

Diante das Pirâmides e da Esfinge

Poucos quilômetros adiante, no planalto desértico, as três maiores pirâmides do Egito dominam a paisagem. A de Quéops ocupa o centro do complexo funerário, servindo como tumba monumental e sendo a mais antiga do grupo. Com 146 metros de altura, é também a mais massiva, construída com blocos de calcário de 2,5 toneladas cada, reunindo imponência e mistério. A visita ao interior exige caminhar por passagens estreitas até a câmara do sarcófago. Logo ao lado aparecem as pirâmides de Quéfren e Miquerinos, de proporções menores, além das tumbas das rainhas, ruínas de templos funerários e antigas estruturas subterrâneas.

Construída por volta de 2590 a.C., a Esfinge, com 73 metros de comprimento e 20 metros de altura, vigia o conjunto arquitetônico. Tallhada diretamente na rocha de um único bloco, essa guardiã imutável de nariz danificado combina corpo de leão e cabeça humana. Embora a identidade exata do faraô retratado ainda gere debates, o monumento reflete o desejo de eternidade de seus criadores.

Quando ir

Com temperaturas na casa dos 32° na primavera e no outono, essas estações intermediárias oferecem o clima mais agradável para explorar Gizé e caminhar pelo sítio arqueológico. O verão registra dias intensos de calor seco, enquanto o inverno traz temperaturas amenas, com média de 14°.

Como chegar

O complexo das pirâmides fica a 8 km do centro de Gizé, que por sua vez dista cerca de vinte quilômetros do Cairo. Ônibus e táxis fazem a conexão entre os pontos. Há voos diretos e com conexões para o Cairo a partir de várias capitais e grandes aeroportos internacionais.

Imperdível

#6 Sharm el-Sheikh +9 recomendações

Na península do Sinai, um ponto de grande importância militar, Sharm el-Sheikh transformou-se em um destino de praia totalmente voltado para o turismo... o que os viajantes em busca do Egito autêntico talvezchem de lamentar.

Em um país de ritmo intenso, esta parada funciona como um momento de trégua onde reencontramos alguns padrões ocidentais. O visual natural é o ponto forte desta antiga vila de pescadores, que conta com um porto bastante movimentado, embora as restrições à navegação comercial tenham desacelerado o ritmo local. Praias excelentes, a transparência da água do Mar Vermelho e uma vida submarina impressionante criam um cenário fantástico para receber os visitantes.

Um centro urbano focado no turismo

A cidade se estende por dezenas de quilômetros ao longo da costa, que se divide em uma série de baías. A de Naama é a maior de todas e funciona como o coração turístico de Sharm el-Sheikh. A praia de areia branca oferece visuais marcantes, enquanto as montanhas recortadas em tons avermelhados contrastam com o azul intenso do céu e da água, exibindo toda a atmosfera marcante do Egito.

Restaurantes e baladas animadas

Bastante movimentada após o pôr do sol, esta área concentra discotecas, bares e atrações como o Hollywood, um parque de diversões chamativo. A oferta de restaurantes é ampla, sendo o lugar ideal para provar frutos do mar, peixes, o tradicional pombo recheado e também o reyash dani, costeletas de cordeiro servidas com molho de iogurte e hortelã.

Compras para todos os estilos

Lojas se espalham por todo o calçadão à beira-mar, mas as do Old Market parecem menos artificiais. Ruas de pedestres, pavimentadas e coloridas, exibem postes e vasos em estilo parisiense nas calçadas, um contraste curioso que define bem a identidade de Sharm el-Sheikh. Lembranças, luminárias, pufes e especiarias preenchem as vitrines, enquanto cestos de vime transbordam de produtos locais.

A Mesquita Al Mustafa, o marco principal de Sharm el-Sheikh

Em meio ao agito, a Mesquita Al Mustafa se destaca com imponente imponência. Esta obra arquitetônica recente impressiona com seus dois minaretes de 76 metros de altura em estilo otomano. Uma área específica é aberta aos visitantes, desde que as normas religiosas locais sejam respeitadas.

O que ver na região

O deserto do Sinai

Na imensidão do deserto do Sinai, passeios de camelo, cavalo e quadriciclo estão sempre disponíveis. A subida ao Monte Sinai é uma possibilidade real, embora dependa das condições de segurança. Trata-se de uma experiência memorável que exige acompanhamento de guia, cerca de três horas de trajeto, uma caminhada até os 2.285 metros de altitude e memórias para a vida toda. Logo ao sopé, o mosteiro de Santa Catarina, datado do século VI, proporciona um mergulho profundo na história.

Natureza preservada e fundo do mar fascinante

A água do Mar Vermelho é sem dúvida o grande tesouro da região. Cristalina, morna e transparente, ela esconde um mundo marinho de biodiversidade incomparável que atrai mergulhadores do mundo todo. Embora algumas baías sofram com o desgaste do turismo, as áreas protegidas mantêm locais intactos, perfeitos tanto para iniciantes quanto para quem já domina o snorkeling.

O Parque Nacional de Ras Mohammed

Sharm el-Sheikh é cercada por dois parques nacionais. Ao sul, a área de Ras Mohammed funciona como um verdadeiro refúgio natural onde novas construções são proibidas, revelando manguezais, pântanos salgados e uma fauna rica. É um dos melhores ecossistemas do planeta para observar recifes de corais intocados, além de milhares de espécies de peixes coloridos, estrelas-do-mar e moluscos.

Outras reservas naturais

Mais adiante, Shark Reef abriga espécies maiores como barracudas, atuns e até tubarões. O Parque de Nabq, localizado a 25 km, também impressiona pela vegetação e pela rica avifauna.

Por sua vez, Ras Nasrani apresenta um recife pontilhado de grandes baías e formações coralíneas. Partindo do píer, os passeios de barco proporcionam momentos únicos em que os golfinhos nadam bem perto de você, fazendo qualquer artificialismo urbano desaparecer diante daquela paisagem.

Especialidades culinárias locais

Embora Sharm el-Sheikh seja famosa por seus peixes e frutos do mar frescos, a cidade também serve pratos tradicionais da culinária egípcia.

Entre eles destaca-se o koshari, uma mistura reconfortante de macarrão, arroz, lentilhas e grão-de-bico, coberta com molho de tomate temperado. O foul moudammas, feito com favas cozidas lentamente e temperadas com azeite, alho e limão, é outra opção muito consumida.

Para quem prefere doces, a basbousa, um bolo de sêmola embebido em calda doce, é uma sobremesa egípcia imperdível.

Onde comer?

  • El Masrien Restaurant (Cidade Antiga) : Localizado no bairro histórico, este restaurante serve pratos egípcios tradicionais em um ambiente rústico.
  • Fares Seafood Restaurant (Il Mercato) : Conhecido por servir frutos do mar frescos em porções fartas, é parada obrigatória para quem gosta de peixes.
  • Rangoli (Baía de Naama) : Uma alternativa excelente para quem quer saborear pratos indianos acompanhados de uma vista panorâmica para a baía de Naama.
  • Pomodoro (Baía de Naama) : Um restaurante italiano que prepara massas frescas, molhos encorpados e pizzas assadas no ponto certo.

Onde dormir?

  • Four Seasons Resort Sharm El Sheikh (Shark's Bay) : Um resort de alto padrão com faixa de areia privativa, piscina em estilo lagoa e restaurantes de culinária mediterrânea, árabe e italiana.
  • Royal Savoy Sharm El Sheikh (Soho Square) : Misturando cinco estrelas e traços da arquitetura egípcia, este hotel dispõe de vilas exclusivas com piscina própria e vista para o mar, além de ótimas opções gastronômicas.
  • SUNRISE Arabian Beach Resort (Sharks Bay) : Situado de frente para o mar, o complexo oferece quartos refinados, várias piscinas e restaurantes com cardápios internacionais.
  • Rixos Sharm El Sheikh (Nabq Bay) : Um resort all-inclusive exclusivo para adultos com sete piscinas, nove bares e sete restaurantes à la carte, cercado por palmeiras e com vista privilegiada para o Mar Vermelho.

Quando ir?

Com um fluxo menor de turistas, o outono e a primavera são as melhores épocas para aproveitar a cidade com clima seco e temperaturas agradáveis. Nos meses de verão, os termômetros costumam registrar picos de calor de até 46 graus.

Como chegar?

Saindo do Brasil, não há voos diretos, sendo necessário fazer pelo menos uma conexão em capitais europeias ou no Oriente Médio. O Aeroporto Internacional de Sharm el-Sheikh fica a 17 km do centro, e o trajeto pode ser feito de ônibus ou táxi. Trata-se do segundo maior aeroporto do país, ficando atrás apenas do do Cairo.

Como circular?

Os taxis e os translados de hotéis são as alternativas mais práticas de transporte, embora seja recomendável negociar o valor da corrida antes de embarcar, pois os veículos geralmente não usam taxímetro. Para ganhar liberdade nos deslocamentos, alugar um carro é uma possibilidade, mesmo que o trânsito local exija bastante atenção.

Por fim, em áreas muito frequentadas por turistas como a baía de Naama, caminhar a pé é a melhor forma de aproveitar o movimento das ruas.

Imperdível

#7 Alexandria +2 recomendações

Segunda maior metrópole do país depois do Cairo, Alexandria é uma cidade vibrante e repleta de contrastes que convivem em harmonia. Sua história começou com Alexandre o Grande em 331 antes da nossa era, e o conquistador macedônio certamente se orgulharia de ver sua fundação transformada em um próspero polo. Centro industrial, universitário e portuário que resistiu a guerras e terremotos ao longo dos séculos, esta metrópole no noroeste do delta do Nilo mantém uma energia inabalável. Por aqui passaram os impérios romano e bizantino, o cristianismo primitivo, o califa Omar e o general Bonaparte, sem contar o impulso econômico trazido pelo canal de Suez. Toda essa trajetória faz dela um destino indispensável, onde ruínas antigas dividem espaço com a herança greco-romana e uma atmosfera moderna.

Um litoral repleto de marcos históricos

Uma caminhada ao longo de la corniche (o calçadão costeiro) é a melhor maneira de começar a explorar Alexandria. Durante o dia, pescadores e comerciantes ocupam o calçadão, que ganha um ritmo intenso assim que o sol se põe. No porto, os barcos de pesca compõem o cenário, e embora o famoso farol original tenha desabado após o terremoto de 1303, é possível sentir o peso daquela que foi uma das sete maravilhas do mundo visitando a citadelle de QaitBay, erguida exatamente sobre as fundações antigas utilizando blocos de pedra originais. Essa fortaleza defensiva de 1477 exibe arcos de pedra e portões esculpidos de frente para o mar. Submersas nas imediações, relíquias como esculturas de esfinges e colunas podem ser conhecidas de perto no Musée de la Marine, instalado no local. Bem perto dali, la Mosquée Abu el-Abbas el Mursi se destaca com seus cinco domos e dois minaretes.

No mesmo bairro, le Musée des Bijoux Royaux ocupa o antigo palais du Roi Farouk, um edifício com vitrais elaborados e decoração em estilo renascentista que guarda joias da família real desde o século XIX. Seguindo pela orla, a arquitetura futurista em semi-esfera de la Bibliothequa Alexandrina abriga a maior sala de leitura do mundo, milhões de volumes e um acervo museológico dedicado a manuscritos raros. Pouco mais adiante na mesma avenida costeira fica o imponente Pont Stanley, um mirante privilegiado sobre o Mediterrâneo e um dos pontos mais bonitos da cidade para assistir ao pôr do sol.

Um roteiro entre diferentes impérios

O vestígio clássico mais imponente de Alexandria é la colonne de Pompée, cujos 30 metros de altura dão uma ideia da escala do l'immense temple du Sarapis que existia no local no final do século IV. Trois sphinx en granit rose cercam o monumento em um parque arqueológico que abriga galerias subterrâneas. Peças resgatadas nessas escavações, como a cabeça de mármore de Serápis e representações do touro Apis, estão expuestas no Musée gréco-romain, que reúne milhares de relíquias do século III antes da nossa era e figura como le plus important du monde na categoria. Na zona leste, no bairro El Mandara, le Palais de Montazah construit en 1892 impressiona com sua torre alta e fachada simétrica de inspiração turca e florentina. Embora o interior não receba visitas, seus 150 hectares de jardins com palmeiras e canteiros floridos estão abertos ao público. La Mamoura Beach fica nas proximidades e oferece uma ótima opção de faixa de areia.

Les bars et restaurants du front de mer sont parfaits para provar pratos locais como o Kouchari, combinação de arroz, lentilhas e molho de tomate, os frutos do mar chamados balah el-bahr ou as gandofli, amêijoas preparadas com alho. Nas ruas, as barracas vendem falafels e o popular hawawshi, um pão pita recheado com carne temperada. Alexandria entrega uma experiência memorável em cada esquina.

Como chegar

Voos internacionais chegam ao aeroporto de Borg el Arab, situado a 48 km do centro, já que o terminal principal de Alexandria passa por reformas. O trajeto até a cidade pode ser feito de táxi ou ônibus. Para quem prefere viajar a partir do Cairo, há opções diárias de ônibus, trem e voos domésticos.

Quando ir

Com temperaturas que variam de 18°C em janeiro a 31°C em agosto, o clima permanece agradável ao longo de todo o ano, embora o calor se intensifique entre maio e outubro.

Imperdível

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