<h2>Uma atividade típica de Budapeste</h2>
<p>Como o meu objetivo é «visitar todas as capitais do mundo», eu obviamente precisava passar um fim de semana em <strong>Budapeste</strong>. Como de hábito, fui pesquisar na internet o que fazer e ver por lá; para minha grande surpresa, a atração número 1 era uma sessão de tiro com armas de fogo.</p>
<p>Apesar da minha aversão a armas (e também do meu medo, sem dúvida, já que fecho os olhos a cada batida de martelo…), decidi arriscar. Afinal, era uma atividade bem original, não é? Minha escolha acabou recaindo sobre o <strong><a href="http://www.celeritas-sch.com/" rel="nofollow" target="_blank">Celeritas Shooting Club</a></strong>, que tinha avaliações muito boas e parecia oferecer uma ótima variedade por um preço mais do que competitivo!</p>
<h2>Celeritas Shooting Club, um bom custo-benefício</h2>
<p><img alt="Greatest Hits Package" src="/Avygeo/uploads/37/articles/thumb_pic_53344428c17b6.jpg" style="float:right; height:250px; width:188px"/>É preciso reservar com antecedência pelo site deles, escolhendo o <em>pacote</em> que mais lhe agrada. Escolhi o «<strong>Greatest Hit</strong>», que me pareceu bem legal (basicamente incluía nomes de armas que costumo ver em filmes ou romances…).</p>
<p>Chego então a Budapeste, aproveito um pouco da cidade com os 40 graus que faziam lá, e logo chega a hora de pegar o trem para ir até o Celeritas. De fato, fica um pouco afastado do centro, então táxi ou transporte público são indispensáveis. No meu caso, peguei o bonde seguido pelo trem, e foi bem tranquilo.</p>
<p>Uma vez no destino, nos deparamos com uma zona industrial e começamos a nos perguntar se estamos realmente no lugar certo (ou se caímos em alguma armadilha estilo o filme <em>O Albergue</em>…). Encontrando o prédio certo, a gente se acalma um pouco, mesmo estando sob abóbadas de pedra, com uma porta estilo prisão nos separando das salas «armadas».</p>
<p>Assinamos um termo de responsabilidade, recebemos óculos de proteção e um protetor auricular. Em seguida, somos levados para a estande de tiros. Eles explicam rapidamente como atirar sem correr o risco de matar alguém ou arrancar a própria mão com uma arma semiautomática, antes de nos apresentar as armas. No meu caso, éramos pessoas em número suficiente para atirar duas a duas.</p>
<p>Eles pedem voluntários para começar e, tomado por uma loucura repentina, me ofereço com uma rapidez que me surpreendeu (e que eu quase me arrependi no instante em que começou).</p>
<p><img alt="AK-47" src="/Avygeo/uploads/37/articles/thumb_pic_533443462e143.jpg" style="float:left; height:188px; width:250px"/>Talvez os 40 graus estivessem afetando o subsolo. Talvez eu seja meio medrosa também. O fato é que comecei a suar frio rapidamente! Começamos com a arma menor, mas eu já estava tensa naquele momento. À medida que avançávamos para armas mais pesadas, meu estresse aumentava (assim como o cansaço dos meus ombros: caramba, esse arsenal todo é muito pesado!).</p>
<p>Quando cheguei ao <strong>magnum</strong>, a explosão no momento do disparo me deu um susto danado. Mas preciso admitir que também é emocionante! Eu tinha visto uns caras empolgados vestidos de Rambo chegando ao clube, mas francamente, com a arma na mão, não me deu vontade nenhuma de brincar! Fiquei muito consciente do «poder» e do perigo daquela situação.</p>
<p><img alt="Shooting post-shooting" src="/Avygeo/uploads/37/articles/thumb_pic_5334417e32be0.jpg" style="float:right; height:188px; width:250px"/>Chegando aos calibres mais pesados, eu mal conseguia levantá-los de tão cansados que meus braços estavam! Foi aí que, por sugestão do nosso instrutor, pude atirar com a <strong>espingarda</strong> segurando-a na altura da cintura; devo dizer que isso foi bem legal…</p>
<p>Assim que nosso pacote acabou, chegou a hora da sessão de… fotos! Muito mais à vontade nesse elemento (e com as armas já descarregadas), o instrutor vira fotógrafo e é muito divertido poder bancar o <em>gangsta</em> ou o James Bond, além de garantir ótimas lembranças. A propósito, a gente também volta para casa com os papéis que serviram de alvo, mas no meu caso não dava para gabar de nada com os resultados!</p>
<h2>Uma reflexão sobre armas de fogo</h2>
<p>Ainda não sou fã de armas, mas estou bem satisfeita por ter vivido essa experiência. Por quê? Porque nos filmes a gente vê todo mundo carregando arma na cintura, atirando com uma mão só ou apontando para os outros de brincadeira… francamente, eu percebi o quão sério aquilo é, mesmo atirando apenas contra uma parede de pneus velhos, e por isso fiquei muito feliz por ter testado essas armas.</p>
<p>Também consegui entender o prazer de atirar com calibres menores na tentativa de melhorar a pontaria, pois ainda assim é difícil e acho que dá para encontrar satisfação e até um lado relaxante praticando essa atividade, como se fosse um esporte.</p>
<p>Em suma, uma atividade original, intensa e que talvez também permita que você conheça gente legal para um tour de <em>pubs</em> à noite?</p>
Comentários (1)