Varsovie

O que fazer em Varsóvia: as atrações imperdíveis

Procurando inspiração para visitar Varsóvia? Veja nossas dicas e seleções de atividades para aproveitar ao máximo sua passagem em Varsóvia.

Ranking das 2 atividades mais recomendadas pelos nossos membros

#1 Praça do Mercado da Cidade Velha +8 recomendações 5/5

Reconstruída pedra por pedra após sua destruição total em 1945, esta praça retangular encarna a resiliência polonesa. Admire suas fachadas barrocas coloridas e a estátua central da sereia com a espada. Para capturar toda a alma do lugar, visite as casas do lado Dekert de manhã cedo, antes da chegada das multidões turísticas.

#2 Castelo Real de Varsóvia +8 recomendações 5/5

Arrasado pelos nazistas em 1944, o Castelo Real de Varsóvia foi reerguido pedra por pedra graças a doações populares entre 1971 e 1984. Hoje patrimônio da UNESCO, abriga os aposentos dos reis da Polônia, uma sala repleta de telas de Canaletto que ajudaram a reconstruir o centro histórico e dois Rembrandt. Os jardins restaurados têm entrada franca.

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O mapa das atrações imperdíveis em Varsóvia

Varsóvia, a fênix da Europa Central

São 7h da manhã na praça do Mercado da Cidade Velha. As fachadas em tons pastel ganham um reflexo rosa-claro, as pedras da rua ainda brilham com o sereno da noite e apenas alguns corredores quebram o silêncio. Em poucas horas, essa mesma praça será o coração pulsante de uma capital com dois milhões de habitantes.

É assim em Varsóvia: uma cidade que sabe desacelerar e acelerar, uma metrópole que escolheu reconstruir pedra por pedra o que a guerra destruiu em 85%. Não estamos diante de uma cidade-museu congelada no passado, mas de uma capital voltada para o futuro, onde arranha-céus dividem o espaço com igrejas barrocas e o grafite colore os muros dos antigos bairros operários.

A surpresa do Leste Europeu

Se você procura um destino econômico com muita personalidade, Varsóvia merece sua atenção. A cidade atrai apreciadores de história contemporânea, fascinados por museus interativos e quem valoriza uma cena gastronômica em plena ebulição. Os notívagos encontram ótimas opções no bairro de Praga, enquanto os amantes da música podem ouvir Chopin de graça nos parques durante todo o verão.

Por outro lado, se você sonha com uma cidade pitoresque paralisada no tempo no estilo de Praga ou Cracovia, pode se sentir um pouco deslocado. Varsóvia assume suas cicatrizes, misturando arquitetura soviética com reconstruções e torres de vidro por toda parte. Essa mistura pode surpreender, mas conta uma história fascinante. A cidade é fácil de explorar a pé ou com um sistema de transporte público muito eficiente, dispensando o uso de carro.

Um orçamento amigável para o bolso

Reserve entre 200 e 400 zlotys por dia (cerca de 240 a 480 reais), dependendo do seu estilo de viagem. Uma cama em albergue custa de 65 a 90 PLN (cerca de 80 a 110 reais), e um quarto de hotel confortável sai por 220 a 300 PLN (cerca de 265 a 360 reais). Uma refeição completa em um bar mleczny custa menos de 22 PLN (cerca de 25 reais), enquanto um jantar em um bom restaurante fica entre 65 e 110 PLN (cerca de 80 a 135 reais).

A Cidade Velha e arredores: o coração reconstruído

Comece pela Barbacã, o antigo posto avançado das muralhas da cidade. Essa fortaleza circular marca a entrada de Stare Miasto, a Cidade Velha listada pela UNESCO não pela idade milenar, mas pelo feito da reconstrução. Cada edifício foi reerguido detalhadamente com base em pinturas de Canaletto e fotografias anteriores à guerra.

A Rynek Starego Miasta exibe suas casas coloridas ao redor da estátua da Sereia, símbolo da cidade cuja irmã gêmea estaria em Copenhague. Passe sob os arcos do castelo real para ver interiores suntuosos onde Napoleão conheceu Maria Walewska. Telas de Rembrandt e Bernardo Bellotto sobreviveram aos bombardeios e voltaram a decorar as paredes.

Dica de amigo: a entrada no castelo é gratuita às quartas-feiras. Chegue na hora da abertura para evitar os grupos escolares que costumam chegar por volta das 10h30.

Suba a rua Freta até Nowe Miasto, a "cidade nova" que na verdade data do século XV. Foi ali que nasceu Marie Curie, em uma casa convertida em um pequeno museu. A igreja da Santa Cruz, um pouco mais ao sul, guarda uma urna com o coração de Frédéric Chopin, embutida no segundo pilar à esquerda da nave. O compositor havia pedido que seu coração retornasse à Polônia, mesmo que seu corpo descansasse no Père-Lachaise.

Praga: o lado alternativo de Varsóvia

Atravesse o rio Vístula para conhecer um bairro que carregou fama ruim por muito tempo. Praga escapou dos bombardeios e preserva edifícios autênticos de antes da guerra, com fachadas descascadas, pátios internos enfeitados com imagens religiosas e marcas de balas que nunca foram tapadas. Roman Polanski filmou várias cenas de O Pianista ali porque o cenário não precisava de nenhuma montagem.

A região passou por uma grande transformação na última década. Artistas ocuparam antigas fábricas desativadas, os muros ganharam murais gigantescos e bares alternativos se multiplicaram na rua Ząbkowska. O Koneser Center, uma antiga destilaria de vodca, abriga galerias de arte, restaurantes modernos e o Museu da Vodca, com direito a degustação no final.

Dica de amigo: reserve um tour guiado de street art para não perder as melhores obras escondidas nos pátios. O Museu do Neon, na Soho Factory, exibe mais de 200 luminosos da época comunista.

Os museus da memória

Varsóvia abriga alguns dos museus mais marcantes da Europa sobre o século XX. O Museu POLIN, dedicado à história dos judeus poloneses, reconstrói mil anos de presença judaica através de galerias interativas impressionantes. A réplica da cúpula colorida de uma sinagoga de madeira do século XVIII já compensa a visita. Reserve de três a cinco horas para ver tudo.

O Museu do Levante de Varsóvia mergulha nos 63 dias de revolta ocorridos entre agosto e setembro de 1944. A imersão é total: há uma réplica de avião de caça pendurada no teto, a recriação dos esgotos por onde os combatentes da resistência passavam e depoimentos em vídeo de sobreviventes. É uma visita forte, mas fundamental para compreender a identidade da cidade.

O Museu Chopin, instalado no palácio Ostrogski, adota uma abordagem bem diferente. Cada visitante recebe um cartão magnético que aciona conteúdos multimídia conforme a preferência. Cabines individuais permitem ouvir a obra completa do autor. A entrada é gratuita às quartas-feiras.

Áreas verdes e o gigantismo soviético

O parque Łazienki e seus 76 hectares cercam a antiga residência de verão do último rei da Polônia. O Palácio na Água se reflete em um lago onde nadam cisnes e pátios. Entre meados de maio e o final de setembro, concertos gratuitos de Chopin acontecem todos os domingos ao meio-dia e às 16h, bem aos pés da estátua do compositor. Os moradores vão em família com cangas e toalhas para fazer piquenique.

É impossível ignorar o Palácio da Cultura e da Ciência, o presente de Staline aos poloneses que acabou virando um marco controverso. Com 237 metros, este colosso continua sendo o edifício mais alto do país. Os locais costumam brincar que o terraço panorâmico oferece a vista mais bonita de Varsóvia justamente porque é o único lugar de onde não se vê o próprio palácio. Subir até o 30º andar vale a pena para ter noção da imensidão da cidade.

Para uma vista mais reservada, suba até o jardim na cobertura da Biblioteca Universitária. Esse jardim suspenso de 10.000 m² fica debruçado sobre o Vístula e oferece um panorama incrível dos telhados e do horizonte moderno.

Onde comer e beber em Varsóvia?

A culinária polonesa é encorpada e reconfortante. Os pierogi aparecem em dezenas de versões: recheados com queijo fresco e batata, carne, cogumelos ou frutas nas opções doces. A sopa żurek, feita com farinha de centeio fermentada, costuma ser servida dentro de um pão italiano rústico escavado. O bigos, um cozido de repolho e carnes, passa horas no fogo apurando os sabores.

Para uma refeição sem frescuras, entre em um bar mleczny. Essas lanchonetes vêm da era comunista, quando serviam refeições subsidiadas aos trabalhadores. Elas continuam firmes com sua decoração espartana, sistema de bandejas e preços irrisórios. O Bar Prasowy, perto do centro, e o Bar Bambino proporcionam uma autêntica viagem no tempo culinária gastando menos de 22 PLN (cerca de 25 reais).

Se prefere um ambiente mais contemporâneo, siga para o mercado coberto Hala Koszyki, um antigo pavilhão Art Nouveau transformado em um food hall badalado com barracas de culinária internacional, microcervejaria e mesas ao ar livre. O Elektrownia Powiśle, instalado em uma antiga usina elétrica, repete a fórmula em um cenário industrial espetacular.

Os formigantes de plantão devem correr para a A. Blikle, uma confeitaria histórica aberta desde 1869 para provar os pączki, os tradicionais sonhos poloneses recheados com geleia de rosa. Já a chocolateria E. Wedel, em funcionamento desde 1851, serve um chocolate quente espesso que mais parece um creme.

Onde dormir em Varsóvia?

O bairro de ŚródmŚródmieście coloca você no meio de tudo, entre a Cidade Velha e os centros comerciais modernos. Os hotéis costumam ser mais caros ali, mas ganha-se na praticidade de fazer tudo a pé. A rua Nowy Świat e suas redondezas transbordam cafés e restaurantes.

Para um melhor custo-benefício, olhe para os bairros de Mokotów ou Żoliborz, que são residenciais e contam com ótima ligação de metrô. Já Praga atrai quem busca uma pegada alternativa, com hostels instalados em antigas construções industriais como o Hostel Fabryka.

As tarifas variam bastante: espere gastar de 65 a 110 PLN (cerca de 80 a 135 reais) em um dormitório compartilhado, de 220 a 350 PLN (cerca de 265 a 420 reais) por um quarto duplo padrão e de 430 a 650 PLN (cerca de 520 a 780 reais) em um hotel boutique. Os preços sobem nos feriados prolongados e nas férias de verão.

Como chegar e circular em Varsóvia?

O aeroporto Chopin fica a 10 km do centro. O trem SKM leva você à estação central em 20 minutos por cerca de 4,50 PLN (cerca de 5,50 reais), e o ônibus 175 faz o mesmo trajeto. Uma corrida de táxi custa de 45 a 65 PLN (cerca de 55 a 80 reais). O aeroporto Modlin, muito usado pela Ryanair, fica mais distante, exigindo cerca de uma hora de ônibus até o centro.

Partindo do Brasil, há conexões rápidas nas principais capitais europeias com companhias como Air France, LOT e outras. Quem já está na Europa encontra voos bate-volta acessíveis. O trem vindo de Berlim leva cerca de 6 horas, sendo uma alternativa interessante para quem prefere viajar sem pressa.

Na cidade, a rede de metrô, bondes e ônibus cobre tudo perfeitamente. Uma passagem simples custa cerca de 4,50 PLN (cerca de 5,50 reais), o passe diário sai por 18 PLN (cerca de 22 reais) e o passe de três dias custa 36 PLN (cerca de 44 reais). O sistema de bicicletas compartilhadas Veturilo oferece os primeiros 20 minutos de graça. Tanto a Cidade Velha quanto a região central são ótimas para caminhar.

Quando ir?

Os poloneses chamam setembro e outubro de "outono dourado", período em que os parques ganham tons avermelhados e o fluxo de turistas diminui bastante. Junho combina temperaturas agradáveis e dias longos. O verão costuma ser quente, sendo a alta temporada com tarifas mais altas e os famosos concertos de Chopin nos parques.

O inverno é rigoroso, com temperaturas abaixo de zero, mas os mercados de Natal dão um brilho especial à cidade e os preços de hospedagem caem bastante.

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Resumo das avaliações

Sobre a cidade

4 avaliações
+14
recomendações
  • Geral 4.5/5
  • Em família 3.8/5
  • A dois 4.8/5
  • Com amigos 4.5/5

Sobre as atividades

10 avaliações
+34
recomendações
  • Casas de espetáculo +8 recomendações
  • Praças +8 recomendações
  • Museus +8 recomendações
  • Castelos e palácios +8 recomendações

Um destino subestimado

Eu morei um ano em Varsóvia. É a cidade mais segura que eu conheço. As pessoas lá são extremamente educadas e você nunca se sente ameaçada, nem mesmo quando sai sozinha à noite.

A cidade tem parques muito bonitos, especialmente o parque Łazienki. No verão, você pode andar de barco em frente ao castelo ou curtir um concerto de Chopin.
Se você se afastar um pouco do centro histórico, pode visitar o parque Wilanowski, localizado na periferia de Varsóvia. Vale muito a pena: o interior do palácio é incrível.

A cidade também está cheia de igrejas e museus de todos os tipos. Se você passar no posto de turismo, pode conseguir um caderninho para carimbar em cada museu.

Em relação às especialidades culinárias, além dos típicos pierogi ou do żurek, eu também recomendo provar os doces deles: são deliciosos!

21
Recomenda :
Nota geral :
Em família :
A dois :
Com amigos :

Uma paixão à primeira vista

Eu adorei a minha estadia em Varsóvia, uma cidade cheia de história. O centro foi inteiramente reconstruído depois da guerra, quase de forma idêntica. A cidade tem uma grande riqueza cultural, especialmente no que diz respeito à história judeu-polonesa. Mas também é uma cidade bem festiva e animada. Eu recomendo ficar lá pelo menos quatro ou cinco dias.

10
Recomenda :
Nota geral :
Em família :
A dois :
Com amigos :

Uma cidade que evolui no rumo certo

As marcas da história não são todas a favor dela, mas a cidade está se transformando aos poucos.

9
Recomenda :
Nota geral :
Em família :
A dois :
Com amigos :

Paixão à primeira vista!

Cidade sensacional e menos turística que Cracóvia, o Museu Nacional é maravilhoso e imperdível para quem gosta de arte. As margens do rio têm praias no verão e baladas ao ar livre. A cidade velha é muito bonita e está em ótimo estado. A rua Nowy Świat tem vários bares e restaurantes. E também tem um prédio comunista gigante que os locais chamam de "Stalin's penis". Cidade agitada e muito boa de visitar!

10
Recomenda :
Nota geral :
Em família :
A dois :
Com amigos :

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