Versalhes vai muito além do seu famoso palácio. É claro que a cidade nos arredores de Paris é mundialmente conhecida por abrigar o monumento histórico mais visitado da França, mas o destino guarda outros tesouros que merecem ser explorados.
Saint-Louis e o Vieux-Versailles
Depois de caminhar pelo Palácio de Versalhes, pelo Grand e pelo Petit Trianon, pelos jardins e pelo Hameau de la Reine, vale a pena voltar a atenção para a charmosa área histórica que muitos visitantes acabam ignorando para focar apenas na propriedade real. Uma caminhada pelas ruas da cidade, com ou sem guia, funciona como uma verdadeira viagem no tempo. O bairro Saint-Louis é um dos mais antigos de Versalhes, com construções que remontam ao século XVIII. Ali fica a Salle du Jeu de Paume, palco da assinatura da Constituição francesa durante a Revolução. No coração do Vieux-Versailles, encontram-se o convento dos Récollets e o antigo Hôtel des affaires étrangères et de la marine do período de Luís XV. A cathédrale Saint-Louis (1743-1754) domina a paisagem do bairro. As famílias costumam gostar especialmente do Potager des Rois, um jardim cultivado no estilo clássico francês que reúne inúmeras variedades de plantas, frutas e legumes. Criado sob Luís XV, o espaço abriga hoje a Escola Nacional Superior de Paisagem.
Os bairros de Notre-Dame e dos Antiquários
O bairro de Notre-Dame tem igual importância histórica, sobretudo pela igreja que funcionava como paróquia do rei Luís XV. O musée Lambinet, instalado em um casarão do século XVIII, detalha a história de Versalhes e os eventos da Revolução Francesa. Trata-se de uma área bastante movimentada, com mesas de café na place du Marché que vivem cheias. Vale a pena explorar as ruas e passagens estreitas em busca de pequenos restaurantes e galerias de arte. Bem perto dali fica o bairro dos antiquários, considerado parada obrigatória na cidade. Cerca de cinquenta artesãos e colecionadores expõem pinturas, esculturas, objetos decorativos, móveis antigos, prataria, louças, brinquedos e livros de época, proporcionando um mergulho no passado. Para encerrar o passeio com aromas marcantes, a Osmothèque é um espaço único no mundo que reúne mais de 4.000 fragrâncias, incluindo criações do século XIX. Também é possível sentir cheiros variados nos mercados locais, como o mercado de flores, o de Notre-Dame e o de Portefontaine.
Quando ir
A melhor época para visitar a cidade vai de abril a maio e de setembro a outubro, quando o clima é mais agradável e as chuvas são menos frequentes. Se puder escolher, tente evitar os meses de julho e agosto, período de férias em que o fluxo de turistas que chegam para conhecer o palácio atinge o ápice.
Como ir
Chegar a Versalhes a partir de Paris é simples graças às várias opções de transporte público. A linha C do RER tem uma parada na estação Versailles-Château-Rive-Gauche. Também é possível pegar o ônbus 171 em Paris, que vai direto ao centro de Versalhes, ou ir de carro, em um trajeto que costuma levar cerca de 35 minutos saindo da capital.
Todo mundo já ouviu falar do Palácio de Versalhes. Quando se fala em Versalhes, todo mundo pensa no seu palácio, e acabamos esquecendo que também tem uma cidade que é muito gostosa de visitar e provavelmente de se morar. A cidade é verde, respira ar puro e é limpa. Tem uma vida de bairro com pequenos comércios, cafés, restaurantes, mesinhas na calçada onde dá para comer ou tomar uma bebida até tarde nos dias bonitos.