Visitar Pamplona, a capital de Navarra
Certas cidades ganham fama por causa de uma única imagem, e basta ouvir o nome Pamplona para pensar logo em suas festas populares intensas. Uma praça lotada de lenços vermelhos diante de um edifício imponente, e mesmo sem saber que se trata da l'Ayumiento de Pamplona, você já se rende à elegância do local. A prefeitura tem arquitetura barroca e foi a responsável por unir três burgos independentes em 1423. Toda a sofisticação da cidade se reflete nesse ponto histórico. Pamplona é magnética e ensolarada, com os olhos no futuro mas sem esquecer o passado, misturando ambos com naturalidade aos pés dos Pirineus. A capital de Navarra brilha desde 74 a.C.
Uma cidade moldada pela história
No coração urbano, mesmo sem castelo, a Plaza del Castillo continua sendo o grande ponto de encontro. São 14.000 m² cercados por prédios coloridos com arcadas, criando uma atmosfera única que ganhou o reforço de um coreto que conquistou o próprio Hemingway. Nos antigos bairros medievais, o clima de época está em cada esquina, e na place Consistorial, a prefeitura exibe sua fachada marcante. É dali que sai o chupinazo, o foguete que marca a largada oficial das festas de San Fermin. A tradição ganhou uma escultura gigante assinada por Huerta, retratando com realismo impressionante os corredores fugindo dos touros na avenida Roncesvalles.
Monumentalidade é uma marca registrada de Pamplona, sobretudo na arte sacra da catedral Santa Maria la Real, uma obra-prima de três naves com um claustro gótico. Concluída em 1501, ela fica ao lado do musée diocésain . Vale a pena conhecer também a antiga igreja-fortaleza de San Nicolas e a l'église San Lorenzo, um verdadeiro tesouro arquitetônico. Ao redor dos bairros antigos, as muralhas comprovam o passado defensivo da cidade e convidam a uma caminhada de cinco quilômetros com vistas panorâmicas e a cordilheira dos Pirineus no horizonte. O portal de França, o baluartes ameado e as torres de vigia estão impecavelmente preservados, integrando a lista de Monumentos Nacionais. Esses vestígios militares se fundem com la Citadelle, que hoje funciona como um parque público muito frequentado com 280.000 m² de áreas verdes.
Gastronomia colorida e grandes parques
Para entender a trajetória de Pamplona, o Museu de Navarra oferece um panorama desde a pré-história até os dias atuais. Hoje, a cidade é moderna e referência em inovação, inclusive no setor de saúde. A vida noturna atrai quem gosta de agito, e na culinária, os Vergers de la Mejana garantem ingredientes locais de excelência como aspargos e alcachofras. Os bares de tapas transbordam pintxos e pratos típicos como os feijões brancos com chistorra, pimentões recheados com peixe e o chilidron, um ensopado com base de tomate e carne de frango ou cordeiro. Para quem prefere doces, a pedida certa é a pantxineta, uma massa recheada com creme.
O lazer ao ar livre ganhou espaço em parques integrados à paisagem urbana. Um dos mais curiosos é o jardin japonais Yamaguchi. O parque de Taconera é o mais tradicional, projetado com influência dos jardins de Versailles: em meio a diversas espécies de árvores, cervos e pavões completam o visual. A região respira pelota basca e futebol, mas se a ideia é relaxar, as margens do rio Arga oferecem ótimas trilhas para caminhada e esportes náuticos em suas águas.
Como chegar?
De fácil acesso, Pamplona fica a apenas 78 km de Hendaye. Para quem vai de carro pela fronteira em Irun, a rodovia N-121-A é a rota mais direta, embora estradas e vias rápidas conectem a cidade a partir de qualquer direção. A 6 km do centro, o aeroporto recebe voos diretos de Paris, com oferta reforçada durante o verão. O transporte ferroviário funciona bem, mas a opção mais econômica costuma ser o ônibus, custando cerca de 10 EUR (cerca de 60 reais) a partir do País Basco francês.
Quando ir?
Com menos chuva que no litoral, o clima é continental, o que significa invernos frios e com bastante vento. O verão é quente e ensolarado, fazendo de maio o início ideal para a temporada de passeios que vai até outubro. Entre 6 e 14 julho, a atmosfera muda completamente com a chegada de milhares de visitantes para as Festas de San Fermin. Bandas de música, procissões, largadas de touros e corridas pelas ruas compõem o cenário. Se você prefere evitar aglomerações, evite essas datas no calendário.
Na segunda semana de julho, durante as festas de São Firmino, Pamplona muda radicalmente de clima. A rotina para para dar lugar às ferias: gente de todos os cantos do País Basco e de fora se reúne em celebrações super alegres com desfiles de bonecos gigantes, shows, touradas, corridas, muita bebida, doces típicos e cantos tradicionais. É ao mesmo tempo folclórico, amigável, festeiro e aberto para todo mundo.
Vale a pena viver isso pelo menos uma vez na vida, de preferência com a galera!