Visitar o farol de Pointe Saint-Mathieu
Em Plougonvelin, bem perto da cidade de Brest, ergue-se o phare de Saint-Mathieu. Construído em meados do século XIX, ele orienta as embarcações que entram no goulet de Brest.
História
Neste promontório rochoso, ficava uma abadia cuja fundação, segundo a lenda, remonta ao século VI, embora nenhum historiador tenha conseguido comprovar esse fato. As ruínas visíveis hoje pertencem a um mosteiro beneditino, erguido no mesmo local no século XII. De qualquer forma, a tradição oral diz que marinheiros teriam ido ao Egito para recuperar os restos mortais de São Mateus e os trazido para esta abadia. O corpo não ficou lá por muito tempo, pois, sessenta anos depois, foi roubado e levado para Salerno, na Itália, antes de desaparecer nos meandros da história.
Foi em 1689, com a expansão do porto militar de Brest, que a Marinha Real decidiu testar um novo tipo de lanterna em um farol. O equipamento foi instalado no alto da torre quadrada da igreja. Essa tecnologia, muito mais resistente aos temporais, acabou substituindo os sistemas existentes em todo o país.
A abadia situada ao pé do farol já estava em ruínas naquela época, sendo vendida a um particular e demolida para o reaproveitamento das pedras. O farol, por sua vez, ficou fora da transação e permaneceu na torre da igreja.
No final do século XIX, a estrutura apresentava desgaste e altura insuficiente, o que levou a Marinha a construir uma torre redonda de granito utilizando as pedras da abadia. Foi assim que ele adquiriu a forma que conhecemos atualmente.
O farol de Saint-Mathieu
O farol foi eletrificado em 1932, recebeu a pintura branca característica em 1963 e passou a funcionar de forma automatizada em 1996. Desde 2006, essa referência para a navegação na Bretanha opera sem guardião para vigiar as ondas.
Se você não tiver medo de subir os 167 degraus deste farol, vá dar uma volta lá e suba até o topo. O farol domina as falésias da ponta Saint-Mathieu e oferece uma vista espetacular, em dias claros, do oceano, da costa do Finistère, da península de Crozon e dos Tas de Pois.
Também recomendo caminhar pela trilha dos alfandegários (sentier des douaniers) que passa bem pertinho.