Ilha Maurício? Eu nem pensava nisso. Na minha cabeça, era o destino de lua de mel de 5.000 € por semana com tudo incluído, coquetéis à beira da piscina e pulseirinhas all-inclusive. Até que um colega me mostrou as fotos dele de maio passado. As mesmas lagoas turquesa, as mesmas praias de cartão-postal, mas ele tinha gasto 1.200 € com tudo incluído por 10 dias.
Quase engasguei com o meu café. Reservamos nossos voos na mesma noite com a Camille e, francamente, é uma das melhores relações qualidade-preço que já tivemos em uma viagem. Vou contar tudo para você: roteiro detalhado, orçamento real item por item e as furadas para evitar.
Por que a Ilha Maurício é (bem) mais acessível do que se pensa

A primeira coisa que me surpreendeu foi o tamanho da ilha. Estamos falando de um pedaço de terra de 65 km de comprimento por 45 km de largura. Para você ter uma ideia, é três vezes menor que a Córsega. Você atravessa a ilha de norte a sul em 1h15 de carro, com o relógio na mão.
Na prática, isso muda tudo para o orçamento. Não precisa pegar voos internos, nem enfrentar deslocamentos intermináveis entre um ponto e outro. Um carro alugado, uma ou duas bases de hospedagem, e você conhece o essencial em 10 dias sem nunca se sentir com pressa.
A outra boa notícia: o custo de vida nas Maurícias é cerca de 20 a 25% mais barato do que na França em termos de alimentação e restaurantes. As atividades gratuitas são numerosas (praias, trilhas, mercados), e mesmo as excursões pagas continuam razoáveis.
Meu orçamento detalhado: quanto gastamos em 10 dias a dois
Aqui está o momento que todos vocês estavam esperando. Viajamos em maio de 2025, na baixa temporada, o que nos permitiu pagar mais barato em praticamente todos os itens. Organizamos tudo sozinhos, sem agência.
| Item de despesa | Orçamento para 2 pessoas | Orçamento por pessoa |
|---|---|---|
| Voos ida e volta Paris-Maurício (Air Mauritius, bagagem inclusa) | 1 050 € | 525 € |
| Hospedagens (9 noites, mix de guesthouse e apartamento) | 450 € | 225 € |
| Aluguel de carro (9 dias + combustível) | 280 € | 140 € |
| Alimentação (street food, restaurantes, mercado) | 400 € | 200 € |
| Atividades e excursões | 250 € | 125 € |
| Diversos (chip de celular, lembranças, estacionamento, gorjetas) | 130 € | 65 € |
| TOTAL | 2 560 € | 1 280 € |
Sim, você leu certo: 1.280 € por pessoa por 10 dias no Oceano Índico, com voos inclusos. Não nos privamos de nada (excursão de catamarã, jantares fora, várias atividades), apenas fizemos escolhas inteligentes. Detalho cada item no restante do artigo.
💡 Dica de preço: De maio a setembro, é a baixa temporada turística nas Maurícias. As temperaturas ficam sempre entre 24°C e 27°C durante o dia, há menos gente em todos os lugares e, o principal, os preços de voos e hospedagens caem significativamente. É o período ideal para uma viagem econômica.
A opção de pacote voo + hotel de última hora: uma boa pedida para quem tem pressa

Depois de detalhar tudo isso, eu sei o que alguns de vocês estão pensando: "É muito bonito, Julien, mas eu não tenho tempo de comparar 14 pousadas e 6 locadoras de carros." Eu entendo perfeitamente.
E, francamente, se fosse para refazer no esquema zero estresse, eu daria uma olhada séria nas ofertas de pacotes de voo + hotel de última hora. Por quê? Porque a Ilha Maurício tem 65 km de extensão. Sessenta e cinco. A gente atravessa a ilha em 1h15. Quer seu hotel fique em Grand Baie, no norte, ou em Flic-en-Flac, no oeste, dá para conhecer o essencial da ilha alugando um carro por alguns dias.
Aqui vai um link para você ter uma ideia de uma viagem de última hora incluindo voo + hotel (geralmente em meia pensão). Você consegue encontrar ofertas a partir de 750 a 900 € por pessoa para 7 a 10 noites. Só falta adicionar o aluguel de carro por 25-30 €/dia e seus passeios. Resultado: um orçamento final comparável ao nosso, mas sem nenhuma dor de cabeça com logística antes de partir.
| Item | Por conta própria | Pacote voo + hotel de última hora |
|---|---|---|
| Voos + hospedagem | 1 500 € | 1 500 - 1 800 € (meia pensão inclusa) |
| Aluguel de carro | 280 € (9 dias) | 160 - 180 € (5-6 dias) |
| Alimentação fora do hotel | 400 € | 200 € (jantares inclusos no hotel) |
| Passeios + diversos | 380 € | 350 € |
| TOTAL | 2 560 € | 2 200 - 2 500 € |
O único "sacrifício": você tem um pouco menos de flexibilidade na escolha do hotel e da região. Mas, sinceramente, em uma ilha com 65 km de extensão, isso não chega a ser um problema. Faça as malas, alugue um carro e explore no seu próprio ritmo.
Meu roteiro de 10 dias: a volta completa na ilha
Dividimos nossa viagem em 4 etapas geográficas, trocando de hospedagem apenas duas vezes. O conselho que dou para todo mundo: não mude de hotel mais de 2 ou 3 vezes. Fazer e desfazer malas e o processo de check-in tomam um tempo precioso. E as distâncias na ilha são tão curtas que dá para explorar tudo facilmente partindo de uma mesma base.
Etapa 1: O Norte, Grand Baie e arredores (Dias 1 a 3)

Aterrissamos no aeroporto Sir Seewoosagur Ramgoolam (sim, o nome é longo, todo mundo chama de "SSR") por volta das 6h da manhã. O fuso horário é super tranquilo (+2h no verão, +3h no inverno em relação a Paris), então já desembarcamos com disposição total. Pegamos nosso carro alugado e seguimos direto para Grand Baie, a cerca de 1h10 de carro em direção ao norte.
Dia 1: Instalação e praia de Trou aux Biches
Depois da estrada e do check-in no nosso apêzinho em Grand Baie (42 €/noite para dois, cozinha equipada, a 5 minutos a pé da praia), fomos relaxar em Trou aux Biches. Água cristalina, areia branca, coqueiros, o verdadeiro cenário de cartão-postal. Só que dessa vez era real. E, em maio, a praia estava praticamente só para a gente.
Nossa primeira refeição mauriciana à noite foi em um restaurantezinho em Grand Baie: mine frit (macarrão frito) e almôndegas (boulettes) para dois, por 8 €. Olhei para a Camille e soubemos na mesma hora que íamos amar essa viagem.
Dia 2: Cap Malheureux e passeio de barco
Seguimos rumo a Cap Malheureux, no norte da ilha, famosa por sua igrejinha de teto vermelho de frente para o mar. É parada obrigatória para fotos e o vilarejo tem um charme super sossegado. À tarde, fizemos um passeio de catamarã até Ilot Gabriel saindo de Grand Baie. Snorkel, churrasco na ilha e banhos em águas inacreditáveis. Custa cerca de 40 a 50 € por pessoa o dia todo.
⚠️ Dica: Reserve seus passeios de barco diretamente com os operadores locais (pergunte na sua hospedagem, eles sempre têm contatos). É 15% a 20% mais barato do que fechar por plataformas online ou agências de hotéis.
Dia 3: Port Louis e o Jardim de Pamplemousses
Dia de imersão cultural. O Mercado Central de Port Louis é imperdível. O cheiro das especiarias, as bancas de frutas tropicais, os vendedores oferecendo pimenta e baunilha para provar. Compramos chá mauriciano, temperos para curry e um saquinho de açúcar de canna local. Orçamento de lembrancinhas: 15 € por uma sacola enorme cheia.
À tarde, fomos correndo para o Jardim Botânico de Pamplemousses, a 15 minutos de carro. As vitórias-régias gigantes são impressionantes, embora, sejamos sinceros, a visita dure cerca de 1h a 1h30. A entrada custa 200 rúpias mauricianas (cerca de 4 €). Bem pertinho dali, o Museu Aventure du Sucre vale muito a pena se você curte entender a história do país. É super bem montado e tem degustação de rum no final. Nem precisei de muito esforço para me convencer.
Etapa 2: A costa oeste, Flic-en-Flac e Le Morne (Dias 4 a 6)

Saímos de Grand Baie para descer em direção à costa oeste. 45 minutos de estrada, nada mais. Deixamos as malas em uma pousada em Flic-en-Flac (55 €/noite, piscina pequena, proprietário adorável que nos deu um milhão de dicas excelentes).
Dia 4: Flic-en-Flac, pôr do sol mítico
A praia de Flic-en-Flac é imensa e margeada por árvores filao. A água é calma graças ao recife de coral, perfeita para um mergulho. Passamos a manhã de bobeira, depois almoçamos um roti (uma espécie de wrap recheado com curry) comprado de um vendedor ambulante por 1 € cada. Sério, 1 €.
À noite, assistimos ao nosso primeiro pôr do sol mauriciano direto da praia. A costa oeste é O lugar para isso, o sol desce direto no oceano. Se você não se emocionar, verifique seus batimentos cardíacos.
Dia 5: A trilha do Morne Brabant
O ponto alto da viagem. O Morne Brabant, declarado Patrimônio Mundial da UNESCO, é aquela montanha emblemática que domina o sudoeste da ilha. Começamos a trilha às 7h da manhã (essencial para evitar o calor). Conte com 3 a 4 horas de ida e volta para os 7 km.
Os primeiros 250 metros são fáceis, depois a coisa complica com trechos rochosos. Mas a vista lá em cima... me faltam palavras. A lagoa, a Ilha dos Benfeitores (Île aux Bénitiers) lá embaixo, a praia de Le Morne com seus tons degradê de azul. Ficamos paralisados por 20 minutos no topo sem dizer nada.
⚠️ Importante: Leve bastante água (pelo menos 1,5 litro por pessoa), protetor solar e chapéu. Praticamente não há sombra na trilha. Tênis de trilha são altamente recomendados para a parte mais alta.
À tarde, descanso mais do que merecido na praia de Le Morne. Minha praia favorita de toda a viagem, e de longe. A água turquesa com a montanha ao fundo é simplesmente surreal. Todas as praias de Maurício são públicas, então não hesite em estender sua canga mesmo que hotéis de luxo fiquem na beira da praia.
Dia 6: Golfinhos em Tamarin e Casela
Acordamos às 5h30 para um passeio de barco para ver golfinhos na Baía de Tamarin. Nós os vimos, cerca de uma dezena de golfinhos nadando ao redor do barco. Momento mágico. O capitão do barco também nos levou para fazer snorkeling em um recife ali perto. Preço: cerca de 35 € por pessoa.
Se você estiver viajando com crianças ou gosta de natureza, o parque Casela é uma boa opção para a tarde. Nós pulamos porque preferíamos as praias, mas vários viajantes que conhecemos por lá nos recomendaram.
Etapa 3: O Sul selvagem, Chamarel e Blue Bay (Dias 7 e 8)

O sul de Maurício tem uma vibe completamente diferente. Mais selvagem, menos turístico, com paisagens que mudam radicalmente em relação às praias do norte.
Dia 7: Chamarel, a Terra das Sete Cores e a destilaria de rum
Saindo de Flic-en-Flac, pegamos a estrada em direção a Chamarel (30 a 40 minutos subindo em direção ao interior). Primeira parada: a cachoeira de Chamarel, uma queda d'água de cerca de 100 metros. Bonita, especialmente de manhã quando a luz bate nela.
Em seguida, a famosa Terra das Sete Cores. É um fenômeno geológico onde o solo exibe tons que vão do vermelho ao roxo. Sinceramente? É legal de ver, mas a visita dura de 30 a 45 minutos. A entrada para as duas atrações (cachoeira + terras) custa cerca de 4 € por pessoa. Nada mal para o bolso.
O que realmente marcou o dia foi a Destilaria de Rum de Chamarel (Rhumerie de Chamarel). Visita às instalações, explicações fascinantes sobre a fabricação do rum agrícola mauriciano e degustação de 6 runs no final. Saímos com duas garrafas no porta-malas (15 a 25 € a garrafa, bem mais barato do que na França).
No caminho de volta, fizemos um desvio até Grand Bassin (Ganga Talao), um lago sagrado em uma antiga cratera vulcânica, cercado por templos hindus e estátuas gigantescas. O lugar é gratuito e bastante impressionante. Passamos cerca de quarenta minutos por lá.
Dia 8: Blue Bay, o paraíso do snorkeling
Seguimos em direção ao sudeste para chegar a Blue Bay, a cerca de 1h15 de Flic-en-Flac. E lá, foi paixão à primeira vista. O Parque Marinho de Blue Bay é uma área protegida com corais em excelente estado e uma água de uma claridade impressionante. Pegamos um barco com fundo de vidro para entrar no parque (cerca de 8 € por pessoa), e o snorkeling foi simplesmente incrível.
Vimos peixes de todas as cores, tartarugas, corais que parecem cérebros. É o melhor ponto de mergulho com snorkel que fizemos na ilha e, talvez, o melhor de todas as nossas viagens.
💡 Dica: Leve sua própria máscara e snorkel, se puder. É possível alugar no local, mas o equipamento às vezes está gasto. Uma boa máscara antiembaçamento muda tudo para aproveitar o snorkeling ao máximo.
À tarde, demos uma voltinha pelo vilarejo de Mahébourg, um antigo porto charmoso com casas coloniais e um clima super local. Se você for na segunda-feira, o mercado de Mahébourg é famoso por ser um dos mais autênticos da ilha.
Etapa 4: a costa Leste, Belle Mare e a Île aux Cerfs (Dias 9 e 10)

Dia 9: Belle Mare e seus 10 km de praia
Subimos a costa Leste de carro a partir de Blue Bay. Belle Mare é conhecida por sua praia interminável de areia branca. É linda, calma e tem muito menos gente que no norte. Paramos lá para meio dia de dolce far niente total.
À noite, jantamos em um pequeno restaurante local em Trou d'Eau Douce, uma vila de pescadores de onde saem os barcos para a Île aux Cerfs. Pizza assada a lenha, peixe grelhado, duas cervejas. 22 € para dois.
Dia 10: a Île aux Cerfs e retorno
Último dia, e que dia. Saída de barco de Trou d'Eau Douce rumo a Île aux Cerfs. A excursão clássica inclui a travessia, uma parada na cachoeira da Grande Rivière Sud-Est (linda), snorkeling e um churrasco na ilha. Espere gastar cerca de 40 € por pessoa.
A Île aux Cerfs é o cartão-postal definitivo. Areia branca, água turquesa, coqueiros. É turística, sim, mas é de cair o queixo de tão bonita. Aproveitamos até as 14h antes de pegar o barco de volta e seguir tranquilos para o aeroporto (cerca de 55 minutos de carro desde Trou d'Eau Douce).
Como se deslocar em Maurício: carro ou ônibus?
Alugamos um carro para toda a viagem, e é a escolha que eu recomendo 100%. Alguns pontos importantes para saber:
- Mão inglesa (condução à esquerda): Sim, estranha no começo. Nós nos acostumamos em meio dia. O mais confuso é a alavanca da seta que fica invertida com a do limpador de para-brisa. Você vai acionar os limpadores umas 47 vezes no primeiro dia, é normal.
- Preço da locação: Encontramos por 27 €/dia por um pequeno sedã com ar-condicionado. Reserve com uma locadora local em vez das grandes redes internacionais, costuma ser de 30% a 40% mais barato.
- Combustível: Cerca de 1,30 € o litro. Gastamos mais ou menos 40 € de gasolina em 9 dias, o que prova bem que as distâncias são ridículas.
- Carteira de motorista: Sua CNH brasileira (ou a permissão internacional) é aceita para estadias de menos de 90 dias, não precisa de burocracia excessiva.
- Engarrafamentos: O único ponto realmente negativo. Nos horários de pico (7h-9h e 16h-18h), os arredores de Port-Louis ficam congestionados. Evite programar um trajeto norte-sul nesses horários.
Se você não quiser dirigir, o ônibus continua sendo uma alternativa super econômica. Uma viagem de Port-Louis para Grand Baie custa menos de 1 €. A rede cobre bem a ilha, mas as viagens são lentas e os horários nem sempre são confiáveis.
Comer em Maurício sem gastar uma fortuna: comida de rua e bons endereços
A culinária mauriciana é uma das melhores lembranças da viagem. A ilha é um cruzamento de culinárias indiana, chinesa, crioula e francesa, e essa fusão está presente em cada prato.
A comida de rua: o tesouro escondido de Maurício

Você vai encontrar vendedores ambulantes por toda parte. Aqui está o que provamos e adoramos:
- Dholl puri: um crepe vegetariano recheado com curry de lentilha e chutneys. O prato nacional, vendido a 15-20 rúpias (0,30 a 0,40 €). Sim, você leu certo.
- Mine frit: macarrão refogado no molho de soja com legumes e carne ou frutos do mar. Servido em boa quantidade e delicioso, custa 50-80 rúpias (1 a 1,70 €).
- Boulettes (dim sum mauriciano): cozidas no vapor, servidas com um caldo e molho de pimenta. Cerca de 30-40 rúpias por 6 unidades (0,70 €).
- Roti: um pão folhado recheado com curry. Nosso almoço favorito na estrada, custando de 1 a 2 €.
- Alouda: bebida refrescante à base de leite, sementes de manjericão e xarope. Perfeita depois de uma trilha. 15-20 rúpias.
⚠️ Atenção: A culinária mauriciana pode ser bem apimentada. Se você não está acostumado, peça sempre "sem pimenta" (pa pike em crioulo). E verifique se há presença de glúten caso você seja intolerante, pois muitos pratos contêm.
Os restaurantes: comendo bem por 10-20 € para duas pessoas
Nos pequenos restaurantes locais (não nos restaurantes de hotéis), um prato principal custa entre 5 e 12 €. Comíamos muito bem em dois gastando 15-20 € à noite, com direito a uma cerveja para cada um. O peixe grelhado do dia costuma ser a melhor pedida: fresco e barato.
Nas compras de supermercado, o açúcar, o chá, o arroz e as frutas tropicais custam uma fração do preço na Europa. Comprávamos mangas, abacaxis e lichias para acompanhar nossos cafés da manhã.
Minhas 8 dicas testadas para economizar nas Maurício
Indo além do orçamento geral, aqui estão as dicas práticas que nos fizeram economizar ao longo da viagem:
- 1. Viaje na baixa temporada (maio a setembro): As passagens são 20% a 30% mais baratas, as hospedagens também, e ainda faz muito tempo bom (24-27°C). É o período ideal para uma viagem econômica.
- 2. Reserve seus voos com 3 a 4 meses de antecedência: Pagamos 525 € por pessoa na ida e volta com a Air Mauritius. Reservando mais cedo ou de olho nas promoções, alguns viajantes encontram voos por 450-500 €.
- 3. Dê preferência a guesthouses e apartamentos com cozinha: Poder preparar seu próprio café da manhã e algumas refeições faz uma diferença real em 10 dias. Economizávamos facilmente 10-15 €/dia em comparação com comer fora em todas as refeições.
- 4. Alugue com agências locais: Seja para o carro ou para os passeios, fechar com operadores locais é sistematicamente mais barato do que pelas plataformas internacionais. Peça recomendações ao seu anfitrião.
- 5. Coma como os locais, aposte na street food: Um dholl puri a 0,40 € ou um roti a 1 € resolvem o almoço por quase nada. Deixe os restaurantes para o jantar.
- 6. Aproveite as atividades gratuitas: Trilha no Morne, praias públicas, snorkeling saindo da praia, Grand Bassin, mercados locais... As melhores experiências nas Maurício não custam nada.
- 7. Compre suas lembranças no mercado de Port-Louis: Os mesmos produtos (especiarias, chá de baunilha, rum, artesanato) custam de 2 a 3 vezes mais caro nas lojinhas turísticas. E não hesite em pechinchar, faz parte da brincadeira.
- 8. Opte por um pacote de viagem se tiver flexibilidade: Se encontrar uma boa promoção com voo + hotel inclusos, aproveite. A ilha é pequena o suficiente para você explorar tudo a partir de um único ponto de base.
Atividades gratuitas (ou quase) que você não pode perder
Costumamos achar que é preciso gastar muito para aproveitar as Maurício. Isso não é verdade. Veja o que fizemos sem (quase) gastar nada:
- Trilha no Morne Brabant: gratuita, só precisa de bons calçados e água.
- Praias públicas: Le Morne, Trou aux Biches, Flic-en-Flac, Belle Mare... todas gratuitas e deslumbrantes.
- Snorkeling direto da praia: em Blue Bay, dá para fazer snorkeling na beirada sem precisar pagar por um passeio de barco.
- Grand Bassin (Ganga Talao): local sagrado hindu, gratuito e fascinante.
- Mercado Central de Port-Louis: entrada livre e espetáculo garantido.
- Cachoeiras de Chamarel: acessíveis por cerca de 4 € (os dois locais).
- Passeio pela Rota do Chá: as paisagens do interior da ilha, entre os canaviais e montanhas, valem o passeio de carro.
O que eu faria diferente (meus erros para evitar)
Nenhuma viagem é perfeita. Aqui está o que eu mudaria se pudesse voltar:
O que fizemos bem
- Alugar um carro logo no aeroporto: essencial para ter autonomia e ganhar tempo
- Viajar em maio: clima perfeito, preços baixos, poucos turistas
- Ficar hospedado em Flic-en-Flac: localização central para explorar o sul, o oeste e o norte
- Misturar street food e restaurantes: o melhor dos dois mundos sem estourar o orçamento
- Fazer a trilha do Morne bem cedo de manhã: menos calor, luz espetacular
O que poderíamos ter feito diferente
- Dormir uma noite no sul (Mahébourg ou Blue Bay) em vez de ir e voltar de Flic-en-Flac: o trajeto era longo nos horários de pico
- Reservar o passeio para ver os golfinhos em Tamarin mais cedo: os barcos saem por volta das 6h30 e as vagas esgotam rápido na temporada
- Planejar um dia a mais nas Ilhas Maurício: 10 dias é bom, 12 teria sido perfeito para não corrermos
- Comprar um chip SIM logo no aeroporto: esperamos até o dia seguinte e sofremos sem GPS no primeiro dia (Emtel, 15 € por 100 GB, excelente cobertura)
Informações práticas para preparar sua viagem
Formalidades e saúde
As formalidades para as Maurícias são simples. Não é exigido visto para cidadãos franceses para estadias inferiores a 90 dias. Seu passaporte deve ser válido por 6 meses após a data de retorno. Nenhuma vacina é obrigatória, mas lembre-se de levar um bom repelente de mosquitos (há casos de dengue na ilha, embora o risco seja baixo).
Quando ir?
Essa é a pergunta que todo mundo faz, aqui vai um resumo simples:
| Período | Clima | Movimento | Preço |
|---|---|---|---|
| Maio a setembro (inverno austral) | 24-27°C, seco, agradável | Baixa temporada | Os melhores preços |
| Outubro a dezembro | 27-30°C, cada vez mais úmido | Alta temporada, bem cheio | +30 a 40% em voos e hotéis |
| Janeiro a abril (verão austral) | 28-33°C, úmido, risco de ciclones | Média temporada | Preços variáveis, boas oportunidades |
Minha dica: maio e junho são os meses ideais. O clima é bom e ameno, a água da lagoa ainda está morna e você gasta de 20 a 30% menos do que na alta temporada.
Taxa de turismo
Desde outubro de 2025, uma taxa de 3 € por noite e por pessoa é aplicada nas acomodações turísticas. Não é muita coisa, mas em 9 noites para duas pessoas, acaba somando 54 € ao orçamento. Ela geralmente já vem inclusa no preço divulgado pelos hotéis, mas vale a pena confirmar na hora da reserva se for se hospedar em guesthouses.
Resumo do orçamento por perfil de viajante
| Perfil | Acomodação | Orçamento / pessoa |
|---|---|---|
| Mochileiro | Albergue, casa de família | 900 - 1.100 € |
| Viajante econômico (nosso perfil) | Guesthouse, apartamento | 1.100 - 1.400 € |
| Conforto | Hotel 3-4 estrelas | 1.800 - 2.500 € |
| Luxo | Resort 5 estrelas | 3.000 € ou mais |
Meu veredito após 10 dias nas Maurícias
Se eu tivesse que resumir esta viagem em uma frase: a Ilha Maurícia é um destino de luxo a preço acessível, desde que você não fique trancado dentro de um resort. As praias estão entre as mais bonitas que já vimos (e olha que já rodamos bastante), a comida é incrível e barata, e as pessoas têm uma gentileza desarmante.
Gastamos cerca de 1.300 € cada um por 10 dias, com os voos incluídos. Vimos os golfinhos, escalamos uma montanha patrimônio da UNESCO, comemos os melhores *rotis* da nossa vida e trouxemos duas garrafas de rum na mala. Francamente, não sei o que poderíamos ter pedido a mais.
E se você não estiver a fim de organizar tudo do jeito que fizemos, há sempre a opção de um pacote de última hora de voo + hotel. Em uma ilha tão compacta, é uma escolha inteligente que vai custar o mesmo (ou até menos) e sem nenhuma dor de cabeça antes de ir.
Boa viagem a Maurício. Você vai adorar.
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