No meu objetivo de visitar praticamente todas as destinos atendidos por companhias low cost saindo de Paris, e também o máximo de capitais possíveis, eu tinha planejado uma pequena viagem a Copenhague em um belo fim de semana de primavera, há alguns anos. Eu estava voltando de Barcelona, onde tinha me divertido tanto que temia um pouco o tédio nessa cidade que não me atraía particularmente no início, mas que eu ainda assim queria descobrir, só "porque sim".
Pois bem, eu fiquei extremamente encantada com essa cidade! O clima ameno para um mês de abril com certeza ajudou a aproveitar ao máximo o meu fim de semana, assim como o fato de eu não ter nenhuma expectativa em relação à cidade, o que deu a ela a oportunidade de me surpreender.
Sábado, às margens da água
Assim que chego ao aeroporto, percebo que elefantes pintados por artistas estão espalhados por todo canto. Depois descubro que se tratava da "Elephant Parade", uma exposição ao ar livre pela cidade inteira. Eu já tinha um primeiro objetivo: encontrar o maior número possível!

Começo então a caminhar para descobrir a cidade; gosto bastante da arquitetura que vejo e logo me encontro no antigo porto de Nyhavn, aquele que aparece em todos os cartões-postais. Não é à toa, é lindíssimo e eu nunca tinha visto um panorama assim, com suas casas coloridas e incontáveis veleiros. Pronto, eu já estava rendida aos encantos da cidade!
Nyhavn é um pequeno canal no centro da cidade que deságua em um braço de mar, escavado há 350 anos para atender às necessidades do comércio marítimo e da pesca. Hoje, o canal foi transformado com sucesso em um local de passeio emblemático da cidade. Lá encontramos barcos abertos à visitação, exposições, casas de época, restaurantes e bares com mesas ao ar livre (abertos até no inverno!). Em suma, um verdadeiro ponto de encontro na capital dinamarquesa.

Caminho pelos cais, de onde é possível avistar a Ópera na outra margem, com sua arquitetura bastante original. Um parque/terraço igualmente original nos permite descansar um pouco (mas acho que era uma instalação temporária, não encontro nada sobre isso no Google Maps!). Aproveito para atravessar o Amalie Garden, muito bonito e tranquilo, com obras de arte e outro belo ponto de vista para a ópera.

De lá, dá para chegar à praça principal e ver o Palácio de Amalienborg, residência de inverno dos soberanos dinamarqueses. Quanto a mim, não o visitei por dentro, contentei-me com o exterior. Continuei meu caminho até a cidadela, o Kastellet. Não sou fã de história militar, mas o passeio é bem legal e, acima de tudo, é uma maneira agradável de chegar ao símbolo de Copenhague: a famosa estátua da Pequena Sereia (Den Lille Havfrue)!
Esta pequena estátua é a principal atração da cidade, e eu aconselho a ler o artigo dedicado a ela na Wikipedia, especialmente para descobrir os atos de vandalismo que a pobre estátua já sofreu. Lá também aprendemos que a versão exposta ao ar livre é uma cópia. O que acaba sendo uma boa ideia quando sabemos que a obra já foi decapitada duas vezes e teve um dos braços cortados. Parece que essa pequena escultura de bronze de 1,25 m, inspirada no conto da pequena sereia de Hans Christian Andersen, cristaliza as tensões sociais e políticas do país. Não é fácil a vida de sereia-celebridade!

Continuei meu passeio caminhando pela outra margem para chegar ao meu albergue, que ficava um pouco longe (como os preços em Copenhague são bem altos, não foi fácil encontrar um quarto acessível!). Depois de uma pausa bem-merecida, dirijo-me a Strøget, uma rua comercial e uma das ruas exclusivas para pedestres mais longas da Europa. O bairro é lindíssimo, então percorri a rua inteira. A noite cai bem cedo nessa época do ano, e me vejo novamente no porto de Nyhavn, onde posso assistir ao pôr do sol.
Domingo, ao redor do Castelo de Rosenborg
No dia seguinte, começo o dia pelos jardins do Castelo de Rosenborg (Kongens Have). Em um dia ensolarado, é um passeio super agradável, o jardim é esplendidamente decorado. Tendo o castelo e sua arquitetura flamenga ao fundo, passei um momento maravilhoso ali, mesmo sem ter visitado o castelo por dentro, que hoje abriga um museu.

Bem ao lado, tem-se acesso ao Jardim Botânico, que é deslumbrante com sua grande e impressionante estufa de metal e vidro. Além disso, a entrada é gratuita! Diferentes ecossistemas e ambientes são recriados ali, e você pode descobrir plantas exóticas, especialmente na estufa tropical. Mais uma vez, um passeio que enche nossos pulmões de ar puro e nos reconecta com o verde!

Depois, fui em direção a Christiania, aquele bairro autoproclamado "cidade livre de Christiania". O conceito dessa comunidade autogerida me parecia interessante, mas, pessoalmente, não curti muito. Tive mais a impressão de ser uma comunidade hippie que vive da venda de maconha e haxixe (quantidades impressionantes, devo dizer, mas fotos proibidas!)... Enfim, nada a ver com uma comunidade que planta seus próprios vegetais e vive de artesanato de verdade!!! Foi um pouco "too much" para o meu gosto, então não fiquei muito tempo por lá.
Eu bem que gostaria de ter visitado os jardins do Tivoli, a fachada toda iluminada dava muita vontade, , mas o dia já estava avançado e, como era uma viagem de fim de semana bem curta, preferi passar uma noitinha relax. Na minha última manhã, passei mais um tempinho zanzando pela cidade antes de seguir para o aeroporto para o voo de volta.
Resumindo: uma cidade para onde eu nunca teria pensado em ir se não fossem as passagens baratas da EasyJet, mas que me deixou com uma ótima impressão de ser um lugar agradável, cheio de surpresas e para onde eu voltaria com o maior prazer!
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