Lacs de Plitvice

Croácia: o que fazer, top 20 atrações imperdíveis em 2026

Descubra os destinos preferidos dos nossos membros, além de avaliações, informações práticas e fotos de viajantes sobre Croácia.

As 5 cidades mais bonitas para visitar: Croácia

#1 Zagreb +138 recomendações

Zagreb tem um charme discreto que conquista quem decide explorar a cidade com calma. Dividida entre a Cidade Alta medieval de ruas de paralelepípedo, os parques arborizados com traços austro-húngaros e a forte cultura de cafés ao ar livre, a capital croata entrega uma autenticidade difícil de achar na Europa hoje em dia. Museus peculiares, pratos reconfortantes e preços acessíveis completam o pacote para quem quer fugir do turismo de massa.

#2 Dubrovnik +102 recomendações

Cercada por muralhas monumentais, esta antiga república marítima guarda um centro histórico protegido pela UNESCO onde cada pedra registra séculos de independência rigorosa. Entre as águas azul-turquesa do mar Adriático e os telhados de cerâmica alaranjada, a principal cidade da Croácia impressiona tanto pela beleza quanto pelo fluxo intenso de turistas e pelos preços elevados. Praias isoladas, ilhas preservadas e o pôr do sol visto do monte Srđ compensam com folga esses pontos negativos.

#3 Cavtat +31 recomendações

Apenas 20 km ao sul de Dubrovnik, Cavtat funciona como uma alternativa mais tranquila no litoral croata, com um passado que passa por gregos e romanos. O centro histórico reúne ruas de pedra e construções marcantes como o mausoléu Račić, além do museu dedicado ao pintor Vlaho Bukovac. Entre praias, pequenas enseadas e trilhas verdes, a cidade oferece um ritmo de viagem focado em caminhadas e descanso à beira do mar Adriático.

#4 Mljet +27 recomendações

Um verdadeiro refúgio verde e azul, a ilha de Mljet, a mais meridional das ilhas da Croácia, não se parece com nenhuma outra. Desde 1960, mais de um terço de seu território integra um parque nacional. Sua fauna e flora impressionam pela diversidade, reunindo nada menos que cinco ecossistemas florestais diferentes. A Odisseia conta que foi nesta ilha que viveu a ninfa Calipso, que teria mantido Ulisses prisioneiro por sete longos anos.

Uma ilha de contos e lendas

A viagem começa logo na chegada aos vilarejos de Pomena e Polače. Ali ainda restam fortificações da época ilíria, além das ruínas de um dos maiores palácios romanos da Croácia. É nesses vilarejos que começam várias trilhas rumo ao Parc National de Mljet. Na alta temporada, a entrada na reserva custa 17 EUR (cerca de 105 reais). Em meio a essas florestas exuberantes, a natureza criou dois lagos de água salgada, Veliko Jezero (o maior) e Malo Jezero (o menor), conectados entre si e com o mar por estreitos discretos.

No centro do maior lago, você pode ver um mosteiro beneditino do século XII, empoleirado na ilhota de Santa Maria. A travessia de barco para visitá-lo está inclusa no ingresso do parque. Diz a lenda que foram os monges que lutaram pela preservação do patrimônio natural da ilha. Faça o circuito dos lagos a pé ou de bicicleta, ou aproveite para nadar, pois o banho é permitido.

Por fim, perto do vilarejo de Babino Polje, não deixe de visitar a gruta de Ulisses, uma impressionante formação cárstica cujo teto desabou, revelando hoje um grande poço com o fundo tomado pela água do mar. Acredita-se que este seja o exato local onde Ulisses encontrou refúgio após enfrentar as correntes revoltas do mar Adriático.

Um banho de natureza

A ilha de Mljet convida a longas caminhadas. Partindo do vilarejo de Pristaniste, você pode pegar uma trilha que leva cerca de quarenta minutos de subida até o topo do mirante de Montokuc. De lá, o panorama da ilha, da costa e do azul profundo do mar compensa o esforço.

Se estiver de carro, explore a metade oriental da ilha. Aproveite as praias de areia fina, que são raras o suficiente na Croácia para merecer destaque. A praia de Sablunara conta com boa infraestrutura, enquanto a praia de Blace é o destino ideal para quem busca sossego.

Quando ir?

Mljet tem clima mediterrâneo, com verões quentes e secos e bastante sol de março a outubro. Em julho, prepare-se para ondas de calor. Os invernos costumam ser chuvosos.

Como chegar?

Diversos barcos turísticos e catamarãs levam até Mljet, atracando em Pomena e Polače. É possível fazer a travessia saindo de Dubrovnik, da península de Pelješac e das ilhas vizinhas de Hvar e Korčula.

Também há conexões de balsa (cerca de duas horas de viagem) saindo de Dubrovnik até a maior cidade da ilha, Sobra, operadas pela Jadrolinija. Assim, você pode embarcar com o seu carro.

#5 Split +25 recomendações

Construída dentro e ao redor de um palácio romano do século IV, Split é uma cidade onde a antiguidade faz parte da rotina. É possível jantar em porões imperiais, subir as ladeiras do antigo bairro de Varoš até a floresta de pinheiros da colina Marjan e pegar um barco logo cedo para as ilhas de Hvar, Brač ou Vis. A região da Dalmácia começa exatamente aqui.

Ranking das 15 atividades selecionadas pela redação: Croácia

#1 Monte Srd (Dubrovnik) +24 recomendações 4.8/5

O monte Srđ, com seus 412 metros de altitude, revela uma vista panorâmica incrível de Dubrovnik, das muralhas históricas e do mar Adriático. Suba de teleférico, carro ou a pé para explorar o Forte Imperial, fortaleza que guarda memórias da Guerra de Independência da Croácia. Um passeio que une paisagens marcantes e rica herança cultural.

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#2 Muralhas de Dubrovnik (Dubrovnik) +23 recomendações 5/5

As muralhas de Dubrovnik, obra-prima medieval, cercam o centro histórico por quase dois quilômetros. Perfeitamente preservadas, revelam vistas panorâmicas para os telhados vermelhos e o mar Adriático. O circuito histórico, pontuado por baluartes e torres como Minceta, reconstrói o passado defensivo da cidade, conhecida no passado como Ragusa. Quem assistiu a Game of Thrones reconhece Porto Real nestas pedras.

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#3 Parque Nacional de Mljet (Mljet) +19 recomendações 4.8/5

Ela é tão arborizada que ganhou o apelido de ilha verde: a ilha de Mljet abriga em mais de um terço da sua superfície uma das reservas naturais protegidas mais antigas do mar Mediterrâneo. O Parque Nacional de Mljet é um destino incrível para quem gosta de natureza e trilhas. O local também conta com dois lagos de água salgada, ligados ao mar por canais estreitos, além de atrações históricas como o Mostastero di Santa Maria (mosteiro de Santa Maria), erguido em seu próprio ilhéu.

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#4 Museu da Cidade de Zagreb (Zagreb) +17 recomendações 4.3/5

O Museu da Cidade de Zagreb é um dos espaços culturais mais importantes da Croácia. Ele ocupa os três andares e os subsolos do antigo convento das Clarissas, na Cidade Alta: um edifício imponente cuja fachada exibe janelas em trompe-l'œil. O acervo reúne milhares de peças e raridades arqueológicas que contam a história local desde a pré-história, complementadas por maquetes da evolução urbana.

#5 Parque Maksimir (Zagreb) +16 recomendações 4.7/5

O Parque Maksimir é o parque público mais antigo e maior de Zagreb. Com 316 hectares de florestas de carvalhos, prados e lagos planejados em estilo paisagístico inglês, o local funciona como o grande pulmão verde da cidade. Abriga monumentos históricos, trilhas para caminhada e o zoológico municipal, atraindo famílias, atletas e entusiastas da natureza.

#6 Parque Zrinjevac (Zagreb) +16 recomendações 3.7/5

Localizado no coração da cidade baixa de Zagreb, o parque Zrinjevac é um espaço emblemático e o primeiro tesouro do "Ferradura Verde". É um ponto de refúgio e cultura, famoso por seu pavilhão de música de 1891, fontes históricas e edifícios imponentes ao redor. Com eventos o ano todo, incluindo o mercado de Natal, é o ponto de encontro perfeito para relaxar.

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#7 Catedral de Zagreb (Zagreb) +15 recomendações 4/5

A catedral mais alta da Croácia domina Zagreb desde o século XI. Após o seismo de 2020, ela reabriu parcialmente no final de 2025 para voltar a receber os fiéis. Suas flechas neogóticas esculpidas por Hermann Bollé, seu órgão considerado um dos dez melhores do mundo e o tríptico de Albrecht Dürer tornam este monumento uma visita obrigatória em Zagreb.

#8 Praia de Zlatni Rat (Bol) +10 recomendações 4/5

Classificada como monumento geomorfológico, a praia de Zlatni Rat avança por 500 metros no Adriático a partir da ilha de Brač. Sua ponta em forma de V muda de direção conforme as correntes, criando um espetáculo natural raro. Seixos finos, água cristalina, esportes náuticos e um pinhal sombreado compõem o cenário. Acesso gratuito, a 20 minutos a pé de Bol.

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#9 Palácio de Diocleciano (Split) +9 recomendações 5/5

Residência de aposentadoria do imperador romano Diocleciano, este complexo fortificado do século IV forma hoje metade da cidade velha de Split. Patrimônio da UNESCO, ele ainda abriga 3.000 moradores entre suas ruelas, cafés e monumentos antigos. Catedral instalada em um mausoléu imperial, subterrâneos intactos, templo de Júpiter: o acesso ao palácio é gratuito, apenas alguns monumentos são pagos.

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#10 Parque Natural Medvednica (Zagreb) +8 recomendações 5/5

Dominando o norte da capital da Croácia, o Parque Natural Medvednica abriga um maciço montanhoso cortado por trilhas de caminhada para todos os níveis, com vistas impressionantes do topo do Sljeme. A caverna de Veternica impressiona com suas formações rochosas e vestígios pré-históricos, enquanto a fortaleza medieval de Medvedgrad revela séculos de história através de suas muralhas restauradas e da vista panorâmica para Zagreb.

#11 Mosteiro Dominicano de Dubrovnik (Dubrovnik) +8 recomendações 5/5

Encostado às muralhas norte, este edifício do século XIII surpreende com sua escadaria gótica assimétrica desenhada para conter ataques. Seu claustro renascentista, verdadeiro refúgio de silêncio, oferece uma pausa bem-vinda longe do agito urbano. O museu anexo exibe pinturas venezianas e relicários preciosos que testemunham a opulência passada da República de Ragusa.

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#12 Aquário e Museu Marítimo de Dubrovnik (Dubrovnik) +8 recomendações 5/5

Instalado nas abóbadas de pedra do Forte de São João, este espaço único une biologia marinha e história naval. Observe a fauna típica do mar Adriático em tanques embutidos e explore as coleções que retratam a potência marítima da antiga República de Ragusa. Uma imersão histórica e natural bem no coração das fortificações de Dubrovnik.

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#13 Mercado Dolac (Zagreb) +8 recomendações 5/5

Aberto desde 1930, o Dolac é o grande mercado alimentar de Zagreb, instalado em um terraço elevado a poucos passos da praça Ban-Jelačić. São dois níveis: frutas, legumes e flores ao ar livre sob os guarda-sóis vermelhos, além de queijos e embutidos no mercado coberto. Vale a visita durante a semana, bem cedo pela manhã.

#14 Casa e Galeria de Bukovac (Cavtat) +8 recomendações 5/5

Entre na intimidade desta casa de pedra onde cresceu o pintor Vlaho Bukovac. Entre objetos pessoais e telas, este museu retrata a trajetória singular de um filho de marinheiro que se tornou um artista renomado. Explore cômodos preservados em seu estado original, oferecendo um testemunho raro da vida burguesa dálmata do século XIX.

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#15 Forte Lovrijenac (Dubrovnik) +7 recomendações 4/5

O Forte Lovrijenac, empoleirado em um penhasco de 37 metros, é uma joia histórica de Dubrovnik. Construído no século XI para proteger a cidade, ele oferece uma vista incrível das muralhas, do centro histórico e do mar Adriático. Este bastião recebe eventos culturais, como peças de Shakespeare, e serviu de cenário para Game of Thrones. Uma visita essencial para mergulhar na história enquanto admira paisagens inesquecíveis.

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A Croácia e seu litoral recortado

Mais de 1.200 ilhas. Uma costa dalmata tão recortada que pode ser vista do espaço como uma renda sobre o Adriático. E, no entanto, a maioria dos visitantes vê apenas Dubrovnik, Hvar e os lagos de Plitvice. Apesar do sucesso estrondoso no turismo, a Croácia ainda guarda cantos onde é possível sumir do mapa, desde que você saiba onde procurar.

Bonita, mas fique de olho nas armadilhas da alta temporada

A Croácia sofre com o próprio sucesso. Em julho e agosto, Dubrovnik vira um parque de diversões a céu aberto, com centenas de cruzeiristas despejados a cada manhã. Os preços disparam e conseguir uma mesa sem reserva vira missão quase impossível. Fora dessas semanas de pico, no entanto, o país revela um clima totalmente diferente.

Destino ideal para:

  • Quem ama mar cristalino e praias (mar Adriático)
  • Quem quer combinar dias de praia com patrimônio medieval
  • Praticantes de trilhas e fãs de parques naturais
  • Famílias com crianças: país seguro, estruturado e acessível
  • Adeptos de veleiro e navegação costeira
  • Viajantes em busca de gastronomia mediterrânea acessível
  • Quem quer juntar turismo urbano e litoral em uma só viagem

Destino pouco indicado para:

  • Quem quer fugir de multidões: em julho e agosto, os principais pontos turísticos ficam lotados
  • Viajantes com orçamento apertado: Dubrovnik cobra preços de Europa Ocidental na alta temporada
  • Amantes de praias de areia fofinha: a costa croata é formada majoritariamente por pedras e cascalho
  • Quem busca um lugar desconhecido: a Croácia é um dos destinos mais visitados do Mediterrâneo

Custos na média europeia, com grande variação por região

O custo de vida na Croácia fica em média 16% abaixo do francês, mas essa média esconde diferenças enormes. Dubrovnik no auge do verão pratica preços comparáveis aos da Europa Ocidental, ou até mais altos nos pontos mais turísticos. Split, Zadar e o interior do país continuam bem mais em conta.

Exemplos de viagens típicas pela Croácia e orçamentos estimados sem passagens aéreas internacionais
Estilo Onde Duração Orçamento (sem aéreo)
Praias na costa dalmata Split, ilhas de Brač ou Vis 1 semana 600€ a 1.200€ / pessoa (cerca de 3.700 a 7.400 reais)
Road trip pelo litoral Zagreb, Plitvice, Split, Dubrovnik 10 a 14 dias 900€ a 1.800€ / pessoa (cerca de 5.500 a 11.100 reais)
Salto entre ilhas (island hopping) Hvar, Korčula, Mljet, Vis 10 dias 800€ a 1.500€ / pessoa (cerca de 4.900 a 9.250 reais)
City trip cultural Zagreb 3-4 dias 300€ a 600€ / pessoa (cerca de 1.850 a 3.700 reais)
Natureza e trilhas Plitvice, Krka, maciço do Velebit 1 semana 500€ a 900€ / pessoa (cerca de 3.100 a 5.550 reais)
Gastronomia e trufas Ístria (Rovinj, Motovun, Pula) 4-5 dias 450€ a 900€ / pessoa (cerca de 2.800 a 5.550 reais)

Logística, idioma e avisos práticos importantes

A Croácia adotou o euro em janeiro de 2023, o que facilitou bastante a vida de quem viaja. O inglês é falado sem problemas nas regiões turísticas. Já nos vilarejos do interior ou nas ilhas menores, arranhar algumas palavras em croata é sempre bem-visto. O sistema de balsas é caprichado e funciona bem, as estradas litorâneas são de boa qualidade e a segurança geral é excelente.

Um detalhe essencial antes de se aventurar em trilhas fora do circuito tradicional: algumas áreas do interior, especialmente nos arredores do maciço do Velebit e em certas zonas da Eslavônia, ainda guardam minas terrestres deixadas pelos conflitos dos anos 1990. Isso não afeta nenhuma área turística, mas vale a atenção redobrada para quem planeja explorar caminhos totalmente isolados e sem sinalização.

Dubrovnik, Split e Zadar: cidades com personalidade própria

  • Dubrovnik faz jus à fama. Os remparts de Dubrovnik banhados pelo mar, as ruas de pedra calcária branca e o porto antigo minúsculo formam um cenário impressionante. O que pouca gente diz é que os navios de cruzeiro despejam milhares de turistas ali toda manhã entre maio e setembro. O segredo é chegar tarde da noite ou visitar as muralhas bem na abertura ou no fim da tarde, quando os barcos já partiram. A entrada nas fortificações custa cerca de 35€ (cerca de 215 reais).
  • Split foge do comum: o palais de Dioclétien, erguido no século IV, não é um museu intocável, mas um bairro vibrante onde moradores de verdade moram, dormem e fazem compras. É uma das experiências urbanas mais curiosas de todo o Mediterrâneo.

Zadar costuma passar despercebido por quem viaja com pressa. O órgão marinho, uma instalação que usa as ondas do mar para criar música, e a instalação de luzes "Saudação ao Sol" na orla transformam a parada em algo bem mais surpreendente e sossegado.

Dica de amigo: Em Dubrovnik, conheça o bairro de Lapad, a poucos quilômetros do centro histórico. Mais residencial e com menos turistas, ele abriga restaurantes frequentados pelos moradores locais, com preços até 40% mais baixos que na Cidade Velha.

As ilhas: escolha a sua em vez de seguir o rebanho

Hvar é linda, mas virou o destino certo para festas de despedida de solteiro e iates de luxo. Se o seu plano é curtir balada até o dia raiar, vá direto para lá. Para qualquer outro tipo de viagem, olhe para outro lugar.

Brač merece a visita por causa da praia de Zlatni Rat, cuja ponta de areia muda de formato conforme as correntes do mar. Já Mljet, ao sul, guarda um parque nacional com dois lagos salgados e um monastério do século XIV erguido em uma ilhota no meio da água. Um sossego raro.

Vis, antiga base militar iugoslava fechada para estrangeiros até 1989, preservou o clima de ilha intocada. Quase sem prédios de concreto, tem enseadas acessíveis apenas por barco e uma produção de vinho local que os moradores mantiveram longe do turismo de massa por décadas.

  • Ilha de Cres: uma das maiores ilhas croatas e também uma das menos urbanizadas. Praias selvagens, vilarejos no alto de colinas e grifos (abutres) voando livremente.
  • Ilha de Korčula: frequentemente comparada a uma mini Dubrovnik, mas com muito menos gente e uma cidade medieval cercada por muralhas.
  • Ilha de Lastovo: a mais distante do continente, transformada em reserva natural e praticamente livre do turismo de massa.

Parques naturais: muito além de Plitvice

O parque nacional dos Lacs de Plitvice é espetacular: dezesseis lagos em tons de turquesa unidos por cachoeiras em meio a uma floresta fechada. A entrada custa entre 10 e 40€ (cerca de 60 a 245 reais) dependendo da época do ano. No auge do verão, o lugar recebe milhares de pessoas por dia. Chegue bem cedo, na abertura, para curtir um pouco da calmaria que faz a fama do parque.

O parque nacional de Krka, com suas quedas d'água acessíveis a pé a partir do vilarejo de Skradin, é mais fácil de visitar a partir de Split. Costuma ter menos movimento que Plitvice, embora o banho perto das cachoeiras, antes permitido, agora siga regras rígidas. Reserve um dia inteiro para o passeio.

Para quem curte caminhar, o maciço do Velebit exibe paisagens de montanha e mar entre as mais bonitas do país. Quase nenhum guia de turismo fala dele, o que é o melhor motivo para ir.

Ístria e Zagreb: Áustria e Itália juntas no mesmo país

Rovinj, na península da Ístria, pertenceu a Veneza por séculos. Isso se escuta nos nomes das ruas, se saboreia na culinária com trufas e azeite de oliva, e se vê nas torres de igreja que se destacam na Cidade Velha. É uma das cidades mais charmosas do país e, na nossa visão, ainda pouco explorada pelos brasileiros em comparação com a costa dalmata.

No interior istriano, vilarejos como Motovun e Grožnjan dominam colinas cobertas de vinhedos desde a Idade Média. A região produz trufas brancas e pretas, vinhos locais como o Malvazija e o Teran istriano, além de um azeite de oliva frequentemente superior aos concorrentes espanhóis ou gregos encontrados nos mercados.

Zagreb, a capital, recebe muito menos turistas estrangeiros do que Split ou Dubrovnik, o que é uma injustiça. O mercado de Dolac, o curioso Museu dos Relacionamentos Racionados (que expõe objetos de ex-casais acompanhados de suas histórias, uma ideia tocante e irônica) e a arquitetura austro-húngara fazem dela uma parada urbana imperdível.

Dica de amigo: Se passar pela Ístria, não vá embora sem provar o queijo da ilha de Pag. A ilha é ligada ao continente por uma ponte e seu queijo de ovelha, curado com a maresia e os minerais trazidos pelo vento Velebit, é um dos melhores da Europa. Você o encontra em qualquer mercado da região.

Na mesa croata: do fogo de chão ao risotto preto

No litoral, a peka é o prato que melhor representa a culinária dalmata: carne (cordeiro ou vitela) ou um polvo inteiro, cozidos lentamente na brasa sob uma tampa de metal coberta de cinzas quentes, junto com batatas e ervas. Leva tempo para ficar pronto (geralmente umas 2h, exigindo encomenda prévia), mas vale cada mordida. O crni rižoto, risoto com tinta de lula e frutos do mar, é outro clássico costeiro com sabor marcante.

O brudet, um ensopado picante de peixe cozido lentamente, muda de sabor conforme o porto onde é preparado. No interior, a Eslavônia traz pratos mais robustos: páprica, linguiças defumadas e repolho recheado (os sarmas). Os ćevapi, pequenos bolinhos de carne grelhada servidos com pão e cebola, aparecem por toda a região dos Balcãs e salvam qualquer refeição rápida sem pesar no bolso.

Nos vinhos, a península de Pelješac produz o Dingač, um tinto encorpado feito com a uva Plavac Mali, considerado um dos melhores da Croácia. Na Ístria, o destaque é o Malvazija, um branco frutado com notas salinas. E a rakija, aguardente temperada com ervas ou mel, funciona como o digestivo oficial do país: vão te oferecer em todo lugar, e recusar seria desfeita.

Quando ir à Croácia?

Junho e setembro são os meses perfeitos: o mar está morno, os preços continuam razoáveis e as multidões somem em comparação com o verão. Julho e agosto atraem milhões de turistas, fazendo com que as hospedagens na costa esgotem com meses de antecedência e as principais atrações fiquem lotadas o dia todo.

A primavera (abril e maio) funciona bem para trilhas e parques naturais, especialmente para ver o degelo nos lagos de Plitvice e nas pastagens do Velebit. O outono traz a época da colheita das uvas em outubro, temperaturas ainda agradáveis no litoral e uma atmosfera genuína nas ilhas, onde os moradores finalmente recuperam suas rotinas.

O inverno também tem seu charme: Zagreb monta um dos mercados de Natal mais bem avaliados da Europa Central. Por outro lado, a costa fica fria e castigada pela bora, um vento forte que desce das montanhas. As ilhas ficam praticamente vazias, uma experiência interessante para quem curte viajar na contramão.

Como chegar à Croácia?

A Croácia conta com boa oferta de voos e conexões. É possível voar com escalas a partir de capitais brasileiras para Dubrovnik, Split, Zagreb e Zadar por companhias como Croatia Airlines, easyJet, Ryanair e Transavia.

Para quem já está na Europa ou viaja via Itália, há excelentes rotas marítimas: balsas saindo de Ancona ou Bari cruzam até Split ou Dubrovnik, com opção de embarcar o carro. O trajeto noturno saindo de Ancona (cerca de 9h de viagem) é uma forma muito confortável de desembarcar direto na costa croata.

Quem viaja com passaporte brasileiro não precisa de visto para estadias de até 90 dias a turismo, bastando apresentar o passaporte válido e cumprir os requisitos de entrada do espaço Schengen (ao qual a Croácia aderiu em 2023). Quem viaja com outra nacionalidade deve conferir as regras do próprio passaporte.

Como circular pela Croácia?

A rede de balsas da empresa Jadrolinija é a espinha dorsal de quem explora a costa croata. Há rotas regulares partindo de Split, Dubrovnik e Zadar em direção às principais ilhas. As travessias mais curtas (como Split-Brač) custam poucos euros, enquanto os trechos mais longos variam de 15€ a 30€ (cerca de 90 a 185 reais). Na alta temporada, garanta os bilhetes com antecedência.

O aluguel de carro é a melhor alternativa para explorar o interior, a Ístria e praias mais isoladas. As estradas são boas e as rodovias (com pedágio) agilizam os deslocamentos. Nas ilhas, os ônibus locais cobrem as linhas principais por preços módicos, mas os horários costumam minguar na baixa temporada.

O sistema ferroviário não atende bem o litoral: as linhas ligam Zagreb a Split e a algumas cidades do interior, mas não cobrem a Dalmácia costeira. O ônibus acaba sendo o transporte interurbano mais prático e difundido: confortável, pontual nas linhas principais e bem mais econômico que alugar carro para viagens diretas.

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