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Itália: o que fazer, top 20 atrações imperdíveis em 2026

Descubra os destinos preferidos dos nossos membros, além de avaliações, informações práticas e fotos de viajantes sobre Itália.

As 5 cidades mais bonitas para visitar: Itália

#1 Roma +427 recomendações

Roma reúne 28 séculos de história em uma área que dá para explorar a pé, do Coliseu às ruelas em tons de ocre do Trastevere. A culinária romana se resume a poucos pratos de uma precisão impressionante: carbonara, cacio e pepe e supplì quentinhos. Além dos monumentos que todo mundo conhece, bairros inteiros continuam esperando para serem explorados longe das multidões, entre afrescos esquecidos e mesinhas de calçada.

#2 Veneza +228 recomendações

Veneza continua única apesar das multidões, com 120 ilhas, 400 pontes e zero carros. Os bairros de Cannaregio e Dorsoduro revelam a cidade autêntica longe das manadas de turistas. É necessário um orçamento considerável, espere gastar entre 100 e 300 € por dia (cerca de 615 a 1.845 reais) dependendo do seu conforto. As ilhas de Torcello e Giudecca oferecem uma fuga fora do tempo. Prefira a primavera ou o outono para fugir da muvuca do verão.

#3 Turim +208 recomendações

Turim se destaca pela elegância discreta e pelo clima reservado, bem longe dos roteiros turísticos tradicionais da Itália. A cidade une palácios barrocos, museus de peso e cafés centenários em meio a quilômetros de galerias cobertas que convidam a caminhar sem pressa. Cercada por parques e pela imponência dos Alpes, a capital piemontesa atrai quem busca uma faceta italiana mais autêntica e focada na cultura.

#4 Milão +173 recomendações

Milão surpreende pela capacidade de unir história e modernidade sem perder a identidade. Por trás da fama de polo financeiro e da alta costura, existe uma cidade com forte herança cultural, museus importantes e bairros vivos. Entre ruas movimentadas e monumentos imponentes, o destino atrai quem busca elegância discreta e o ritmo próprio do norte da Itália. É um lugar que se revela aos poucos para quem caminha com calma.

#5 Florença +166 recomendações

A capital da Toscana, cortada ao meio pelo rio Arno, concentra cinco séculos de arte em um centro histórico tão compacto que dá para conhecer tudo a pé em uma manhã. Entre a cúpula de Brunelleschi, as oficinas de artesãos no Oltrarno e as trattorie que ainda servem a tradicional ribollita, a cidade entrega a essência da Itália em sua forma mais pura.

Ranking das 15 atividades selecionadas pela redação: Itália

#1 Coliseu de Roma (Roma) +45 recomendações 4.5/5

O Coliseu é um anfiteatro romano emblemático situado no centro de Roma. Construído no século I d.C., podia receber até 50 mil ou 80 mil espectadores para combates de gladiadores, caças de animais e outros eventos. Famoso por sua arquitetura marcante com arcadas de pedra e abóbadas, o Coliseu é um dos pontos mais visitados da cidade, garantindo uma imersão direta na história do Império Romano e em seus espetáculos grandiosos.

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#2 Galeria Borghese (Roma) +38 recomendações 4.8/5

A Galeria Borghese é um dos museus essenciais de Roma. Como várias instituições culturais, o acervo reúne a coleção particular da família Borghese. O cardeal Scipione Borghese reuniu obras de grandes mestres dos séculos XV e XVI, como Rafael, Bernini e Caravaggio. A vila e os jardins foram comprados pela prefeitura no início do século XIX e abertos ao público.

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#3 Fontana di Trevi (Roma) +33 recomendações 4.1/5

A Fontana di Trevi, no coração de Roma, é um dos monumentos mais famosos do mundo. Desenhada em estilo barroco, ela domina a praça com sua fachada grandiosa e a estátua central de Netuno cercada por esculturas marinhas. Jogar uma moeda na água para garantir o retorno é um ritual clássico que atrai multidões todos os dias.

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#4 Ponte Vecchio de Florença (Florença) +31 recomendações 4.3/5

Com lojinhas medievais, joalherias de luxo e uma passagem secreta, a Ponte Vecchio é muito mais do que uma travessia sobre o rio Arno. Construído em 1345, este cartão-postal de Florença abriga joalherias desde que os Médici ordenaram a mudança dos comerciantes, criando também o famoso corredor elevado.

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#5 Museus Capitolinos (Roma) +30 recomendações 4.5/5

Os Museus Capitolinos estão na Piazza del Campidoglio, em Roma, reunindo há mais de cinco séculos peças que revelam a herança artística da cidade. O acervo principal fica no Palazzo Nuovo e no Palazzo dei Conservatori, repaginados por Michelangelo no século XVI. As salas guardam antiguidades romanas e egípcias, pinturas renascentistas e criações contemporâneas.

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#6 Castelo de Santo Ângelo (Roma) +28 recomendações 4.6/5

O Castelo de Santo Ângelo é um monumento milenar no bairro do Borgo, em Roma. Hoje, seus seis andares abrigam exposições sobre o Mausoléu de Adriano, celas históricas, antigos aposentos pontificais com afrescos de Perin del Vaga e um terraço no topo com vista panorâmica para a cidade e o rio Tibre.

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#7 Fórum Romano (Roma) +27 recomendações 4.2/5

Os testemunhos mais ricos da Antiguidade estão na capital da Itália, entre as colinas do Capitólio e do monte Palatino, e o Fórum Romano é o principal deles. Verdadeiro coração da cidade e da vida pública, era o local onde comércio, justiça, religião e política aconteciam. Nesses vestígios revelados no século XIX, um milênio se revela em pedras preciosas. Da Via Sacra que corre entre os arcos de triunfo dos imperadores até as basílicas civis, a visita impressiona pela beleza dos edifícios imponentes de um mundo desaparecido.

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#8 Basílica de Santa Maria Maior (Roma) +26 recomendações 4.8/5

A Basílica de Santa Maria Maior domina a colina do Esquilino desde o século V. Única basílica papal de Roma a conservar sua estrutura paleocristã, ela abriga mosaicos entre os mais antigos da cidade, um teto dourado com o ouro das Américas e a sepultura do papa Francisco desde 2025. A entrada na basílica é gratuita, mas o museu e os terraços panorâmicos exigem ingresso.

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#9 Panteão de Roma (Roma) +26 recomendações 4/5

O Panteão de Roma é um monumento antigo excepcional, famoso pela cúpula gigantesca e pelo óculo central que deixa entrar a luz natural. Construído no século II sob o imperador Adriano, tornou-se uma igreja que abriga tumbas reais e de artistas famosos como Rafael. Situado na Piazza della Rotonda, ele é cercado por cafés movimentados e fica perto de outros pontos emblemáticos como a Fontana di Trevi e a igreja San Luigi dei Francesi.

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#10 Galeria Uffizi (Florença) +25 recomendações 5/5

A Florença da Renascença atinge seu ápice na Galeria Uffizi. Às margens do rio Arno, o imponente edifício projetado por Vasari em 1580 para os Medici abriga um dos museus mais importantes do mundo. Seus dois andares e 45 salas reúnem obras-primas incomparáveis de Rafael, Botticelli, Leonardo da Vinci, Caravaggio e Michelangelo.

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#11 Catedral de Santa Maria del Fiore (Florença) +24 recomendações 4.8/5

É uma construção de superlativos, com 153 m de comprimento, a Catedral de Santa Maria del Fiore é uma das maiores do mundo. Monumentale, ela ilumina o centro histórico de Florença, cidade cuja potência devia demonstrar no século XIII. Foram necessários 140 anos e vários arquitetos para sua conclusão. Verdadeira façanha arquitetônica, sua cúpula de 45,5 m de diâmetro também é a maior já criada, decorada com 3.600 m² de afrescos, sendo sua visita inesquecível. Apelidada de Duomo, a edificação tem beleza ímpar, especialmente pela riqueza de sua fachada.

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#12 Piazza Venezia (Roma) +24 recomendações 4.4/5

Situada no centro histórico de Roma, a Piazza Venezia, literalmente praça de Veneza, é um enorme cruzamento de tráfego intenso de onde partem as três principais avenidas da capital italiana. Majestosa, ela é cercada por edifícios famosos como o Palazzo Venezia ou Palácio Barbo, o imperdível Vittoriano e a charmosa basílica Santa Maria in Aracoeli, dedicada a Santa Maria do Altar do Céu.

Comece por aquilo que os moradores apelidaram de "máquina de escrever", "dentadura" ou "bolo de casamento": a imponente homenagem a Vítor Emanuel II, primeiro rei da Itália proclamado na criação do Estado em 1861. Construído a partir de 1885 por quase trinta anos, o monumento inspira-se no altar de Pérgamo, exibido em um museu de Berlim. Suas estatuetas simbolizam a unidade das dezesseis regiões italianas. Se você gosta de história, esses episódios são contados no museu histórico do Risorgimento dentro do próprio edifício, que também abriga o museu nacional da Marinha e o museu da Emigração. Entre as duas fontes, que representam os mares Adriático e Tirreno, fica o túmulo do soldado desconhecido. Suba nos elevadores panorâmicos para contemplar a vista deslumbrante de trezentos e sessenta graus do terraço!

Se sobrar tempo, visite o Palazzo Venezia, antiga residência papal, depois embaixada da Sereníssima e mais tarde sede do governo de Benito Mussolini. O espaço abriga o museu de artes aplicadas, onde você verá tapeçarias e exposições temporárias variadas.

Erguida no local da antiga cidadela pelo imperador Augusto, a basílica Santa Maria in Aracoeli marcaria a revelação da vinda de Cristo. Antigo centro político por séculos, ela exige a subida de uma centena de degraus de mármore e oferece a partir do seu terraço uma vista privilegiada para o Capitólio.

 

#13 Ponte de Rialto (Veneza) +22 recomendações 4.2/5

A Ponte de Rialto é uma célebre travessia de pedra em arco sobre o Grande Canal em Veneza. Construída entre 1588 e 1591, foi o único acesso que cruzava o canal até 1854. Com cerca de 48 metros de extensão sobre estacas de madeira, abriga lojinhas e atrai milhares de visitantes mensalmente.

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#14 Lago de Como (Como) +22 recomendações 5/5

O lago de Como faz parte da cadeia de lagos pré-alpinos do norte da Itália. Sua forma de Y invertido garante um visual marcante entre água e montanhas, perfeito para caminhadas. A oeste, percorra a Via Regina, com traçado que remonta à época romana. A leste, o Sentiero del Viandante (Caminho do Viajante), com 45 quilômetros, liga Lecco a Colico. Há ainda opções de esportes náuticos, como windsurf e esqui aquático.

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#15 Praça de São Marcos (Veneza) +21 recomendações 4.3/5

A Praça de São Marcos, em Veneza, reúne alguns dos edifícios históricos mais marcantes da Europa. Ao redor da célebre basílica, do Palácio Ducal e da torre do relógio, o espaço recebe eventos culturais e atrai milhões de visitantes todos os anos com seus cafés tradicionais e sua arquitetura icônica.

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A Itália, com seus 59 locais da UNESCO e 3 mil anos de história

Nenhum outro país concentra tantos monumentos tombados como patrimônio mundial. Sob cada praça, ruínas romanas. Atrás de cada igreja, um afresco renascentista. A Itália não se visita como um museu convencional; caminha-se sobre séculos de história enquanto se pede um espresso no balcão da cafeteria.

A Itália é para você?

O país recompensa quem tem curiosidade e apetite. Amantes de arte, arquitetura e boa mesa passam semanas por lá sem olhar para o relógio. Por outro lado, quem viaja com pressa ou tem pouca paciência para o caos organizado pode se estressar. Os trens às vezes saem com atraso, a burocracia funciona no próprio ritmo e o improviso faz parte do dia a dia.

Os gastos mudam bastante dependendo da região. Roma, Milão e Venezia cobram caro: espere gastar de 120 a 180 euros por dia para um casal (cerca de 750 a 1.130 reais). O Sul e o interior continuam bem mais acessíveis, com agriturismos cobrando de 70 a 90 euros a diária com meia pensão (cerca de 440 a 565 reais).

Destino ideal para:

  • Quem é apaixonado por arte, história e arquitetura
  • Amantes da alta gastronomia, de vinhos e produtos locais
  • Casais em busca de romantismo e dolce vita
  • Praticantes de trekking atraídos pelas Dolomites ou pela costa amalfitana
  • Quem quer combinar praia, cultura e gastronomia na mesma viagem

Destino desaconselhado para:

  • Viajantes apressados que querem ver tudo em cinco dias
  • Quem se irrita com multidões nos pontos turísticos no verão
  • Orçamentos muito apertados, já que as grandes cidades pesam no bolso
  • Quem procura natureza selvagem e isolada sem nenhum vestígio humano

Custos que variam conforme a região

Orçamentos médios por estilo de viagem na Itália, sem passagens aéreas internacionais
Estilo de viagem Onde Duração Gasto estimado
City trip cultural Roma 4 a 5 dias 500 € a 1.000 € (cerca de 3.150 a 6.300 reais)
Circuito pelas grandes cidades Milão, Venezia, Firenze, Roma 10 dias 1.000 € a 2.200 € (cerca de 6.300 a 13.850 reais)
Road trip de vinhos e boa mesa Toscana e Úmbria 1 semana 700 € a 1.500 € (cerca de 4.400 a 9.450 reais)
Praia e descanso Sardenha ou Sicília 1 semana 600 € a 1.400 € (cerca de 3.780 a 8.800 reais)
Trilhas na montanha Dolomites 1 semana 500 € a 1.200 € (cerca de 3.150 a 7.550 reais)
Sul profundo e vilarejos Apúlia, Basilicata, Calábria 10 dias 600 € a 1.300 € (cerca de 3.780 a 8.180 reais)

Um país fácil de explorar, mas com armadilhas

A infraestrutura turística funciona muito bem no Norte e no Centro. Trens de alta velocidade ligam as principais metrópoles em poucas horas. Já o Sul exige mais paciência, e alugar um carro costuma ser indispensável. As estradas sinuosas das montanhas e da costa amalfitana exigem nervos firmes ao volante.

Em termos de segurança, o país é tranquilo, mas carteiristas agem nas áreas movimentadas de Roma, Nápoles e Milão, especialmente no transporte público. Em Nápoles, o trânsito caótico pode assustar quem não está acostumado. Tentar falar algumas palavras de italiano abre portas, pois os locais valorizam o esforço.

As grandes cidades e seus tesouros milenares

O Coliseu impressiona apesar da maré de turistas. O Fórum Romano e o Panteão completam essa viagem no tempo. Reserve pelo menos três dias em Roma para absorver o essencial sem correria.

Firenze concentra uma densidade artística impressionante. O Davi de Michelangelo na Galeria da Academia e a galeria dos Uffizi exigem reserva antecipada. Dá para cruzar o centro histórico a pé em um dia, mas a atmosfera pede mais tempo.

Em Venezia, a Praça São Marcos e o Palácio Ducal são paradas obrigatórias. Contudo, o verdadeiro encanto está em bairros como Cannaregio ou Dorsoduro, longe dos roteiros tradicionais. Ruelas silenciosas ainda existem para quem gosta de se perder.

Dica de amigo: garanta seus ingressos para o Coliseu, a Galeria Uffizi e os Museus Vaticanos com pelo menos duas semanas de antecedência. Na alta temporada, as filas na bilheteria passam facilmente de duas horas.

Montanhas, lagos e a zona rural da Toscana

As colinas da Toscana

A Toscana exibe paisagens de cartão-postal que superam qualquer expectativa. Os ciprestes alinhados, os vinhedos do Chianti e vilarejos no alto de colinas como San Gimignano ou Montepulciano criam um cenário atemporal. O Val d'Orcia, reconhecido pela UNESCO, merece ser percorrido de carro pelas curvas sinuosas da região.

As Dolomites

No norte, as Dolomites erguem paredões de calcário que ultrapassam 3.000 metros de altitude. O vale de Val di Funes oferece vistas alpinas de tirar o fôlego. Com trilhas no verão e estações de esqui no inverno, a região atrai fãs de montanha o ano todo. A cidade de Cortina d'Ampezzo funciona como base estratégica.

Os lagos do Norte

O Lago de Como e o Lago Maggiore oferecem um ritmo mais calmo. Vilas históricas, jardins botânicos e vilarejos como Varenna ou Bellagio encantam quem busca tranquilidade entre maio e setembro. Vale a pena incluir o Lago Maggiore, muitas vezes esquecido pelos guias: menos lotado, ele entrega o mesmo charme do vizinho famoso.

Nápoles e o Sul mediterrâneo

Nápoles divide opiniões. Caótica, barulhenta e intensa, ela exige desprendimento. O centro histórico esconde igrejas barrocas e pizzarias seculares. As ruínas de Pompéia ficam a 30 minutos de trem.

A Costa Amalfitana exibe vilarejos empilhados em penhascos entre Positano e Ravello. Ruas estreitas e o excesso de turistas dificultam os passeios em julho e agosto. Ravello, empoleirada no alto da costa, oferece um refúgio mais sossegado longe da muvuca litorânea.

Na Sicília, Siracusa preserva heranças gregas e romanas. Taormina une praia e ruínas antigas com o vulcão Etna no horizonte. Já a cidade barroca de Noto vale a visita por sua rua principal de fachadas douradas.

A Sardenha aposta em praias de água turquesa, sobretudo na Costa Smeralda e no golfo de Orosei. A ilha mantém um perfil mais selvagem e menos urbano que a Sicília.

Regiões que fogem do turismo de massa

A Apúlia apresenta um cenário diferente. Os trulli de Alberobello formam um conjunto único de casinhas de pedra com telhados cônicos. Locorotondo e Polignano a Mare completam um roteiro pelo calcanhar da bota italiana.

A Úmbria costuma ficar à sombra da vizinha Toscana. Ainda assim, Assis, Perugia e Orvieto merecem espaço no roteiro, sem contar as trufas negras da região, consideradas das melhores do país.

Na Basilicata, Matera surpreende com suas habitações rupestres escavadas na rocha. Esse patrimônio da UNESCO chegou a ser visto como vergonha nacional nos anos 1950, mas hoje abriga hotéis e restaurantes charmosos em suas cavernas.

Dica de amigo: entre Matera e a Apúlia, passe por Castelmezzano e Pietrapertosa na Basilicata. Esses dois vilarejos presos às montanhas das Dolomites Lucanas são conectados por uma tirolesa panorâmica espetacular.

A Itália à mesa: vinte regiões, vinte culinárias

A culinária italiana não existe no singular. Cada região defende seus pratos com orgulho. Em Roma, o trono é ocupado pelo carbonara, pelo cacio e pepe e pela amatriciana. Nápoles ostenta a verdadeira pizza napolitana assada no forno a lenha, para comer na Da Michele ou na Sorbillo gastando menos de 10 euros (cerca de 63 reais).

A Emília-Romagna concentra os maiores tesouros da despensa do país: parmigiano reggiano, prosciutto di Parma e vinagre balsâmico de Modena. Os tortellini in brodo de Bolonha e o tagliatelle al ragù passam longe das versões industrializadas encontradas fora de lá. Em Milão, o risotto alla milanese com açafrão e o ossobuco dominam os cardápios.

O ritual do aperitivo acontece em todo lugar por volta das 18h. Um spritz ou negroni acompanhado de petiscos salgados marca a transição entre o trabalho e a noite. Em Milão, alguns bares oferecem um bufê completo incluído no valor da bebida.

Quando ir à Itália?

A primavera e o outono oferecem as melhores condições climáticas. De abril a junho e de setembro a outubro, o clima fica agradável e o fluxo de turistas diminui. Os termômetros variam de 15 a 25 graus no centro do país.

Julho e agosto trazem calor intenso e praias lotadas. Roma e Firenze ultrapassam com frequência os 35 graus. Os preços sobem e o litoral fica tomado. Em meados de agosto, durante o feriado de Ferragosto, muitos estabelecimentos fecham as portas enquanto os locais viajam de férias.

O inverno funciona bem para visitar cidades históricas sem aglomerações e para esquiar nos Alpes. O Carnaval de Veneza, em fevereiro, atrai muita curiosidade. Fique atento: a costa amalfitana e as Cinque Terre reduzem drasticamente o ritmo de novembro a março.

Como ir à Itália?

Saindo do Brasil, voos diretos operam principalmente para Roma e Milão a partir de capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, com duração média de 11 a 12 horas. Companhias como ITA Airways e Air France oferecem rotas regulares.

Para quem já está na Europa, trens de alta velocidade conectam várias capitais. O trajeto entre Paris e Milão leva cerca de 7 horas via Lyon e Turim, com bilhetes que variam de 29 a 120 euros (cerca de 183 a 756 reais).

De carro pela Europa, as rodovias cruzam os Alpes pelos túneis do Mont-Blanc ou do Fréjus. Os pedágios pesam no orçamento, e a viagem de Paris a Milão leva de 8 a 9 horas.

Como se deslocar na Itália?

A rede ferroviária liga as grandes cidades com eficiência. Os trens de alta velocidade Frecciarossa da Trenitalia e os trens da Italo circulam no eixo Milão-Bolonha-Firenze-Roma-Nápoles. O trecho Roma-Nápoles leva 1 hora, Firenze-Roma dura cerca de 1h30, e Milão-Roma consome 3 horas.

Os preços variam de acordo com a antecedência. As tarifas Super Economy começam em 9,90 euros (cerca de 62 reais) para quem compra cedo. O passe Italia in Tour da Trenitalia permite viajar em trens regionais por 3 dias por 35 euros (cerca de 220 reais). Vale a pena comparar as tarifas da Trenitalia e da Italo para o mesmo trajeto.

Para explorar o interior, a Toscana, a Apúlia ou a Sicília, alugar um carro continua sendo a melhor escolha. Cuidado com as ZTL, zonas de tráfego limitado nos centros históricos: entrar nelas sem autorização gera multas salgadas. Ferries conectam o continente à Sardenha saindo de Civitavecchia, Gênova ou Livorno em viagens de 5 a 10 horas.

Dica de amigo: em viagens de longa distância, compre as passagens de trem com pelo menos 3 semanas de antecedência nos sites da Trenitalia ou da Italo. Os preços podem disparar e custar o triplo na última hora.

Itália: encontre os melhores preços para viajar

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