Amsterdam et ses canaux

Top 9 das cidades mais bonitas de Países Baixos para visitarClassificação 2026

Descubra as cidades favoritas dos nossos membros em Países Baixos. Não hesite em publicar as suas próprias avaliações para participar nesta classificação colaborativa.

As cidades de Países Baixos preferidas dos nossos membros, aprovadas pela redação

#1 Amsterdã +167 recomendações

Amsterdã funciona ao ritmo dos milhares de bicicletas que cruzam as pontes e dos barcos residenciais estacionados ao longo dos canais tombados pela Unesco. Entre os grandes mestres da pintura no Rijksmuseum, o clima boêmio do bairro Jordaan e os tradicionais cafés marrons, a capital holandesa oferece um estilo de vida urbano marcado por tulipa coloridas e pela atmosfera aberta que convida a esquixar a pressa do dia a dia.

Imperdíveis

#2 Maastricht +22 recomendações

Quem viaja aos Países Baixos costuma ir direto para Amsterdã. Que tal fugir do óbvio e conhecer outra cidade? Maastricht guarda surpresas reais e funciona perfeitamente para um feriado prolongado.

Uma cidade famosa pelo seu tratado histórico

Localizada no extremo sul do país, Maastricht é uma das cidades mais importantes e antigas dos Países Baixos. Ela ganhou fama mundial por ser o berço do Tratado de Maastricht e, por consequência, o local oficial de nascimento da União Europeia. Muita gente só ouve falar do nome por causa desse acordo político. No entanto, a cidade está longe de ser apenas um museu a céu aberto focado em economia e política. É um lugar cheio de vida e movimento. A Universidade de Maastricht recebe uma quantidade enorme de estudantes vindos de toda a Europa.

Um lugar com excelente qualidade de vida

Vários bairros de Maastricht merecem a sua atenção. A região da universidade é conhecida pelos bares, restaurantes, livrarias e comércios. As mesas nas calçadas, o clima alegre dos moradores e a arborização farta atraem muitos estudantes que decidem morar por ali. A pé, você chega rapidamente ao bairro da cidade velha e aos seus charmosos edifícios de época.

A praça Vrijthof funciona como o coração de Maastricht, avistada de longe pelas torres das igrejas gêmeas de São Servácio e São João. Muita gente caminha pelas ruas de pedestres ao redor para fazer compras ou comer um waffle fresquinho, uma das especialidades locais. Falando em comilança, vale a pena separar uns trocados para testar os famosos automáticos da FEBO, que vendem kroketten, croquetes de carne empanados servidos bem quentes.

Parques, verde e caminhadas

Maastricht convida a passeios a pé e de bicicleta, aproveitando a ampla rede de ciclovias. Vale a pena dar uma volta na floresta de Maastricht e explorar com calma o cemitério americano de Margraten. Se preferir ficar no centro, visite o grande parque de Waldeckpark. A escultura A menina e a girafa, obra de Michel Huisman, chama a atenção de quem passa para a situação de animais selvagens ameaçados de extinção. Por fim, a caminhada pelas muralhas agrada quem busca uma área verde preservada. Os moradores adoram caminhar por lá nos finais de semana e fazer piqueniques.

Quando ir

Você pode visitar Maastricht em qualquer época do ano, mas os meses entre maio e setembro trazem dias mais agradáveis. O sol ajuda a aproveitar melhor os parques e as ruelas da cidade.

Como chegar

Não há voos diretos do Brasil para Maastricht, e o mais comum para quem sai do Brasil é voar até Amsterdã e seguir viagem a partir de lá. Se estiver viajando pela Europa, você pode pegar um trem ou voar para Amsterdã e continuar de trem até Maastricht. O trajeto ferroviário leva cerca de 2h30, com passagens custando entre 20 e 30 euros (cerca de 125 a 185 reais).

Imperdível

#3 Haarlem +9 recomendações

Haarlem é uma cidade no norte dos Países Baixos, capital da Holanda Setentrional, situada entre Amsterdam e as praias e balneários do mar do Norte como Zandvoort ou Bloemendaal. No século XVII, integrou o grupo de cidades mais poderosas da Idade de Ouro neerlandesa. Após um período de perseguição religiosa, a invasão e o cerco da cidade pelos espanhóis em 1573, Haarlem resistiu e acabou por se tornar um refúgio para imigrantes de todas as nacionalidades. Hoje em dia, a cidade é conhecida pelas flores, pelo milhar de monumentos tombados que se espalham ao longo do rio Spaarne, pelas lojas e pelos cafés e restaurantes intimistas que tornam a atmosfera muito agradável para morar e visitar.

A Idade de Ouro de Haarlem

Fundada no século IX, Haarlem cresceu de forma rápida. Conquistou o status de cidade livre bem cedo, há cerca de 750 anos. Plenamente integrada à Companhia Neerlandesa das Índias Orientais (VOC), Haarlem desenvolveu-se consideravelmente nos âmbitos econômico e cultural, sustentada pela indústria têxtil e naval, pelas cervejarias e pelo comércio de flores como tulipas, jacintos e narcisos.

Após um incêndio violento em 1351, a cidade passou por uma ampla reconstrução e remodelação ao longo do século XVII em estilo clássico renascentista, sob a liderança do arquiteto Lieven de Key. Ele projetou marcos emblemáticos como o antigo mercado de carnes, o Vleeshall, transformado atualmente em espaço de exposições.

Uma cidade animada a poucos passos de Amsterdam

Caminhe sem pressa pela praça Grote Markt, o coração histórico da cidade que abriga a imponente igreja de São Bavão, convertida ao protestantismo em 1578 após o cerco. Entre os cartões-postais mais famosos de Haarlem está o moinho de vento Molen de Adriaan, debruçado sobre o rio.

Com forte pulsação cultural, Haarlem atraiu muitos impressionistas ao longo do tempo, inspirados pela galeria de retratos do artista Frans Hals, cujas principais obras estão reunidas em um museu com o nome dele. A cidade também guarda o museu mais antigo dos Países Baixos, o museu Teylers, inaugurado em 1778 sob a influência do Iluminismo e voltado para os avanços da ciência e das artes, que abriga ainda criações de Rembrandt e Michelangelo.

Haarlem é um polo de compras conceituado no país, repleto de boutiques independentes e antiquários. Vale a pena percorrer a charmosa Gouden Straatjes para conferir as vitrines.

Quando ir?

Haarlem brilha na estação mais quente, entre maio e setembro, ou durante a temporada de floração, a partir de meados de março. Sendo um dos principais centros de cultivo e comercialização de flores, a cidade constitui uma parada obrigatória na rota das flores, a Bloemenroute.

Como chegar?

O acesso a Haarlem a partir de Amsterdam é simples e rápido de trem, com duração de cerca de quinze minutos. Da estação de Haarlem, pegue o ônibus para chegar facilmente às faixas de areia de Bloemendaal aan Zee (linha 81) ou de Zandvoort (linha 81 ou 84).

#4 Enschede +4 recomendações

Antiga capital têxtil transformada em cidade universitária, Enschede oferece uma alternativa tranquila às multidões de Amsterdã. Berço da cerveja Grolsch, ela pulsa no ritmo dos jogos do FC Twente e das mesas ao ar livre do Oude Markt. Sua feira de sábado está entre as maiores dos Países Baixos, enquanto seus museus revelam um passado industrial reinventado com ousadia.

#5 Volendam +4 recomendações

O grito das gaivotas na represa, o cheiro salgado da enguia defumada que sai dos defumadores, o toque dos tamancos de madeira nas pedras do Doolhof... Este pequeno porto de pesca nos Países Baixos, fundado no século XIV, cultiva uma identidade tão marcante que um morador costuma afirmar: "Há 16 milhões de neerlandeses e 22 mil habitantes em Volendam." Em suma: somos diferentes e temos orgulho disso.

Sim, o vilarejo vive do turismo. Sim, você vai cruzar com lojas de souvenires e grupos vindos de Amsterdam para passar o dia. Mas além do clima de cartão-postal, Volendam guarda a alma de uma vila de pescadores, com suas casinhas de madeira coloridas espremidas ao longo do lago Markermeer e moradores muito apegados às tradições.

Volendam: um passeio para quem busca o charme neerlandês autêntico

O destino atrai quem deseja mergulhar na cultura neerlandesa tradicional, famílias em busca de um passeio bate-volta fácil desde Amsterdam e fotógrafos que sonham com imagens clássicas. O vilarejo pode ser visitado em meio período ou em um dia inteiro se você incluir Marken no roteiro.

Por outro lado, se você prefere fugir de locais turísticos ou busca aventura isolada, melhor escolher outro destino. O porto fica lotado na alta temporada e o ambiente gira inteiramente em torno do turismo. No orçamento, espere gastar de 30 a 60 euros (cerca de 180 a 370 reais) por pessoa em um dia que inclua transporte, refeição e passeios. Nenhumm carro é necessário: o ônibus 316 saindo da estação central de Amsterdam deixa você lá em vinte minutos.

Caminhar pela represa e pelo labirinto do Doolhof

O coração do vilarejo é a sua digue (represa que funciona como calçadão) à beira do porto. Ali, os barcos de pesca tradicionais balançam suavemente enquanto os restaurantes espalham mesas voltadas para o lago Markermeer. O clima varia entre o animado e o contemplativo conforme o horário da visita. De manhã cedo ou no fim da tarde fora de temporada, você encontra o lado mais sossego do lugar.

Depois, perca-se no Doolhof, cujo nome significa literalmente "labirinto". Este bairro histórico no miolo da vila antiga faz jus ao nome: as ruas estreitas serpenteiam sem lógica aparente entre casas de madeira e pequenos canais. Era ali que moravam os antigos pescadores e onde se instalaram, nos séculos XIX e XX, vários artistas atraídos pela luz e pela atmosfera única do lugar.

Não deixe de reparar no Art Hotel Spaander, um endereço lendário aberto em 1854 que hospedava pintores em busca de inspiração. As paredes do restaurante interno ainda guardam obras deixadas como pagamento por artistas sem dinheiro. A caminhada leva você até a igreja Sint-Vincentiuskerk, testemunha silenciosa do passado católico da vila.

A dica de amigo: para fotografar as casas coloridas sem a multidão, vá até a Oude Kom, outra rua antiga menos movimentada que a via principal. As fachadas são igualmente fotogênicas e você cruza com mais moradores do que com turistas.

Mergulho na história marítima: museus e tradições

O Volendam Museum e sua casa de anéis de charuto

O Volendam Museum reconstrói a vida local entre 1850 e 1950 com cenários de época, trajes tradicionais e objetos do cotidiano. Mas o destaque curioso fica por conta da Cigar Bands House, um cômodo inteiro coberto por mosaicos feitos com 11 milhões de anéis de charuto. É um trabalho monumental e hipnotizante que retrata o mapa dos Países Baixos e até o Empire State Building. Café ou chá são servidos na entrada em um clima bastante acolhedor.

Experience Volendam: o vilarejo em realidade virtual

O Experience Volendam oferece uma imersão com óculos de realidade virtual que transportam você para o porto no ano de 1916. Você caminha virtualmente entre os barcos, descobre profissões de antigamente e cruza com moradores vestidos à época. Uma visita guiada inicial ajuda a contextualizar a experiência digital. Custa cerca de 9 euros (cerca de 55 reais) por pessoa, com opção de tirar foto usando trajes típicos.

O Museu Palingsound e a alma musical da vila

Historicamente, a vila vivia da pesca e da defumação de enguias. O Musée Palingsound reconta essa história enquanto explora o surgimento do palingsound (literalmente "o som da enguia"), um estilo musical pop característico que marcou uma geração inteira de artistas neerlandeses. É um mergulho surpreendente na identidade cultural local.

A dica de amigo: se o tempo estiver firme, vá de bicicleta até o moinho De Kathammer, isolado nos campos a cerca de dois quilômetros do centro. O trajeto corta a paisagem verde típica da província da Hollanda-Septentrionale e traz um respiro após o movimento do porto.

De Volendam a Marken: travessia rumo a uma antiga ilha

Saindo do port, o Volendam Marken Express leva você em vinte e cinco minutos até a antiga ilha de Marken, ligada ao continente por uma estrada elevada desde 1957. A travessia no lac Markermeer oferece belas vistas enquanto o áudio-guia narra a história desses vilarejos pesqueiros.

Em Marken, a arquitetura chama atenção de imediato: casas erguidas sobre colinas artificiais ou em palafitas para resistir às enchentes de antigamente. O ritmo é ainda mais lento que em Volendam e o turismo bem menos intenso. Não perca o Museu de Marken, a antiga fábrica de tamancos e a caminhada até o farol Paard van Marken, construído em 1839 e ainda em funcionamento.

A pequena praia de Volendam, modesta mas agradável, permite um mergulho refrescante na água doce do Markermeer (que já foi de água salgada antes da construção do dique principal em 1932). É uma boa pedida para quem viaja com crianças nos dias quentes de verão.

Onde comer e beber em Volendam?

A especialidade número um é o hareng cru (haring), servido com cebola picada que se come de uma vez só, com a cabeça inclinada para trás, ao estilo neerlandês. As barraquinhas na orla cobram cerca de 2 euros (cerca de 12 reais) por porção. Prove também o kibbeling, pedaços de bacalhau empanados e fritos, e a anguille fumée (paling), iguaria local com sabor marcante e textura naturalmente gordurosa.

Para uma refeição sentida e com vista, o Smit-Bokkum é referência em pratos de peixe defumado e conta com um pequeno museu e empório. Os pratos principais custam em média 35 euros (cerca de 215 reais) por pessoa. O Restaurant De Lunch, no coração do porto, serve pratos tradicionais de peixe em um ambiente cheio de memórias. Para uma opção econômica, o De Haven prepara porções generosas de peixe com batata frita bem na orla.

Nos queijos, prove o Gouda e o Edam nas fazendas produtoras da região, como a Alida Hoeve ou a Henri Willig, que oferecem degustações gratuitas e demonstrações de fabricação. Algumas delas também mostram como são feitos os tradicionais sabots em bois (tamancos de madeira).

Onde dormir em Volendam e arredores?

O vilarejo possui alguns hotéis de charme, incluindo o famoso Hotel Spaander (Best Western Signature Collection), com identidade histórica marcante e paredes cobertas de obras de arte. É ideal para absorver a atmosfera artística do lugar. O Hotel Old Dutch oferece uma alternativa confortável bem no centro.

Para uma vivência diferente, o Marinapark Volendam aluga chalés inspirados na arquitetura local tradicional, ótimos para famílias. As diárias variam de 80 a 150 euros (cerca de 490 a 920 reais) conforme a temporada e o nível de conforto.

Caso tudo esteja lotado ou você queira variar, a cidade de Edam (a 5 km) oferece mais opções de hospedagem em um cenário igualmente charmoso. Amsterdam fica a apenas vinte quilômetros: dormir na capital e fazer um bate-volta é a alternativa mais prática para quem quer flexibilidade.

Como chegar e circular em Volendam?

Saindo de Amsterdam, pegue o ônibus 316 na estação central (Centraal Station). A viagem dura vinte minutos e a passagem custa cerca de 5 euros (cerca de 30 reais) o trecho. O bilhete diário Amsterdam and Region Ticket (cobre todas as linhas regionais por cerca de 12 euros, ou seja, cerca de 75 reais) compensa se você planeja outras paradas. Os ônibus circulam o dia todo com boa frequência.

De carro, conte com vinte a vinte e cinco minutos desde Amsterdam pela rodovia A10 e depois pela N247. Há estacionamentos pagos (cerca de 5 euros a diária, ou cerca de 30 reais) nos arredores da vila. No destino, tudo é feito a pé: o centro histórico se atravessa de ponta a ponta em quinze minutos.

Muitas agências em Amsterdam vendem excursões bate-volta que combinam Volendam com Marken, os moinhos de Zaanse Schans e a vila de Edam. É uma escolha prática caso seu tempo seja curto.

Quando ir?

A primavera (abril a maio) e o verão (junho a agosto) trazem as melhores condições climáticas, com termômetros entre 15 e 22°C. Trata-se também da alta temporada: espere movimento intenso na orla entre 11h e 16h, principalmente aos finais de semana, quando os ônibus de turismo chegam em grande número.

O outono (setembro a outubro) funciona como um excelente meio-termo: clima ainda ameno, ótima luz para fotografia e muito menos gente nos dias úteis. O inverno costuma ser frio e com bastante vento, mas garante uma experiência autêntica para quem busca silêncio total. Lembre-se de conferir o funcionamento dos restaurantes, pois alguns fecham no período mais frio.

Imperdíveis

#6 Haia +3 recomendações

Haia, ou Den Haag em neerlandês, é a terceira maior cidade dos Países Baixos. Embora não seja a capital do país, abriga a sede do governo e do parlamento neerlandês, além de ser o local de trabalho principal da família real no palácio Noordeinde. No coração da Randstad, essa grande conurbação urbana, Haia também reúne importantes instituições internacionais, como a Corte Internacional de Justiça e o Tribunal Penal Internacional. O edifício que sedia essas instituições pode ser visitado e se chama Palácio da Paz.

 

Um polo cultural de destaque

Haia foi fundada no século XIII por iniciativa do conde da Holanda Guilherme II, que decidiu construir um castelo na região. A obra nunca foi totalmente concluída, mas o Ridderzaal, conhecido como o salão dos cavaleiros e datado dessa época, ainda integra o complexo arquitetônico do Binnenhof, centro da atividade política do país. O local é aberto à visitação e impressiona tanto pela arquitetura gótica quanto pelos vitrais que exibem os brasões das grandes famílias da nobreza neerlandesa. O Binnenhof é um dos pontos mais bonitos da cidade, debruçado sobre o grande lago do Hofvijver e sua pequena ilha.

Bem no centro da cidade ficam os museus mais importantes, a começar pelo Mauritshuis, instalado em uma elegante mansão clássica do século XVII. O acervo guarda obras-primas da pintura neerlandesa, como a famosa tela Moça com Brinco de Pérola, de Vermeer. Para completar o roteiro cultural, vale a pena visitar o museu Escher, dedicado ao célebre artista gráfico neerlandês conhecido por suas gravuras em madeira repletas de ilusões de ótica e jogos geométricos.

 

Das dunas à praia: o lado natural de Haia

Haia também funciona como um destino de lazer ao ar livre graças à proximidade com o mar e à extensa faixa de areia da praia de Scheveningen. Quem busca esportes náuticos costuma ir para a região de Kijkduin. Outro ponto curioso é o píer de Scheveningen, uma impressionante estrutura sobre pilotis avançada sobre o mar que reúne atrações como uma roda-gigante com cerca de 60 metros de altura.

Seguindo em direção ao leste, vale explorar o Parque Nacional das Dunas Neerlandesas, ideal para percorrer a pé ou de bicicleta. No caminho de volta ao centro, faça uma pausa no parque Clingendael para conhecer o seu tradicional jardim japonês.

Para ver o país inteiro em miniatura sem sair de Haia, o Madurodam é uma das atrações mais populares desde 1954. O parque exibe maquetes gigantescas que detalham a arquitetura, a infraestrutura e a organização urbana dos Países Baixos.

 

Quando ir?

A melhor época para visitar Haia é durante os meses mais quentes do ano, quando fica mais fácil aproveitar as áreas externas e a orla.

 

Como chegar?

Quem viaja do Brasil costuma voar para Amsterdã e seguir viagem por terra. Haia tem excelentes conexões ferroviárias diretas a partir de Amsterdã e Rotterdam, o que facilita bastante o deslocamento de trem.

#7 Eindhoven +2 recomendações

Eindhoven é a quinta cidade mais populosa dos Países Baixos, situada no sul do território, na província de Brabante. O desenvolvimento urbano remonta ao século XIII, quando recebeu as liberdades comunais do conde Henri Ier de Brabant e o direito de organizar seu próprio mercado. Vale a pena caminhar pela place Markt, o coração histórico, para observar as poucas casas de época que resistiram ao tempo. É ali também que acontecem hoje as feiras livres e os mercados de pulgas. Antiga cidade comercial, Eindhoven atrai quem gosta de compras: continue o passeio pela rue Stratumseind, a principal via comercial. No caminho, você passa em frente à igreja Sainte-Catherine, uma construção charmosa em estilo neogótico.

 

Uma cidade animada nos Países Baixos

Eindhoven ganhou grande impulso a partir do século XIX com a chegada da era industrial, impulsionada pela criação da empresa de eletrônicos Philips, que fabricava inicialmente sistemas de iluminação. Localizado bem no centro, o musée Philips reconstrói essa trajetória e o crescimento da marca desde a fundação em 1891 até os dias atuais.

Antigamente, um bairro inteiro era dedicado às operações da Philips: o Strijp-S, apelidado na época de "cidade proibida". Totalmente revitalizado, o antigo complexo industrial virou um polo moderninho repleto de bares, lojas e restaurantes.

 

A capital do design nos Países Baixos

Eindhoven construiu uma forte reputação em torno do design e da cultura, tendo como principal símbolo o musée Van Abbe, um dos principais museus de arte moderna e contemporânea da Europa. Inaugurado em 1936, ele foi ampliado em 2003 pelo arquiteto Abel Cahen. Seu acervo reúne importantes coleções que vão do cubismo à pop art, passando pela arte minimalista, com obras de grandes nomes como Picasso, Dubuffet, Chagall e Mondrian. Bem perto dali e seguindo a mesma proposta, vale conferir a DesignHuis de Eindhoven.

Vários marcos arquitetônicos refletem essa forte identidade voltada ao design. É o caso do "Blob", uma estrutura orgânica feita de vidro e aço que marca a entrada do centro comercial De Admirant, projetada pelo arquiteto italiano Massimiliano Fuksas.

Para quem se interessa por engenharia e transportes, o musée DAF apresenta os principais modelos de veículos da marca, famosa globalmente por seus caminhões e ônibus.

 

Quando ir?

O período mais agradável para visitar Eindhoven vai de junho a setembro. No entanto, quem se interessa por design pode programar a viagem para novembro, quando acontece o Glow Eindhoven, um festival de uma semana em que a cidade ganha instalações de luz impressionantes.

 

Como chegar?

De carro, o acesso é feito pelas rodovias A67 ou A2. Também é possível voar até o aeroporto de Welschap Eindhoven, embora o mais comum seja fazer uma conexão em Amsterdã. Há ainda diversas linhas de trem e ônibus ligando a capital holandesa a Eindhoven. Na cidade, não deixe de percorrer a piste cyclable Van Gogh: totalmente fosforescente, seu desenho foi inspirado na obra A Noite Estrelada do pintor.

#8 Roterdã

Segunda maior cidade dos Países Baixos, Roterdã faz parte da Randstad, essa enorme conurbação de mais de 7 milhões de habitantes. Situada na foz do Reno e do Mosa, a cidade se desenvolveu ao redor da indústria e do comércio portuário, e hoje o seu porto se estende por 42 quilômetros. Cruzada por vários cursos d'água, Roterdã é um exemplo de cidade que enfrenta grandes desafios de gestão hidráulica. Em 1940, cerca de 90% do centro da cidade foi destruído por bombardeios alemães. Desde então, o município soube se reinventar através de uma dinâmica de renovação arquitetônica e cultural bastante ousada.

Uma cidade portuária moderna e vibrante

Comece o seu passeio pela rua Witte de Withstraat, o coração artístico de Roterdã. Bem perto dali, você vai descobrir as famosas casas-cubo amarelas projetadas pelo arquiteto Piet Blom. O design impressiona ainda mais porque elas ficam inclinadas a 45 graus. É possível visitar uma unidade modelo no Musée Show Cube ou até passar a noite em uma delas, já que o local abriga um albergue da juventude. Aproveite o clima animado do Oude Haven e, na hora do almoço, não deixe de passar pelo Markthal, um mercado coberto gigantesco cuja arquitetura lembra um U invertido.

Faça uma parada cultural no Museum Park. Lá você encontra o Kunsthal, um museu com exposições variadas. O projeto leva a assinatura do arquiteto internacional Rem Koolhaas, que incluiu até troncos de árvores de verdade na estrutura do edifício. No centro do parque fica o Depot Boijmans Van Beuningen, que abriga temporariamente o acervo do museu de mesmo nome, com obras que vão do século XVIII à era contemporânea.

Continue a caminhada um pouco mais para o oeste para explorar o bairro histórico de Delfshaven, onde ainda se veem as tradicionais construções holandesas. Perto dali, vale a pena conhecer a Igreja dos Pais Peregrinos, famosa por ter hospedado os religiosos antes da viagem rumo às Américas. A brasserie Pilgrim é outra parada obrigatória na região.

As atrações imperdíveis em Roterdã

Roterdã é cheia de contrastes, e subir ao topo dos quase 200 metros de altura da tour Euromast deixa isso bem claro. Em seguida, atravesse a pont Erasme em formato de cisne, que liga as zonas norte e sul da cidade, para chegar perto do bairro Kop Van Zuid.

Observe o horizonte urbano, que mistura edifícios altos como o De Rotterdam ou a Maastoren com o clássico hotel New York da época em que dali partiam os navios rumo ao Novo Mundo. É bem no coração do bairro descolado de Katendrecht que você pode embarcar em um táxi aquático para um passeio pelos canais. Vale a pena também conhecer o museu de fotografia, que guarda mais de 120.000 registros, além da Fabrique Van Nelle, uma antiga fábrica de café, chá e tabaco tombada como patrimônio mundial da Unesco.

Quando ir?

A melhor época para visitar Roterdã vai de maio a setembro, quando os dias são mais agradáveis. Se puder, programe a sua viagem para coincidir com as Journées mondiales du port de Rotterdam em septembre (as jornadas mundiais do porto em setembro).

Como chegar?

Roterdã tem excelente conexão com Paris por trem através da linha Thalys e de avião pelo aeroporto de Rotterdam-La Haye. Uma vez lá, use sem moderação os vários barcos de transporte público que ligam os diferentes bairros da cidade.

#9 Texel

Texel é uma ilha onde o dia a dia segue o ritmo do vento. Deixe o carro de lado, pegue uma bicicleta e parta para explorar praias imensas, dunas intocadas e o famoso farol da ponta norte. Encontre os rebanhos locais de ovelhas, prove uma cerveja artesanal da região e entenda o que significa de verdade desacelerar. É um refúgio de ar puro, perfeito para pedalar por quilômetros de ciclovias sem pressa.

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