Ruines de Petra

Jordânia: o que fazer e o que visitar em 2026

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A cidade mais bonita para visitar: Jordânia

#1 Wadi Musa +16 recomendações

Wadi Musa funciona como a base de apoio para quem visita Petra. A cidade reúne o museu local, a fonte de Moïse e o sítio arqueológico de Beidha, conhecido como a Pequena Petra. Trilha até o mirante de Al-Khubtha para ver o Tesouro do alto e caminhadas pelo comércio da região completam os dias de viagem.

A atividade selecionada pela redação: Jordânia

#1 Ruínas de Petra (Wadi Musa) +13 recomendações 4.9/5

Petra é uma antiga cidade nabateia no sul da Jordânia, famosa por monumentos esculpidos na rocha como o Tesouro e o monastério Ad Deir. Redescoberta em 1812 pelo explorador suíço Johann Ludwig Burckhardt, essa joia com mais de dois mil anos foi um importante centro de comércio e culto na região.

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A Jordânia, reino das cidades perdidas e dos desertos de cinema

O Siq se abre diante de você após uma curva. Trinta metros de paredões rosados cortam o céu, e logo surge o Khazneh, fachada monumental esculpida no arenito há dois milênios. Esse momento em que se descobre Petra pela primeira vez justifica por si só uma viagem ao reino hachemita. Mas a Jordânia esconde muitos outros segredos além de sua cidade nabateia.

A Jordânia: o Oriente Médio acessível para viajantes prudentes

Este pequeno país espremido entre vizinhos instables funciona como um oásis de calmaria na região. A Jordânia funciona muito bem para quem tem curiosidade pelo mundo árabe e busca uma primeira experiência tranquila. As infraestruturas turísticas são sólidas, o inglês é amplamente falado nas áreas visitadas, e a hospitalidade jordaniana é genuína. Mulheres viajando sozinhas costumam se sentir seguras, embora seja recomendável usar roupas que cubram os ombros e os joelhos.

O destino atrai menos quem procura vida noturna agitada ou praias badaladas. Aqaba oferece acesso ao mar Vermelho, mas fica longe do estilo dos resorts mediterrâneos. No quesito clima, as temperaturas passam de 40°C no verão em Petra e no Wadi Rum, tornando os passeios cansativos entre junho e agosto. Prefira a primavera ou o outono.

Um orçamento para controlar apesar das aparências

A Jordânia não é mais uma opção barata. Espere gastar de 50 a 80 € por dia (cerca de 310 a 500 reais) em um estilo confortável, com hospedagem em quarto duplo, refeições em restaurantes locais e transporte. O Jordan Pass, que custa entre 70 e 80 JOD (cerca de 550 a 630 reais), inclui o visto e a entrada em mais de quarenta locais, incluindo Petra e Wadi Rum. Ele se paga logo na primeira visita a Petra.

Petra: dois dias no mínimo para ir além do clichê

A maioria dos visitantes chega, fotografa o Khazneh e vai embora. Um erro. Petra se espalha por mais de 30 km de trilhas entre as montanhas. O mosteiro Al-Deir, alcançado após enfrentar 800 degraus, entrega uma fachada tão impressionante quanto o Tesouro, mas com dez vezes menos público. Os túmulos reais, o teatro romano e os locais de sacrifício merecem cada um várias horas de atenção.

A cidade de Wadi Musa fica colada ao sítio arqueológico e concentra a rede hoteleira. As alternativas vão desde um albergue por 15 € a diária (cerca de 95 reais) até hotéis cinco estrelas como o Mövenpick, literalmente na entrada do complexo. Fuja dos grandes grupos de turismo chegando logo às 6h da manhã ou no fim da tarde.

Dica de amigo: Não deixe de ver Little Petra, a 9 km ao norte. Esse local gratuito exibe fachadas nabateias parecidas sem aglomerações, funcionando como um ótimo aquecimento antes da grande Petra.

Petra by Night

Três noites por semana, o Siq e o Khazneh ganham a luz de milhares de velas. O passeio custa 17 JOD (cerca de 135 reais) a mais e divide opiniões. Alguns acham o clima mágico, enquanto outros enxergam apenas um evento turístico um pouco artificial. O melhor meio-termo é ir para garantir fotos durante o crepúsculo e só decidir na hora se vale a pena ficar para a apresentação.

Wadi Rum: dormindo em Marte

Este deserto de arenito vermelho serviu de cenário para The Martian, Dune, Lawrence da Arábia e vários episódios de Star Wars. O motivo fica óbvio assim que você chega. As formações rochosas esculpidas pela erosão criam um visual de outro planeta. O passeio precisa ser feito de 4x4 acompanhado por um guia beduíno local, serviço que costuma vir embutido na diária do acampamento.

Passar a noite no meio da imensidão de areia marca qualquer viagem. Os acampamentos variam do estilo rústico até domos de luxo com visual futurista. O jantar tradicional Zarb, assado lentamente sob a areia em um forno subterrâneo, acompanha a noite. O silêncio absoluto do deserto e o céu estrelado sem interferência de luz artificial compensam com folga as horas de estrada saindo de Petra.

O Wadi Rum Village serve como ponto de partida para todas as expedições. Saindo de Petra, calcule cerca de 1h30 de viagem. A partir de Aqaba, uma hora é suficiente. Programe pelo menos uma noite na área para curtir o pôr e o nascer do sol.

O mar Morto e os cânions: a outra face da Jordânia

Boiar sem esforço em uma água com 34% de salinidade, a 430 metros abaixo do nível do mar. A experiência no mar Morto vale a pena, mesmo que a realidade seja menos perfeita que nos cartões-postais. A água arde nos olhos e em qualquer arranhão, os resorts de luxo cercam os melhores trechos e a faixa pública de praia é bem rudimentar. Conte com pelo menos 20 JOD (cerca de 160 reais) para um passe diário em um resort com piscina e chuveiros.

Wadi Mujib

Para quem busca aventura, o cânion do Wadi Mujib traz uma alternativa impressionante. Essa trilha aquática de 2 a 4 horas leva você rio acima por um desfiladeiro estreito entre paredes de 500 metros de altura, com trechos em que a água bate na cintura. A entrada custa cerca de 25 JOD (cerca de 200 reais) e o local só abre de abril a outubro. Faça reserva com antecedência na alta temporada.

A reserva de Dana

Mais ao sul, a reserva de biosfera de Dana representa o melhor do ecoturismo jordaniano. A vila centenária empoleirada na borda de um cânion organiza caminhadas guiadas por paisagens de geologia variada. Os ecolodges administrados pela comunidade local fogem dos roteiros padronizados. Reserve um dia inteiro de caminhada para alcançar Feynan, um lodge que funciona inteiramente à base de velas e energia solar.

Amman e o norte: ruínas romanas e arquitetura otomana

Amman surpreende logo no início. A capital, com seus 4 milhões de moradores, se espalha por colinas sem fim, sem um centro histórico único e óbvio. Ainda assim, a cidadela com seu templo de Hércules e o teatro romano com capacidade para 6.000 pessoas merecem meio período. A região da Rainbow Street concentra cafés modernos e galerias de arte contemporânea.

A 50 km ao norte, Jerash guarda as ruínas romanas mais bem preservadas do Oriente Médio. O arco de Adriano, o hipódromo e a rua das colunas mostram que cerca de 90% da cidade antiga ainda aguarda escavações. Com menos público que Petra, Jerash deixa ver claramente o cotidiano de uma cidade da Decápole de dois milênios atrás.

Dica de amigo: A cidade de As-Salt, a 30 km de Amman, merece a visita por seus palácios otomanos em pedra amarela. Reconhecida pela UNESCO, ela recebe poucos turistas e mostra uma Jordânia longe dos roteiros tradicionais.

A culinária jordaniana: mezzes fartos e grelhados beduínos

A comida local compartilha as bases de todo o Levante: homus, falafels, moutabal e outros mezzes formam a introdução de qualquer refeição. Vários pratos pequenos lotam a mesa, servidos com pão árabe quente. O mansaf, prato nacional, junta carne de carneiro cozida em iogurte fermentado, colocada sobre uma porção de arroz com pinoli. O costume tradicional pede que seja comido com a mão direita em ocasiões especiais.

Nos acampamentos beduínos do Wadi Rum, o Zarb transforma o jantar em um verdadeiro ritual. Legumes e carnes cozinham por horas em um buraco na areia, abafados por brasas. Desenterrar a comida faz parte da atração. Para quem viaja com orçamento enxuto, as barracas de rua em Amman vendem shawarmas e falafels por menos de 2 JOD (cerca de 16 reais).

Para beber, o chá com sálvia acompanha cada recepção. Os beduínos costumam chamá-lo de o "uísque do deserto". O café com cardamomo, servido em xícaras minúsculas, segue uma etiqueta própria: aceitar a primeira xícara é educação, recusar após a terceira é perfeitamente aceitável.

Quando viajar para a Jordânia?

A primavera e o outono oferecem o cenário ideal. De março a maio e de setembro a novembro, as térmicas ficam entre 19 e 28°C, permitindo caminhar sem sofrimento por Petra ou pelo deserto. Essas janelas também atraem mais gente, principalmente durante as férias de Páscoa na Europa.

O verão castiga com marcas acima de 35°C em Petra e 40°C no Wadi Rum. O calor excessivo paralisa os passeios entre 11h e 16h. O inverno traz preços menores e locais mais vazios, mas as noites no deserto esfriam bastante e o mar Morto perde o apelo para um mergulho relaxante. Pancadas de chuva podem ocorrer entre dezembro e fevereiro.

Como ir para a Jordânia?

O aeroporto internacional Queen Alia, em Amman, concentra a maior parte dos voos estrangeiros. A Royal Jordanian opera conexões diretas partindo de Paris em cerca de 4h30. Companhias como Air France, Turkish Airlines ou Emirates operam voos com escala que costumam sair mais em conta, custando entre 300 e 600 € (cerca de 1.850 a 3.700 reais) conforme a época.

O aeroporto de Aqaba, no sul, funciona como uma alternativa prática para quem pretende começar o roteiro direto pelo Wadi Rum e Petra. Alguns voos charter europeus pousam ali, vindos principalmente da Alemanha e do Reino Unido.

Quem viaja com passaporte brasileiro não precisa de visto antecipado para estadias de até 30 dias. O visto é emitido na chegada ao país ou já vem embutido no Jordan Pass, desde que você permaneça pelo menos três noites no destino. O passaporte precisa ter validade mínima de seis meses a partir da data de entrada.

Como circular pela Jordânia?

O aluguel de carros continua sendo a alternativa mais prática para explorar o país. As vias principais estão em boas condições e trazem sinalização clara em inglês e árabe. Espere gastar de 20 a 30 JOD por dia (cerca de 160 a 240 reais) por um veículo compacto. A direção é feita pela direita e as distâncias são administráveis: 3h30 de Amman a Petra, e 2h de Petra até Aqaba.

Os ônibus da empresa JETT fazem o trajeto diário entre Amman e Petra por cerca de 10 JOD (cerca de 80 reais) o bilhete simples. A saída acontece às 6h30, com retorno por volta das 17h. Para o Wadi Rum, é preciso negociar um táxi saindo de Aqaba ou Petra, ou contratar um traslado com o seu acampamento. Os aplicativos de transporte Uber e Careem funcionam muito bem em Amman para corridas urbanas.

Para os deslocamentos entre as atrações principais, muitos viajantes preferem fechar tours organizados de 2 a 3 dias que juntam Petra, Wadi Rum e o mar Morto. Essa escolha elimina preocupações logísticas e costuma incluir hospedagem, refeições e ingressos. Os preços variam de 150 a 300 € (cerca de 930 a 1.850 reais) conforme o nível de conforto escolhido.

Jordânia: encontre os melhores preços para viajar

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Ruines de Petra
Désert de Wadi Rum
Temple d'Hercules à Amman

Últimas avaliações

Impressionante

Sítio arqueológico super grande, dá para separar vários dias para conhecer tudo. Dito isso, você passa muito tempo andando, subindo ou descendo degraus, é puxado!

15 0

Maravilhoso

Petra é um lugar mágico. Depois de percorrer o Siq por um quilômetro, o Khazneh se revela aos poucos e, como já foi escrito, é impressionante. Mas eu aconselho a continuar a visita e subir os 800 degr…

18 0

O site arqueológico mais bonito do mundo?

De todos os sítios arqueológicos que eu já vi pelo mundo, este é o mais impressionante. No meio de desfiladeiros desérticos, essas construções imensas cravadas na rocha me causaram muito mais impacto…

16 0

Um lugar encantador

No meio do deserto, esses templos escavados diretamente na rocha são ao mesmo tempo impressionantes pelas dimensões e fascinantes pela atmosfera que transmitem.

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Pedras vivas

Em um cenário natural relativamente selvagem e desértico, esses vestígios do passado, esculpidos diretamente na rocha, vão impressionar você. Com o tempo, a gente até acha que a pedra tomou essa forma…

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