Shangai

China: o que fazer, top 10 atrações imperdíveis

Descubra os destinos preferidos dos nossos membros, além de avaliações, informações práticas e fotos de viajantes sobre China.

As 5 cidades mais bonitas para visitar: China

#1 Hong Kong +8 recomendações

Destino marcante no cruzamento do extremo oriente, a ilha de Hong Kong, cujo nome significa literalmente o porto dos perfumes, é uma região administrativa especial da República Popular da China. Situada no centro de um arquipélago de 250 ilhotas, a chamada Manhattan asiática cultiva uma identidade forte entre o feng shui, uma indústria cinematográfica em alta e a paixão por corridas de cavalos. Misturando paisagem urbana e um porto comercial vibrante, Hong Kong conquista visitantes pela atmosfera, pelo patrimônio histórico e pelas compras. As praias e os 21 parques nacionais também oferecem ótimas opções de descanso. Sem contar a oportunidade de provar a gastronomia local, como os dim sum, pequenos petiscos servidos em cestinhas redondas de bambu.

O clima é subtropical úmido, com temperatura média de 21°C.

Uma megalópole frenética

Suba no famoso funicular inaugurado em 1888 para chegar ao Victoria Peak (a 554 metros de altitude). A vista panorâmica de 360 graus é espetacular. Os dois principais pontos de referência na paisagem são a torre Two IFC, do lado de Hong Kong, e o prédio do ICC, do lado de Kowloon.

Siga para o surpreendente viveiro telado Edward Youde Aviary, localizado no Hong Kong Park: abriga cerca de 3.000 espécies de aves, incluindo várias coloridas. A caminhada ao som dos cantos dos animais é bastante relaxante.

Se tiver tempo extra, vá para o sul para conhecer Aberdeen e sua comunidade de barqueiros tanka, o tradicional povo da água. É possível passear pela área a bordo de um sampan tradicional, com duração média de 20 minutos.

Atravesse de Star Ferry em direção a Kowloon. Essa minicru Sio entre as ilhas, realizada 450 vezes por dia, é imperdível. Comece pelo excelente Hong Kong Museum of Art. Bem perto dali, quem gosta de cinema encontra a Star Avenue, versão local da calçada da fama de Hollywood.

Caminhe em seguida pela Shanghai Street (estação MTR Jordan), onde barbeiros de calçada, farmácias de medicina tradicional e lojas antigas oferecem um vislumbre da autêntica cultura chinesa.

Ao cair da noite, passe no mercado noturno de Temple Street, famoso pelo clima kitsch, músicas cantonesas e cartomantes. Outra opção é o bairro de Lan Kwai Fong, repleto de bares e restaurantes animados. Se preferir, nas noites de quarta-feira, das 19h às 22h30, o Happy Valley Racecourse abre as portas para milhares de entusiastas de apostas. O local atrai tanto quem quer apostar quanto quem busca curtir a energia vibrante do lugar.

Para ver a cidade do alto, o 46º andar do Central Plaza (em Wan Chai) garante uma vista impressionante da baía e do pico Victoria. Como alternativa, há o Sky 100.

Lugares autênticos entre natureza e espiritualidade

Com o dobro do tamanho da ilha de Hong Kong, Lantau abriga belas paisagens naturais com praias de areia branca e trilhas de caminhada desertas. A cerca de 40 minutos de balsa partindo do terminal de Central, vale a visita para ver o Grande Buda de Tian Tian e o monastério Po Lin.

Para quem viaja com crianças, o parque Disneyland, que conta com várias atrações dedicadas ao universo de Toy Story, fica no nordeste da ilha. Outra alternativa é o Ocean Park.

Lamma Island, situada a 30 minutos de balsa de Central, é uma ilha montanhosa ideal para curtir um ambiente tranquilo totalmente livre de carros.

Para relaxar, siga para as praias de Repulse Bay e Deep Water. Um pouco mais ao sul, Stanley também oferece sossego e descanso, sendo um dos locais preferidos dos moradores locais nos fins de semana.

Quando ir?

O início da primavera, entre março e abril, e o final do outono, entre outubro e novembre, são as melhores épocas para visitar a região.

Como chegar?

A Air China opera voos para Hong Kong com conexão em Pequim saindo de Paris Charles de Gaulle. Outras companhias que fazem o trajeto a partir de Paris com escalas incluem Air France, Cathay Pacific, China Eastern Airlines, Qatar Airways e Turkish Airlines.

Como circular?

A rede de metrô MTR, integrada com ônibus e balsas, atende perfeitamente toda a cidade. Para maior praticidade, vale a pena adquirir o cartão pré-pago Octopus, aceito em praticamente qualquer meio de transporte público local.

#2 Xangai +8 recomendações

Antigo porto de pesca transformado em trinta anos no centro financeiro da China, Xangai, cujo nome significa literalmente sobre o mar, impressiona pelo gigantismo. Cortada pelo rio Huangpu, exibe ares de Manhattan em Pudong, mantém a autenticidade em Puxi e preserva as marcas das antigas concessões estrangeiras no Bund e na charmosa antiga concessão francesa. Verdadeiro eldorado para a juventude em busca de sucesso, Xangai é cosmopolita, descontraída, aberta ao mundo e fervilhante. Excelente destino cultural graças aos seus vários museus e, claro, às compras, você nunca vai se entediar por lá.

O clima é subtropical: os invernos são amenos e os verões, muito quentes e úmidos.

No Bund, com toda a tranquilidade

O Bund, cujo nome remete historicamente a uma margem lamacenta, é um dos calçadões mais famosos da China. Suas fachadas art déco e neoclássicas lembram o Chicago dos anos trinta, Liverpool ou um clima portuário que lembra Salvador. Os moradores se reúnem ali logo cedo para praticar tai-chi.

Entre no magnífico prédio do Pudong Development Bank, erguido pelos britânicos. O espaço impressiona com seus leões e portas de bronze maciço, mármore de Carrara e belíssimos mosaicos. Bem perto dali, a alfândega abriga uma réplica do relógio do Big Ben. A setecentos metros, a ponte Waibaidu é muito procurada por recém-casados que buscam o cenário ideal para fotos.

Faça um passeio de barco pelo rio Huangpu, de preferência à noite, em uma via fluvial três vezes mais larga que o rio Sena. Até as 23h, a cidade brilha com milhares de luzes. Vá até o píer de Shiliu Pu no nível B1, guichê 1. A duração varia de trinta a cinquenta minutos. Como alternativa, saia do Bund para tomar um drink no trigésimo segundo andar do Hotel Hyatt ou no sexagésimo sexto andar do Royal Méridien. A varanda externa do Bar Rouge também é uma ótima pedida.

A dois passos dali, a cidade velha e suas casas baixas se estendem por menos de dois quilômetros. Visite o templo de Confúcio, um refúgio de paz no meio da agitação urbana, e o belo jardim Yu, cujos ideogramas significam paz e conforto. Os mais curiosos podem caminhar até o mercado de grilos Wan Shang Market, onde as lutas de insetos movimentam apostas em dinheiro.

Pudong, a vitrine do sucesso chinês

Suba em uma das imensas torres de vidro para ter uma vista panorâmica vertiginosa. Você pode escolher entre a Shanghai Tower, terceira torre mais alta do mundo, a Jin Mao Tower que lembra o Empire State Building, o Financial Center Building com seu formato de abridor de garrafas, que é o mais popular, ou a Oriental Pearl TV Tower com suas três esferas rosas. Esta última também abriga o museu de história da cidade e o aquário.

Renmin Guangchang, a Praça do Povo, muito querida pelos moradores

Principal via de pedestres e comércio de Xangai, a rua Nanjing Donglu ferve de energia. As lojas ficam abertas até as 22h. Entre as mais conhecidas estão a Shanghai Nº 1 Department Store, sua vizinha Xin Shi Jie e a Fashion Store. Para comer algo, siga para o Shanghai First Foodhall. Subindo a rua, você chega à praça do Povo, Renmin Guangchang, uma esplanada espaçosa voltada para um parque arborizado. Uma cena curiosa acontece aos sábados de manhã, quando os pais aparecem sem os filhos para uma espécie de feira de pretendentes em busca de casamento.

Visite o imenso museu de Xangai, que tem entrada gratuita. Se tiver tempo, conheça a Ópera futurista, obra de um arquiteto francês, e o museu do urbanismo, onde uma maquete gigante da Xangai do ano 2020 fica expuesta no segundo andar. Um trenzinho turístico no cruzamento da rua Henan Zhonglu permite explorar a área sem cansar as pernas.

A antiga concessão francesa

A partir da avenida Huaihai, sombreada por plátanos, caminhe sem pressa em direção a Taikang Lu. O melhor horário é no fim da tarde, após o fechamento dos escritórios, quando as pequenas ruas pitorescas repletas de lojinhas ganham um clima acolhedor e relaxante. Se tiver tempo, entre no Okura Garden Hotel, que funcionava originalmente como o clube esportivo francês e depois virou o Palácio da Cultura do Povo. O jardim é deslumbrante: nos fins de semana, os chineses vão até lá para empinar pipa, um de seus passatempos favoritos ao lado do mahjong.

À noite, os bairros de Xintiandi e Huaihai Lu concentram o movimento e a animação.

Nos arredores, o templo do Buda de Jade, com dois metros de altura, é o santuário budista mais famoso da cidade. Vale a pena conhecer também o parque Lu Xun, localizado na antiga concessão japonesa, com seu lago cheio de nenúfares.

Se você viaja com crianças

Visite a Disneyland ou o museu de ciências, que lembra bastante o centro de ciências da Villette em Paris. Para completar, o circo de Xangai é um dos mais renomados do mundo.

Quando ir?

As melhores épocas para a viagem são na primavera, do fim de abril até o início de junho, e no outono, durante os meses de setembro e outubro.

Como ir?

Air France, Air China e China Eastern Airlines oferecem voos diretos diários saindo de Paris Charles de Gaulle. Companhias como Emirates, Etihad Airways, KLM, Lufthansa e Thai Airways realizam conexões em Dubai, Abu Dhabi, Amsterdã, Frankfurt, Munique, Zurique e Bangkok.

Ao desembarcar no aeroporto, pegue o Maglev, o trem de levitação magnética, e depois faça baldeação para a linha 2 do metrô. O trajeto até o centro leva de quarenta e cinco minutos a uma hora.

Como se locomover?

A melhor forma de explorar a cidade é a pé e de metrô. Você pode comprar um passe diário ilimitado por cerca de 18 yuans (cerca de 14 reais) ou um passe de três dias por 45 yuans (cerca de 35 reais).

#3 Juyongguan +6 recomendações

O passo de Juyongguan, a noroeste de Pequim, é um trecho histórico da Grande Muralha da China que marcou gerações de defesa estratégica. Menos lotado do que Badaling, o local entrega uma vivência mais autêntica entre muralhas antigas, a Plataforma de Nuvens e mirantes elevados. O relevo montanhoso convida a trilhas exigentes, recompensadas por paisagens abertas, especialmente entre setembro e novembro, quando a vegetação ganha tons avermelhados.

#4 Pequim +4 recomendações

Capital da República Popular da China, Pequim, também chamada de Beijing, impressiona. Centro político e cultural em plena expansão, o destino causa um verdadeiro choque cultural. Hiperglobalizada com seus arranha-céus futuristas e shoppings ostentosos, ela continua profundamente tradicional com seus tesouros arquitetônicos antigos e seus Hutong. Prática de tai chi nos parques logo cedo, curiosas farmácias de medicina chinesa nas esquinas e sabores inéditos de sua gastronomia: deixe-se levar por essa civilização antiga e distante.

O clima é continental com grandes variações de temperatura: os invernos são muito frios e secos, enquanto os verões são quentes e úmidos.

Um patrimônio excepcional

Polo político e histórico, a imensa praça de 40 hectares Tian’Anmen abriga edifícios de arquitetura estalinista, como o Mausoléu do Presidente Mao, o Grande Hall do Povo, onde a bandeira chinesa tremula, e o Museu Nacional da China, o maior do mundo. Bem perto dali, o Grande Teatro Nacional de Pequim e sua arquitetura incomum contrastam com a solenidade do conjunto.

Residência do Imperador por 5 séculos, Gugong, a Cidade Proibida ou Cidade Púrpura, é composta por 9.000 cômodos ricamente decorados: pedras de Pequim, mármores de Xangai, madeiras de Yunnan e Sichuan, e tijolos de Shandong. Construída de acordo com as plantas de uma casa tradicional chinesa, sua simetria é perfeita. Portas, pátios, estátuas, palácios, jardins e muitos símbolos de longevidade, prosperidade e harmonia estão por toda parte. Na continuação da Cidade Proibida, a Colina do Carvão oferece um belo panorama e uma parada agradável, especialmente nos finais de semana, quando os artistas de rua se reúnem ali.

Suba as escadas íngremes da Torre do Tambor e perca-se no coração dos hutongs tradicionais ao redor para uma autêntica mudança de ares. À noite, assista ao espetáculo grandioso no Red Theatre, que reúne monges e apresentações de kung-fu.

Símbolo da cidade, o Templo do Céu Tiantian e seu belo parque com 4.000 ciprestes vão encantar você. Observe os detalhes delicados de sua tripla cobertura azulada e sua rotunda circular de madeira, que conecta harmoniosamente a abóbada celeste à terra.

Também vale a visita a grande mesquita Niujie Libaisi, cuja religião só é identificada pelos versículos corânicos em árabe nas paredes. Sendo a maior da cidade, ela fica no centro de um bairro moderno que abriga uma importante comunidade muçulmana.

Compare o templo tibetano dos Lamas Yonghe gong com os outros locais de culto visitados até ali. O ponto alto da visita é a imensa estátua de bronze do fundador desse movimento lamaísta.

Lugares encantadores

Se quiser sentir a alma e a magia do Palácio de Verão, chegue cedo (diariamente das 6h30 às 18h) e evite os fins de semana. Situado à beira de um lago artificial e cercado por 420.000 árvores, incluindo mais de mil centenárias, tudo ali tem proporções grandiosas.

Se tiver tempo, aprecie os afrescos tibetanos, a Ilha das Hortênsias e a estupa branca do parque Beihai. Outros passeios agradáveis são os lagos Qianhai e Houhai, em Shichahai, conhecidos como os lagos dos 10 mosteiros. O clima ali é muito amigável, com jogadores de majong, dançarinos folclóricos e o som singular do erhu, um instrumento de cordas com notas agudas.

Chang Cheng, a Grande Muralha, simboliza a grandiosidade arquitetônica e a beleza vertiginosa da civilização chinesa. Com um comprimento estimado entre 9.000 e 21.000 km, escalá-la deixa uma lembrança inesquecível. O trecho de Badaling, equipado com teleférico, continua sendo o mais confortável e movimentado. Uma alternativa mais selvagem é o trecho de Mutianyu, de onde é possível descer de tobogã.

Quando ir?

As melhores épocas para visitar Pequim são a primavera e o outono.

Como chegar?

Companhias aéreas oferecem voos com conexão saindo do Brasil em direção a Pequim, desembarcando principalmente no aeroporto Shoudu Jichang, cuja arquitetura bem-sucedida lembra um dragão. É possível voar com companhias como Emirates, Etihad Airways, KLM, Lufthansa, Qatar Airways ou Swiss, fazendo escalas em cidades como Dubai, Doha, Amsterdã, Frankfurt ou Zurique.

Como se locomover?

Usar o transporte público é a melhor maneira de conhecer a cidade sem se esgotar. O metrô, chamado de ditié, tem tarifas calculadas com base na distância percorrida. A compra de um cartão pré-pago Yikatong logo compensa o investimento.

#5 Xi'an +3 recomendações

Xi'an guarda o legado imperial chinês sem perder o ritmo do dia a dia. O Exército de Terracota impressiona, mas é nas ruas do bairro muçulmano, diante de uma tigela de macarrão fumegante, que a alma dessa antiga capital aparece de verdade. Misturando muralhas milenares e temperos marcantes, Xi'an traz uma atmosfera única para quem viaja pela China hoje, longe da fachada das grandes metrópoles do litoral.

Ranking das 5 atividades selecionadas pela redação: China

#1 Grande Muralha da China (Juyongguan) +3 recomendações 4/5

Qual é a construção mais massiva e desmedida da humanidade? A Grande Muralha da China, com seus 6.700 km de extensão e torres de vigia, é a maior obra já feita pelo homem. Foram necessários mais de dois milênios de trabalho para erguer essa barreira defensiva que hoje recebe 15,5 milhões de visitantes anualmente.

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#2 Exército de Terracota (Xi'an) +3 recomendações 4/5

Encontrado por acaso em 1974 por agricultores, o Exército de Terracota, criado para proteger o imperador Qin Shi Huang no além, é uma maravilha arqueológica com mais de dois milênios de história. O local abriga três covas impressionantes com milhares de estátuas exclusivas de soldados e cavalos, além de um museu interativo. Essa riqueza histórica, em Xi’an, revela o artesanato e as crenças da dinastia Qin.

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#3 Cidade Proibida de Pequim (Pequim) +2 recomendações 4.5/5

A Cidade Proibida, no coração de Pequim, é um vasto palácio imperial erguido no século XV, cobrindo 72 hectares com cerca de 980 edifícios. O complexo, reservado aos imperadores Ming e Qing, revela a vida fastuosa da corte através de suas salas cerimoniais. Patrimônio da UNESCO, a visita é enriquecida pelo Museu do Palácio e vistas do parque Jingshan.

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#4 Aquário Oceânico de Xangai (Xangai) +2 recomendações 5/5

Situado em Lujiazui, o Aquário Oceânico de Xangai propõe uma viagem através dos ecossistemas mundiais, com zonas temáticas como a Austrália e o Ártico. O seu túnel submarino de 155 metros, o mais longo da Ásia, permite uma vista imersiva de tubarões, raias e recifes. Combinando descoberta e educação, o aquário oferece espaços interativos e atividades como a alimentação dos animais, sediando famílias e apaixonados pela vida marina.

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#5 Grande Buda de Leshan (Leshan) +1 recomendação 5/5

O Grande Buda de Leshan é, sem dúvida, uma das esculturas mais impressionantes da antiga China. Erguido entre 713 e 803 sob a liderança do monje HǎiTōng para acalmar as águas bravas e proteger os barqueiros, ele impressiona doze séculos depois. Com seus 71 metros de altura, a estátua vigia o rio Min com olhos de 3 metros de largura.

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Visitar a China: um império onde o passado dialoga com o ultra moderno

Imagine um país onde arranha-céus futuristas convivem com templos milenares, onde pandas gigantes roem bambu enquanto trens de alta velocidade voam a 350 km/h. A China não é apenas um destino, é um universo à parte. Com seus 9,6 milhões de quilômetros quadrados e 4.000 anos de história, o Império do Meio coloca você diante de uma realidade fascinante: a de uma civilização ancestral que abraçou a modernidade sem esquecer as próprias raízes.

A China é um destino feito para você?

A China não passa despercebida por ninguém. O país encanta quem viaja com curiosidade, busca uma aventura autêntica e aceita ter suas certezas balançadas. Se você prefere uma viagem totalmente previsível e engessada, melhor escolher outro rumo. Por lá, a barreira do idioma (com pouca gente falando português, embora com o inglês você se vire na maioria das situações, o Google Tradutor e aplicativos locais serão seus melhores amigos) pode transformar a compra de uma passagem de trem em uma verdadeira odisseia, a multidão nos pontos turísticos desafia qualquer imaginação, e a poluição em algumas metrópoles pode causar estranhamento. Mas é exatamente essa complexidade que rende as memórias mais marcantes.

Quem gosta de história encontra tesouros como o exército de terracota ou a Grande Muralha. Os entusiastas da gastronomia descobrem uma culinária infinitamente mais rica do que a dos restaurantes chineses de bairro no Brasil. E os mais contemplativos se perdem com gosto nos jardins clássicos de Suzhou ou nas paisagens de relevo cárstico de Guilin.

Pequim, o teatro do poder e guardião da memória

A capital chinesa logo impacta quem desembarca. Entre avenidas largas traçadas a régua e os hutongs (becos tradicionais) que resistem à modernização, Beijing narra duas histórias em paralelo. A praça Tiananmen impressiona pelas dimensões grandiosas: 440.000 metros quadrados onde turistas curiosos dividem espaço com guardas estáticos.

A Cidade Proibida, também chamada de Gugong, continua sendo a parada obrigatória número um. Seus 980 prédios com telhados de telhas douradas guardam os segredos de 24 imperadores. Chegue cedo: os 80.000 visitantes diários geram filas e aglomerações memoráveis, sobretudo perto do trono do dragão.

Os tesouros escondidos da capital

O Templo do Céu (Tiantan) proporciona um espetáculo matinal único: logo às 6h, os moradores locais se reúnem para praticar tai chi, dança tradicional e canto de ópera. Essa convivência espontânea vale mais do que qualquer museu.

Dica de amigo: para fugir do mar de gente na Grande Muralha, vá até o trecho de Jinshanling em vez de Badaling. A caminhada de 3 horas entre torres de vigia oferece vistas espetaculares, bem longe dos incontáveis paus de selfie.

Xangai, o laboratório do futuro chinês

Esta antiga concessão internacional com 24 milhões de habitantes desafia todas as regras de urbanismo. O Bund, calçadão em estilo Art Déco de frente para os arranha-céus de Pudong, resume essa esquizofrenia urbana fascinante. De um lado, a herança colonial esculpida na pedra; do outro, a China do século XXI disparando rumo às nuvens.

A antiga Concessão Francesa mantém um charme inesperado, com seus plátanos centenários e cafés que servem croissants de verdade. É uma pausa europeia no coração da Ásia que surpreende positivamente durante as caminhadas da tarde.

A arte de viver em Xangai

Os mercados noturnos mostram a alma popular da cidade. O da Dongtai Road mistura antiguidades duvidosas e achados autênticos em um clima de bazar. A experiência sensorial é completa: cheiro de especiarias, negociações em mandarim e surpresas a cada esquina.

Xi'an e as maravilhas do Shaanxi

Esta antiga capital de treize dinastias esconde em seu subsolo o tesouro mais famoso da China antiga. O Exército de Terracota do primeiro imperador Qin impressiona pela precisão: o rosto de cada soldado é único, esculpido há 2.200 anos por artesãos cuja identidade permanece um mistério.

As muralhas da cidade antiga, preservadas ao longo de 14 quilômetros, podem ser percorridas de bicicleta. O passeio lá em cima revela o contraste marcante entre o miolo histórico e os prédios modernos que cercam a região.

Dica de amigo: os xiaochi (petiscos) do bairro muçulmano de Xi'an competem de igual para igual com a culinária de Pequim. O mercado noturno na rua Beiyuanmen vende pastéis cozidos no vapor e espetinhos que não têm nada a ver com a versão industrializada que chega ao Ocidente.

As paisagens de cartão-postal do Sul

A região entre Guilin e Yangshuo transforma imagens clássicas em realidade. Aqueles picos cársticos que brotam dos arrozais parecendo catedrais verdes formam o cenário perfeito de filme de artes marciais. Um passeio de barco pelo rio Li revela uma pintura chinesa ao vivo, especialmente quando a névoa da manhã cobre os cumes.

O Yunnan, província que faz divisa com o Tibete e Mianmar, mostra uma outra faceta da China. Em Dali e Lijiang, as minorias étnicas mantêm firmes suas tradições arquitetônicas. Casas de madeira entalhada e canais de pedra trazem um respiro diante da mesmice urbana das grandes metrópoles.

Chengdu, o reino dos pandas

A Base de Pesquisa e Reprodução de Pandas Gigantes é parada obrigatória para entender a paixão que os chineses têm pelo seu símbolo nacional. Essas bolas de pelo brincalhonas, filmadas por milhões de turistas, encarnam a face mais fofa da China, fazendo esquecer por instantes a imensidão industrial do país.

A China no prato: uma sinfonia de sabores regionais

Esqueça tudo o que você imagina sobre comida chinesa. Cada região desenvolve uma identidade própria: a culinária de Pequim aposta em molhos encorpados e no famoso pato laqueado, a cozinha de Sichuan incendeia o paladar com pimentas e o famoso pimenta de Sichuan, enquanto Cantão foca na extrema leveza dos frutos do mar.

Os dim sum de Hong Kong, servidos em cestinhas de bambu fumegantes, transformam o café da manhã em um evento social. Já os hot pot (panelas chinesas) de Sichuan reúnem famílias e amigos ao redor de um caldo apimentado onde cada um cozinha seus ingredientes favoritos.

A comida de rua mostra a verdadeira alma do país: jianbing (panquecas recheadas) logo cedo, baozi (pãezinhos recheados no vapor) a qualquer hora, e aquelas dezenas de espetinhos grelhados que perfumam os mercados noturnos. Cada mordida conta a história de receitas passadas de geração em geração.

Quando ir à China?

A primavera (de abril a junho) e o outono (de setembro a outubro) trazem as condições perfeitas para explorar o país. As temperaturas ficam agradáveis, chove pouco e a vegetação exibe suas cores mais bonitas.

O verão traz um calor abafado e monções no Sul, embora seja a melhor época para visitar o Tibete e áreas de altitude elevada. O inverno deixa o Norte com cara de Sibéria, mas garante a beleza cristalina da Grande Muralha coberta de neve.

Tente evitar de jeito nenhum as duas semanas de feriadão conhecidas como Golden Week (a primeira semana de outubro e o Ano Novo Chinês entre janeiro e fevereiro): 1,4 bilhão de chineses viajam ao mesmo tempo, transformando qualquer atração turística em um formigueiro humano.

Como ir à China?

Quem viaja com passaporte brasileiro encontra voos para a China com conexões em grandes hubs internacionais, já que não há voos diretos do Brasil. Cidades como Pequim, Xangai e Guangzhou recebem voos diários com empresas europeias e do Oriente Médio (como Emirates e Etihad), passando por escalas em Dubai ou em capitais europeias. Lembre-se de consultar os requisitos de visto exigidos para cidadãos brasileiros antes de embarcar (quem viaja com outra nacionalidade deve conferir as regras do próprio passaporte).

Hong Kong é uma excelente porta de entrada alternativa para conhecer o Sul do país, com a vantagem de não exigir visto para estadias turísticas de até 90 dias para quem tem passaporte brasileiro.

Como se deslocar na China

O sistema ferroviário chinês impressiona pelo nível de eficiência. Os trens de alta velocidade conectam as principais metrópoles a velocidades de 300 km/h com um conforto impressionante. O trajeto entre Pequim e Xangai leva apenas 4h30, um feito técnico que bate qualquer ponte aérea europeia.

Para distâncias curtas, os metrôs ultramodernos das grandes cidades costumam dar banho em equivalentes ocidentais. Aplicativos de celular e sinalização em inglês ajudam bastante na hora de se orientar, mesmo para quem não domina o idioma.

O avião continua sendo necessário para alcançar regiões distantes como Xinjiang ou o Tibete. A malha aérea interna é densa e oferece preços competitivos, desde que você compre as passagens com antecedência.

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