O Palácio do Quirinal, três séculos de poder na colina mais alta de Roma
Empoleirado na mais alta das sete colinas de Roma, em uma área conhecida como Monte Cavallo, este palácio monumental domina a capital italiana desde o século XVI. Sua área de 110.500 metros quadrados o torna o décimo maior palácio do mundo. As fachadas em tom ocre se estendem ao longo da praça, os Dioscuros guardam a entrada desde a Antiguidade e, todos os domingos às 15h, a rendição da guarda presidencial exibe seu cerimonial ao som de uma fanfarra.
Da temporada de férias papal à presidência da República
Construído em 1583 pelo papa Gregório XIII como residência de verão, longe da umidade e dos odores ruins do Tibre, o Palazzo del Quirinale logo se firmou como um símbolo de poder. Trinta papas instalaram ali seus aposentos, de Gregório XIII a Pio IX, contratando os maiores artistas italianos para enriquecer o local. Pietro da Cortona, Domenico Fontana, Ferdinando Fuga e Carlo Maderno assinaram intervenções majestosas, uma após a outra.
Em 1870, após a anexação dos Estados Pontifícios ao reino da Itália, o palácio tornou-se residência real até 1946. O próprio Napoleão o havia escolhido como futuro palácio imperial, mas nunca chegou a se hospedar ali. Desde 1 de janeiro de 1948, o Quirinal é a residência oficial do presidente da República Italiana.
As salas de aparato, uma viagem pela história do poder
A visita começa pelo Scalone d'Onore, a escadaria monumental que dá acesso aos apartamentos. No patamar, o afresco do Redentor em glória, de Melozzo da Forlì, criado por volta de 1480, foi estrategicamente colocado para lembrar aos visitantes de partida que haviam recebido a bênção papal. Uma despedida artística em vez de um simples adeus.
O Salone dei Corazzieri
Construído por Carlo Maderno durante o pontificado de Paulo V, o salão dos Coraceiros impressiona por suas dimensões majestosas e preserva seu teto de caixotões de madeira do início do século XVII. É aqui que acontecem as cerimônias oficiais mais importantes, como a posse dos novos governos.
A sala dos Espelhos e os apartamentos napoleônicos
A sala dos Espelhos foi criada durante a ocupação napoleônica da Itália. Os salões se sucedem, revelando tapeçarias preciosas, afrescos vibrantes e móveis de época. A coleção "Quirinal Contemporâneo" enriquece o patrimônio com 36 pinturas e esculturas de artistas italianos do século XX, como Giorgio De Chirico, Lucio Fontana e Arnaldo Pomodoro.
Os jardins secretos, uma ilha suspensa acima de Roma
Os jardins do Quirinal cobrem 4 hectares, formando um oásis verde que parece flutuar acima da capital. Os canteiros geométricos alternam com uma rica coleção de árvores, sebes majestosas e um bosque de amplas alamedas. Um alçapão nos jardins permite acessar as escavações arqueológicas que revelaram os vestígios do antigo templo dedicado ao deus Quirino e das ínsulas da época imperial.
A dica de amigo: A vista de Roma e da cúpula de São Pedro a partir da Piazza del Quirinale é excelente. Chegue no fim da tarde para aproveitar a luz dourada que acaricia as fachadas barrocas do bairro e fique para assistir à troca da guarda às 15h, um espetáculo que vale a pena.
Os três roteiros de visita
- O roteiro 1 (artístico e institucional) cobre o andar nobre e o térreo em 1h20. Você conhecerá as salas de aparato, os apartamentos presidenciais e a história do palácio através dos três regimes que o ocuparam.
- O roteiro 2 (artístico, institucional e temático) inclui a visita à Vasella, onde estão guardados cristais e prataria do século XVIII, os jardins e o museu das Carruagens, totalizando 2h30.
- Um roteiro 3 é focado em arte contemporânea.
O equivalente ao Eliseu em Roma! Esse aspecto com certeza vai interessar a alguns, mesmo que não seja o lugar que eu recomendo visitar primeiro. No entanto, é um lugar cheio de história com uma praça monumental. Outro ponto forte: a vista para o resto da cidade! Também dá para visitar (com reserva) se você for curioso.