O Museu d'Orsay, catedral de luz para o impressionismo
São 9h30 e as portas acabam de abrir. A luz matinal atravessa a imensa claraboia e inunda a nave de 138 metros de comprimento, revelando as silhuetas das esculturas que pontilham o corredor central. No quinto andar, os azuis de Monet e os amarelos de Van Gogh aguardam os primeiros visitantes. Este templo da arte, onde o tempo parece suspenso nos ponteiros dos relógios monumentais, abriga a maior coleção de obras impressionistas e pós-impressionistas do mundo.
Por que visitar o Museu d'Orsay?
O Museu d'Orsay reúne cerca de 4.000 obras que cobrem o período de 1848 a 1914. Esta coleção preenche a lacuna cronológica entre o Louvre e o Centro Pompidou. Por lá encontramos Manet, Renoir, Cézanne, Degas, Gauguin, além de escultores como Rodin e mestres da Art nouveau como Émile Gallé.
Além das telas, a própria arquitetura é uma obra de arte. A antiga estação, construída por Victor Laloux para a Exposição Universal de 1900, une com elegância sua estrutura metálica de 12.000 toneladas a uma fachada de pedra esculpida. A abóbada chega a 32 metros de altura, banhando as galerias com uma luz natural ideal para contemplar os quadros.
Uma estação salva da demolição
A estação de Orsay atendia ao sudoeste da França até 1939. Suas plataformas, curtas demais para os trens modernos, a condenaram ao abandono. O local quase foi demolido na década de 1960. Uma companhia teatral a ocupou por seis anos, evitando sua destruição. O tombamento como monumento histórico em 1978 selou seu destino. A arquiteta Gae Aulenti projetou a reforma interna, inaugurada em 1986 sob o impulso de Valéry Giscard d'Estaing.
As obras-primas para destacar
No quinto andar: o coração impressionista
As galerias do último andar concentram as telas mais famosas. Bal do moinho da Galeta, de Renoir, captura a alegria de um domingo parisiense. Noite Estrelada sobre o Ródano e os autorretratos de Van Gogh impressionam pela intensidade. Papoulas e A Rua Montorgueil, de Monet, vibram com cores vivas. A Pequena dançarina de catorze anos, de Degas, escultura em cera e tecido, surpreende pelo realismo.
No andar térreo: o realismo e suas ousadias
A Origem do Mundo, de Gustave Courbet, continua sendo a obra mais controversa do museu. Pintada em 1866 para um diplomata otomano, foi escondida por mais de um século, passando inclusive pelas mãos do psicanalista Jacques Lacan. Ela só é exibida ao público desde 1995. Almoço na Relva e Olympia, de Manet, mostram os escândalos que agitaram os Salons oficiais.
Dica de amigo: Suba direto para o quinto andar assim que abrir. Os grupos costumam chegar por volta das 10h30 e a galeria impressionista logo fica lotada. Nas noites de quinta-feira, o movimento diminui bastante após as 18h.
Os relógios e a vista de Paris
Os três relógios monumentais lembram o passado ferroviário do lugar. O do hall principal, ricamente dourado, marca o ritmo da visita. Os dois grandes relógios de vidro voltados para o Sena oferecem um cenário espetacular para fotografar a vista do Louvre, das Tulherias e do Sacré-Cœur. O mostrador transparente de 2,5 metros de diâmetro emoldura a margem direita como um quadro vivo. O café do quinto andar, logo atrás de um deles, convida para uma pausa com vista panorâmica.
Organizando sua visita
O museu se distribui por cinco níveis. O térreo recebe as esculturas, o realismo e as exposições temporárias. O segundo andar apresenta as artes decorativas e o mobiliário Art nouveau, frequentemente mais sossegado no meio do dia. O quinto andar concentra o impressionismo. Um auditório com 347 lugares oferece concertos e colóquios.
Também vale notar:
- O Atelier do Pintor, de Courbet, tela monumental com quase 6 metros de largura
- O terraço Rodin com A Porta do Inferno
- As telas taitianas de Gauguin
- O restaurante histórico e seus tetos pintados
Duas entradas dão acesso ao museu. A porta A atende os visitantes sem ingresso. A porta C, reservada para bilhetes comprados online, reduz consideravelmente a fila. Ingressos combinados com o museu da Orangerie ou o museu Rodin ajudam a estender o passeio.
Horários
| Segunda-feira | Fechado |
|---|---|
| Terça-feira | 09:30-18:00 |
| Quarta-feira | 09:30-18:00 |
| Quinta-feira | 09:30-21:45 |
| Sexta-feira | 09:30-18:00 |
| Sábado | 09:30-18:00 |
| Domingo | 09:30-18:00 |
Dernier accès à 17h (21h le jeudi). Fermé le 1er mai et le 25 décembre.
*Informações sujeitas a variação
O Museu d'Orsay é um dos meus lugares favoritos. Se, assim como eu, você adora o impressionismo, não vai se decepcionar. O museu abriga uma das maiores coleções de pinturas impressionistas, incluindo obras maravilhosas de Monet e também de Renoir. Lembre-se de reservar seu ingresso com antecedência.