Um destino ainda ensolarado em setembro
O fim do verão se aproximava, todos os meus colegas de trabalho voltavam bronzeados das férias e eu estava pálido e cansado: setembro prometía ser sombrio para mim, que não tinha conseguido tirar folga no verão por causa do trabalho. Acabei cedendo e, em acordo com o meu gerente de projeto, que ainda exibia a marca dos óculos de sol no rosto bronzeado e teve pena de mim, , consultei sites de agências de viagens para encontrar algo ao sol. E foi aí que encontrei uma estadia de 8 dias nas ilhas Canárias, mais precisamente na ilha de Fuerteventura.
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Nunca tinha pensado em ir para lá, mas devo reconhecer que, depois de conversar com algumas pessoas, é um destino famoso pelo sol e pelo custo ainda relativamente baixo. Por exemplo, minha viagem custou 430 euros por pessoa, com buffet de café da manhã e jantar inclusos em um hotel três estrelas.
Foi pesquisando que descobri que as Canárias são, na verdade, um dos estados federados ou "comunidade autônoma" da Espanha, assim como as ilhas Baleares, a Andaluzia, o País Basque ou a Catalunha, por exemplo. Eu estava indo para a Espanha, mas, pelas fotos desta ilha vulcânica no Oceano Atlântico, a mudança de ares parecia garantida.
De fato, após um voo de pouco mais de quatro horas em um avião da EasyJet (embora pareça haver opções mais curtas), aterrissei no pequeno aeroporto del Matorral, localizado ao sul da capital Puerto del Rosario. Antes de pousar, pude constatar que a mudança de ares seria certa: praias longas, paisagens áridas e vulcânicas. Sem dúvida, eu estava bem longe da França!
Informações práticas sobre Fuerteventura
A vantagem das Canárias é que essa mudança de ares acontece sem muita burocracia: por mais que a gente se afaste de Paris e se aproxime do Trópico de Câncer, continuamos na Espanha! Além disso, por fazermos parte da União Europeia, o controle na chegada não é mais obrigatório. Mas enfim, por precaução e por estar de avião, leve pelo menos um documento de identidade ou o passaporte, você ficará mais tranquilo.
Quanto ao dinheiro, a moeda local é o euro. Os cartões de crédito são aceitos em todas as áreas turísticas, seja para pagar hotéis, restaurantes, aluguéis, etc. Há caixas eletrônicos nas grandes cidades.
Chegada ao nosso hotel
Após o pouso e a retirada das bagagens, fomos recebidos por uma representante da agência do operador turístico que havíamos escolhido. Pegamos um ônibus em direção ao nosso hotel três estrelas ("Lobos Bahia"), localizado no norte da ilha, em Corralejo. No estacionamento, durante o trajeto até o ônibus, fiquei impressionado com o vento forte que soprava. Lembrei-me então de ter lido que o local também é um ótimo pico para o surfe e o windsurfe.
Ao chegar perto do hotel, vimos que a construção civil estava a todo vapor: cerca de dez hotéis estavam surgindo do chão e o horizonte estava repleto de guindastes. Dá para sentir que o turismo está se desenvolvendo em alta velocidade. Mais tarde, fiquei sabendo que Fuerteventura estava um pouco atrasada nesse aspecto e estava tentando tirar o atraso.
No hotel, a guia nos deixou tomar posse de nossos quartos.
O nosso ficava no segundo andar, com uma varanda que oferecia uma bela vista para a piscina do hotel.
O quarto era espaçoso e composto por uma sala de estar, um banheiro e um quarto com duas camas de solteiro (sem cama de casal, apesar do nosso pedido) lado a lado. O único ponto um pouco negativo: era bom fechar bem a porta de vidro que dava para a varanda, pois o vento forte soprando através da borracha de vedação produzia um tipo de assobio que logo se tornava irritante.
Atividades oferecidas pelo hotel
Uma vez trocados e revigorados, nos encontramos no horário marcado para uma pequena reunião de apresentação das atividades do hotel e, de maneira geral, da ilha durante a nossa estadia. Uma das atividades propostas foi um passeio de quadriciclo. Nós nos inscrevemos para depois de amanhã.
No final dessa pequena reunião, a equipe nos ofereceu um drinque de boas-vindas que consistia em uma mistura de rum e mel. Bem agradável, mas um pouco forte... Em seguida, fomos direcionados ao bufê onde, acompanhados pelo nosso guia que nos explicava o que havia à nossa frente, provamos várias especialidades: chouriço, azeitonas, batatas com molhos de pimentão e coentro. Depois, continuamos com frutos do mar, especialmente lula frita temperada com alho e que devia ser mergulhada em um molho. Para terminar, após uma bela tábua de queijos e frutas frescas, encerramos com uma sobremesa que parecia um pudim de leite, a « leche asada ».
Depois dessa refeição reforçada, uma pequena caminhada digestiva era mais do que necessária! Então, demos uma volta pelo parque antes de sair do hotel e caminhar pela orla em direção a uma imensa faixa de areia. E lá, surpresa: entre as rochas, ao longo do caminho, esquilos vieram nos ver para tentar descolar alguma coisa para comer. O rostinho fofo e a comilança frenética deles faziam muito sucesso entre os turistas alemães e ingleses que passeavam pela costa.
O caminho era ladeado por pinheiros. Os pinheiros das Canárias são praticamente uma espécie endêmica. Eles têm a particularidade de ter três agulhas, o que parecia encantar os pequenos roedores.
Após trinta minutos de caminhada para voltar (já que a cidade mais próxima ficava bem longe a pé...), retornamos ao hotel. Todas as noites, um DJ comandava o som em uma sala transformada em discoteca. Talvez por causa da temporada, pouca gente se divertia por lá: tínhamos a pista só para nós!! Dizem que estabelecimentos desse tipo estão se desenvolvendo bastante, assim como os hotéis.
Nos dias seguintes, dividimos nosso tempo entre as 3 piscinas do hotel e as atividades oferecidas. É preciso reconhecer, no entanto, que o vento não nos deixou em paz e que, nas raras vezes em que as nuvens encobriam o céu, o vento soprava bem gelado. Segundo o que um dos funcionários do hotel tentou nos explicar, esse era o risco de viajar em meados de setembro.
Excursões e descoberta de Fuerteventura
Passeio de quadriciclo
Entre os nossos passeios, testamos o passeio de quadriciclo 4x4. Saindo em grupo de ônibus até o local de aluguel no norte da ilha, perto de Corralejo, demos muitas risadas, já que as grandes extensões de areia se prestam muito bem a esse tipo de aventura. Além disso, o guia que nos acompanhava nos mostrou as diferentes paisagens, vulcânicas e arenosas, da ilha. Não é preciso ser um piloto profissional para dominar essas máquinas, a condução é bem simples e fomos muito bem acompanhados.
Durante a nossa excursão, reparamos em toda a publicidade feita para o parque natural de Corralejo. Voltamos para lá alguns dias depois como parte de um passeio programado com os outros turistas do hotel.
O Parque Natural de Corralejo
A areia branca das dunas molda a paisagem. Na verdade, estamos praticamente no início do deserto do Saara. As cores são deslumbrantes, especialmente quando o sol dá a impressão de se refletir nas dunas antes de mergulhar no mar. Honestamente, valia muito a pena ver aquilo, então, quando percebi que tinha esquecido minha câmera no quarto do hotel, fiquei com bastante regret... Por isso, só poderei mostrar ilustrações encontradas na internet, desculpem...
As dunas, portanto, são consideradas Parque Natural desde 2002.
Observação: a visita foi feita em alemão, inglês ou espanhol, mas, para a ocasião, nosso guia fez a tradução simultânea para nós.
Uma vez atravessadas as dunas, você mergulha em um mar de um azul incrível. A praia é linda e extensa: francamente, era um verdadeiro paraíso!
Esportes aquáticos e surfe
O único ponto negativo, caso você não seja fã de esportes aquáticos: o vento, sempre presente! Ideal para praticar windsurf ou surfe (tomando cuidado, claro, com as correntes e as ondas), a brisa ajudava a refrescar quando o sol esquentava demais.
O lugar é realmente famoso entre os amantes de esportes aquáticos de prancha, mas, pelo menos foi o que pensei ao ver aquelas ondas gigantes, exige uma boa base de prática: não tenho certeza se um iniciante conseguiria se divertir ali. Só para conseguir passar da arrebentação, já é preciso ter braços fortes. E depois, é preciso preparo físico: as quedas eram bem espetaculares. De qualquer forma, para os locais e esportistas experientes (incluindo franceses que vieram de Biarritz para sua peregrinação anual), Fuerteventura oferece vários picos excelentes.
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O mesmo vale para outros lugares nas Canárias; os interessados podem encontrar informações em sites e blogs de surfistas.
O lado chato desse vento é que, assim que o céu ficava um pouco nublado, era preciso se segurar para não vestir a camiseta de novo.
De qualquer forma, o lugar convida à meditação e à dolce vita... isso sim tinha com certeza um gostinho delicioso de férias!
Para variar, embora eu tenha notado que a região de Corralejo é bem voltada para o turismo, a imensidão da praia fazia com que não ficássemos aglomerados e, caminhando um pouquinho, dava para ter a sensação de aproveitar aquelas paisagens a sós e curtir um pouco de privacidade.
Visita à capital Puerto del Rosario
É difícil definir a cidade: ela apresenta uma arquitetura heterogênea e, infelizmente, não tínhamos levado o guia turístico conosco. Sem dúvida, acabamos deixando passar algumas atrações imperdíveis, mas ainda assim pudemos reparar em algumas casas e igrejas com estilos surpreendentes. Às vezes, alguns edifícios mostram traços da cultura andaluza ou até, em outros casos, sinais que lembravam símbolos maias (atenção, aqui devo admitir que não entendo muito de história e talvez esteja cometendo uma gafe enorme...). Mas de qualquer forma, estávamos longe daquelas vilas de casinhas brancas e quadradas que vimos no caminho para o parque nacional de Corralejo.
A visita foi bem rápida, mas de qualquer maneira, também não havíamos encontrado tanta coisa para fazer por lá. Então, voltamos para o hotel para aproveitar o sol à beira da piscina.
Na véspera da nossa partida, a operadora de turismo e o hotel organizaram uma pequena festa tradicional onde cantores eram acompanhados por músicos que tocavam o “timple”, que é um pequenos violão de quatro cordas. Você vai ver muitos deles nas lojas de lembranças. Havia também instrumentos maiores que produziam o mesmo som de bandolins. Mais uma vez, bebemos e comemos as especialidades locais.
Conclusão
Para concluir, diria que fui para lá em busca de sol e fiquei bastante surpreso por encontrar também o que visitar, afinal achava que era uma região voltada exclusivamente para o turismo de descanso ou de esporte. Além disso, a sensação de estar em um lugar totalmente diferente é garantida: a ilha vermelha, como é apelidada, oferece paisagens que eu ainda não tinha visto em nenhum outro lugar. O único ponto um pouco menos positivo é a falta de oportunidades culturais: tirando todas as informações sobre a natureza ou as visitas às igrejas, não me ofereceram muitas opções de passeios ligados à história da ilha. Mas, sinceramente, eu também não fui muito por causa disso. Então, se o seu objetivo é relaxar e dar uma pausa completa, vá sem medo! Para garantir sol, aposte em julho, agosto e meados de setembro e aproveite!
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