Metz

Onde ficar em Metz: os melhores bairros (2026)

Entre 1871 e 1944, Metz mudou de país quatro vezes, e ninguém nunca apagou nada. Isso se lê na altura das fachadas: o centro antigo é feito de um calcário ferruginoso, a pedra de Jaumont, que vira ouro assim que um raio de sol bate nela; um quilômetro adiante começa uma cidade alemã de arenito e granito, maciça, alinhada ao longo de avenidas largas demais para a França de 1900; e atrás da estação, um bairro de vidro e madeira que saiu do chão nos anos 2010. Aqui não se muda de bairro, muda-se de país.

Daí a importância de saber em qual dessas cidades você vai dormir: em Metz o setor não decide só a distância até a catedral, decide o cenário da janela e a hora em que a rua se apaga. Um quarto decente em boa zona fica entre 90 e 140 EUR, a cama em quarto compartilhado sai por uns vinte, e a cidade continua entre as mais baratas de seu porte na França, dezembro à parte.

À primeira vista austera, Metz convida a belas descobertas graças ao passado de cidade real e imperial.

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O centro histórico Da catedral à Porte des Allemands

para uma primeira visita, tudo a pé

A Metz amarela: a Catedral de Metz, dedicada a Saint-Étienne, e seus vitrais, entre eles os de Chagall, a place d'Armes calçada em frente à prefeitura, o mercado coberto ao lado, e o museu da Cour d'Or, erguido sobre termas romanas, que os membros da Avygeo apontam como a parada que não se pode perder, com seu mosaico de gladiadores e seu salão de celeiros abobadado. Para o leste, a rua leva até a Porte des Allemands, fortaleza sobre o Seille perfeitamente conservada, cujas muralhas se sobem e sob a qual se instala um bar ao ar livre no verão. O revés: é o setor mais movimentado e o mais barulhento nas mesas da calçada, e aqui nunca abriu nenhum endereço de luxo.

O que ver e fazer no bairro

Museu da Cour d'Or

Museu da Cour d'Or

+15 recomendações
Catedral de Metz

Catedral de Metz

+8 recomendações
Place d'Armes de Metz

Place d'Armes de Metz

+8 recomendações

Onde ficar neste bairro

Novotel Metz Centre Custo-benefício

Cento e vinte quartos climatizados na place des Paraiges, com piscina externa aquecida e um terraço sombreado, coisa rara em pleno centro: sem charme de época, mas a catedral fica a cinco minutos e as famílias respiram.

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Hotel de la Cathedrale Custo-benefício

Antiga estação de posta do século XVII na place de Chambre, bem em frente à abside da catedral, onde Chateaubriand e Madame de Staël dormiram antes de você: assoalho que range, móveis de antiquário, a vista mais bonita do centro a partir de um quarto.

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ibis Metz Centre Cathédrale Econômico

Setenta e nove quartos na rue Chambière, no Pontiffroy, à beira do Mosela: o padrão da rede sem surpresas, a dez minutos a pé da catedral depois de atravessar a ponte, e no sossego, o que o centro não oferece por esse preço.

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Prós

  • Catedral, place d'Armes e Cour d'Or na porta
  • O mercado coberto e as mesas na calçada sem pegar transporte

Contras

  • O setor mais movimentado da cidade
  • Nenhum endereço de luxo no centro antigo
2

O Petit-Saulcy e as margens do Mosela Sobre a água, do Temple Neuf ao lago

para o sossego e a praça mais bonita de Metz

Uma ilha no Mosela, e sobre ela a place de la Comédie, que os membros da Avygeo apontam como a mais bonita da cidade: a ópera-teatro do século XVIII, a mais antiga ainda em atividade na França, o hôtel de l'Intendance, o Temple Neuf do outro lado da água, um jardim efêmero no verão e um mercado de Natal no inverno, com a catedral ao fundo. Um pouco mais ao norte vêm o lago e a Metz Plage. O revés, apontado pelos mesmos viajantes: é bem menos animado do que em volta da catedral, e é preciso gostar de silêncio depois das dez da noite.

O que ver e fazer no bairro

Place de la Comédie

Place de la Comédie

+15 recomendações

Onde ficar neste bairro

Hotel du Theatre Metz Custo-benefício

Casarão da Lorena do século XVII plantado entre o Temple Neuf e a ópera, dentro do complexo do Port Saint-Marcel e de sua marina: sessenta e seis quartos, uma piscina externa de borda infinita e estacionamento gratuito, o que aqui não se recusa.

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Auberge de Jeunesse HI Metz Plage Econômico

O albergue oficial, na allée de Metz Plage, na margem do Mosela a um quarto de hora a pé da catedral: a cama em quarto compartilhado por uns vinte euros, num bairro tranquilo que poucos albergues podem reivindicar.

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Prós

  • A place de la Comédie e o Temple Neuf na porta
  • O sossego e a água, a dez minutos da catedral

Contras

  • Bem menos animado que o centro
  • Poucos endereços: a ilha é minúscula
3

O Bairro Imperial e a Esplanade Da Esplanade à avenue Foch e à estação

para a arquitetura alemã e o trem

A Metz cinza e rosa, erguida pelo Império Alemão entre 1871 e 1918 para fazer da cidade uma vitrine: avenidas desmedidas, prédios guilherminos de torreões ao longo da avenue Foch, e uma estação monumental que parece uma catedral do Reno. A oeste, a Esplanade desenrola seus jardins até o Mosela, com o palácio da Justiça e a place de la République, que uma membro da Avygeo diz sem rodeios ser vazia e sem grande interesse fora do mercado de Natal. É o setor mais bem servido de hotéis, em todas as faixas de preço. O revés: aqui você dorme numa cidade de escritórios, não num cartão-postal.

O que ver e fazer no bairro

Estádio Saint-Symphorien

Estádio Saint-Symphorien

+8 recomendações
Praça da República

-8 recomendações

Onde ficar neste bairro

La Citadelle Metz MGallery Luxo

Um bastião militar de 1559 virado quatro estrelas, na avenue Ney, entre o Arsenal e a Esplanade: setenta e oito quartos atrás de muros de dois metros de espessura, decoração contemporânea e uma mesa de renome. O grande endereço de Metz.

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ibis Styles Metz Centre Gare Custo-benefício

Setenta e dois quartos no número 23 da avenue Foch, ou seja, dentro do próprio eixo guilhermino: café da manhã e wi-fi incluídos, estação a três minutos a pé e centro a dez. O melhor meio-termo para quem chega de TGV sem carro.

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Hotel Cecil Metz Gare Econômico

Hotelzinho independente na rue Pasteur, a dois passos da estação: quartos simples e bem cuidados, diária que começa abaixo de 60 EUR o ano todo, e o centro a um quarto de hora de caminhada.

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Prós

  • A maior oferta de hotéis, em todas as faixas de preço
  • Estação de TGV e Esplanade na porta

Contras

  • Um bairro de escritórios, pouco vivo à noite
  • A place de la République decepciona fora do mercado de Natal
4

O Amphithéâtre e o Centro Pompidou Atrás da estação, a cidade de 2010

para uma estadia curta e a arquitetura contemporânea

A Metz de vidro e madeira: um bairro novo plantado atrás da estação em volta do Centro Pompidou-Metz e de seu telhado trançado, do centro de convenções e do shopping Muse. Os membros da Avygeo estão divididos sobre o museu e são claros sobre o motivo de ir até lá: a arquitetura merece a olhada mesmo sem entrar, e a vista da cidade do último andar também, mas as exposições não valem todas o mesmo e se conferem antes de pagar. O revés: é um bairro de escritórios e de lajes, sem uma pedra antiga, e a vida de rua ainda se procura.

Bem atrás da estação, o Centro Pompidou-Metz não tem muito a ver com o irmão mais velho parisiense. A arquitetura única merece uma olhada, mesmo para quem não é fã de arte contemporânea.

O que ver e fazer no bairro

Centro Pompidou de Metz

Centro Pompidou de Metz

+15 recomendações

Onde ficar neste bairro

Maison Heler Metz Curio Collection by Hilton Luxo

O objeto arquitetônico do bairro, assinado por Philippe Starck: uma casa da Lorena do século XIX em equilíbrio sobre um prédio de vidro, cento e quatro quartos, dois restaurantes, dois bares e um rooftop, com a estação e o Centro Pompidou a dois minutos.

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Prós

  • Estação de TGV e Centro Pompidou a dois minutos a pé
  • O bairro mais recente, hotéis novos

Contras

  • Um único endereço, e nenhuma vida de rua à noite
  • Nenhuma pedra antiga: não é a Metz que se vem ver

Nossas dicas para reservar bem

  • As duas visitas mais recomendadas não custam nada: É o que sai mais claramente das avaliações publicadas na Avygeo: o museu da Cour d'Or é gratuito para todo mundo e o ano inteiro, e são precisas duas horas para dar a volta; a catedral também é, e a visita é mais rápida do que se imagina. O mesmo reflexo vale para os jardins: nossos viajantes desaconselham os Jardins Fruitiers de Laquenexy, pagos e considerados caros pelo que oferecem, e mandam para o jardim botânico de Metz, de entrada livre. Dito de outro modo, um fim de semana em Metz cabe com um orçamento de museus perto de zero.
  • Dezembro é outra tarifa e outra cidade: Os mercados de Natal se instalam do fim de novembro ao fim de dezembro na place de la Comédie, na place d'Armes e até na place de la République, que praticamente não serve para outra coisa; a cidade enche, os hotéis também, e os preços sobem um degrau. Reserve com dois a três meses de antecedência para esses fins de semana. No resto do ano Metz é uma cidade universitária tranquila onde se acha quarto de última hora, verão incluído, o que faz dela uma das escapadas mais baratas a essa distância de Paris.
  • Dois quilômetros bastam, menos nas noites de jogo: O centro, a ilha e o Bairro Imperial cabem em dois quilômetros: faz-se tudo a pé, e a estação fica a um quarto de hora da catedral. O Mettis, o ônibus em faixa exclusiva, liga o resto em poucos minutos. O carro só serve para sair da cidade, e vira um estorvo nos dias de jogo: os membros da Avygeo que frequentam o estádio Saint-Symphorien avisam que aí fica muito difícil estacionar e até circular por todo o setor oeste.
Onde evitar ficar em Metz (sinceramente)
  • Escolher a place de la République achando que se aponta para o coração pulsante da cidade: nossos viajantes a descrevem como vazia, subaproveitada e nem tão bonita, salvo em dezembro, quando o mercado de Natal enfim a preenche. Ela continua sendo uma passagem prática rumo à Esplanade, mas não é ali que Metz se vive; a place d'Armes e a place Saint-Louis, essas, nunca se esvaziam.
  • Fincar a estadia no Amphithéâtre só pelo Centro Pompidou: as avaliações são diretas, a arquitetura merece o desvio, mas os acervos e as exposições temporárias são desiguais, a ponto de vários membros mandarem de volta para o museu da Cour d'Or. Confira o cartaz do momento antes de encaixar três noites atrás da estação, num bairro sem vida de rua.
  • Reservar um hotel do setor oeste numa noite de jogo sem saber: o estádio Saint-Symphorien lota os arredores, o trânsito e as vagas travam, e um trajeto de dez minutos leva quarenta. O calendário do FC Metz se consulta em trinta segundos antes de confirmar uma data.

Perguntas frequentes: onde ficar em Metz

Qual bairro escolher para uma primeira visita a Metz?
O centro histórico: a catedral e seus vitrais, a place d'Armes, o mercado coberto e o museu da Cour d'Or cabem em cinco minutos a pé, e a Porte des Allemands se alcança caminhando pela margem do Seille. É também o único setor onde dá para dispensar completamente o transporte. Se você prefere o sossego, a ilha do Petit-Saulcy oferece a mesma proximidade com dez decibéis a menos.
Onde ficar gastando pouco em Metz?
Em volta da estação, no Bairro Imperial: os hotelzinhos independentes da rue Pasteur começam abaixo de 60 EUR o ano todo, e o albergue da margem do Mosela oferece a cama em quarto compartilhado por uns 25 EUR. Metz continua sendo uma das cidades mais baratas de seu porte na França: com o mesmo orçamento se dorme melhor aqui do que em Estrasburgo ou em Nancy, salvo durante os mercados de Natal.
Metz é boa para famílias?
Muito: a cidade é plana, compacta e se faz inteira a pé, e os dois museus mais interessantes são gratuitos, o que pesa quando são quatro. O Petit-Saulcy acrescenta o jardim efêmero da place de la Comédie no verão, o lago e uma piscina de hotel. A Porte des Allemands, cujas muralhas se sobem, ocupa as crianças melhor do que mais um museu.
Onde sair à noite em Metz?
Em volta da catedral e da place Saint-Louis, sob as arcadas: é ali que se concentram as mesas na calçada e os bares, e a cidade universitária faz o resto durante a semana. A place d'Armes também se anima no verão, quando um espetáculo de luzes é projetado na fachada da catedral. O Bairro Imperial e o Amphithéâtre, esses, se esvaziam depois do expediente.
Precisa de carro em Metz?
Não, e ele até atrapalha: todo o centro, a ilha e o Bairro Imperial se percorrem a pé em menos de dois quilômetros, o Mettis atende o resto, e Paris fica a uma hora e vinte de TGV. Guarde-o só para sair da cidade, e evite a zona do estádio Saint-Symphorien nas noites de jogo.
Quanto custa uma diária de hotel em Metz?
Conte de 90 a 140 EUR por um bom três estrelas bem localizado, de 55 a 95 EUR por um endereço simples perto da estação, uns vinte euros a cama em quarto compartilhado, e de 150 a 280 EUR pelos dois belos endereços da cidade, o La Citadelle e a Maison Heler. Os mercados de Natal sobem todo mundo um degrau; no resto do ano, a última hora funciona.

Sobre o autor

Bill
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Il fut un temps où je rêvais d’être digital nomad. C’est à cette période que j’ai imaginé et créé la première version d’Avygeo (anagramme de voyage), avec l’envie de mieu…

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