Vieille ville de Jerusalem

Israel: o que fazer e o que visitar em 2026

Descubra os destinos preferidos dos nossos membros, além de avaliações, informações práticas e fotos de viajantes sobre Israel.

A cidade mais bonita para visitar: Israel

#1 Tel Aviv

Tel-Aviv é uma cidade que não para. Com seus 4.000 edifícios em estilo Bauhaus tombados pela UNESCO, seus quatorze quilômetros de praias no Mediterrâneo e uma culinária de rua onde o homus é coisa séria, o ritmo por ali é intenso. O bairro histórico de Jaffa guarda quatro milênios de tradição portuária, enquanto Florentin aposta em muros grafitados e bares alternativos. É um destino que exige um orçamento considerável, ideal para quem gosta de curtir a vida urbana ao máximo.

Israel, onde três mil anos de história são vividos no presente

O cheiro de zaatar tostado sobe das lojinhas da cidade velha de Jerusalém enquanto um chamado à oração ecoa a partir do Domo da Rocha. Algumas horas depois, você toma um coquetel em um terraço em Tel Aviv, de frente para o Mediterrâneo, enquanto os DJs preparam a noite.

Esse contraste constante entre o sagrado e o profano, entre o deserto milenar e as startups futuristas, é o cotidiano de um país do tamanho do estado de Sergipe.

Uma viagem que não deixa ninguém indiferente

O país atrai curiosos, apaixonados por história complexa e gulosos em busca de sabores mediterrâneos e levantinos. Quem gosta de trilhas encontra paisagens de uma variedade espantosa: crateras lunares no Neguev, oásis verdes na Galileia e falésias que caem em direção ao mar Morto. Os noctívagos aproveitam a animada cena festiva de Tel Aviv, considerada uma das mais dinâmicas do mundo.

Por outro lado, esta viagem não é recomendada para quem busca descanso na praia sem complicações: as praias existem, mas as tensões regionais, o contexto geopolítico constante e os rigorosos controles de segurança exigem certa flexibilidade.

É perigoso viajar para Israel?

A pergunta merece uma resposta franca. Em períodos normais, as principais zonas turísticas são seguras. Tel Aviv, Haifa, o litoral mediterrâneo e a maioria dos sítios históricos apresentam um nível de segurança comparável ao da Europa Ocidental. Contudo, a situação pode mudar rapidamente.

As áreas de fronteira com Gaza, o Líbano e a Síria são fortemente desaconselhadas. Na Cisjordânia, os acessos podem sofrer restrições sem aviso prévio e deslocamentos noturnos não são recomendados. Consulte sempre as orientações do Itamaraty antes e durante a sua viagem. O aplicativo Pikud HaOref, do comando da defesa civil israelense, permite receber alertas em tempo real.

Compreender o ritmo do Shabat

Toda sexta-feira, por volta das 14h30, o país desacelera. O transporte público para, o comércio fecha e os restaurantes ficam vazios nos bairros religiosos. O Shabat dura até o anoitecer de sábado. Em Jerusalém e nos bairros ultraortodoxos, evite tirar fotos, dirigir ou usar roupas leves. Em Tel Aviv a atmosfera é mais aberta, mas vale a pena planejar seus deslocamentos com antecedência. Essa pausa pode surpreender, mas também proporciona uma experiência única: ver uma cidade inteira em silêncio absoluto tem algo de fascinante.

Um orçamento mais alto que o dos vizinhos

Espere gastar cerca de 240 a 400 ILS por dia (cerca de 360 a 600 reais) no estilo mochileiro, usando hostels e comida de rua. Um orçamento intermediário gira em torno de 600 a 1.000 ILS diários (cerca de 900 a 1.500 reais) para hotéis três estrelas e restaurantes tradicionais. A hospedagem pesa bastante no bolso: uma noite em um hotel de categoria média custa de 400 a 600 ILS (cerca de 600 a 900 reais), enquanto as camas em hostels partem de 100 ILS (cerca de 150 reais). A boa notícia é que a comida de rua é farta e acessível, custando de 16 a 32 ILS (cerca de 24 a 48 reais) por uma refeição completa. O transporte público é econômico, com passagens de ônibus entre Tel Aviv e Jerusalém na faixa de 20 ILS (cerca de 30 reais).

Jerusalém, três vezes santa

Nenhuma cidade no mundo concentra tanta devoção em tão poucos quilômetros quadrados. O Muro das Lamentações vibra com preces judaicas, enquanto a poucos metros dali o Santo Sepulcro acolhe peregrinos cristãos que tocam a pedra onde o corpo de Cristo teria sido colocado. Acima deles, o Domo da Rocha brilha sob o sol, sendo o terceiro local mais sagrado do islamismo. Essa sobreposição, por vezes explosiva e sempre intensa, não se parece com nada no mundo.

A cidade velha divide-se em quatro bairros: judeu, muçulmano, cristão e armênio. Vale a pena caminhar sem rumo pelas vielas do souk, onde as especiarias se misturam a artigos religiosos de todas as crenças. O mercado Mahane Yehuda, fora das muralhas, traz uma energia mais contemporânea: de dia funciona como um movimentado mercado de alimentos e, à noite, as bancas viram bares animados.

Dica de amigo: visite a Esplanada das Mesquitas logo cedo para evitar filas e tensões. O acesso de não muçulmanos ocorre apenas em horários específicos e pode ser cancelado sem aviso prévio.

Tel Aviv, a cidade que nunca dorme

Fundada em 1909 sobre dunas de areia, Tel Aviv mostra a outra face do país: laica, hedonista e voltada para o futuro. A Cidade Branca, reconhecida pela UNESCO, reúne mais de 4.000 edifícios em estilo Bauhaus com linhas limpas. O bairro de Neve Tzedek, primeiro subúrbio judaico fora dos muros de Jaffa, hoje abriga galerias de arte e cafés modernos.

As praias de areia fofa se estendem por 14 quilômetros. A Gordon Beach atrai famílias, a Hilton Beach o público LGBTQIA+ e a Banana Beach os surfistas. Ao entardecer, os bares do Rothschild Boulevard e do porto revitalizado ganham vida. A noite começa tarde, muito tarde: as baladas costumam abrir depois da meia-noite e fecham apenas ao amanhecer.

A velha Jaffa e seus segredos

Vizinha de Tel Aviv, Jaffa é um dos portos mais antigos do mundo. Ruas de pedra, ateliês de artistas e um mercado de pulgas contrastam com a modernidade ao redor. O mercado Levinsky, menos turístico que o Carmel, transborda especiarias e quitutes orientais. A padaria iemenita Asaluf, no populoso bairro de HaTikva, serve malawachs quentinhos saindo do forno.

O deserto do Neguev e o mar Morto

O sul de Israel ocupa mais da metade do território. A cratera Ramon, em Mitzpe Ramon, rasga a terra por 40 km de extensão e 500 metros de profundidade. Não se trata de uma cratera de impacto, mas de um makhtesh, formação geológica única no planeta. As trilhas revelam camadas de rocha colorida e animais discretos como íbexes, raposas do deserto e aves de rapina.

Mais ao norte, o mar Morto fica a 430 metros abaixo do nível do mar. Flutuar sem esforço em águas saturadas de sal é uma experiência surreal. A fortaleza de Masada, empoleirada em um platô rochoso, guarda a memória da resistência dos zelotas frente às legiões romanas. Subir o local ao amanhecer, quando o deserto fica avermelhado, compensa perfeitamente a madrugada.

Dica de amigo: a região do mar Morto pode alcançar 45°C no verão. Prefira o período de outubro a abril e leve pelo menos 3 litros de água por pessoa em qualquer caminhada.

A Galileia e o norte pouco conhecido

O norte verdejante surpreende após a secura do sul. O mar da Galileia irriga uma zona fértil onde peregrinos cristãos seguem os passos de Jesus. Cafarnaum, Tabgha e o Monte das Bem-Aventuranças marcam a paisagem ao longo da costa.

Safed, a 900 metros de altitude, integra as quatro cidades sagradas do judaísmo. Ruas azuis, sinagogas antigas e um bairro de artistas tornam o local ideal para contemplação. Mais acima, as colinas verdes, vinhedos e vilarejos drusos do planalto do Golã recebem visitantes com farta hospitalidade.

Paradas fora do roteiro tradicional

Dicas para fugir do óbvio:

  • Ein Hod: vilarejo de artistas aninhado no monte Carmelo, com ateliês abertos ao público
  • Zichron Yaakov: vinícolas e casario dos pioneiros do século XIX
  • Rosh Hanikra: grutas marinhas esculpidas pelas ondas e acessíveis por teleférico
  • Cesareia: ruínas romanas à beira do Mediterrâneo, com um teatro antigo ainda usado em shows

Israel no prato: um cruzamento de sabores

A culinária israelense reflete a soma das diásporas que retornaram. Do Iêmen vem o malawach, massa folhada servida no café da manhã. Do Marrocos, o dafina, cozido de panela consumido no Shabat. Da Polônia, a carpa recheada. O que une tudo isso? O houmous, o falafel, o tahin e a obsessão por ingredientes frescos.

O café da manhã israelense é uma verdadeira instituição: ovos mexidos, saladas picadas, queijos, labneh, azeitonas e pão pita quentinho. A shakshuka, ovos cozidos em molho de tomate temperado, aparece a qualquer hora. Nas sobremesas, o knafeh palestino com queijo e calda doce concorre com o tradicional baklava turco.

Dica de amigo: para provar o melhor houmous de Jerusalém, os moradores indicam o Abu Shukri na cidade velha ou o Lina no bairro cristão. Chegue antes do meio-dia, pois as panelas costumam esvaziar às 14h.

Quando ir a Israel?

A primavera, de abril a maio, traz condições excelentes com temperaturas amenas, flores no Neguev e mar agradável para banho. O outono, de setembro a novembro, traz vantagens parecidas com menor fluxo de peregrinos. O verão, de junho a agosto, castiga o sul e a região do mar Morto com termômetros acima de 40°C. O inverno permanece ameno no litoral, mas Jerusalém registra noites próximas a 5°C e chuvas frequentes.

Evite os principais feriados judaicos caso prefira não enfrentar paralisações gerais: o Pessach na primavera, e o Rosh Hashaná com o Yom Kipur entre setembro e outubro. Em contrapartida, viver o Hanukkah em Jerusalém em dezembro ou o Purim em Tel Aviv em março garante festas inesquecíveis.

Como chegar a Israel?

O aeroporto Ben Gurion, entre Tel Aviv e Jerusalém, concentra quase todos os voos internacionais. Partindo de capitais europeias, o voo dura em média 4h30. Companhias como Air France, El Al, Transavia e Easyjet realizam rotas frequentes. Os preços oscilam de acordo com a temporada, com valores mais baixos em fevereiro e novembro.

Todos os visitantes precisam emitir a autorização eletrônica ETA-IL antes de embarcar, mesmo cidadãos de países isentos de visto. O passaporte deve ter validade mínima de 6 meses após o retorno. Os procedimentos de segurança no aeroporto são rigorosos, por isso recomenda-se chegar três horas antes de voos partindo de Israel.

Como se deslocar em Israel?

A rede de ônibus Egged atende todo o país com frotas modernas, ar-condicionado e wi-fi. O trajeto entre Tel Aviv e Jerusalém custa cerca de 20 ILS (cerca de 30 reais), e ir a Haifa sai por volta de 40 ILS (cerca de 60 reais). O trem conecta eficientemente Tel Aviv ao aeroporto, Haifa e Jerusalém. Lembre-se de que o transporte público para durante o Shabat.

O aluguel de carros oferece maior liberdade para explorar o Neguev ou a Galileia. As estradas são excelentes e a sinalização traz textos em hebraico, árabe e inglês. Os sheruts, táxis compartilhados, cobrem as rotas de ônibus aos sábados com preços equivalentes. Nos centros urbanos, os aplicativos Gett e Yango funcionam com tarifas fixas e transparentes.

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