Visitar as Grutas de Catulo, os vestígios de um imenso palácio romano
Não se deixe enganar pelo nome. Aqui não há cavernas escuras, mas as ruínas majestosas e banhadas de luz da maior vila romana do norte da Itália. Localizado na ponta extrema da península de Sirmione, o local oferece uma fusão marcante entre arqueologia e paisagem, onde o silêncio das pedras antigas é quebrado apenas pelo bater da água.
Por que este sítio arqueológico é tão fascinante?
O nome veio de um equívoco poético. Os primeiros viajantes do Renascimento, ao se depararem com estruturas desabadas e tomadas pela vegetação, imaginaram que fossem cavernas. Eles as associaram ao poeta Catulo, que celebrava seu amor por Sirmione, embora a vila tenha sido construída após a morte dele. Hoje, acredita-se que ela pertencia à rica família Gens Valeria, de Verona.
O local é colossal. Estendendo-se por dois hectares, é um testemunho excepcional do luxo e da engenharia romana. Caminhar por aqui significa percorrer os restos de uma residência opulenta, erguida entre o final do século I a.C. e o início do século I d.C., imaginando a rotina de seus moradores diante de um panorama que permanece, dois mil anos depois, igualmente espetacular.
Um passeio entre ruínas e natureza
A visita é uma caminhada ao ar livre, onde cada estrutura revela um pedaço da história da vila. O trajeto serpenteia por um vasto olival, oferecendo perspectivas renovadas a cada passo sobre o lago.
O coração da vila
Ainda é possível distinguir a planta da moradia. Os longos corredores, como o criptopórtico, interligavam os antigos aposentos residenciais. O grande jardim central, o peristilo, funcionava como o pulmão da vila. Dá para admirar os embasamentos maciços construídos para sustentar o edifício sobre o terreno rochoso e inclinado, uma verdadeira façanha técnica.
Um panorama sobre o lago de Garda
A localização da vila não foi escolhida por acaso. Da grande terraça norte, a vista do lac de Garde é espetacular. Era ali que os proprietários recebiam seus convidados e contemplavam a beleza da paisagem. A famosa faixa de areia e rochas da Jamaica Beach aparece logo abaixo, criando um contraste impressionante.
Dica de amigo: o local fica muito exposto ao sol e tem pouca sombra. Leve água, boné e protetor solar, especialmente no verão. Você pode emendar o passeio com um mergulho refrescante na Jamaica Beach logo depois, já que o acesso acontece por uma trilha curta bem pertinho.
O museu arqueológico para viajar no tempo
Antes de explorar as ruínas, vale a pena passar pelo compacto e muito bem montado Museu Arqueológico, localizado bem na entrada do local. O espaço expõe artefatos descobertos nas escavações, como fragmentos de afrescos, mosaicos, esculturas e objetos cotidianos. Essas peças ajudam a visualizar o esplendor que a vila teve no passado e o estilo de vida de quem morava ali.
Horários
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