Templo de Atena Pronaia: avaliações, preço e dicas práticas

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4/5 1 avaliação
Site archéologique, 330 54 Delfos, Grécia
Site archéologique, 330 54 Delfos, Grécia
Visitas guiadas a partir de € 34 (cerca de R$ 210)*
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Temple d'Athéna Pronaia
Temple d'Athéna Pronaia à Delphes

O Templo de Atena Pronaia, guardiã silenciosa do umbigo do mundo

Do outro lado do desfiladeiro de Castália, logo abaixo da estrada moderna, três colunas dóricas se erguem em um silêncio mineral. Elas desenham a silhueta do Tholos, essa rotunda enigmática que cativa fotógrafos e intriga arqueólogos há mais de um século. Ali, o mármore de Paros e do Pentélico brilha sob o sol grego, justificando o apelido local de Marmaria, ou seja, a pedreira de mármore.

O contraste com a agitação do santuário de Apolo é imediato. O terraço é mais íntimo, quase recolhido, como se Atena ainda velasse em silêncio por seu meio-irmão divino.

Por que visitar o santuário de Atena Pronaia?

Este santuário não era um mero apêndice do grande complexo apolíneo. Para os peregrinos que chegavam do leste pela antiga estrada de Kirra, este era o primeiro espaço sagrado que encontravam. O nome Pronaia significa literalmente aquela que fica diante do templo, destacando o papel protetor que Atena exercía sobre Apolo e seu oráculo.

As escavações revelaram que o culto neste local remonta à época micênica, entre 1500 e 1100 a.C. Centenas de pequenas estatuetas de terracota de uma deusa-mãe, provavelmente Gaia, foram descobertas sob as fundações do primeiro templo. A continuidade cultual ao longo de mais de três milênios faz deste lugar um testemunho excepcional da evolução religiosa grega.

O mistério do Tholos: beleza sem função

A grande estrela do santuário continua sendo o Tholos, erguido por volta de 380 a 360 a.C. pelo arquiteto Teodoro de Foceia. Sua forma circular destoa na arquitetura grega clássica, dominada por templos retangulares. Vinte colunas dóricas cercavam antigamente a estrutura, sustentando um friso ornamentado com métopas esculpidas que retratavam batalhas entre Gigantes e Amazonas.

No interior, dez pilastras coríntias encostavam-se na parede da cela, criando um jogo arquitetônico de raríssima sofisticação. No entanto, ninguém sabe para que servia este monumento. Alguns apontam para um relicário destinado a uma estátua preciosa, enquanto outros sugerem um edifício honorífico. O mistério persiste.

A dica de amigo: visite o local no fim da tarde, quando os ônibus de turistas já foram embora. A luz rasante do poente incendeia o mármore e você terá o espaço quase só para você. As três colunas reconstruídas em 1938 se recortam de forma espetacular contra o céu do crepúsculo.

Os três templos de Atena: três séculos de história

O templo arcaico (século VII a.C.)

O primeiro templo, construído em pedra porosa acinzentada, figurava entre os edifícios dóricos mais antigos da Grécia. Doze colunas marcavam sua estrutura sóbria. Foi destruído no século VI, muito provavelmente por um terremoto.

O templo clássico (510 a.C.)

Construído dentro do programa de restauração liderado pelos Alcmeônidas, este segundo templo media 13,25 metros por 27,46 metros. Quinze colunas ainda resistiam em 1905, quando um desmoronamento de rochas as derrubou no chão. As métopas de argila decoradas com figuras mitológicas estão hoje expostas no museu arqueológico, incluindo a cabeça de Atena que adornava o frontão.

O templo tardio (por volta de 360 a.C.)

Erguido após o devastador terremoto de 373 a.C., este terceiro templo foi construído com cautela mais a oeste, utilizando calcário local. Seis colunas na fachada antecediam um vestíbulo e uma cela. Surpreendentemente sóbrio, ele não exibia nenhuma decoração esculpida nas métopas, talvez para não competir com o Tholos vizinho, repleto de relevos vistosos.

Os tesouros e altares: testemunhas da riqueza antiga

Dois tesouros pontuam o terraço. O Tesouro dórico, datado de 490 a.C. a 460 a.C., permanece com autoria desconhecida. Mais espetacular, o Tesouro dos massaliotas foi erguido por volta de 530 a.C. pela cidade de Marselha para comemorar sua vitória sobre os etruscos. Suas duas colunas eólias em mármore de Paros atestavam o poder econômico nascente da colônia focéia.

Ao sul do santuário, vários altares acolhiam os sacrifícios. Inscrições do século V revelam que eles eram dedicados a Atena, Zeus, Hígia (deusa da saúde) e Ilítia (deusa do parto). Essa diversidade cultual ressalta o papel do santuário como um local de proteção global para os fiéis.

Entre o Tholos e a estrada, os vestígios do ginásio lembram que Delfos sediava os Jogos Píticos. Os atletas treinavam ali no xystos, uma longa colunata coberta onde corriam nos dias de chuva, antes de se purificarem nos banhos alimentados pela nascente de Castália.

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Horários

Aberto todos os dias, de acordo com os seguintes horários: - De abril a agosto: das 8h às 20h - Setembro e outubro: abertura às 8h e fechamento variável entre 18h e 19h30. - De novembro a março: das 8h30 às 15h.
Horários indicativos sujeitos a alterações

*Informações sujeitas a variação

Avaliações sobre Templo de Atena Pronaia

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Classificação Avygeo

#845
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#603
em Europa
#22
em Grécia
#3
em Delfos

Um vestígio misterioso

Eu visitei logo depois do sítio arqueológico principal. Conte com cerca de dez minutos a pé para chegar lá e prepare um bom calçado, porque o caminho é acidentado. Eu achei este lugar bem enigmático, especialmente o Tholos. As três colunas reconstruídas ajudam muito a imaginar o tamanho do monumento original. É ao mesmo tempo impressionante e intrigante de ver, porque a gente fica imaginando para que servia exatamente o lugar. O espaço também oferece um visual lindo do vale lá embaixo.

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