Zèbres du Serengeti

Tanzânia: o que fazer, top 20 atrações imperdíveis em 2026

Descubra os destinos preferidos dos nossos membros, além de avaliações, informações práticas e fotos de viajantes sobre Tanzânia.

As 5 cidades mais bonitas para visitar: Tanzânia

#1 Arusha +74 recomendações

Arusha funciona como o ponto de partida oficial para os safaris na Tanzânia. A cidade em si não tem grandes atrativos visuais, mas é exatamente dali que partem as expedições para o Serengeti, a cratera de Ngorongoro e a escalada do Mont Meru. Nos intervalos entre os passeios, os mercados movimentados, as fazendas de café e as comunidades locais revelam o cotidiano da África Oriental longe das rotas puramente turísticas.

#2 Moshi +20 recomendações

Moshi fica aos pés do Kilimanjaro e funciona como uma base tranquila para quem quer fugir das rotas mais comerciais da Tanzânia. A cidade é famosa por ser o principal ponto de partida para encarar o topo da montanha, mas também agrada a quem prefere trilhas leves, como as caminhadas até as quedas d'água de Materuni ou um mergulho nas nascentes termais de Kikuletwa. Caminhar pelo centro revela mercados movimentados e plantações de café locais. O ritmo é desacelerado e o ambiente é acolhedor, perfeito para quem busca contato direto com a natureza e a cultura da região.

#3 Karatu +15 recomendações

Esta pequena cidade pacata no norte da Tanzânia serve como ponto de partida ideal para explorar a Área de Conservação de Ngorongoro, localizada a apenas 20 km. Você pode circular pelo mercado local, visitar plantações de café para caminhadas e degustações ou conhecer as aldeias da etnia iraqw para uma vivência cultural. Cercada por colinas e com um clima autêntico, Karatu combina descanso e aventura bem perto dos grandes parques.

#4 a Cidade de Zanzibar +11 recomendações

Capital do arquipélago de mesmo nome, a Cidade de Zanzibar atrai quem viaja com seu coração histórico em Stone Town, reconhecido pela UNESCO. Suas ruas estreitas, marcadas por portas esculpidas em madeira, guardam pontos marcantes como o Antigo Forte, a Casa das Maravilhas e o memorial do antigo mercado de escravos. Com um clima vibrante, o destino reúne mercados populares, pratos típicos e o pôr do sol nos Jardins de Forodhani. Embora tenha um ritmo urbano, fica perto de praias espetaculares como Kendwa e Nungwi, ótimas escolhas para estender o roteiro.

#5 Dar es Salaam +4 recomendações

Dar es Salaam, a maior cidade da Tanzânia, mistura modernidade com fortes tradições locais. Visite o mercado de peixes de Kivukoni logo cedo e caminhe pela orla marítima observando o movimento dos barcos. Conheça a história do país no museu nacional e pegue uma balsa para as praias de Kigamboni quando quiser descansar à beira do mar. A cidade funciona como porta de entrada prática e movimentada para o restante do país.

Ranking das 15 atividades selecionadas pela redação: Tanzânia

#1 Parque Nacional do Serengeti (Arusha) +20 recomendações 4.7/5

O Parque Nacional do Serengeti, na Tanzânia, é famoso pela Grande Migration, onde milhões de gnus, zebras e gazelas cruzam as vastas planícies, seguidos por seus predadores. O local oferece safaris inesquecíveis para observar os Big Five (leões, elefantes, leopardos, rinocerontes e búfalos) em seu habitat natural. Além da fauna impressionante, o parque atrai pela diversidade de paisagens, indo de planícies a kopjes rochosos.

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#2 Cratera de Ngorongoro (Karatu) +15 recomendações 4.9/5

A reserva da Cratera de Ngorongoro, no norte da Tanzânia, é uma vasta caldeira fértil de vinte quilômetros de diâmetro e seiscentos metros de profundidade com um ecossistema único. Este local da UNESCO abriga uma fauna excepcional, incluindo os "Big Five" e o rinoceronte negro. Os safaris revelam panoramas espetaculares ao amanhecer.

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#3 Parque Nacional de Tarangire (Arusha) +12 recomendações 5/5

Menos visitado que outros parques do norte da Tanzânia, o Parque Nacional de Tarangire é famoso por seus baobás gigantes e grandes manadas de elefantes. Cortado por um rio essencial para a fauna, o local atrai animais em abundância, especialmente na estação seca. Ideal para um safári tranquilo e longe das multidões, o parque também garante excelentes oportunidades para observação de aves. Os safaris de 4x4 são comuns ali, às vezes complementados por caminhadas guiadas.

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#4 Monte Kilimanjaro (Moshi) +11 recomendações 4.8/5

O monte Kilimanjaro, o pico mais alto da África com 5.895 metros, atrai com trilhas como as rotas Marangu e Machame. A subida atravessa florestas tropicais e geleiras. Quem prefere não caminhar explora as cachoeiras de Materuni e as fontes termais de Chemka. Observar as neves eternas a partir da cidade de Moshi é uma ótima alternativa.

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#5 Parque Nacional do Lago Manyara (Arusha) +11 recomendações 3.8/5

O Parque Nacional do Lago Manyara reúne uma rica variedade de paisagens e animais apesar de sua pequena área. Situado entre o lago Manyara e o vale do Rift, no norte da Tanzânia, o local abriga seus famosos leões que sobem em árvores e grandes bandos de flamingos cor-de-rosa. Mais tranquilo que os grandes parques vizinhos, ele é perfeitamente explorado em um único dia. Uma opção excelente para quem busca safaris calmos e observação de aves, a apenas duas horas de carro de Arusha.

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#6 Mercado Maasai de Arusha (Arusha) +7 recomendações 4.3/5

O Mercado Maasai de Arusha é um ponto de parada obrigatório para quem visita a cidade, reunindo joias de miçangas, esculturas em madeira, pinturas Tinga Tinga e tecidos tradicionais. Mais do que compras, é um mergulho cultural onde pechinchar faz parte da rotina. Prepare-se para encontrar lembranças únicas feitas por artesãos locais.

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#7 Mercado Central de Arusha (Arusha) +7 recomendações 3.3/5

O Mercado Central de Arusha, ou Soko Kuu, é o verdadeiro coração econômico da cidade. Longe dos circuitos turísticos tradicionais, ele oferece uma imersão autêntica no cotidiano da Tanzânia. É um labirinto sensorial repleto de frutas, legumes, especiarias e produtos locais. Ideal para quem quer entender a cultura do país através da gastronomia, a visita garante uma experiência intensa, colorida e profundamente humana.

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#8 Parque Nacional do Kilimanjaro (Moshi) +6 recomendações 4.3/5

O Parque Nacional do Kilimanjaro, patrimônio da UNESCO, protege uma rica biodiversidade em 1.668 km². A região reúne paisagens marcantes, de florestas tropicais a cumes nevados. Além da clássica escalada, trilhas acessíveis revelam a flora local. É o destino certo para observar a fauna e vivenciar a cultura chagga em meio à natureza.

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#9 Vila Cultural Masai Olpopongi (Tinga-Tinga) +5 recomendações 5/5

A Vila Cultural Masai Olpopongi oferece uma imersão autêntica no cotidiano do povo massai. Gerenciado pela própria comunidade, este museu vivo permite conhecer tradições, arquitetura tradicional, danças rituais como o adumu e a medicina herbal. É uma experiência humana marcante que apoia projetos locais. Passar a noite no local torna a visita ainda mais rica.

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#10 Lago Vitória (Tanzânia) (Mwanza) +5 recomendações 4.5/5

O lago Vitória, no noroeste da Tanzânia, oferece um clima calmo e autêntico longe dos safaris clássicos. Partindo da cidade de Mwanza, você vai descobrir vilarejos de pescadores, ilhas acessíveis de barco como Saanane ou Ukerewe, e uma rotina vibrante marcada pelas tradições do povo Sukuma. Um destino ideal para passeios tranquilos, intercâmbio cultural e uma imersão em uma Tanzânia lacustre fora do circuito tradicional.

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#11 Parque Nacional de Arusha (Arusha) +5 recomendações 4.5/5

Pequeno parque no nordeste da Tanzânia, o Parque Nacional de Arusha oferece paisagens variadas, de florestas tropicais a lagos salinos e crateras verdes. Abriga girafas, búfalos, zebras e centenas de aves. Menos movimentado que outros parques do país, é explorado a pé, de 4x4 ou canoa. Fica pertinho da cidade de Arusha.

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#12 Lago Natron (Engare Sero) +4 recomendações 4/5

Esta paisagem com ares de planeta extraterrestre vai surpreender você com suas águas vermelho-vivas, saturadas de minerais. Este ambiente hostil se torna um santuário para milhares de flamingos-anões que chegam para se reproduzir. Entre a subida do vulcão sagrado Ol Doinyo Lengai e a frescura das cachoeiras locais, este site oferece uma experiência bruta e fascinante.

#13 Stone Town (a Cidade de Zanzibar) +4 recomendações 4.7/5

Stone Town, o coração histórico de Zanzibar listado na UNESCO, é um labirinto fascinante de ruelas cheias de história. Descubra sua arquitetura única, uma mistura de influências suaílis, árabes, indianas e europeias, simbolizada pelas famosas portas de madeira esculpida. Mergulhe na atmosfera dos mercados, como o de Darajani, e experimente a culinária de rua nos jardins de Forodhani. Uma viagem sensorial e cultural inesquecível, entre palácios de sultões, fortes antigos e um passado marcante.

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#14 Floresta de Jozani (a Cidade de Zanzibar) +3 recomendações 5/5

Explore o último santuário de floresta nativa de Zanzibar na Floresta de Jozani. Este parque nacional é o refúgio exclusivo dos colobes-vermelhos, macacos endêmicos que você vai ver bem de perto. A experiência continua com uma caminhada em uma passarela de madeira no meio de um manguezal fascinante, um ecossistema vital. É uma imersão única na natureza preservada da ilha, perfeita para quem ama a fauna e a flora locais.

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#15 Monte Meru (Arusha) +3 recomendações 4/5

O Monte Meru, segundo pico mais alto da Tanzânia, é um estratovulcão ativo localizado no Parque Nacional de Arusha. Sua subida combina desafio alpino e observação de animais como girafes, zebras e búfalos por diferentes ecossistemas, da floresta tropical aos campos de altitude. A caminhada, acompanhada por um guarda florestal, chega aos 4.566 metros de altitude e revela uma vista incrível da caldeira e do Kilimanjaro.

Tanzânia: safaris, cumes e especiarias, a grande viagem africana

O Serengeti abriga a maior migração de mamíferos terrestres do planeta: todo ano, cerca de dois milhões de gus e zebras percorrem centenas de quilômetros, cruzando rios infestados de crocodilos. Esse espetáculo acontece a céu aberto, bem na sua frente, sem redes de proteção. Poucos países no mundo podem se orgulhar de uma grandiosidade natural tão intensa.

Leoas do Serengeti

Tanzânia: um destino para viajantes que gostam de encarar o mundo

Esta não é uma viagem fácil nem barata. Mas para quem tem esse perfil, é daquelas experiências que deixam marcas profundas.

Destino adequado para:

  • Amantes de safári e observação de vida selvagem
  • Trilheiros que miram o Kilimanjaro, o teto da África
  • Viajantes em busca de isolamento total e natureza preservada
  • Mergulhadores e fãs de praia, especialmente em Zanzibar
  • Curiosos pela cultura suaíli, história e miscigenação
  • Casais em lua de mel (safári com praia é o combo clássico)
  • Quem tem orçamento e tempo disponíveis: planeje pelo menos 10 a 14 dias

Destino inadequado para:

  • Orçamentos apertados: as taxas de entrada nos parques são altas e os safaris custam caro
  • Viajantes que exigem conforto garantido e roteiros milimetricamente pontuais
  • Quem foge de calor úmido e insetos
  • Fãs de vida noturna e agito urbano

Um orçamento elevado para a África Subsaariana

A Tanzânia é um dos destinos de safári mais caros do continente. As taxas de preservação dos parques, os veículos 4x4 e os guias credenciados representam um custo fixo alto. Um safári organizado raramente sai por menos de 200 a 300 euros por pessoa por dia (cerca de 1.250 a 1.875 reais).

Estimativa de custos para diferentes tipos de viagem na Tanzânia (excluindo passagens aéreas internacionais)
Tipo de viagem Destino Duração Orçamento estimado / pessoa
Safári de vida selvagem e grande migração Serengeti + Ngorongoro 5 a 7 dias 1.500 a 4.000 euros (cerca de 9.400 a 25.000 reais)
Trekking e alta montanha Monte Kilimanjaro 6 a 8 dias 1.800 a 3.500 euros (cerca de 11.300 a 22.000 reais)
Praia e cultura suaíli Zanzibar (Stone Town + praias) 1 semana 700 a 2.000 euros (cerca de 4.400 a 12.500 reais)
Safári + praia (combo clássico) Parques do Norte + Zanzibar 12 a 15 dias 3.000 a 7.000 euros (cerca de 18.800 a 43.800 reais)
Natureza e imersão local Tarangire + Arusha + lago Natron 7 a 10 dias 1.200 a 3.000 euros (cerca de 7.500 a 18.800 reais)

Visto, saúde e realidade local

Quem viaja com passaporte brasileiro precisa de visto para entrar na Tanzânia, que pode ser obtido online pelo portal oficial da imigração tanzaniana antes do embarque, custando cerca de 50 USD (cerca de 290 reais). A vacinação contra a febre amarela é obrigatória para quem vem de áreas endêmicas, e o Certificado Internacional de Vacinação (CIVP) deve estar em dia. A profilaxia contra a malária também é altamente recomendada pelas autoridades de saúde.

O país está no fuso GMT+3. A língua oficial é o suaíli, mas o inglês é amplamente falado nas cidades e no setor turístico. No interior, aprender algumas palavras em suaíli, como asante para obrigado e jambo para olá, garante um sorriso dos moradores.

É perigoso viajar para a Tanzânia?

A Tanzânia é um país estável e bem mais seguro que seus vizinhos regionais. As regiões turísticas, como os parques, Zanzibar e Arusha, são tranquilas no geral. Redobre a atenção em metrópoles como Dar es Salaam, onde furtos de celular e roubos de bolsa acontecem com frequência. Evite andar sozinho à noite em locais ermos.

Nos parques nacionais, a segurança depende do cumprimento estrito das orientações dos rangers: os animais são selvagens e imprevisíveis, e as normas existem por motivos óbvios. Nas fronteiras, evite a região próxima à província moçambicana de Cabo Delgado devido à presença de grupos armados.

Voos domésticos: o que é importante saber

Todas as companhias aéreas certificadas na Tanzânia constam na lista de segurança aérea da União Europeia. Essa medida reflete deficiências na fiscalização da aviação civil local. Você pode conferir os detalhes no site da Comissão Europeia. Companhias estrangeiras como Qatar Airways ou Ethiopian Airlines operam rotas na região. Se você estiver organizando sua viagem por meio de uma agência, converse abertamente com seu consultor sobre as melhores opções de deslocamento aéreo.

O grande espetáculo da vida selvagem

O espetáculo natural da Grande Migração

A palavra safári ganha peso real aqui. Trata-se do coração de uma viagem à Tanzânia, uma imersão em um ecossistema onde o ser humano é apenas um visitante temporário. Cada parque revela uma face diferente desse teatro natural.

A dupla mítica: Serengeti e Ngorongoro

O Parque Nacional do Serengeti é o palco da Grande Migração, com milhões de gus e zebras se movendo em um ciclo contínuo ditado pelas chuvas, formando um balé animal de proporções épicas. Entre julho e setembro, o destaque fica para as travessias dramáticas do rio Mara, no norte do parque.

A cratera do Ngorongoro funciona como uma caldeira natural isolada que abriga uma das maiores densidades de fauna do mundo, incluindo o raro rinoceronte-negro, em um anfiteatro verde de 260 km². O visual impressiona, mas atrai muitos visitantes na alta temporada.

Dica de amigo: para curtir o Ngorongoro com mais tranquilidade, entre logo na abertura às 6h da manhã e fuja dos finais de semana entre julho e agosto. As áreas oeste e sul do Serengeti oferecem passeios mais reservados e menos concorridos que o norte.

Tarangire, o reino dos gigantes

Elefantes no Parque Nacional do Tarangire

Menos badalado que os vizinhos, o Parque Nacional do Tarangire surpreende quem decide explorá-lo. É a terra dos baobás centenários e de manadas de elefantes com dezenas de indivíduos. O rio Tarangire, único ponto de água permanente na estação seca, concentra centenas de animais entre julho e outubro.

Dica de amigo: este é um dos poucos parques onde safaris a pé com um ranger são permitidos em áreas específicas. Caminhar pela savana sentindo os cheiros e ouvindo os sons da natureza sem o barulho de motores é uma experiência que nenhum veículo consegue proporcionar.

A escalada do Kilimanjaro: um desafio que exige preparo

O Kilimanjaro, o teto da África

Subir o Kilimanjaro atrai milhares de aventureiros todos os anos. A montanha chega a 5.895 metros de altitude, sem exigir técnicas avançadas de alpinismo. No entanto, não se trata de uma trilha comum: o mal da altitude derruba muita gente, e o índice de desistência na rota mais curta, pela trilha Marangu em 5 dias, é alto.

A rota Lemosho (de 7 a 8 dias) é a que recomendamos: mais longa e custosa, mas com uma aclimatação muito superior e chances de sucesso bem maiores. Contratar uma operadora séria, que respeite o ritmo de subida e garanta condições justas para os carregadores, é indispensável.

A travessia por zonas climáticas distintas, da floresta tropical ao deserto alpino passando pela charneca, já vale a viagem por si só. Assistir ao nascer do sol do alto da cratera, com um mar de nuvens aos seus pés, é daquelas lembranças que ficam para sempre.

Zanzibar e a costa suaíli: a outra face do país

Depois das estradas de terra poeirentas dos parques, o arquipélago de Zanzibar traz uma mudança radical de cenário. Água cristalina, recifes de coral e vielas com aroma de especiarias formam um universo paralelo, a 1h30 de voo ou 2h de balsa de Dar es Salaam.

Stone Town

Stone Town, a alma da ilha

Perder-se no labirinto de ruelas de Stone Town, patrimônio mundial da UNESCO, é viajar por séculos de trocas comerciais e culturais. Portas de madeira entalhadas com detalhes em bronze, mercados de especiarias, a antiga casa onde nasceu Freddie Mercury, mesquitas e palácios históricos dividem espaço em uma atmosfera única.

Dica de amigo: ao cair da tarde, os Forodhani Gardens viram um animado mercado de rua onde você pode provar a "pizza de Zanzibar" (uma massa recheada com carne e ovo) e espetinhos de frutos do mar grelhados na hora por poucos trocados.

Praias: cada costa com seu estilo

Zanzibar e suas praias paradisíacas

O litoral norte, na região de Nungwi, oferece mar calmo e propscrollTo para banhos a qualquer hora do dia, já que a variação das marés é menor. Já a costa leste, em Jambiani e Paje, exibe paisagens dramáticas: a maré baixa recua bastante, revelando vastos bancos de areia onde mulheres cultivam algas marinhas e praticantes de kitesurf aproveitam os ventos em Paje.

Encontros e imersão: além dos safaris

Aldeia Massai

O contato com o povo massai é oferecido em quase todos os roteiros pelo norte. O risco são as vilas comerciais montadas apenas para turistas, sem conexão real com o cotidiano deles. Prefira visitas promovidas por cooperativas locais certificadas, cujos recursos revertem diretamente para as comunidades.

Nos arredores de Arusha, fazendas de café nas encostas do monte Meru recebem visitantes para colheita, despolpa e torrefação artesanal, mostrando um lado simples da economia agrícola do país. Mais ao norte, a região do lago Natron, com suas águas avermelhadas sob a silhueta do vulcão ativo Ol Doinyo Lengai, é um território massai autêntico e de beleza austera.

A Tanzânia no prato: culinária rica e condimentada

Ugali e Mlenda © MWANI

A comida tanzaniana é reforçada e descomplicada. O prato principal é o ugali, um angu denso de fubá de milho que acompanha guisados de carne, vegetais cozidos e feijão. Nas estradas, o nyama choma (carne assada na brasa) e os mishkaki (espetinhos marinados em especiarias) fazem sucesso.

A herança indiana marca forte presença na culinária litorânea: biryanis perfumados com cardamomo, pilaus de arroz temperado, chapatis crocantes e sambusas recheados com carne ou legumes. Essa fusão define a identidade gastronômica da cultura suaíli.

Em Zanzibar, coco, gengibre, cravo e cúrcuma aparecem em quase todas as receitas. Os curries de frutos do mar e os peixes grelhados ao molho de coco superam em sabor qualquer prato internacional servido nos lodges. Visite os restaurantes populares nas ruas para descobrir o verdadeiro tempero tanzaniano.

Quando ir à Tanzânia?

O planejamento ideal gira em torno das duas estações secas. A principal, de junho a outubro, é a melhor época para safaris: vegetação rasteira, animais concentrados próximos aos rios e a travessia da Grande Migração no norte do Serengeti entre julho e setembro. Como é alta temporada, os preços sobem.

A estação seca curta, de janeiro a meados de março, garante ótimos safaris com menos movimento e tarifas mais acessíveis, coincidindo com o período de nascimento dos filhotes no Serengeti. As chuvas intensas de março a maio deixam algumas estradas intransitáveis, mas colorem as paisagens e reduzem os custos.

Para visitar Zanzibar, os meses de junho a outubro (secos e menos úmidos) e de dezembro a fevereiro (quentes e estáveis) são os mais recomendados. Evite a época de monções entre março e maio nas praias.

Como chegar à Tanzânia?

Não há voos diretos regulares a partir do Brasil. As principais conexões passam por Nairobi, Doha, Addis Abeba ou cidades europeias. As companhias mais buscadas incluem Kenya Airways, Qatar Airways, Ethiopian Airlines e KLM.

Os aeroportos principais são o do Kilimanjaro (JRO), ideal para os parques do Norte, Dar es Salaam (DAR), na capital econômica, e Zanzibar (ZNZ), para o arquipélago. O visto é emitido online antes da viagem (cerca de 50 USD / 290 reais) e a vacinação contra a febre amarela é exigida para quem vem de áreas de risco.

Como se deslocar pela Tanzânia?

Para os safaris, o uso de um veículo 4x4 com motorista-guia é indispensável para encarar as estradas de terra e contar com orientação especializada. Agências locais baseadas em Arusha costumam oferecer tarifas melhores que operadoras internacionais com o mesmo nível de serviço.

Entre as grandes cidades, empresas de ônibus de longa distância como Dar Express ou Kilimanjaro Express garantem viagens confortáveis por preços acessíveis. Já os dala-dalas (minibus locais) atendem ao transporte urbano e rotas curtas, sendo baratos, mas frequentemente cheios.

Sobre voos internos, verifique as restrições operacionais locais e consulte as recomendações atualizadas da Comissão Europeia junto com sua agência antes de emitir passagens internas.

Dica de amigo: o catamarã Azam Marine que faz a rota entre Dar es Salaam e Zanzibar é rápido (2h) e econômico (cerca de 35 USD / 200 reais). Garanta sua passagem com antecedência na alta temporada, pois os bilhetes esgotam rápido.

Tanzânia: encontre os melhores preços para viajar

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Sugestões de viagens e atividades temáticas

Top 5 melhores agências de viagens em Tanzânia

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