La montagne

Bulgária: o que fazer e o que visitar em 2026

Descubra os destinos preferidos dos nossos membros, além de avaliações, informações práticas e fotos de viajantes sobre Bulgária.

As 2 cidades mais bonitas para visitar: Bulgária

#1 Veliko Tarnovo +3 recomendações

Cidade animada no centro da Bulgária, Veliko Tarnovo é um ótimo ponto de parada para entender o país como um todo. Cercada por três colinas, a cidade tem um formato que lembra um anfiteatro, com suas casas construídas lado a lado nas encostas do rio Yantra. Antiga capital do reino búlgaro, ela viveu seu auge na Idade Média. As antigas muralhas da cidadela, erguidas no topo do monte Tsarevets, são o principal cartão-postal da cidade.

Uma cidade que guarda a história búlgara

O terreno de Veliko Tarnovo é habitado por humanos há mais de 7.000 anos. Ocupada por tribos trácias que deram lugar a assentamentos romanos, a cidade foi destruída pela primeira vez durante uma invasão eslava. Em 1185, os búlgaros se libertaram do jugo do Império Bizantino. Eles escolheram Veliko Tarnovo como capital e ergueram a citadelle Tsarevets para abrigar a corte real. A independência do reino foi decretada entre os muros da igreja de São Demétrio pelos reis Petar e Assen. Em homenagem a essa vitória, eles também construíram a igreja dos 40 Mártires, que hoje funciona como um Panteão.

Caminhando pela rua Gurko, no coração do centro histórico, você encontra ótimos ângulos para observar as casas ao redor. A maioria foi erguida no século XIX, quando a Bulgária proclamou sua independência após séculos de domínio otomano. Algumas construções são referências da arquitetura daquela época, como a pousada de Hadzhi Nikoli e a casa Sarafkina, que tira proveito do terreno inclinado com um andar no nível da rua e quatro do lado do rio.

Uma parada imperdível

Ainda na parte antiga da cidade, vale a pena caminhar pela rua Samovodskata Charshia, repleta de pequenas lojas de artesanato e restaurantes. A culinária traz pratos típicos da Bulgária: no cardápio, sopas bem encorpadas, massas folhadas com massa filo e uma dose de Rakija para finalizar.

Aproveite sua passagem por Veliko Tarnovo para explorar os arredores. A região abriga vários locais históricos, como o mosteiro da Transfiguração, que fica a apenas 7 quilômetros. Vale a pena conhecer também o vilarejo de Arbanasi. O interior da igreja da Natividade de Cristo impressiona pela quantidade de afrescos religiosos. Um pouco mais adiante fica a reserva arqueológica Nicopolis ad Istrum, com as ruínas de uma cidade romana fundada pelo imperador Trajano no ano 106 a.C. Para quem gosta de caminhar na natureza, há uma trilha sinalizada que passa pelo cânion Emenski.

Quando ir

Veliko Tarnovo é excelente nos meses mais quentes, de junho a setembro. No verão, a cidadela ganha um espetáculo noturno de som e luz.

Como chegar

Há trens que partem de Sofia e Varna com destino a Gorna Oryahovitsa, cidade localizada a apenas 7 quilômetros de Veliko Tarnovo. De lá, você pode alugar um carro, pegar um trem ou subir no ônibus número 10. Outra opção prática são as várias empresas de ônibus que fazem o trajeto direto entre Sofia e Veliko Tarnovo em cerca de três horas.

#2 Sófia -1 recomendação

Sófia surpreende pelos contrastes: ruínas romanas de Sérdica debaixo das estações de metrô, cúpulas douradas da catedral Alexandre Nevski diante de blocos soviéticos, uma mesquita otomana vizinha de uma sinagoga. Esta capital dos Bálcãs, uma das mais baratas da Europa, atrai curiosos com sua cena gastronômica em alta e o monte Vitosha acessível em trinta minutos. Um destino que pega a gente de surpresa.

Bulgária: o segredo mais bem guardado da Europa

O ouro mais antigo já descoberto no mundo foi exumado perto de Varna, no litoral búlgaro. Cinco mil anos antes da nossa era, os trácios já moldavam joias com uma delicadeza que os ourives modernos mal conseguem igualar. A Bulgária carrega essa história em cada pedra, cada mosteiro empoleirado e cada vale onde os ursos pardos ainda rondam. É um país que não tenta seduzir à força, mas que acaba conquistando quem tira tempo para conhecê-lo a fundo.

Um destino feito para quem tem curiosidade, não pressa

Este país do sudeste europeu é voltado para viajantes que gostam de cavar a fundo, sair dos roteiros batidos e aceitar certas imperfeições em troca de autenticidade. Se você procura a eficiência suíça ou o conforto padronizado das grandes capitais europeias, a Bulgária pode te deixar um pouco confuso. Os trens são lentos, alguns pontos turísticos carecem de sinalização em inglês e o atendimento nos restaurantes pode parecer frio à primeira vista.

Em contrapartida, se você aprecia trilhas selvagens onde não cruza com viva alma, ruínas romanas onde você às vezes é o único visitante, refeições fartas gastando muito pouco e conversas com locais que dividem com prazer sua rakia caseira, então você está no lugar certo. A Bulgária se destaca para quem ama caminhadas alpinas, apaixonados por história antiga e medieval, viajantes com orçamento enxuto e quem foge do turismo de massa.

Para quem a Bulgária pode decepcionar

Quem viaja em busca de praias paradisíacas vai ficar na média: a costa do mar Negro oferece balneários corretos, mas nada que se compare à Croácia ou à Grécia em termos de beleza natural. Quem não fala inglês nem nenhuma língua eslava pode ter alguma dificuldade para se comunicar nas zonas rurais. Os impacientes e aqueles que detestam imprevistos vão achar a infraestrutura um tanto rústica.

O que saber antes de viajar

Quem viaja com passaporte brasileiro entra na Bulgária sem visto para estadias de até noventa dias. O país faz parte da União Europeia, mas ainda não adotou o euro: a moeda oficial é o lev (1 euro equivale a cerca de 1,95 leva; 1 lev vale aproximadamente 3,10 reais). O cartão de crédito é aceito nas grandes cidades e áreas turísticas, mas leve dinheiro em espécie para comércios menores e restaurantes do interior. O alfabeto cirílico pode assustar no começo, mas as placas costumam vir traduzidas para caracteres latinos nos locais turísticos.

Os jovens búlgaros costumam falar inglês, enquanto os mais velhos às vezes arranham um pouco de russo. O país é considerado seguro para turistas, incluindo mulheres viajando sozinhas. A principal cautela diz respeito a golpes com táxis: use aplicativos como OK Supertrans em Sófia ou combine o preço antes de entrar.

Um orçamento que cabe no bolso

A Bulgária continua sendo um dos destinos mais baratos da Europa. Espere gastar entre 50 e 100 leva por dia (cerca de 150 a 310 reais) para uma viagem confortável com hotel 3 estrelas, refeições em restaurantes e transporte. Uma refeição completa em um restaurante local custa entre 12 e 24 leva (cerca de 37 a 75 reais), uma cerveja local sai por cerca de 4 leva (cerca de 12 reais) e uma diária em quarto duplo varia de 60 a 120 leva (cerca de 185 a 370 reais) conforme a cidade e a estação.

As montanhas que marcam a paisagem

A Bulgária possui sete cordilheiras, e algumas delas abrigam os picos mais altos dos Bálcãs. O monte Musala, no maciço de Rila, chega a 2.925 metros e oferece uma subida acessível para quem tem experiência em trilhas. Mas é a caminhada dos Sete Lagos de Rila que atrai trilheiros do mundo todo.

Os Sete Lagos de Rila

Esses lagos glaciais, espalhados entre 2.100 e 2.500 metros de altitude, têm nomes sugestivos como o Olho, a Lágrima, o Rim e os Gêmeos. Um teleférico que parte da estação de Panichishte ajuda a ganhar altitude antes de encarar um circuito de 10 quilômetros, que leva de 4 a 5 horas de caminhada. A melhor época vai do fim de junho ao início de setembro, quando a neve já derreteu e os refúgios estão abertos.

Dica de amigo: reserve um passeio que combine os Setes Lagos e o mosteiro de Rila no mesmo dia. Os dois lugares, embora pareçam pertos no mapa, exigem duas horas de carro de um a outro contornando a montanha.

Os montes Ródopes e Pirin

Menog frequentados, os Ródopes guardam florestas densas onde ainda vivem ursos pardos, lobos e linces. O santuário de Belitsa abriga antigos ursos dançarinos, resquícios de uma prática hoje banida. O parque nacional de Pirin, declarado patrimônio mundial pela UNESCO, atrai trilheiros experientes com seu pico Vihren (2.914 metros) e seus lagos de altitude.

Cidades e vilarejos que merecem a visita

Sófia, a capital, não causa paixão à primeira vista. Seu charme se revela aos poucos, entre ruínas romanas achadas durante as obras do metrô, catedrais ortodoxas imponentes e bairros criativos que surgem em galpões industriais antigos. A catedral Alexandre-Nevski, com capacidade para 10.000 fiéis, continua sendo o maior símbolo do país. Dois dias são suficientes para absorver o essencial antes de explorar o interior.

Plovdiv, a rival cultural

Plovdiv ostenta o título de cidade continuamente habitada mais antiga da Europa. Seu teatro romano do século I, descoberto apenas em 1970, ainda recebe shows no verão. O bairro de Kapana, antiga zona de artesãos transformada em reduto descolado, concentra cafés, galerias e restaurantes em um labirinto de ruas de paralelepípedo. A cidade foi Capital Europeia da Cultura em 2019 e mantém uma energia criativa que faz inveja a Sófia.

Veliko Tarnovo, a cidade medieval

Antiga capital do Segundo Império Búlgaro, Veliko Tarnovo se agarra aos penhascos acima do rio Yantra. A fortaleza de Tsarevets domina a cidade e apresenta um espetáculo de som e luzes nasites de verão. As casas tradicionais em balanço lembram um pouco a arquitetura do Porto, e o clima universitário garante uma vida noturna agitada apesar do tamanho modesto da cidade.

Dica de amigo: o vilarejo de Koprivshtitsa, no meio do caminho entre Sófia e Plovdiv, merece uma parada de algumas horas pelas casas coloridas do século XIX e por sua importância na história da independência búlgara.

Tesouros de história e espiritualidade

O mosteiro de Rila, fundado no século X, é o ponto turístico mais visitado da Bulgária. Seus afrescos de cores vivas, arcos listrados e localização encravada nas montanhas criam uma atmosfera única. Patrimônio da UNESCO, ele serviu como refúgio cultural durante os séculos de dominação otomana. Lembre-se de usar roupas que cubram ombros e joelhos para entrar na igreja.

Os túmulos trácios

Os trácios, povo indo-europeu vizinho dos gregos antigos, deixaram túmulos monumentais por todo o país. O túmulo de Kazanlak, no Vale das Rosas, exibe pinturas funerárias de uma delicadeza impressionante. Já o de Sveshtari, mais isolado no nordeste do país, impressiona pelas cariátides esculpidas direto na rocha.

Igrejas rupestres e mosteiros esquecidos

As igrejas rupestres de Ivanovo, escavadas nas falésias sobre o rio Rusenski Lom, conservam afrescos medievais que antecipam a Renascença italiana. O mosteiro rupestre de Aladzha, perto de Varna, oferece vistas fantásticas da floresta ao redor.

A costa do mar Negro

As praias búlgaras atraem milhões de turistas todo verão, vindos principalmente do Leste Europeu. O litoral se divide entre resorts de turismo em massa e algumas joias bem preservadas.

Nessebar e Sozopol

Nessebar, uma península ligada ao continente por um istmo estreito, concentra mais de 40 igrejas medievais em poucos hectares. Protegida pela UNESCO, ela sofre com o excesso de turistas no verão. Sozopol, mais ao sul, traz uma vibe parecida, mas com menos agito e mais tabernas de peixe genuínas.

Varna, a terceira maior cidade do país, mistura praia urbana, museus arqueológicos e agito noturno na alta temporada. O museu arqueológico abriga o famoso ouro de Varna, o tesouro de ourivesaria mais antigo do mundo.

A culinária búlgara: sabores marcantes e fartura

A gastronomia local aposta em produtos frescos, grelhados e laticínios. Todo almoço ou jantar costuma começar com uma shopska salata, salada de tomates, pepinos, pimentões e cebolas coberta com sirene, um queijo branco em salmoura parecido com a feta. As cores do prato remetem às da bandeira nacional.

A banitsa, massa folhada recheada com queijo e ovos, é o café da manhã clássico, frequentemente pedido com um copo de ayran (iogurte salgado líquido). O iogurte búlgaro, fermentado com o Lactobacillus bulgaricus descoberto no país, tem consistência cremosa e uma acidez bem característica.

Nos pratos principais, os kebapche (rolinhos de carne moída grelhada) e kyufte (almôndegas temperadas) acompanham quase tudo. A kavarma, ensopado de porco ou frango cozido lentamente em panela de barro com cebolas, pimentões e vinho, conforta nas noites mais frias. E é impossível fugir da rakia, aguardente de uva ou ameixa que os locais tratam como remédio universal. Toma-se aos pouquinhos acompanhando petiscos, nunca em um só gole.

Quando ir à Bulgária?

O clima muda bastante conforme a região. Os melhores meses para combinar cidades e natureza vão de maio a junho e de setembro a outubro, quando as temperaturas são agradáveis, há menos gente e os preços caem. O verão (julho e agosto) é bom para trilhas na montanha e praia, mas a costa lota e o interior sofre com o calor forte.

O inverno atrai esquiadores para Bansko, Borovets e Pamporovo, estações que cobram bem menos que os Alpes e mantêm neve regular de dezembro a março. Vale notar que muitas atrações fecham ou reduzem o horário de funcionamento entre novembro e março.

Como chegar à Bulgária?

A partir do Brasil, não há voos diretos para Sófia, sendo necessário fazer conexão em grandes hubs europeus como Frankfurt, Paris ou Istambul. Companhias como Bulgaria Air, Transavia, easyJet, Wizz Air e Ryanair operam trechos intra-europeus frequentes. Os meses de fevereiro e março costumam apresentar as tarifas mais em conta.

O aeroporto de Sófia conta com uma linha de metrô que leva ao centro em 18 minutos. Varna e Burgas também possuem aeroportos internacionais, ótimos para viagens focadas no litoral.

Como se deslocar no país?

O aluguel de carro continua sendo a alternativa mais prática para explorar o país, sobretudo as serras e os vilarejos remotos. As estradas principais estão em bom estado, mas as secundárias podem ter buracos. Espere gastar de 50 a 70 leva por dia (cerca de 155 a 215 reais) em um veículo econômico.

Os ônibus intermunicipais (de empresas como Karat-S e Union Ivkoni) ligam bem as cidades grandes, fazendo Sófia-Plovdiv em 2 horas e Sófia-Varna em 7 horas. As passagens custam entre 20 e 40 leva (cerca de 60 a 125 reais) conforme a distância. Os trens, mais pitorescos porém lentos e menos confortáveis, servem para quem viaja sem pressa. Ir de trem de Sófia a Plovdiv custa cerca de 10 leva (cerca de 30 reais), mas leva 2h30 em vez das 2h de ônibus.

Em Sófia, o metrô moderno e os bondes resolvem a circulação urbana. A passagem custa 2 leva (cerca de 6 reais). Para um bate-volta até o mosteiro de Rila ou os Setes Lagos, vans turísticas saem diariamente do centro de Sófia no verão, cobrando em torno de 50 a 90 leva (cerca de 155 a 280 reais) com transporte e às vezes guia incluídos.

Bulgária: encontre os melhores preços para viajar

Hotéis e hospedagens Passagens aéreas Aluguel de carros Viagem sob medida

Top das fotos publicadas pelos membros

La montagne
Cathédrale Nevski de Sofia
Monastère de Rila

Artigos sobre la Bulgária

Últimas avaliações

Bela vista, mas o site é pouco valorizado

Fortaleza que domina a cidade e o vale, cercada por muralhas bem impressionantes. Vista bonita dos arredores. Onde eu acho que o lugar é pouco valorizado é que tem pouca indicação lá dentro sobre a hi…

28 0

Surpreendente

Capital medieval da Bulgária. Gostei mais de Tarnovo do que de Sofia. Cidade muito graciosa encravada na montanha, com ruas que vão para todos os lados. Não tem muita coisa para fazer a não ser caminh…

29 0

Não recomendo

Eu pessoalmente detestei Sófia. Achei a cidade muito feia, acabada e triste, e que não oferece realmente restaurantes tradicionais. Tem algumas ruínas da época romana que estão bem conservadas e expos…