O Parc des Félins: 26 espécies de felinos a uma hora de Paris
Um gato-das-areias de orelhas desproporcionadas observa o entorno desde a sua toca. A poucos metros, um tigre-siberiano de 250 kg espreguiça-se preguiçosamente sobre uma rocha. Esse contraste marcante resume a proposta da Lumigny Safari Reserve: reunir em 91 hectares de floresta em Seine-et-Marne a maior diversidade de felinos do mundo.
Por que visitar o Parc des Félins?
Inaugurado em 2006 na propriedade de La Fortelle, o parque abriga hoje 26 espécies de felinos das 36 que ainda existem no planeta. Gigantes como o leão-asiático ou o jaguar-preto dividem espaço com espécies pouco conhecidas do grande público: o margay da América Central, a pantera-nebulosa do Sudeste Asiático ou o minúsculo gato-ferrugem, o menor felino do mundo com seus 1,5 kg na idade adulta.
O parque participa ativamente de programas europeus de reprodução. Em 2024, dois tigres-da-malásia nasceram ali, um feito inédito na França para esta espécie classificada como criticamente em perigo de extinção.
Uma imersão em cinco continentes
Os quatro circuitos a pé cruzam territórios temáticos organizados por continente. Os recintos, que às vezes chegam a ter vários hectares, reproduzem os habitats naturais dos animais. Os guepardos dispõem assim de três hectares para correr a sua famosa velocidade máxima.
Essa generosidade de espaço tem um preço: os felinos se escondem. Paciência e faro para observação serão seus melhores aliados. Entre 12h e 15h, a maioria dos carnívoros tira uma soneca. Visitantes experientes chegam bem na abertura ou voltam no fim da tarde, quando a atividade recomeça.
Os pontos altos do percurso
- A planície dos guepardos e seu observatório panorâmico de 360 graus
- O território dos tigres-brancos com sua passarela suspensa de 400 metros
- O recinto das chinchilas ou melhor, das panteras-das-neves com sua espessa pelagem de inverno
- A ilha dos lêmures, onde 60 primatas circulam em liberdade ao redor dos visitantes
O Trans'Félins e as atrações
O Trans'Félins, um trenzinho incluído no ingresso, oferece um trajeto de 25 minutos com pontos de vista inacessíveis a pé. Certos recintos só podem ser vistos de seus vagões. Um comentário em áudio e alguns efeitos sonoros acompanham a viagem.
Atividades diárias movimentam o dia: o lanche dos lêmures comentado pelos tratadores e sessões educativas itinerantes onde os profissionais compartilham curiosidades e observações. O cinema 4D oferece uma imersão de oito minutos ao lado de uma família de tigres indianos.
Dica de amigo: traga binóculos. Nos recintos mais vastos e arborizados, eles fazem toda a diferença para avistar um felino camuflado no capim alto ou aninhado em um galho.
Terre de Singes: o complemento ideal
Do outro lado da estrada, o circuito opcional Terre de Singes abre às 13h30. Macacos-de-gibraltar, micos-leões-dourados e geladas circulan em semiliberdade por lá. O grande aviário imersivo permite chegar bem perto de lóris e araras, podendo até alimentá-los com néctar. Reserve mais duas horas e meia para este segundo percurso.
Horários
*Informações sujeitas a variação
Eu volto quase todo ano e nunca me decepcionei. Não tive a oportunidade de conhecer o parque Terre de Singes, mas o parque dos felinos é simplesmente incrível. Os animais têm recintos muito grandes, onde podem se esconder, subir em árvores, correr ou simplesmente dormir. Às vezes, a gente acha que o recinto está vazio, mas é preciso olhar com atenção e tentar procurar o felino ou os felinos que estão escondidos ali. Pode ficar tranquilo, o número de espécies é grande o suficiente para você passar um momento muito bom, mesmo que alguns animais fiquem fora de vista.