Visitar a Catedral de Maiorca
Se há um edifício marcante ao qual os superlativos assentam particularmente bem, esse é sem dúvida a Catedral de Maiorca. Ela não se limita a ser o maior edifício religioso da ilha, com os seus 109 m de comprimento, sendo também a segunda da Espanha, logo depois da catedral de Sevilha. É um dos monumentos mais ilustres do Mediterrâneo, construída a partir do século XIII por iniciativa do rei Jaime I que havia feito essa promessa, iluminando o centro de Palma de Maiorca tanto pela sua imensidão quanto pelas obras de arte que abriga.
Um edifício colossal e majestoso
De toda a baía, só se vê ela. Acima das muralhas medievais da cidade e do mar, bem ao lado da Almudaina (o palácio real), a Catedral de Maiorca logo tira o fôlego. É colossal, toda em pedra com linhas góticas vertiginosas, tendo passado por inúmeras restaurações desde 1229, data do início de sua construção, que foi finalizada em 1630. É uma esplendor arquitetônica com atributos fora do padrão: a sua rosace (rosácea) é a maior do mundo, 1.236 cristais compõem uma estrela de Davi de 13 m, seu campanário fortificado de nove sinos, a porta do mirador ornamentada, a sua nave de 44 m. Onde quer que o olhar pouse, ele fica enfeitiçado. Se o exterior é escultural, no interior o encanto é o mesmo, sete rosáceas e oitenta e três vitrais brincam com a luz e o espaço, um baldaquino suntuoso com um conjunto escultural e um muro de cerâmica criados por Gaudí em 1904, dezenas de candelabros de ferro forjado emolduram as colunas, capelas com sepulturas reais, totalizando 6.600 m² de área e um deslumbramento sem fim. As coberturas podem ser visitadas, oferecendo um momento de tranquilidade onde a beleza continua presente com uma vista espetacular.
A catedral de Maiorca merece uma parada durante uma viagem a Palma. Eu visitei quando fui visitar um tio que mora lá. Bem localizada de frente para o mar, o entorno dela é agradável. É muito imponente e cheia de detalhes por dentro. Sua arquitetura gótica é caprichada, com alguns acréscimos modernos, como as intervenções de Gaudí no interior. A luz entra lindamente pelos vitrais coloridos, especialmente a grande rosácea.